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AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
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Toponímia Figueirense - O
OCIDENTAL
DO MATADOURO (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 11-IV-1972. Localiza-se do lado poente do
Matadouro, e, contornando este, encontra-se pelo
lado norte, com a Rua Oriental do Matadouro.
8 DE MAIO
(Praça) Foi assim designada para comemorar a data em que
as tropas liberais entraram na cidade (8-V-1834).
O Rio Mondego formava três extensas
reentrâncias que eram designadas por
"praias". A de montante chamava-se
Praia da Reboleira ou Robuleira, nome que se
manteve até princípios do actual século, tendo
posteriormente dado lugar à designação de
Praia da Tamargueira e em 1764 era conhecida por
Rodo da Reboleiras Rotunda da Reboleira. Em 1785
a Câmara Municipal quis dotar a então vila da
Figueira de uma praça, para o que construiu um
muro do lado do rio para se opor aos alagamentos
provocados pelas marés vivas, e alteado o seu
pavimento, tendo depois passado a chamar-se
Praça Nova da Reboleira, Praça Nova da Alegria,
Praça Nova chamada em outro tempo de Reboleira,
e, abreviadamente, por Praça Nova, nome por que
ainda hoje é mais conhecida. Fica localizada
entre o Cais da Alfândega, a sul, e a Rua dos
Combatentes da Grande Guerra, a norte, nela tendo
origem as ruas Dr. José Jardim, a poente,
Combatentes da Grande Guerra e Ferreiros, a
norte, e Ladeira da Lomba, a nascente. Esta
Praça foi considerada desde sempre a zona
comercial mais importante da Figueira, e no seu
maior prédio sito do lado nascente da mesma
confinante com a Ladeira do Monte, até finais do
Séc. XIX e princípios do actual funcionaram ali
os seguintes serviços públicos: Câmara
Municipal, Administração do Concelho, Tribunal,
Cartórios, Contadoria do Juizo, Conservatórias
e Estação Telegráfica. O "Almanaque da
Praia da Figueira" de 1878-1879 chama-lhe
"Boulevard 8 de Maio" dizendo: "É
actualmente o mais elegante bairro da Figueira à
Beira do Mondego, nos terrenos ainda há pouco
conquistados a este rio. Compõe-se de ruas
largas, elegantes, onde as construções se
multiplicam com uma rapidez prodigiosa".
OLAIAS
(Quinta das) Situa-se entre a Rua Fernandes Coelho e as
Abadias, a partir do prolongamento de Rua
Visconde da Marinha Grande. Esta Quinta pertenceu
à família Fernandes Coelho, e foi nela que o
Conde de Monsarás, genro do Dr. Fernandes
Coelho, escreveu uma parte da sua obra em prosa e
em verso.
OLIVEIRA
(Rua da) Na segunda metade do séc. XVIII esta rua era
designada por Rua que vai para a Ribeira,
idêntico nome que na mesma época tinha o troço
ocidental da actual Rua Dr. José Jardim,
chamando-se ainda Rua Pública que vai para a
Ribeira. Num documento existente na Biblioteca
Municipal da Figueira aparece designada como Rua
que vai para a Praça vinda detrás dos Paços. A
Rua da Oliveira cujo nome parece datar dos
princípios do séc. XX, situa-se entre o Largo
General Freire de Andrade, a nascente e o Largo
do Carvão, a poente, possuindo uma saída para o
Cais da Alfândega.
ORIENTAL
DO MATADOURO (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 11-IV-1972. Localiza-se do lado oriental do
matadouro, juntando-se pelo lado norte com a Rua
Ocidental do Matadouro.
OTÃO
LUÍS (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995. Fica perpendicular à Rua Mário
Augusto, correndo paralela e a nascente com a Rua
Carlos Sombrio, situando-se a poente da Rua da
Cidade da Praia, na zona de Urbanização da
Quinta do Viso. Não tem saída, mas possui
praceta de retorno. Otão Luís pertenceu ao
corpo docente da Escola industrial e Comercial de
Tomás Bordalo Pinheiro, actual Escola
Secundária Dr. Bernardino Machado, desta cidade,
onde foi competente professor de desenho durante
alguns anos, aqui tendo exposto diversos dos seus
trabalhos no I Salão de Estética da Figueira em
1940.
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