|

AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
pesquisa:
|
Toponímia Figueirense - M
MACAU (Rua de) Foi assim designada por deliberação camarária
de 19-XII-1967. Fica localizada no Bairro
dedicado às antigas províncias ultramarinas
portuguesas, outrora denominado Bairro do
Cruzeiro, também conhecido por Bairro da Caixa.
Situa-se na parte superior das ruas de
Moçambique e de Angola, estabelecendo ligação
entre as mesmas.
MADALENA
DE AZEREDO PERDIGÃO (Praceta) Situa-se do lado nascente da Avenida 25 de Abril,
ficando localizada entre as pracetas Dr. Marcos
Viana, a sul e Comendador Augusto Silva, a norte.
A Dr.ª Maria Madalena Bagáo da Silva Biscaia de
Azeredo Perdigão era licenciada em Ciências
Matemáticas pela Universidade de Coimbra, tendo
desempenhado o cargo de assistente da Faculdade
de Ciências daquela Universidade. Tirou o Curso
Superior de Piano no Conservatório de Coimbra e
na qualidade de Directora do Departamento de
Música da Fundação Calouste Gulbenkian deixou
uma obra de relevo, devendo-se-lhe a criação da
Orquestra do Coro e do Ballet Gulbenkian, a
organização de Festivais de Música e a
criação do ACARTE. Possuía inúmeras
condecorações nacionais e estrangeiras e a
Câmara Municipal da Figueira atribuiu-lhe a
Medalha de Ouro da cidade.
MAESTRO
DAVID DE SOUSA (Rua) Inicialmente foi denominada de Rua dos Banhos,
para, em 1919, ter recebido o nome de Rua Maestro
David de Sousa, sendo todavia mais conhecida pela
primeira designação. Tem início num pequeno
beco existente do lado nascente da Travessa do
Circo, prolongando-se até à Avenida 25 de
Abril, a poente. David de Sousa foi um músico
figueirense de excepcional craveira artística,
tendo falecido apenas com 38 anos vitimado pela
epidemia pneumónica que grassou em 1918. Estudou
na Alemanha, Áustria e Rússia, foi professor da
classe de violoncelo na Escola de Música de
Lisboa, compositor e regente de orquestra.
MAJOR
AVIADOR HUMBERTO CRUZ (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 25-VIII-1981. Situa-se na Urbanização da
Quinta do Paço, ficando do lado direito e à
entrada daquela urbanização, partindo da Rua
Dr. José Rafael Sampaio no sentido norte-sul,
não tendo saída. O major aviador Humberto
Amaral da Cruz foi um brilhante oficial da nossa
Força Aérea. Tomou parte em diversos cruzeiros
aéreos, e em 1934 escreveu uma das mais belas
páginas da nossa aviação, o raid
Lisboa-Timor-Lisboa, tendo percorrido 42.670
quilómetros e gasto mais de 268 horas de voo.
Recebeu inúmeros louvores e condecorações
nacionais e estrangeiras, entre as quais a
Medalha de Prata de Comportamento Exemplar, as
Medalhas de Avis e de Cristo, com os graus de
Cavaleiro e Comendador, Comendador da Ordem
Nitcam-Ifitkar da Tunísia e o grau de Oficial da
Ordem Medahula, de Espanha.
MANUEL
FERNANDES TOMÁS (Rua) Corre entre a Avenida Saraiva de Carvalho e a Rua
da República e o seu trajecto fica compreendido
entre o Largo do Dr. Nunes a poente, e a E.N.
n.º 109, a nascente. Manuel Fernandes Tomás aos
20 anos concluiu com distinção o seu
bacharelato em Cânones. Foi síndico, procurador
fiscal e vereador da Câmara da Figueira, juiz de
fora em Arganil, superintendente das Alfândegas
e dos Tabacos, deputado, jurisconculto e
publicista de alto valor. Na luta contra os
invasores franceses fez parte da Junta de Defesa
da vila da Figueira, e Wellesley confiou-lhe
diversas missões de confiança. Foi
desembargador honorário da Relação do Porto,
organizou o Sinédrio, movimento que libertaria o
país do jugo inglês, o que lhe valeu ter sido
apodado de "Patriarca da Liberdade". Na
Praça 8 de Maio foi-lhe erigida uma estátua em
24-VIII-1911 junto da qual repousam os seus
restos mortais, bem como os de seu filho Roque
Joaquim Fernandes Tomás.
MANUEL
FERNANDES TOMÁS (Travessa da Rua) Por deliberação camarária de 17-IV-1902 foi
denominada por Travessa Correia Teles, para
depois receber o actual nome de Travessa da Rua
Manuel Fernandes Tomás. Estabelece ligação
entre a Rua Manuel Fernandes Tomás, a norte e a
Avenida Saraiva de Carvalho, a sul.
MANUEL
GASPAR DE LEMOS (Avenida Dr.) Foi aberta em 1967, tendo recebido primitivamente
o nome de Avenida das Abadias, e a Câmara
Municipal da Figueira em 19 de Dezembro daquele
ano deliberou chamar-lhe Avenida Engenheiro
Arantes e Oliveira, ao tempo Ministro das Obras
Públicas, para, em 5-VI-1974 passar a
designá-la pelo seu nome actual de Avenida Dr.
Manuel Gaspar de Lemos. Tem o seu início no
Largo Pereira das Neves, a sul, e cruzando-se com
a Rotunda do Centenário termina na Rotunda 31 de
Janeiro, a norte, tendo como prolongamento
natural a Avenida 1.° de Maio. O Dr. Manuel
Gaspar de Lemos foi um influente político local
tendo feito parte da primeira Câmara Municipal
da Figueira após a proclamação da República.
Durante o regime salazarista foi preso pela
Polícia Política por duas vezes, e esteve
exilado na Bélgica. Foi Ministro da Agricultura
e do Comércio e Comunicações, criou a Junta
Autónoma do Porto e Barra da Figueira da Foz
sendo também incumbido de outras importantes
missões de âmbito local e nacional.
MARCOS
VIANA (Praceta Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 18-I-1994. Situa-se do lado nascente da
Avenida 25 de Abril, ficando localizada entre as
pracetas Dr.ª Madalena de Azeredo Perdigão e
Dr. José Afonso, em frente do Edifício Marisol.
O Dr. Marcos Luís Lima Viana completou o curso
de Letras na Universidade de Coimbra e fez o
exame de licenciatura na Faculdade de Letras de
Lisboa. Foi um competente pedagogo, tendo
traduzido, adaptado e publicado diversas obras
didácticas e desempenhado vários cargos
públicos, entre eles o de vereador e presidente
interino da Câmara Municipal da Figueira após o
Movimento de 25 de Abril de 1974. Presidiu à
Aliança Francesa e colaborou na imprensa local,
tendo recebido diversos galardões, entre outros
o da comenda da Ordem do Infante D. Henrique, a
Medalha de Ouro da cidade da Figueira e o grau de
Cavaleiro da Ordem Nacional de Mérito, do
Governo Francês.
MÁRIO
AUGUSTO (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995. Fica localizada na zona de
Urbanização da Quinta do Viso, tendo origem na
Rua Cidade da Praia, estando o seu trajecto
projectado (1997) para seguir na direcção
poente a fim de ligar à parte superior da Rua do
Pinhal, em Buarcos. Mário dos Santos Augusto
nasceu nas Alhadas, sendo um pintor de eleição.
Estudou em Inglaterra, França, Bélgica e
Espanha, tendo obtido muitos prémios e menções
honrosas. Foi mestre de pintura na Escola
Industrial António Arroio e na Sociedade
Nacional de Belas Artes, ambas de Lisboa.
Trabalhos seus encontram-se espalhados em
diversos museus do país.
MÁRIO
AZENHA (Rua) Foi assim, designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Fica localizada na zona de
Urbanização D. Luís l, na perpendicular e a
sul da Rua Dr. Ernesto Tomé, não tendo saída,
mas possuindo todavia praceta de retorno. Mário
Rodrigues Azenha foi um distinto jornalista com
colaboração prestada a diversos periódicos
diários e semanários, sócio fundador da
Associação de Jornalistas de Coimbra e
correspondente e inspector da Região Centro de
"O Primeiro de Janeiro". Proferiu
conferências e escreveu vários livros de
teatro, novelas, contos e baladas.
MÁRIO
LUÍS DOS SANTOS (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 2-III-1982. Situa-se na Urbanização da
Quinta do Paço, e o seu trajecto estende-se
desde a parte terminal da Rua Dr. Álvaro
Malafaia até à Praça António Sérgio. Mário
Luís dos Santos combateu valentemente na I
Grande Guerra Mundial onde foi ferido, tendo sido
agraciado com a Cruz de Guerra e as medalhas da
Vitória, de Comportamento Exemplar e da Campanha
de França, e feito prisioneiro pêlos alemães,
foi dado como morto. Serviu como bombeiro
voluntário durante 53 anos, recebendo inúmeras
condecorações, tendo alcançado o posto de
Comandante Honorário da Corporação.
MATADOURO
(Rua do) Foi assim designada por deliberação camarária
de 11-IV-1972. O seu trajecto fica compreendido
entre a E. N. n.° 111 a sul, e a entrada
principal do matadouro, a norte.
MATO
(Largo do) Fica situado entre a parte cimeira da Rua do
Mato, a poente e o troço superior da Rua Vasco
da Gama, a nascente. Este largo tem como
prolongamento natural a Rua da Lapa, a qual
termina na Avenida Dr. Francisco Lopes
Guimarães. Possui um típico fontanário em
ferro fundido.
MATO (Rua do) Tem o seu início na Rua das Lamas, a sul,
terminando no Largo do Mato, a norte, correndo
entre as ruas 10 de Agosto e Vasco da Gama. A
partir deste Largo prolonga-se no sentido norte
dando origem à Rua da Lapa, que é seu
prolongamento natural.
MATO
(Travessa do) Foi assim designada por deliberação camarária
de 8-V-1902. É mais conhecida pela designação
de Ladeirões devido ao seu acentuado declive,
situando-se de um lado e de outro da Rua 10 de
Agosto, com a qual se cruza. Tem o seu início na
Rua da Fé, a poente, terminando na Rua do Mato,
a nascente.
MAURÍCIO
PINTO (Rua) Em tempos recuados fez parte da Rua da
Restauração, e em 5-II-1903 foi denominada Rua
da Glória, sendo-lhe atribuído em 7-X-1959 o
actual nome de Rua Maurício Pinto. Fica situada
entre a Rua Fernandes Coelho, a poente, e a Rua
dos Bombeiros Voluntários, a nascente, tendo
como prolongamento natural a Travessa da
Conceição. Maurício Augusto Águas Pinto foi
um figueirense de muito prestígio que legou o
seu valioso espólio à Biblioteca Municipal
composto de livros, folhetos, fotografias,
gravuras, etc. de que era grande coleccionador.
Deixou também bastante colaboração escrita em
vários jornais, revistas e livros.
MEIO (Rua do) Foi assim designada por deliberação camarária
de 27-IV-1972. Situa-se no Bairro da Estação
correndo paralela com a E. N. n.º 109, entre
esta e a Rua António Pestana Rato. Tem origem no
Largo do Bairro da Estação, a sul, em
direcção ao norte, não tendo saída. A Rua
António Pestana Rato é também conhecida pôr
este mesmo nome.
MERCÊS
(Rua das) Foi aberta no último quartel do séc. XVII, e o
primeiro nome que teve foi o de Rua do Vale do
Forno, porque no Largo de S. João existia um
forno de poia pertencente à Casa de Tavarede.
Também se chamou Rua Nova, Vale da Rua Nova do
Forno e Rua Nova do Vale do Forno, surgindo com o
nome actual de Rua das Mercês em 1807. O seu
trajecto fica compreendido entre a Rua da
Restauração, a sul, e a Rua do Hospital, a
norte.
MIGUEL
BOMBARDA (Rua) De início foi chamada por Rua do Melhoramento
para assinalar a construção do Bairro Novo,
então denominado Bairro Novo de Santa Catarina,
e em 26-X-1910 por deliberação camarária foi
designada pelo actual nome de Rua Miguel
Bombarda. É o prolongamento natural da Rua
Engenheiro Silva a partir do Largo do Coronel
Galhardo, a sul, para terminar na Rua do Viso, a
norte, dando pôr sua vez seguimento à Rua de
Buarcos.
MIGUEL
BOMBARDA (Travessa da Rua) Fica paralela e a norte do troço poente da Rua
Dr. António Lopes Guimarães e localiza-se na
parte terminal da Rua Miguel Bombarda, a nascente
e a Rua de Santa Catarina, a poente.
MIRA
COELHO (Rua Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 11-IV-1996. Fica na zona de Urbanização das
Abadias, localizando-se no troço
ascendente-nascente da Avenida Dr. Joaquim de
Carvalho, no sentido sul, não tendo saída,
possuindo praceta de retorno. O Dr. Júlio de
Mira Coelho Júnior foi funcionário superior da
Alfândega da Figueira e muito competente
director e professor da Escola Industrial e
Comercial desta cidade, onde leccionou diversas
disciplinas.
MOÇAMBIQUE
(Rua de) Foi assim designada por deliberação camarária
de 19-XII-1967. Fica localizada no Bairro então
construído dedicado às antigas províncias
ultramarinas portuguesas, outrora denominado
Bairro do Cruzeiro, também conhecido por Bairro
da Caixa. Situa-se entre a Rua Heróis do
Ultramar, a sul, correndo paralela pelo lado
poente com a Rua de Angola, entroncando na Rua
Dr. José Luís Mendes Pinheiro, a norte.
MONSENHOR
PALRINHAS (Bairro) Fica situado entre as ruas Dr. José Luís Mendes
Pinheiro, a nascente, Dr.ª Cristina Torres, a
sul e Agostinho Saboga, a poente, em frente da
antiga Casa da Mãe.
MONTE
(Ladeira do) Tem origem na Praça 8 de Maio, a poente, dela
partindo pelo lado norte através de uma
escadaria a Rua 31 de Julho, e tendo como
prolongamento natural pelo lado sul, a Rua
Direita do Monte.
MONTE
(Travessa do) Foi designada primitivamente por Travessa da Rua
Direita. Situa-se desde a Rua Direita do Monte, a
sul, e passando ao lado da Sociedade Filarmónica
l O de Agosto termina na Rua das Rosas, a norte.
MORIM
(Travessa do) Foi assim designada por deliberação camarária
de 8-V-1902. É impropriamente designada por
travessa, quando se trata de um extenso
arruamento que se cruza com quatro ruas: Vasco da
Gama, Afonso de Albuquerque, Bartolomeu Dias e
Dr. Duarte Silva, mas inicialmente teve origem na
Rua Vasco da Gama. O seu trajecto define-se
actualmente entre a Rua do Mato, a poente, para
terminar o seu percurso na Rua de Coimbra, a
nascente. Bento Gonçalves Morim foi um
importante negociante da Figueira do séc. XIX,
que cedeu gratuitamente à Câmara alguns
terrenos naquela zona, os quais posteriormente
foram urbanizados.
|