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AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
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Toponímia Figueirense - L
LAMAS (Rua das) Foi assim designada por deliberação camarária
de 8-V-1902. É o prolongamento natural da Rua
Direita do Monte. Tem a sua origem a partir da
Rua 10 de Agosto, a poente, terminando no largo
Tenente Valadim, a nascente, no ponto de junção
deste mesmo largo com a Rua da República.
LAPA (Rua da) É o prolongamento natural da Rua do Mato, a
partir do Largo do Mato, a sul, até atingir a
Avenida Dr. Francisco Lopes Guimarães, a norte.
A parte superior desta rua onde havia uma fonte
que deu o nome à mesma, foi absorvida pelas
instalações do quartel ali existente, e em
tempos idos os seu trajecto estendia-se até à
Estrada da Várzea.
LIBERDADE
(Rua da) Chamou-se inicialmente Rua da Inauguração para
assinalar a construção do Bairro Novo, que de
início se chamou Bairro Novo de Santa Catarina,
para depois receber o nome actual de Rua da
Liberdade. Tem a sua origem na Rua Engenheiro
Silva, a sul, para se prolongar até ao Viso, a
norte, ficando no seu enfiamento a Rua Joaquim
Sotto Mayor. Neste ponto convergem ainda as ruas
do Viso, da Fonte e Dr. Luís Carrisso. Até
então toda a área da zona do Bairro Novo era um
aglomerado de quintas, e nesta rua foi
construída a primeira casa em 15-VIII-1868, onde
funcionou o Casino Mondego, depois o Hotel
Portugal e actualmente o moderno Edifício
Portugal.
LOMBA
(Beco da Ladeira da) É um pequeno e estreito beco situado na parte
superior da Ladeira da Lomba, que corre no
sentido norte-sul.
LOMBA
(Ladeira da) Tem origem na Rua dos Bombeiros Voluntários, a
poente, correndo no sentido poente-nascente, e no
seu prolongamento, após flectir para a esquerda
dá início à Rua José da Silva Fonseca, que
anteriormente se chamou Rua cia Lomba. Em 1785
foi transferido para esta ladeira o forno de poia
que funcionava na Rua dos Malheiros (actual Rua
Dr. Joaquim Jardim).
LUÍS
DE ALBUQUERQUE (Praça) Foi assim designada por deliberação camarária
de 26-III-1996. Situa-se a norte do Forte de
Santa Catarina, o Largo do Quebra-Mar e as
instalações do Tennis Club. O Dr. Luís
Guilherme Mendonça de Albuquerque estudou nas
Universidades de Lisboa, onde se licenciou em
Matemática e Engenharia Geográfica, na de
Gottingen (Alemanha) e na de Coimbra, tendo-se
doutorado em Matemática, da qual foi professor
catedrático, bem como na de Lourenço Marques.
Fez viagens de estudo em Espanha, França,
Dinamarca, Suécia, Alemanha, Holanda e Brasil.
Nos últimos anos da sua carreira docente a sua
actividade de historiador desdobrava-se por
Lisboa, Coimbra e Figueira. O CEMAR (Centro de
Estudos do Mar) criado com sede na Figueira tem o
Dr. Luís de Albuquerque como patrono.
LUÍS
DE CAMÕES (Largo) Como se diz nas rubricas Praça 8 de Maio e
Jardim Municipal, o Rio Mondego formava na sua
margem direita três reentrâncias, a de montante
que deu origem à formação da Praia da
Reboleira (actual Praça 8 de Maio), a de jusante
à Praia da Fonte (actual Jardim Municipal) e a
do meio à Praia da Ribeira. No séc. XVIII após
ter sido aterrada, ficou sendo assim chamada ou
simplesmente por Ribeira ou ainda por Mercado do
Peixe, sendo também designada por aqueles nomes
as praias do Rio a montante até às Lamas, onde
se situam hoje as ruas da República, Manuel
Fernandes Tomás e Avenida Saraiva de Carvalho,
todas estas conquistadas ao Rio. Numa escritura
lavrada em Coimbra em 16-I-1654 aparece com o
nome de Ribeira das Naus, Rossio da Ribeira e
Mercado do Peixe, por motivo de, durante muitos
anos ali se realizar o mercado do peixe, tendo
mais tarde passado a ser designada por Praça do
Comércio, cujo nome aparece em 1791, sendo até
esta data conhecida por Ribeira e Praça da
Ribeira. Pôr ocasião das marés das águas
vivas, e tal como acontecia ao tempo com a Praia
da Reboleira, as águas galgavam a Ribeira, pelo
que a Câmara Municipal em 4-II-1777 deliberou
altear o nível da Praça, construindo "um
muro na boca desta com que se viesses embaraçar
o corso das marés". No século XX essa
Praça do Comércio daria lugar aos actuais Largo
Luís de Camões e Praça General Freire de
Andrade, sendo a primeira Praça que teve a
Figueira, a qual no seu conjunto de Largo e
Praça é mais conhecida nos nossos dias por
Praça Velha. No Largo está implantado o
Monumento aos Mortos da Grande Guerra, inaugurado
em Setembro de 1928.
LUÍS
CARRISSO (Rua Dr.) Tem a sua origem no ponto de convergência das
ruas da Liberdade, do Viso, da Fonte e Joaquim
Sotto Mayor, a poente, para terminar na Avenida
Dr. Manuel Gaspar de Lemos, a nascente. O Dr.
Luís Witnich Carrisso era formado em Filosofia
pela Universidade de Coimbra, da qual foi
professor catedrático, secretário da Faculdade
de Ciências, vice-Reitor, presidente da Câmara
Municipal de Coimbra, além de outros importantes
cargos. Representou o país em diversos
congressos e conferências internacionais. Homem
de ciência, botânico e colonialista, os seus
trabalhos conquistaram o respeito e a admiração
de todo o mundo botânico. Era agraciado com
diversas condecorações nacionais e
estrangeiras. Morreu no deserto de Moçâmedes
durante a sua terceira ida a Angola onde dirigia
uma expedição botânica com a colaboração do
Museu Britânico de História Natural.
LUÍS
CARRISSO (Travessa da Rua) É o arruamento perpendicular à Rua Dr. Luís
Carrisso, com início do lado sul desta,
prolongando-se para sul, não tendo saída.
Possui praceta de retorno.
LUÍS
GARRIDO (Rua) Tem a sua origem na parte inferior da Rua do
Mato, a poente, para terminar na Rua Vasco da
Gama, a nascente. O Dr. Luís Guedes Coutinho
Garrido formou-se em Filosofia e Direito pela
Universidade de Coimbra, estabelecendo-se
posteriormente em Lisboa com banca de advogado.
Foi sócio da Academia de Ciências de Lisboa e
do instituto de Coimbra, representou Angola como
deputado às Cortes, sendo autor de várias obras
literárias e dirigiu a publicação da
"Portugaliae Monumenta Histórica".
LUSÍADAS
(Rua dos) Após a sua abertura passou a ser designada em
19-XII-1967 por Rua Luís de Camões, para, em
26-VI-1968 ser Rua de Camões, e em 14-III-1972 a
Câmara Municipal deliberou alterá-la para a
denominação actual de Rua dos Lusíadas a fim
de se associar à celebração do IV Centenário
da publicação de "Os Lusíadas", e a
mudança do nome justificou-se também pelo facto
de na toponímia da cidade estar já consagrado o
nome do poeta. Tem origem na Rua Joaquim Sotto
Mayor estendendo-se para poente, tendo como
prolongamento natural a Rua Dr. João de Barros,
a qual, por sua vez, dá continuidade à Rua Dr.
Simões Barreto, que termina o seu trajecto na
Avenida do Brasil, já na freguesia de Buarcos.
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