AUTORIA:

O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia figueirense é uma reprodução quase integral de um livro denominado "Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX" editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor deste site.

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Toponímia Figueirense - F

FAUSTO PEREIRA DE ALMEIDA (Rua)
Foi assim denominada por deliberação camarária de 11-IV-1996. Localiza-se na zona de Urbanização das Abadias, a norte da Quinta das Olaias e a sul da Avenida Dr. Joaquim de Carvalho. Tem o seu início no lado poente da Rua Dr. Mira Coelho para terminar na origem da 2.ª Travessa deste nome. Fausto Pereira de Almeida foi um competente funcionário da Conservatória do Registo Civil da Figueira, tendo dedicado toda a sua vida aos sectores do associativismo e jornalismo, de que foi um brilhante ornamento. Devotado bairrista escreveu largas centenas de artigos focando inúmeros problemas de interesse para a Figueira e seu concelho, tendo colaboração espalhada por vários jornais e revistas e obtido diversos prémios por artigos que escreveu sobre doutrina social e corporativa.

FAUSTO PEREIRA DE ALMEIDA (1.ª Travessa da Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária de 11-IV-1996. Localiza-se do lado norte da Rua Fausto Pereira de Almeida, sendo o primeiro arruamento no sentido descendente. Não tem saída.

FAUSTO PEREIRA DE ALMEIDA (2.ª Travessa da Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária de 11-IV-1996. Localiza-se do lado norte da Rua Fausto Pereira de Almeida, sendo o segundo arruamento no sentido descendente. Não tem saída.

FÉ (Rua da)
Como as ruas da Esperança e da Caridade foram assim designadas simultaneamente, desconhecendo-se com rigor a data. Fica compreendida entre a Rua das Canas, a sul, e a Rua do Hospital, a norte, correndo paralela e a nascente com as ruas da Caridade e 9 de Julho.

FÉ (Travessa da Rua da)
Situa-se do lado poente desta rua, entre a mesma e a Rua Silva e Sousa. Por erro chegou a ser designada como Travessa do Cuatto.

FERNANDES COELHO (Rua)
No último quartel do séc. XVIII chamava-se Rua do Vigário, para depois passar a ser Rua Formosa ou Rua Formosa chamada do Vigário. Estando já calçada foi denominada Rua da Igreja, e posteriormente Rua de Silva Soares, para finalmente receber o nome actual de Rua Fernandes Coelho. Em escrituras lavradas em 1785 e 1786 surge com a designação de Rua que vai da Igreja para o Convento ou Rua que vai da Igreja para Santo António. Tem a sua origem a partir do lado posterior da Igreja Matriz, a sul, prolongando-se até ao Largo Pereira dos Santos, a norte. O Dr. António Fernandes Coelho foi uma das personalidades figueirenses mais importantes da sua época. Esteve nos Açores integrado no Batalhão de Emigrados, foi um dos bravos que desembarcaram no Mindelo, fazendo parte do Batalhão de Voluntários Académicos e durante o cerco do Porto desempenhou o cargo de auditor do Exército, tendo sido gravemente ferido na Batalha da Serra do Pilar em 1832. Foi Ministro do Reino e da Justiça, e como titular daquela pasta, referendou a Constituição de 1838.

FERREIROS (Rua dos)
Foi conhecida por Estrada do Monte, Estrada que vai para a Várzea e Rua que vai para o Monte, e ao local onde a mesma estava implantada eram ainda dados os nomes de Pedreiras, Caminho da Várzea, Caminho das Pedreiras, Rua das Pedreiras, Monte Calvários Vale de Canos, para, em 1790, ser chamada Rua dos Ferreiros, em virtude de nela existirem diversas forjas. Tem a origem na Praça 8 de Maio, a sul, até se encontrar com a Rua da Providência, no enfiamento da Rua Silva e Sousa, a norte.

"O FIGUEIRENSE" (Rua de)
Trata-se de uma pequena travessa impropriamente designada rua, situada do lado poente da Praça General Freire de Andrade, estabelecendo ligação entre esta praça e a Rua das Parreiras, à qual tem acesso por uma pequena escadaria. Nos finais do séc. XVIII passou a ser denominada Rua do Estanque ou Rua do Estanco, e posteriormente por Rua do Curro. Em 1748 chamava-se Esquina que vai para a Ribeira e em 1784 Rua que vai da Ribeira para a Rua das Parreiras, tendo-se chamado também Rua que vai para o Cais, mas confundia-se por vezes com a Rua da Alfândega que também assim era conhecida. A Câmara Municipal da Figueira em I-VII-1969 deliberou dar-lhe o nome de Rua de "O Figueirense" visto ser este o jornal mais antigo da cidade.

FONTE (Rua da)
Foi designada primitivamente como Estrada que vai para Buarcos, Rua que vai para Buarcos, Caminho de Buarcos para a Figueira, e por Alto da Fonte, devido ao facto de, nela ter existido uma fonte, que era a mais antiga da Figueira. O seu percurso fica compreendido entre o ponto em que se juntam as ruas da Liberdade, do Viso, Dr. Luís Carrisso e Joaquim Sotto Mayor, a noroeste, e passando o Largo da Praia da Fonte (actual Largo Pereira das Neves) continua, até se cruzar com a 2.ª Travessa da Rua Fresca, para terminar no Largo do Tribunal, a sudeste.

FOZ DO MONDEGO (Avenida)
Foi assim designada por deliberação camarária de 9-VII-1986. Está construída no espaço ocupado em tempos pela antiga doca, bem como o parque de estacionamento automóvel que lhe fica contíguo, pelo lado norte, sendo o prolongamento natural da Avenida Saraiva de Carvalho. O seu trajecto estende-se entre esta Avenida, a nascente, e o início da Avenida de Espanha, a poente, correndo paralela e a sul do Cais da Alfândega e das ruas 5 de Outubro e Engenheiro Silva.

FRANCISCO ANTÓNIO DINIS (Rua Dr.)
Chamava-se primitivamente Azinhaga da Pólvora, também conhecida por Rua da Pólvora, e mais tarde foi designada por Rua do Bomfim, para em 30-X-1902 receber a designação actual de Rua Dr. Francisco António Dinis. Tem o seu início no Largo do Coronel Galhardo, a poente, para terminar no Passeio infante D. Henrique, a nascente. O Dr. Francisco António Dinis foi um grande impulsionador da Companhia Progresso Figueirense, a que se devem alguns dos grandes melhoramentos da cidade, entre eles o da construção do Bairro Novo, que ao tempo era designado por Bairro Novo de Santa Catarina.

FRANCISCO LOPES GUIMARÃES (Avenida Dr.)
Foi assim designada por deliberação camarária de 28-X-1930. Fica localizada ao cimo das ruas Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque, Bartolomeu Dias e Dr. Duarte Silva, entre os quartéis da E.P.S.T., a norte e da Brigada da Guarda Fiscal, a sul. O Dr. Francisco Lopes Guimarães exerceu advocacia na Figueira durante cerca de 50 anos. Chefiou o Partido Regenador, foi presidente da Câmara Municipal da Figueira durante vários anos, tendo grande influência pessoal e política na cidade.

FRESCA (Rua)
Desconhece-se a data desta designação, presumindo-se que seja muito antiga e provavelmente tenha sido um dos prolongamentos da Rua da Fonte, sendo o outro no Largo do Tribunal. Tem a sua origem no Largo da Igreja, a nascente, terminando no Largo Pereira das Neves, a poente.

FRESCA (1.ª Travessa da Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária de 28-IV-1977. Situa-se na parte inferior da Rua Fresca, em frente da zona terminal da Rua Calouste Gulbenkian, a norte, e a Rua do Estendal, a sul, sendo constituída por uma pequena ladeira.

FRESCA (2.ª Travessa da Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária de 28-IV-1977. Situa-se do lado poente da 1.ª Travessa, com origem na Rua Fresca, do lado nascente do Largo Pereira das Neves.

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN (Praceta)
Foi assim denominada por deliberação camarária de 28-III-1967. Está localizada a meio da Rua Calouste Gulbenkian, situando-se em frente do Museu e Biblioteca municipais.


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