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AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
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Toponímia Figueirense - E
ENGENHEIRO
SILVA (Rua) É o prolongamento natural da Rua 5 de Outubro,
tendo o seu início a partir do Jardim Municipal,
a nascente, para terminar no Largo Coronel
Galhardo, a poente. António Artur Baldaque da
Silva era engenheiro hidrógrafo e oficial da
Marinha de Guerra. Foi senador da República,
tendo realizado importantes trabalhos no sector
das pescas e obras portuárias, sendo autor de
diversas publicações de carácter científico.
Foi um dos pioneiros da construção do Bairro
Novo. Foi membro do Instituto de Ciências da
Real Academia de História de Madrid, da Academia
Real de Ciências de Lisboa e sócio honorário
da Associação dos Engenheiros Civis de Londres,
tendo sido agraciado com o grau de Comendador da
Ordem Militar de Avis. Amava tanto a Figueira que
determinara aos seus familiares que se entretanto
aqui houvesse forno crematório pretendia ser
incinerado devendo as cinzas serem lançadas ao
mar no Cabo Mondego, onde desejaria ver realizado
o seu grande sonho: a construção do Porto
Oceânico. O seu nome foi dado ainda ao actual
mercado da cidade.
ERNESTO
TOMÉ (Rua Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 26-III-1996. Situa-se na zona de Urbanização
de D. Luís I, do lado poente da Rua Cardoso
Marta, e a sul com a Rua Dr.ª Cristina Torres,
não tendo saída, mas possuindo praceta de
retorno. O Dr. Ernesto Ferreira Gomes Tomé foi
um ecléctico desportista: remador, nadador,
instrutor de boxe, instrutor e director técnico
de remo e ginástica sueca, dirigente da secção
de vela e hipismo, praticante de esgrima e
jogador de futebol, quase todos estes desportos
praticados no Ginásio Clube Figueirense. Como
Director do então Grande Casino Peninsular
(actual Casino da Figueira) e presidente da
Comissão Municipal de Turismo organizou festas,
cortejos folclóricos e garraiadas que ficaram
memoráveis. Foi um distinto poeta e brilhante
prosador que escreveu diversos livros em prosa,
poesia, direito e desporto. Foi director de
jornais, advogado e oficial do exército.
ERNESTO
TOMÉ (Praceta Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 26-III-1996. Situa-se entre as ruas Dr.
Ernesto Tomé, Cardoso Marta e Mário Azenha.
ESPANHA
(Avenida de) Chamou-se anteriormente Avenida de Santa Catarina
e Avenida do Forte de Santa Catarina, para, em
27-XII-1971, por deliberação camarária, ter
passado a chamar-se, pelo nome actual de Avenida
de Espanha. É o prolongamento natural da Avenida
Foz do Mondego, a partir do enfiamento da Rua
Bernardo Lopes, a nascente, e envolvendo
exteriormente o Forte de Santa Catarina, entronca
na Avenida 25 de Abril, a poente.
ESPERANÇA
(Rua da) Chamou-se incialmente Rua do Favião. Tem o seu
início na Rua da Fé, a sul, e mudando de
direcção, prolonga-se para terminar na Travessa
do Mato, a norte.
ESPERANÇA
(Urbanização da Quinta da) Situa-se na freguesia de Tavarede nas
imediações do antigo Seminário, onde funciona
actualmente (1997) a Universidade Católica
Portuguesa. Nesta Quinta estão localizadas as
ruas Cónego Tomás Póvoa, António Medina
Júnior e Albano Duque.
ESTAÇÃO
(Bairro da) Foi assim designada por deliberação camarária
de 18-VI-1991. Este bairro primitivamente foi
designado por Casal do Rato porque aqueles
terrenos pertenceram a um abastado proprietário
chamado António Pestana Rato que os urbanizou
nos finais do século XIX. Fica localizado nas
traseiras das instalações da Estação dos
Caminhos de Ferro, a nascente da E. N. n.º 109.
ESTAÇÃO
(Largo da) Localiza-se entre a estação dos Caminhos de
Ferro, a norte e a Avenida Saraiva de Carvalho, a
sul, cuja estação em tempos passados foi
designada por Estação do Caminho de Ferro da
Beira Alta e Torres. É o término das carreiras
de camionagem urbanas e serve de parque de
estacionamento de carros particulares e de praça
de taxis.
ESTANCO
(Rua do) Esta rua era considerada como um prolongamento da
Rua de Santo António (actual Rua Dr. Santos
Rocha). Fica compreendida entre a Rua Dr. José
Jardim, a norte e a Rua Detrás da Alfândega, a
sul. Nos princípios do séc. XVIII era conhecida
por Rua da Maria do Álvaro, em virtude de, no
seu lado oriental, haver uma casa pertencente a
uma mulher com esta alcunha, e numa escritura
lavrada em 1738 aparece designada como Rua do
Estanque.
ESTENDAL
(Rua do) Este foi o seu nome de origem e nos finais do
séc. XVIII já aparece também com o de Estrada
que vai para o Estendal ou Caminho para o
Estendal, e nos princípios do séc. XX a Câmara
Municipal pretendeu chamar-lhe Rua de Santa
Luzia, mas tal nome não prevaleceu tendo ficado
sempre conhecida pôr Rua do Estendal. O seu
trajecto estende-se desde a Rua 5 de Outubro, a
sul, e correndo ao lado do edifício do Paço e
das traseiras dos edifícios dos CTT e do
Tribunal, termina no Largo do Tribunal, a norte.
Do lado nascente possuía alguns poucos
edifícios e quintais, e do lado poente, onde
actualmente se encontram os edifícios atrás
referidos tinha um pátio, um armazém e uma casa
de madeira construídos sobre a imensa penedia
que então era visível. Existia ali uma cavidade
natural voltada para o lado do actual jardim, a
qual em 1732 era conhecida por Cova da Serpe, o
que pressupõe alguma lenda de mouras encantadas,
sendo aquele mesmo sítio designado ainda por
Caminho da Cova da Serpe.
ESTENDAL
(Travessa do) Fica localizada a sul do edifício dos CTT,
estendendo-se entre o Passeio Infante D.
Henrique, a poente, e a Rua do Estendal, a
nascente, tendo como seu prolongamento natural o
Largo Professor António Victor Guerra.
ESTRADA
NACIONAL N.° 109 É o prolongamento natural da Rua Manuel
Fernandes Tomás com origem no enfiamento da Rua
Bartolomeu Dias, seguindo em direcção a
Coimbra. No tempo da Monarquia era designada pôr
Estrada Real n.° 49.
EUROPA
(Praça da) Foi construída em 1980, localizando-se em frente
do edifício da Câmara Municipal para sul da
Avenida Saraiva de Carvalho e Avenida Foz do
Mondego em terrenos recentemente conquistados ao
Rio Mondego, tendo sido assim chamada em
9-VII-1986. Trata-se de um largo espaço
destinado às mais variadas actividades lúdicas
com um curioso relógio de sol com formato de uma
vela de barco.
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