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AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
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Toponímia Figueirense
- C
CABO VERDE (Rua
de)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 19-XII-1967. Tem o seu início na Rua Dr.
José Luís Mendes Pinheiro, a poente, e passando
pela parte norte da Rua da Índia, termina na Rua
de Moçambique, a nascente. Situa-se no bairro
dedicado às antigas províncias ultramarinas
portuguesas, chamado Bairro do Cruzeiro, também
conhecido por Bairro da Caixa. CADEIA (Rua da)
Durante o séc. XVIII esta rua em conjunto com a
Rua do Paço foram consideradas como uma só,
sendo então ambas elas bastante povoadas. É o
prolongamento natural da Rua do Paço no seu
troço descendente, a sul, terminando na Rua
Fresca, a norte. Quando nos finais daquele
século ali foi instalada a cadeia o nome da rua
foi desdobrado, tendo então passado a
denominar-se Rua que vai para a Cadeia ou
Serventia que dá para a Praia da Fonte, para ser
finalmente chamada Rua da Cadeia, designação
que ainda hoje conserva.
CALADO
(Rua Dr.)
O seu primeiro nome foi Rua da Boa União, para,
por deliberação camarária de 31-V-1911 passar
a ser designada por Rua Dr. Calado. Tem origem
num pequeno beco situado na Travessa do Circo, a
nascente, e a Esplanada António da Silva
Guimarães, a poente, à qual tem acesso por uma
escadaria, sendo zona pedonal entre a Rua Miguel
Bombarda e aquela Esplanada. O Dr. Cristiano
Mendes Calado foi subdelegado de Saúde e fazia
muita medicina de graça, exercendo no seu tempo
forte influência política junto dos vereadores
da Câmara.
CALOUSTE
GULBENKIAN (Rua)
Foi aberta em 1961 com origem na Rua Fernandes
Coelho, a nascente, servindo de prolongamento
natural da Rua Maurício Pinto, e no seu trajecto
em frente do edifício do Museu e Biblioteca
flecte para a esquerda, terminando na Rua Fresca,
a sul. Foi assim designada por deliberação
camarária de 19-XII-1967 em homenagem ao grande
benemérito de origem arménia Calouste Sarkis
Gulbenkian, cuja Fundação contribuiu
substancialmente para a construção daqueles
dois estabelecimentos culturais figueirenses,
que, no seu género, são considerados dos
melhores do país.
CANAS
(Rua das)
Em 1781 são começados os trabalhos para a
abertura desta rua, tendo sido aforados os
terrenos para a construção das primeiras casas
das ruas dos Cravos, Rosas, Ferreiros, Santo
António e Travessa da Conceição. Fica situada
entre a Rua dos Cravos, a poente, e o início da
Rua da Caridade, a nascente.
CÂNDIDO
DOS REIS (Rua)
Primitivamente foi denominada Rua da Boa
Recordação, e em 26-X-1910 a Câmara Municipal
passou a designá-la por Rua Cândido dos Reis,
tendo chegado a ser conhecida também por Rua
Almirante Cândido dos Reis e mais popularmente
por Rua dos Casinos, por no primeiro quartel do
século XX nela se situarem três casinos. Fica
localizada entre o Passeio Infante D. Henrique
(Jardim Municipal), a nascente, e a Esplanada
António da Silva Guimarães, a poente. O seu
troço entre as ruas da Liberdade e Bernardo
Lopes é conhecido por "Picadeiro", e
entre esta e a Esplanada é zona pedonal. Num
documento existente no arquivo da Câmara
Municipal vimos esta artéria ser denominada como
Rua Mastros Vermelhos.
CARDOSO
MARTA (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Fica na zona de Urbanização de
D. Luís l, definindo-se o seu trajecto a partir
de uma rotunda da Rua Dr.ª Cristina Torres,
prolongando-se para sul desta, não tendo saída.
Possui praceta de retorno. Manuel Augusto Cardoso
Marta chegou a tomar ordens menores mas não
seguiu a carreira eclesiástica. Foi um brilhante
jornalista e professor das Escolas Móveis e do
ensino profissional, distinto poeta e ganhador de
diversos prémios em Jogos Florais. Foi membro da
Comissão de Etnografia, do Grupo de Humoristas
Rafael Bordalo Pinheiro e da Associação dos
Arqueólogos Portugueses, tendo ainda
colaboração espalhada em vários jornais e
revistas nacionais.
CARDOSO
MARTA (Travessa da Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Fica situada no troço superior
da Rua Cardoso Marta do lado poente desta, não
tendo saída mas possuindo um praceta de retorno.
CARIDADE
(Rua da)
Documentos antigos mencionam esta rua com o nome
de Rua das Cabanas, pelo facto de nela haver
diversas cabanas de madeira, e depois Estrada
pública para o Vale de Santo António. Em 1803 a
Câmara da Figueira deu-lhe o nome de Rua da
Caridade que ainda hoje conserva. Tem a sua
origem na Rua das Canas, a sul, para terminar no
enfiamento da Rua Silva e Sousa, a norte,
seguindo-se-lhe no seu prolongamento natural a
Rua 9 de Julho, a data em que foi conhecida na
Figueira a notícia do desembarque dos 7500
bravos no Mindelo, (8-VII-1832) que lutaram para
a libertação do País do regime absolutista.
CARLOS
SOMBRIO (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995. Fica situada na Urbanização da
Quinta do Viso. Tem origem na Rua Mário Augusto,
a norte, com direcção ao sul, não tendo
saída, mas possui uma praceta de retorno. Carlos
Sombrio foi o nome literário de António Augusto
Esteves. Tomou parte em diversas actividades
artísticas e literárias, proferiu inúmeras
conferências, escreveu crónicas, contos e
novelas, tendo dado abundante colaboração à
imprensa portuguesa, nomeadamente figueirense, em
jornais e revistas durante cerca de 30 anos. Foi
coleccionador de bilhetes postais ilustrados,
livros, ex-libris, autógrafos e pinturas, que
doou, por sua morte, à Biblioteca e Museu
municipais.
CARRINGTON
DA COSTA (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Situa-se na zona de Urbanização
de Justina Sotto Mayor, a norte dos terrenos do
palácio Sotto Mayor, correndo no sentido
nascente-poente, não tendo saída, possuindo
praceta de retorno. O Dr. João Carrington
Simões da Costa tomou parte na I Grande Guerra,
tendo sido agraciado com as medalhas da Vitória,
das Campanhas de França. Foi professor liceal,
tendo prestado provas de doutoramento na
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto,
onde recebeu o grau de Doutor por unanimidade,
desempenhando ainda o cargo de Professor
Catedrático da referida Faculdade. Desempenhou
diversas missões no país e no estrangeiro,
tendo colaborado em vários jornais. Combateu os
monárquicos nas lutas de 1919 e foi presidente
da Comissão Executiva da Junta de Investigação
do Ultramar.
CARRINGTON
DA COSTA (Travessa)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Fica perpendicular e do lado
norte da Rua Carrington da Costa, não tendo
saída. Possui praceta de retorno.
CARVÃO
(Largo do)
O nome deste largo tem sido bastante controverso.
Em 1791 era designado simplesmente por Armazém
de Carvão porque há já mais de 200 anos
existia nele um armazém deste género. Em 1878 e
1879 era Largo do Carvão, para, de 1893 a 1895
passar a ser Largo 11 de Setembro. Numa acta da
Câmara de 18-III-1896 foi proposto que "ao
antigo Largo do Carvão, actualmente 11 de
Setembro, seja dado o nome de Mousinho de
Albuquerque", e no ano seguinte era de novo
chamado Largo do Carvão, mas em 11-III-1898 numa
acta de sessão da Câmara aparece de novo
referido o nome de Largo Mousinho de Albuquerque.
Em 1902 surge alternadamente com as designações
de Largo do Carvão e Largo Mousinho de
Albuquerque, em 1905 e 1906 é só designado por
Largo Mousinho de Albuquerque, e em 1916 fixa-se
em Largo do Carvão. No ano de 1996 um munícipe
sugeriu à Câmara que aquele largo fosse reposto
com o nome de Mousinho de Albuquerque, porém o
município não aceitou a sugestão, admitindo
todavia que o referido largo um dia tivesse esse
nome, mas em virtude de o mesmo não ter
expressão no sentimento popular deliberou que
"seja redenominado oficialmente como Largo
do Carvão". Este largo fica situado entre a
parte terminal do Cais da Alfândega, a nascente,
e a inicial da Rua 5 de Outubro, a poente, nele
tendo origem as ruas do Paço e dos Ciprestes, as
quais terminam no Largo da Igreja. Na parte sul
deste mesmo largo existiu em tempos uma rampa que
em 17-IV-1902 foi designada por Lage da Chumba.
CELBI
(Bairro da)
Foi assim designado por deliberação camarária
de 24-I-1968. Situa-se a sul da Quinta da
Esperança e a norte da Rua da Celulose Billerud,
tendo sido construído pela empresa que tinha
então este nome, para habitação social dos
seus empregados. Neste mesmo bairro estão
integradas as ruas da Celulose Billerud, de S.
Tomé e da Guiné.
CELULOSE
BILLERUD (Rua da)
Foi aberta em 1966 tendo recebido em 19-XII-1967
o nome de Rua da Billerud, para, em 24-I-1968, a
Câmara Municipal ter alterado o seu nome para
Rua da Celulose Billerud. Fica situada a nascente
do antigo Bairro do Cruzeiro, tendo sido rasgada
para dar acesso ao Bairro da Billerud,
designação inicial da Fábrica de Celulose,
hoje CELBI, ficando o seu percurso compreendido
entre as ruas de S. Tomé e Guiné, a poente e a
Ladeira da Várzea, a nascente.
CENTENÁRIO
(Rotunda do)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 16-III-1982. Situa-se na zona das Abadias, no
cruzamento das avenidas Dr. Manuel Gaspar de
Lemos e Dr. Joaquim de Carvalho. Possui uma
estátua em bronze representando uma figura de
mulher, alusiva à elevação a cidade, da então
vila da Figueira, cujo primeiro centenário
ocorreu em 20 de Setembro de 1982, data da sua
inauguração.
CIDADE
DE GRADIGNAND (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995 em virtude desta cidade francesa ter
sido geminada com a da Figueira em 1995. Fica
situada na zona de Urbanização da Quinta do
Viso e o seu trajecto define-se entre a curva da
Rua Dr. João de Barros, no ponto em que esta se
encontra com a Rua dos Lusíadas, a sul, para
terminar na Rua José Bracourt, a norte, a qual
tem início no Largo da Lapa, em Buarcos.
CIDADE
DA PRAIA (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995, em virtude desta cidade
caboverdiana ter sido geminada com a da Figueira
em 1995. Fica situada na zona de Urbanização da
Quinta do Viso, e o seu trajecto define-se entre
a Rua Cidade de Gradignand, a sul, e a Rua
Rogério Reynaud, a norte.
5
DE OUTUBRO (Rua)
Nos finais do séc. XVII e princípios do séc.
XVIII passava do lado sul do Paço um simples
caminho que ao tempo era designado por Rua
Detrás do Paço e posteriormente Rua 11 de
Setembro, até que em 26-X-1910 recebeu o nome
actual da Rua 5 de Outubro. Além do edifício do
Paço, não havia ali qualquer outra
construção, mas apenas uma penedia do seu lado
poente que se prolongava pela Rua do Estendal. O
seu percurso fica compreendido entre o Largo do
Carvão, a nascente, e o Jardim Municipal, a
poente, tendo como seu prolongamento natural a
Rua Engenheiro Silva.
CIPRESTES
(Rua dos)
Desconhece-se a origem desta designação, sendo
de supor que seja anterior ao séc. XVIII. Foi
chamada Rua que vai em direitura à Porta
Principal da Igreja ou Rua Direita com a Igreja,
como ainda era designada por vezes em meados
daquele século, possuindo então casas dos dois
lados. Nos anos de 1784 a 1788 era também
conhecida por Rua do Doutor Juiz de Fora e a
Câmara Municipal da Figueira em sessão de 21 de
Maio de 1791 deu-lhe o nome de Rua das Flores,
que era como um prolongamento da Rua do Vigário
ou Rua da Igreja, a qual ia dar a um armazém de
carvão que então existia no Largo 11 de
Setembro (actual Largo do Carvão), servindo
ambas de divisória a dois bairros da vila da
Figueira: o da Praça do Comércio e o da Fonte.
Tem a sua origem no Largo do Carvão, a sul, para
terminar no Largo da Igreja, a norte.
CIRCO
(Travessa do)
Recebeu primeiramente o nome de Travessa dos
Banhos, e posteriormente o de Travessa do Circo,
por com ela confinar o Teatro Circo Saraiva de
Carvalho, actual Casino da Figueira, inaugurado
em 1884. Estabelece ligação entre a Rua
Cândido dos Reis a sul, e a Rua da Fonte, a
norte.
CIUDAD
RODRIGO (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-IV-1995 em virtude desta cidade espanhola
ter sido geminada com a da Figueira em 1995. Fica
situada na zona de Urbanização da Quinta do
Viso, definindo-se o seu trajecto entre a Rua
Cidade da Praia, a sul, e a Rua Rogério Reynaud,
a norte.
CLEMÊNCIA
(Rua da)
Desconhece-se se teria tido qualquer outro nome
antes do actual. Corre paralela do lado poente da
Rua das Mercês, e, tal como esta, tem o seu
início na Rua da Restauração, a sul,
terminando na Rua do Hospital, a norte.
COIMBRA
(Rua de)
É assim designada desde 1903. Tem a sua origem
na Rua Afonso de Albuquerque, a poente, e depois
de cruzar com as ruas Bartolomeu Dias e Dr.
Duarte Silva, descrevendo uma curva e correndo
paralela com esta, termina na E. N. n.º 109, a
sul.
COLÉGIO
ACADEMIA FIGUEIRENSE (Rua)
Chamou-se de início Travessa de Santo António
quando a rua confinante tinha este mesmo nome,
mas após a alteração do nome para Rua Dr.
Santos Rocha passou a ser designada por Travessa
Dr. Santos Rocha, para, em 14-XI-1972 passar a
denominar-se pela designação actual de Rua
Colégio Academia Figueirense, por nela ter
existido um estabelecimento de ensino com este
nome, extinto em 1976. Fica situada entre a Rua
Dr. Santos Rocha, a nascente, e a Rua dos
Bombeiros Voluntários, a poente, mas antes da
construção da Escola Industrial e Comercial
(actual Escola Secundária Dr. Bemardino Machado)
o seu trajecto estendia-se, ao que parece, até
à Rua Fernandes Coelho.
COLISEU
(Largo do)
Foi assim designado por deliberação camarária
de 8-II-1961. Encontra-se localizado entre o
Coliseu Figueirense, que lhe fica a poente, e a
Rua Joaquim Sotto Mayor, a nascente.
COMBATENTES
DA GRANDE GUERRA (Rua dos)
Foi aberta em 1785 após a execução das obras
de protecção da Praia da Reboleira (actual
Praça 8 de Maio) que era ao tempo inundada pelas
águas das marés vivas. Foi designada por Rua
Nova da Praia, Rua da Praça Nova, Rua Nova de
Santo António, Rua Nova que vai da Praia para
Santo António, Rua Nova que vai para a Praia da
Reboleira, Vale de Canos, Rua Nova da Reboleira
ou simplesmente Rua Nova, nome por que ainda é
mais conhecida nos nossos dias, tendo também
sido designada por Rua Tenente Valadim, para
finalmente ter recebido o actual nome de Rua dos
Combatentes da Grande Guerra. Tem a sua origem na
parte superior da Praça 8 de Maio, a sul,
terminando no enfiamento da Rua do Hospital, a
norte, tendo como prolongamento natural a Rua
Visconde da Marinha Grande.
COMENDADOR
AUGUSTO SILVA (Praceta)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 7-III-1996. Situa-se no troço superior e do
lado nascente da Avenida 25 de Abril, ficando
localizada a norte da Praceta Dr.ª Madalena de
Azeredo Perdigão. Augusto Alves da Silva foi um
importante industrial de hotelaria que muito
contribuiu para o desenvolvimento turístico da
Figueira, tendo sido nomeado pela Câmara
Municipal seu "cidadão honorário".
Foi alvo de várias homenagens e o Governo
reconhecendo o valor da sua obra atribuiu-lhe o
grau de Comendador da Ordem de Mérito
Industrial.
CONCEIÇÃO
(Travessa da)
Chamou-se primeiramente Rua que vai para a Rua
Nova da Mina, assim designada por nela ter sido
construído um aqueduto subterrâneo que conduzia
as águas para o poço da Bica que ao tempo ali
existia. Em 1797 foi chamada Rua que vai para o
Monte, em 1799 era Rua Direitas em 5-II-1903
recebeu o nome actual de Travessa da Conceição.
O seu trajecto inicial ficava compreendido entre
a Rua dos Bombeiros Voluntários, a poente, e a
Rua 9 de Julho, a nascente. O troço entre a Rua
Dr. Santos Rocha e a Rua dos Combatentes da
Grande Guerra era chamado de Caminho ou Travessa
que vai para Vale de Canos, e entre esta rua e o
seu término, na Rua 9 de Julho, passou a ser
designada por Rua da Restauração.
CONDE
DE MONSARÁS (Rua)
Esta rua foi, por lapso, em 27-XII-1971
denominada de Alberto de Monsarás, mas a Câmara
Municipal, tendo reconhecido o erro cometido, em
23-II-1972, repunha-a com a designação
pretendida de Rua Conde de Monsarás. Fica
localizada entre a Avenida Dr. Manuel Gaspar de
Lemos, a nascente, e passando pelo lado sul do
Ciclo Preparatório, termina na Rua Joaquim Sotto
Mayor, a poente. O Dr. António Macedo Papança,
1.º Conde de Monsarás foi Par do Reino,
embaixador, escritor e poeta de grande
merecimento. Morou na Quinta das Olaias, à Rua
Fernandes Coelho, onde escreveu uma parte
importante da sua obra em prosa e em verso, entre
as quais a conhecida poesia "As Arcas de
Montemor".
CÓNEGO
TOMÁS PÓVOA (Rua)
Foi assim designada por deliberação camarária
de 15-XI-1994. Fica localizada na Urbanização
da Quinta da Esperança, situando-se entre as
ruas José da Silva Ribeiro, a poente, e António
Medina Júnior, a nascente. O Cónego Tomás
Francisco Póvoa desempenhou as funções de
reitor do Colégio Figueirense, depois Seminário
Menor, durante mais de 50 anos, tendo sido
capelão do Patronato de Nossa Senhora do
Rosário e do Lar de Santo António (Santa Casa
da Misericórdia-Obra da Figueira).
CORONEL
GALHARDO (Largo do)
Chamou-se primeiramente Largo do Forno da Cal,
para depois ser designado Largo do Coronel
Galhardo, conforme deliberação da Câmara
Municipal de 18-III-1896. Fica localizado na zona
terminal da Rua Engenheiro Silva e a inicial da
Rua Miguel Bombarda, pelo lado nascente, e a
Esplanada António da Silva Guimarães, pelo lado
poente. O coronel Eduardo Augusto Rodrigues
Galhardo era comandante das forças
expedicionárias em Lourenço Marques e quando se
dirigia para Manjacaze para prender o régulo
Gungunhana as suas tropas foram atacadas pelas
gentes daquele régulo, travando-se furioso
combate em 7-XI-1895, tendo obtido uma retumbante
vitória.
COTOVELO
(Rua do)
É erradamente designada por rua, quando se trata
de uma pequena travessa, que é o prolongamento
da Rua Detrás da Alfândega, a norte, terminando
no Cais da Alfândega, a sul.
CRAVOS
(Rua dos)
De início tomou o nome de Rua dos Colombros, que
depois derivou para Rua do Combro, nome que
conservou durante largos anos, para finalmente se
fixar em Rua dos Cravos. Tem o seu início na Rua
Direita do Monte, a sul, para finalizar na Rua
Augusto Veiga, a norte, tendo como prolongamento
natural a Rua da Providência.
CRAVOS
(Travessa dos)
É uma pequena e estreita travessa localizada na
parte superior da Rua dos Cravos, e estendendo-se
para o lado poente estabelece ligação entre
esta e a Rua 31 de Julho.
CRISTINA
TORRES (Rua Dr.ª)
Ter-se-ia chamado primitivamente Rua do Liceu, e
por deliberação camarária de 27-XII-1971 foi
designada por Rua Dr. Gustavo Cordeiro Ramos
após a sua abertura, para em 16-IV-1975 a
Câmara dar-lhe o actual nome de Dr.ª Cristina
Torres. O seu trajecto define-se entre a Rua
Joaquim Sotto Mayor, a poente, passa em frente da
Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho
(antigo Liceu Nacional) atravessa as Abadias para
terminar na Rua Dr. José Luís Mendes Pinheiro,
a nascente. A Dr.ª Cristina Torres dos Santos
provinha de gente humilde tendo sido costureira.
Era formada pela Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra. Leccionou nas Escolas
Técnicas da Figueira e Braga para onde foi
transferida compulsivamente por ser adversária
política do salazarismo. Colaborou assiduamente
em vários jornais e revistas e escreveu muitos
artigos de opinião e poesia, sendo ainda autora
de vários livros.
CRUZEIRO
(Bairro do)
Situa-se do lado norte e no extremo nascente da
Rua Heróis do Ultramar, onde estão localizadas
as ruas designadas com os nomes das antigas
províncias ultramarinas portuguesas. É também
conhecido pelo nome de Bairro da Caixa, em
virtude de ali se situarem as dependências dos
Serviços da Caixa de Previdência.
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