|

AUTORIA:
O texto incluído nesta secção com a descrição da toponímia
figueirense é uma reprodução quase integral de um
livro denominado
"Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"
editado em 1997 por Fausto Caniceiro da Costa que (em vida) autorizou a mesma ao autor
deste site.
pesquisa:
|
Toponímia Figueirense - A
ABADE PEDRO (Rua
do) Foi assim designada por deliberação camarária
de 5-XI-1968. Tem origem na parte superior da Rua
Calouste Gulbenkian, a sul, situando-se a
nascente do edifício do Museu e Biblioteca,
prolongando-se no sentido da Quinta das Olaias, a
norte. As primeiras notícias acerca da
povoação da Figueira datam de 1096, com a
doação do Abade Pedro, feita à Sé Velha de
Coimbra, da Igreja de S. Julião, que, diz o
documento, "é situada na margem
setentrional do Rio Mondego próximo da Praia do
Mar".O Abade Pedro nos finais do século XI
reedificou aquela igreja que havia sido
destruída pelos sarracenos em 717, sendo
considerado pelos historiadores como o verdadeiro
fundador e povoador da Figueira que dotou de
"casas necessárias e boas torres ... todos
os edifícios, todas as plantações de vinha e
arvoredo, terras cultas e incultas" em que
muitos anos depois se transformaria a bela cidade
que e hoje a Figueira da Foz.
ABADIAS (Parque
das) A Câmara Municipal da Figueira em reunião de
23-I-1967 deliberou chamar Parque Professor
Doutor Joaquim de Carvalho à zona verde do Vale
das Abadias paralela à Avenida Engenheiro
Arantes e Oliveira (actual avenida Dr. Manuel
Caspar de Lemos), para em 5-VI-1974 passar a ser
designada pelo actual nome de Parque das Abadias.
ABADIAS VELHAS Assim se designa a zona situada a nordeste da
Rotunda 31 de Janeiro, na zona das Abadias, tendo
a poente a Avenida 1.° de Maio, a sul a Rua
Dr.ª Cristina Torres e a norte a zona do Senhor
da Arieira.
ABÍLIO
DE OLIVEIRA ÁGUAS (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 2-VII-1982. Situa-se a sul da Rua Violinda
Medina e correndo paralela com esta no sentido
nascente-poente não tem saída, dispondo de uma
praceta de retomo. Abílio de Oliveira Águas foi
um figueirense muito considerado dentro e fora do
país. Desempenhou as funções de cônsul de
Portugal em Providence (EUA), onde pugnou por
melhores condições de vida para os emigrantes
portugueses que demandavam aquele país, tendo
sido demitido dessas funções devido às suas
ideias democráticas. Em 1957 o Governo
Brasileiro concedeu-lhe a Ordem do Cruzeiro do
Sul e em 1980 o Governo Português atribuiu-lhe a
Ordem da Liberdade.
ACADÉMICO
ZAGALO (Rua) Recebeu primeiramente o nome de Travessa Nova,
para depois ser Rua da Indústria, e finalmente
Rua Académico Zagalo. Fica situada entre a Rua
Engenheiro Silva, a sul, e a Rua Cândido dos
Reis, a norte, na zona do "Picadeiro",
sendo zona pedonal entre as ruas Dr. Francisco
António Dinis e Cândido dos Reis. Bernardo
António Zagalo, atingiu o posto de marechal de
campo. Quando era sargento de artilharia e
estudante em Coimbra, ao ter conhecimento que
tropas francesas haviam invadido a Figueira,
pôs-se a caminho desta cidade à frente de 3.000
populares armados de chuços, lanças, piques e
foices, tomando o Forte de Santa Catarina em 27
de Junho de 1808, de onde expulsou os franceses,
tendo posto fim ao jugo napoleónico.
ACTOR
DIAS (Rua do) Por deliberação camarária recebeu este nome em
28-IV-1960. É também denominada por Travessa,
situando-se entre o arruamento envolvente do
Coliseu Figueirense, a sul e o troço inferior da
Rua Alexandre Herculano, a norte. O actor
António Dias Guilhermino nasceu em Mayorca,
tendo sido um dos mais notáveis artistas
teatrais do seu tempo, fazendo uma brilhante
carreira em Portugal e no Brasil. Morreu em plena
cena na noite de 25 de Novembro de 1893 quando
representava no Porto. No cemitério do Prazo do
Repouso daquela cidade foi erigido um mausoléu
em sua homenagem, que contém os restos mortais
do actor.
ACTOR
DIAS (Travessa da Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 24-IV-1960. Tem origem na parte poente da Rua
Actor Dias e no seu prolongamento flecte para
sul, não tendo saída.
AFONSO
DE ALBUQUERQUE (Rua) Corre paralela e entre as ruas Vasco da Gama e
Bartolomeu Dias, e como a primeira daquelas, tem
origem na Avenida Saraiva de Carvalho, a sul,
terminando na Avenida Dr. Francisco Lopes
Guimarães, a norte.
AGOSTINHO
SABOGA (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 6-V-1996. Localiza-se a partir da Rotunda da
Rua Dr.ª Cristina Torres, a sul, prolongando-se
até à Quinta das Vaquinhas, a norte, próximo
dos Quatro Caminhos. Agostinho da Conceição
Saboga foi operário vidreiro que se salientou
nas lutas operárias durante o regime
salazarista. Funcionário do Partido Comunista
foi preso várias vezes pela PIDE, tendo sofrido
14 anos de prisão.
ALBANO
DUQUE (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 19-XII-1995. Está localizada na Urbanização
da Quinta da Esperança, situando-se entre as
ruas Cónego Tomás Póvoa e António Medina
Júnior. Albano Correia Neves Duque foi professor
de Contabilidade na Escola Industrial da Marinha
Grande, cargo de que foi destituído por ter
tomado parte no movimento revolucionário de 7 de
Fevereiro de 1927. Foi ainda um jornalista de
consagrado mérito, tendo colaboração espalhada
por diversos jornais da Figueira, Coimbra, Porto
e Lisboa.
ALEGRIA
(Rua da) Foi o primeiro nome da Esplanada António da
Silva Guimarães, e estendia-se desde o Largo do
Coronel Galhardo, a sul, e a antiga Rua dos
Banhos (actual Rua Maestro David de Sousa), a
norte. A designação de Rua da Alegria é agora
aplicada ao pequeno troço compreendido entre as
ruas Dr. Calado e Maestro David de Sousa,
abrangendo a parte traseira do Edifício
Atlântico, não tendo saída para esta rua por
lhe ficar em plano muito superior.
ALEXANDRE
HERCULANO (Rua) Está localizada na zona da Rotunda da Ponte do
Galante no ponto de junção da Rua de Buarcos e
a Avenida do Brasil, a poente, para finalizar na
Rua Joaquim Sotto Mayor, a nascente, ficando no
seu prolongamento natural a Avenida Dr. Joaquim
de Carvalho.
ALFÂNDEGA
(Cais da) Foi assim chamado por deliberação camarária de
27-XII-1917 e tal designação deveu-se ao facto
da existência de uma doca que se manteve entre a
Praça Nova e o edifício do Paço, na qual
atracavam barcos de pesca, de recreio e de carga
e por onde passavam as mercadorias entradas e
saídas pelo porto da Figueira, e antes até fora
estaleiro. Era então considerado Cais, desde o
início da Avenida Saraiva de Carvalho, a
nascente, até às proximidades do Forte de Santa
Catarina, a poente, mas agora o seu trajecto
define-se apenas entre a Praça 8 de Maio, a
nascente e o Largo do Carvão, a poente.
ALFÂNDEGA
(Rua da) Foi conhecida primitivamente por Rua que vai para
o Cais. Localiza-se do lado poente do edifício
da Alfândega, entre este e o da Caixa Geral de
Depósitos, e o seu trajecto situa-se entre o
Cais da Alfândega, a sul, e a rua Dr. José
Jardim, a norte.
ALFÂNDEGA
(Travessa da) Fica situada do lado nascente da Alfândega,
sendo o seu percurso compreendido entre o Cais da
Alfândega, a sul e a Rua Detrás da Alfândega,
a norte.
ALTO
DO VISO (Rua do) Corre paralela do lado nascente e em plano mais
elevado, com a Rua de Buarcos, tendo o seu
início no prolongamento da Rua do Viso, a sul, e
terminando no troço inicial da Rua Alexandre
Herculano, a norte.
ÁLVARO
MALAFAIA (Rua Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 25-VIII-1981. Situa-se na Urbanização da
Quinta do Paço, correndo paralela do lado norte
com a Rua Dr. José Rafael Sampaio, no sentido
poente-nascente, não tendo saída. O Dr. Álvaro
dos Santos Malafaia exerceu advocacia na Figueira
onde foi vereador e presidente da Câmara
Municipal durante 8 anos, e representante dos
municípios na Câmara Corporativa, presidente da
Direcção da Aliança Francesa e vice-cônsul da
França. Foi um brilhante orador, não tendo
porém dado a conhecer os seus escritos em prosa
e em verso.
ÁLVARO
MALAFAIA (Travessa da Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 26-III-1996. Situa-se na Urbanização da
Quinta do Paço, estabelecendo ligação entre as
ruas Dr. Álvaro Malafaia e Dr. Rafael Sampaio, a
norte da Praça António Sérgio.
ANGOLA
(Rua de) Foi assim designada por deliberação camarária
de 19-XII-1967. É o prolongamento natural da Rua
10 de Agosto situando-se entre a Rua Heróis do
Ultramar, a sul, e a Rua Dr. José Luís Mendes
Pinheiro, próximo da antiga Casa da Mãe, a
norte. É a maior das ruas do antigo Bairro do
Cruzeiro, também conhecido por Bairro da Caixa.
ANTÓNIO
LOPES GUIMARÃES (Rua) Chamou-se primitivamente Rua da Saudade, e por
deliberação da Câmara Municipal em 16-IV-1914
recebeu o nome actual de Rua António Lopes
Guimarães. Antes porém chegou a ser alvitrado
que fosse chamada Rua do Hilário, em homenagem a
este conhecido estudante de Coimbra, que nos
finais do século XIX frequentava assiduamente a
praia da Figueira, indo fazer serenatas naquela
rua onde costumavam ficar raparigas suas
conhecidas daquela cidade. Tem a sua origem na
Rua da Fonte, a nascente, terminando o seu
percurso na Avenida 25 de Abril, a poente, à
qual tem acesso por uma escadaria. O Dr. António
Lopes Guimarães fez parte da Companhia
Edificadora Figueirense responsável pela
construção do Bairro Novo, então chamado
Bairro Novo de Santa Catarina, foi deputado do
Partido Progressista pelo círculo da Figueira e
figura importante da política local do seu
tempo. Fez oferta de 6.000 volumes à Biblioteca
Municipal da Figueira.
ANTÓNIO
MEDINA JÚNIOR (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 15-XI-1994. Situa-se a norte da Rua Cónego
Tomás Póvoa, na zona de Urbanização da Quinta
da Esperança. António Medina Júnior foi um dos
fundadores do Grupo Musical de Instrução
Tavaredense de que foi executante como
violinista. Radicou-se em Sintra em 1927, onde
fundou o "Jornal de Sintra", do qual
foi director até à sua morte, colaborando ainda
em diversos jornais de vários pontos do país,
sendo considerado um jornalista de reconhecidos
méritos. Entusiasta propagandista das belezas da
Figueira e Tavarede, muito contribuiu pela
aproximação destas terras com a então vila de
Sintra.
ANTÓNIO
PESTANA RATO (Beco da Rua) Situa-se no Bairro da Estação, no lado direito
e superior da Rua António Pestana Rato.
ANTÓNIO
PESTANA RATO (Rua) Chamou-se primitivamente Rua do Meio, nome por
que habitualmente ainda é conhecida. Rua do Meio
do Bairro da Estação, ou Rua da Bela Vista, e
em 27-IV-1972, foi designada oficialmente por Rua
António Pestana Rato. Tem o seu início na
Estrada de Mira (E. N. n.° 109) e atravessando o
Bairro da Estação segue em direcção ao Bairro
da Bela Vista. António Pestana Rato foi um
abastado proprietário local que comprou aqueles
terrenos que mandou urbanizar, os quais deram
origem ao bairro que de início foi conhecido por
Casal do Rato.
ANTÓNIO
SÉRGIO (Praça) Foi assim designada por deliberação camarária
de 25-VIII-1981. Situa-se na Urbanização da
Quinta do Paço. Possui um amplo recinto
desportivo destinado aos moradores daquela
urbanização, estabelecendo ligação entre as
ruas Dr. José Rafael Sampaio e Mário Luís dos
Santos.
ANTÓNIO
DA SILVA BISCAIA (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-XII-1996. Tem início na Rua Calouste
Gulbenkian, a norte, prolongando-se para sul,
não tendo saída. António da Silva Biscaia
dirigiu durante cerca de 50 anos os asilos da
Obra da Figueira, para velhos e crianças. Foi
director do Ginásio Clube Figueirense, Bombeiros
Voluntários, Centro Republicano José Falcão e
Associação Artística. Prestou valiosos
serviços à Figueira como membro da Comissão de
Iniciativa e Turismo, depois Comissão Municipal
de Turismo, ficando a dever-se-lhe muitas
manifestações sociais, culturais e desportivas,
entre elas as Grandes Regatas Internacionais. Foi
alvo de várias homenagens, e o Governo
reconhecendo o valor da sua obra atribuiu-lhe o
grau do Comendador da Ordem de Benemerência.
ANTÓNIO
DA SILVA GUIMARÃES (Esplanada) Inicialmente chamava-se Rua da Alegria, e em
3-XI-1904 por deliberação camarária foi
designada por Esplanada António da Silva
Guimarães, sendo a esplanada superior à Avenida
25 de Abril, fronteira ao mar. O seu trajecto
situa-se entre o Largo do Coronel Galhardo, a
sul, e a Rua Dr. Calado, a norte, tendo acesso à
Rua Maestro David de Sousa através de uma
escadaria. É zona pedonal em toda a sua
extensão. António da Silva Guimarães formou
uma empresa para exploração das minas de
carvão do Cabo Mondego, que no seu tempo, chegou
a empregar 700 trabalhadores. Foi grande
protector de instituições de caridade locais e
um dos maiores beneméritos da Santa Casa da
Misericórdia.
ANTÓNIO
SOTERO (Praceta Dr.) Foi assim designada por deliberação camarária
de 4-VIII-1995. Fica localizada na zona de
Urbanização D. Luís I do lado norte da Rua D.
Luís I, entre a Rua D. José I e a Avenida Dr.
Manuel Gaspar de Lemos, a poente da Praceta Dr.
Joaquim Lopes Féteira. O Dr. António Sotero de
Oliveira era formado em Medicina pela
Universidade de Coimbra. Foi Director Clínico do
Hospital da Misericórdia da Figueira durante
mais de 40 anos, tendo exercido a sua profissão
com verdadeiro profissionalismo e espírito de
sacerdócio, não se fazendo pagar pelos
serviços médicos que prestava aos doentes mais
carenciados.
ANTUNES
MARTINS (Largo) Situa-se entre a Rua Engenheiro Silva, a sul e o
início das ruas Académico Zagalo e da
Liberdade, a norte. José Antunes Martins foi
proprietário de várias casas na Rua da
Liberdade e um dos grandes impulsionadores da
construção do Bairro Novo, que se chamou
primitivamente Bairro Novo de Santa Catarina.
Neste Largo está erigido um pequeno monumento
dedicado ao insigne músico figueirense David de
Sousa.
ARNALDO
SOBRAL (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 18-XII-1996. Situa-se entre a Rua de Coimbra,
a sul e o troço inicial do IP3, a norte, de
acesso à ponte, correndo paralela com este.
Arnaldo da Conceição Freire Sobral dedicou-se a
diversas actividades desportivas, nomeadamente o
ciclismo, tendo sido o organizador das famosas
'Voltas dos Campeões" e "Circuitos das
Libras de Ouro", que trouxeram até à
Figueira os nomes mais destacados do ciclismo
nacional, tendo sido também jornalista
desportivo e crítico teatral.
ARTILHARIA
2 (Rua de) Parece ter sido aberta em 1794 tendo recebido
primitivamente o nome de Rua do Sol, para em
29-VIII-1928 passar a ser designada pôr Rua de
Artilharia 2. É o prolongamento natural da Rua
José da Silva Fonseca, ficando o seu percurso
compreendido entre a Rua Visconde da Marinha
Grande, a sul, e a Rua do Pinhal, a norte,
passando do lado poente do Terminal Rodoviário.
ASSOCIAÇÃO
NAVAL 1.° DE MAIO (Rua) Foi assim designada por deliberação camarária
de 27-XII-1971. Fica localizada na zona
desportiva da cidade. Tem o seu início na Rua
Joaquim Sotto Mayor, em frente do Estádio
Municipal José Bento Pessoa, a poente, passa
junto e paralela pelo lado sul da Rua do Ginásio
Clube Figueirense, seguindo para nascente, a sul
da Carreira de Tiro, não tendo saída.
AUGUSTO
VEIGA (Rua) Em 1803 era designada por Rua das Figueirinhas,
para receber em 1918 o nome de Augusto Veiga, que
ainda conserva. Fica situada entre a parte
superior da Rua dos Cravos, a poente, e a Rua da
Caridade, a nascente, correndo paralela entre as
ruas das Canas e Silva e Sousa. Augusto Veiga foi
um brilhante jornalista, fundador de vários
jornais figueirenses, sendo autor de inúmeros
"artigos de ideias avançadas" para o
seu tempo.
|