Praça Velha (Gen. Freire de Andrade)

O troço norte da antiga Praça do Comércio (actual Largo Luís de Camões) foi designado por Praça General Freire de Andrade a partir do enfiamento da Rua Dr. José Jardim, a sul, até à entrada da antiga Rua da Bica (actual Rua dos Bombeiros Voluntários), a norte.

O general Alfredo Augusto Freire de Andrade foi um ilustre militar figueirense que desempenhou diversas e importantes missões em África, mormente em Moçambique, de que foi Governador Geral, lente da Escola do Exército, Director-Geral das Colónias, Secretário-Geral do Ministério de instrução Pública, Presidente do Conselho Superior de Instrução Pública, Ministro dos Negócios Estrangeiros, além de várias outras funções que lhe foram confiadas, tendo ainda uma vastíssima bibliografia.

Em 1782 foi erguido nesta praça um pelourinho composto por uma coluna salomónica, que, custou à Câmara 231$085, no qual, até finais do séc. XVII eram afixados editais.

Também na mesma praça esteve instalada a casa da Alfândega até ter sido transferida para o local onde actualmente se encontra.

Fausto Caniceiro - in "Toponímia da Figueira nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX"

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A Praça Velha e o seu Pelourinho

O Pelourinho da então Vila da Figueira da Foz foi implantado em 1782, na primeira Praça existente, chamada Praça do Comércio, hoje denominada Praça General Freire de Andrade.

O Pelourinho situava-se a Norte da Praça, colocado no lado Poente da mesma. Mais tarde, foi deslocado para o centro da referida Praça e depois o local foi ajardinado, ficando uma área para passantes poderem contornar o pelourinho.

O Pelourinho está assente numa base de pedra, em forma quadrangular com quatro degraus, caracteriza-se por ter um pedestal pançado, sobre o qual se ergue uma elegante coluna torsa, coroada por um capitel de ordem compósita onde se encontras lavradas as armas da Nação. Por Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910, foi este Pelourinho considerado Monumento Nacional.

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra, existente na Praça Luís de Camões, foi inaugurado em 1928, pelo então Presidente da República, General Óscar Carmona.

As duas Praças eram distintas e contornáveis por viaturas, até ao momento da grande tragédia. Em 1997, a ACIFF teve os primeiros contactos com a Câmara Municipal, no sentido de uma abertura ao comércio local, portanto, uma candidatura ao PROCOM.

A parte correspondente à Câmara Municipal, referia-se à reabilitação dos espaços públicos da zona abrangida pelo projecto, tornando-se aprazíveis de estar e visitar.

Após estas obras, o que resultou: Duas Praças ligadas. A parte ajardinada da Praça General Freire de Andrade, desapareceu. Criaram-se áreas de estacionamento para viaturas ligeiras e pesadas, pouco faltando para que ficassem mesmo encostados à base do Pelourinho. Implantaram-se seis contentores para o lixo e o conjunto de ecopontos para cartão, plástico e vidro. Mesmo assim, há camiões que, como já não há jardim, estacionam em cima do ex-jardim.

Quanto à Praça Nova, é outra coisa (é nova), não se vê um contentor de lixo ou ecoponto, nem mesmo um cartão de embalagem atirado para o passeio.

A Praça, historicamente, mais emblemática da Figueira da Foz, por ser a primeira na história da Cidade, por ter prédios com traça da época e o Pelourinho que tem, foi infeliz vítima e houve quem por esta cidade passou e nem reparou no que estava a acontecer.

José Paiva - in A Voz da Figueira - 2005/06/23


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