Ponte
Edgar Cardoso
A partir de ontem (2005/07/28) a Ponte da Figueira passou a ter a
designação do autor do projecto, Edgar Cardoso. A cerimónia marcou
também o final das obras de intervenção de que a ponte foi alvo e
contou com a presença de muitas entidades, entre as quais uma irmã
do engenheiro que marcou o século XX.
«Sinto-me muito satisfeita por assistir ao reconhecimento do seu
trabalho». Foi assim, que aos 91 anos de idade, Amélia Vitória de
Mesquita Cardoso reagiu à homenagem que, indirectamente foi prestada
a seu irmão, o projectista da ponte. Edgar Cardoso construiu na
Figueira a primeira Ponte de Tirantes, mas pelo mundo fora
notabilizou-se com a realização de cerca de meio milhar de estudos e
projectos.
Nesta cidade deixou uma «obra que marcou e renovou a Figueira,
passando também a ser um “ex-libris”», disse na sua intervenção o
presidente da Câmara que recordou que desde o início, «houve vontade
(do então presidente da autarquia Joaquim de Sousa) de dar o nome de
Edgar Cardoso à ponte que projectou», e por isso, o autarca
agradeceu «o ter-se cumprido uma ideia antiga».
Também o secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações
recordou o «genial mas controverso engenheiro», focando o orgulho
que sentia por presidir à cerimónia, numa cidade de que, disse,
«aprendi a gostar, desde a juventude, pois aqui passei grandes
férias de Verão». Paulo Campos focou também a intervenção de que a
ponte foi alvo, «numa obra importante em que o Instituto de Estradas
se empenhou».
Coube no entanto a Carlos Santinho Horta falar da intervenção que
foi feita, de mais de dez milhões de euros, depois de terem
constatado que havia «perda de resistência, a existência de chochos,
segregação e fendilhação do betão», entre outras falhas, num total
de 559 mil horas de trabalho, com zero acidentes graves e «apenas 12
pequenos acidentes».
Bela Coutinho - in Diário de Coimbra - 2005/07/29
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Ponte Edgar Cardoso – Figueira da Foz / Reabilitação da Ponte da
Figueira da Foz e seus Acessos
A empreitada foi adjudicada à empresa Sociedade de Construções
Soares da Costa, S.A. pelo valor de € 14 000 000,00 (c/IVA).
Projectada na década de 80, esta nova ligação entre as margens na
foz do Rio Mondego, veio substituir a velha ponte de ferro,
inaugurada em 1907, e rapidamente se transformou num verdadeiro
ex-libris da cidade e da paisagem bela e amena que a envolve. Foi
esse valor simbólico e cultural – legado histórico que perdurará
durante muitas gerações – que possibilitou à ponte da Figueira da
Foz agora ser chamada “Ponte Edgar Cardoso”. Uma justa deliberação
que confere um brilho muito especial a esta cerimónia que assinala o
fim da intervenção nesta estrutura, após as necessárias e complexas
obras de beneficiação e restauro.
O conjunto das intervenções permitem considerar o aumento do
período de vida desta infra-estrutura, pelo menos, mais 30 anos.
Iniciaram-se em Junho de 2003 e de todos os trabalhos realizados
salientam-se os efectuados em prol do reforço da segurança, bem como
os de introdução de mecanismos de controlo e monitorização de toda a
estrutura, nomeadamente:
Controlo Sísmico dos Viadutos
Protecção Geral da Estrutura de Betão
Sistema de Monitorização
Esta ponte de tirantes tem um desenvolvimento total de 405 m,
dividida em 3 tramos, em que os tramos extremos têm 90 m e o tramo
central 225 m. O tabuleiro misto de aço e de betão, é suportado por
duas torres auto-estáveis, dois pilares de transição e seis pares de
tirantes em cada torre com continuidade sobre estas.
As instituições de referência com intervenção directa na obra
foram: o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), Universidade de
Évora (EU) e Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
in Estradas de Portugal - 2005/07/27
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