














|
Jardim aberto sobre o rio
Seis meses após o início das obras, inaugurou-se no passado dia
30 de Julho de 2005 o renascido Jardim Municipal. Agora sem ‘coreto’
e sem lago, retiradas as sebes e restante vegetação que separava
este espaço verde da zona envolvente, o jardim surge como um local
privilegiado de lazer no centro da cidade, abrindo-se à cidade e
voltando-se para o rio.
A atracção principal é o parque infantil, com um túnel de água a
dar cobertura às corridas dos mais pequenos, que ali dispõem de um
equipamento moderno, instalado sobre um piso adequado às suas
brincadeiras, amortecendo as quedas, e, por questões de segurança e
higiene, o parque infantil está ainda dotado de um equipamento de
dissuasão à entrada de cães.
A pérgola mantém-se, recuperando a estrutura cimeira em madeira
da construção original, e a gaiola deverá brevemente voltar a
albergar aves. Quanto à reprodução de coreto que até há seis meses servia de
palco à exibição esporádica de grupos folclóricos, deu lugar a um
espaço aberto, coberto por uma tela tensa, rodeado de bancos de
pedra.
Uma solução que o presidente da autarquia admite que “pode
chocar” algumas pessoas, mas que acredita ser adequada à nova
personalidade de um jardim que, sublinha, se pretende que seja um
ponto de passagem, e de paragem, entre a zona baixa da cidade e o
Bairro Novo, “um eixo em renovação”.
Investimento de 900 mil euros
Com o investimento na ordem dos 900 mil euros, a obra, adjudicada
à empresa figueirense Sticla, contou com a comparticipação de 50 por
cento da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento da Região Centro
(CCDRC), e pretendeu, segundo o autarca, “mais do que uma
beneficiação, ser uma modernização de um espaço querido da
comunidade, mas que necessitava de se abrir à cidade, passando a ser
um local de continuidade, e não de clausura, no eixo que liga a zona
baixa ao Bairro novo”.
Duarte Silva quis aproveitar a localização privilegiada do
espaço, frente ao rio, abolindo os obstáculos visuais, como sebes e
o que define como “uma imitação de coreto”, ainda que esta possa,
reconhece, deixar saudades. “É natural que algumas pessoas não gostem e preferissem a
estrutura tipo coreto que aqui estava, mas a verdade é que o coreto
há muito que tinha desaparecido, e o que tínhamos era um palco
redondo e coberto, rodeado por bancadas circulares, que só lembrava
um coreto, mas não tinha qualquer valor como monumento”, sublinha.
O espaço deixado vago por esta construção foi ocupado por um piso
de madeira, coberto por uma tela apoiada em quatro vigas diagonais,
com bancos de pedra nos topos. “É uma solução mais radical, mas que
nos pareceu servir o duplo propósito de abrir o espaço e de se
encaixar no desenho simples e moderno que lhe destinamos”. O lago, por sua vez, “levantava questões de higiene e de
segurança dos animais (patos e cisnes) que ali viviam”, explica
Duarte Silva, acrescentando que a freguesia de Maiorca é a nova, e
mais segura, ‘casa’ das aves que habitavam o jardim municipal.
Quanto às pombas, essas não tardarão, previu o edil deitando um
olhar desconfiado para a copa das árvores, a voltar ao jardim, uma
vez que um sistema pensado para as afastar se revelou ineficaz. Mas a modernização mais visível acontece no parque infantil, onde
equipamentos multifuncionais substituem os tradicionais baloiços.
Teias de cordas para trepar, escorregas elaborados e estruturas
labirínticas prometem entreter os mais novos, a par com a roda e os
baloiços individuais de mola.
“Este sempre foi um parque infantil concorrido, até pela
proximidade com o Mercado Engenheiro Silva, que levava os pais a
ficarem aqui com as crianças enquanto as mães iam às compras”,
recorda Duarte Silva.
O objectivo, agora, é aliar a segurança e o conforto à diversão,
“à semelhança, aliás, do que se tem vindo a fazer em todas as
freguesias do concelho, com a remodelação de todos os parques
infantis”, lembra, acrescentando que é sua intenção dotar o parque
das Abadias de um equipamento semelhante. Também os balneários foram completamente remodelados, bem como os
quiosques, que já entraram em funcionamento.
Andreia Gouveia [texto adaptado nas datas] - in O Figueirense -
2005/07/29
«---»
Crianças deliram com o “novo” jardim
Após obras de remodelação, o Jardim Municipal afirma-se como um
espaço aberto e intergeracional, enquanto o parque infantil faz
furor junto das crianças. Concluídas as obras de remodelação iniciadas em Janeiro último, o
Jardim Municipal reabriu sábado, com centenas de pessoas a
assistirem à cerimónia. Contudo, o novo visual do recinto não é
consensual. “Não se pode agradar a todos”, sublinhou Duarte Silva,
presidente da câmara. “Mas é bom que as pessoas debatam e sintam a
cidade”, defendeu.
Os reparos vêm, sobretudo, dos mais velhos, que não gostaram de
ver o coreto ser substituído por uma pala sobre um palco ao nível do
solo. “Antes destas obras, a maioria das pessoas nem se apercebia
que havia aqui um coreto”, frisou o autarca. Isto porque o espaço se
encontrava isolado pela vedação, enquanto agora se afirma como um
espaço aberto que liga o Bairro Novo, as Abadias, a Baixa e a zona
ribeirinha.
À margem das vozes críticas, as crianças, essas, faziam fila
junto a uma fonte interactiva. E no parque infantil era difícil
encontrar lugar para mais um. O projectista Jorge Cancela explica
que o espaço dos mais novos foi projectado e equipado tendo em conta
a auto-confiança e a entreajuda dos seus destinatários. A simbiose,
ao que parece, está a resultar.
A ideia central do “novo” Jardim Municipal é a de deixar de ser
uma zona de passagem para passar a ser um recinto de convívio
intergeracional. Para o efeito, foram criados novos pólos de
atracção, como os pontos de água, e alargados os horizontes
paisagísticos. Por outro lado, o conceito de espaço aberto
confere–lhe mais amplitude. Entretanto, a autarquia estuda novas
formas de animar o local, sendo certo que a animação de Verão está
de volta ao jardim.
Foram investidos cerca de 800 mil euros na remodelação do Jardim
Municipal. A pérgola, os pássaros e os balneários sobreviveram à
intervenção. Entretanto, foram abatidas 18 árvores doentes,
plantadas outras 45 e instalados dois novos quiosques. A vegetação,
bem como os equipamentos, obedecem a critérios de baixo custo de
manutenção.
Jot'Alves - in As Beiras - 2005/08/01
«---»
O Jardim Municipal
Independentemente das várias opiniões que já escutei, umas a
favor outras contra, gosto do novo Jardim!
A área infantil, a gaiola dos pássaros, as pombas, a água dos
repuxos, os modernos sanitários (preservando a linha exterior
existente), a placa do Kiwanis, o mármore que exalta a Marcha do
Vapor, o ponto de água... tudo lá está. Quem por ele passear, nota
uma zona verde aberta, a reflectir a luz natural, a desencaixotar
tudo em redor. O novo coreto é diferente, é moderno... mas também
algo deve ser diferente. Ao longo dos anos o Jardim Municipal, junto
ao histórico Mercado Eng.º Silva, tem sido alvo de aperfeiçoamentos
diversos, mas desta vez surgiu uma profunda mudança que o alinda, o
limpa e o abre, com dignidade e beleza, ao exterior. Goste-se ou não
o jardim, este espaço de lazer abriu antes do mês de Agosto (de
2005).
Fica uma sugestão: por que não deixar ali ou acolá uma frase, um
verso... algo literário de poetas figueirenses?
Jorge Lé - in O Figueirense - 2005/08/05
|