Rota de Seiça
Desenvolve-se pelo antigo termo monástico, contíguo ao Convento
de Seiça, atravessando posteriormente uma área aproveitada para o
cultivo de arroz.
Aqui podemos encontrar uma enorme diversidade de espécies, das
quais se destaca a rã-comum (Rana ridibunda), que em época de
acasalamento compõe uma melodiosa sinfonia.
Em termos de avifauna salientam-se as cegonhas (Ciconia ciconia)
e as garças boieiras (Bulbucus ibis) que encontram neste habitat
abundância de alimento e área aberta favorável ao voo.
Nos arredores do convento encontramos choupos (populus sp.),
freixos (Fraxinus sp.), salgueiros (Salix sp.), enquanto no resto do
percurso predominam os eucaliptos (Eucalyptus globulus),
pinheiros-bravos (Pinus pinaster), carvalhos-roble (Quercus robur),
sobreiros (Quercus suber), carvalhos-cerquinhos (Quercus faginea) e
medronheiros (Arbutus unedo).
Foi neste território sagrado que os monges exerceram as suas
actividades agrícola e religiosas edificando com tenacidade e labuta
um templo ao divino e uma fabulosa obra terrestre. |