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Moinho das 12 Pedras
"Localizando-se preferencialmente nas orlas marítimas, geralmente
nos estuários dos rios, onde predominam as reentrâncias, os esteiros
e os sapais, os moinhos de maré requerem características
topográficas próprias, possibilitando a construção do reservatório
ou caldeira - onde a água, represada durante a praia-mar, era
libertada, accionando os mecanismos motores -"
Este moinho
encontra-se inserido na grande unidade agrícola da Quinta do Canal,
junto ao rio Pranto.
A data da sua construção remonta ao século XVIII, possivelmente
em 1778. Embora o actual conjunto de edifícios que constitui a
quinta tenha sido construído em 1702, a primitiva construção remonta
ao século XVI, quando pertencia então, à Mitra Episcopal de Coimbra.
Esta teria estabelecido um contrato com um moleiro, no ano de 1558,
onde eram contempladas 12 moendas, ou seja, 12 engenhos.
Entretanto, a propriedade da quinta e do respectivo moinho
transitaram para Afonso Arriaga, que levou o seu senhorio ao Colégio
de Santo Antão de Coimbra - Companhia de Jesus.
Em 1759, esta quinta foi confiscada, sob determinação do Marquês
de Pombal, assim como todos os bens da irmandade, e conotada com a
tentativa de regicídio sobre D. José. A sua administração foi então
confiada ao Capitão Diogo José de Carvalho, tendo sido adquirida, em
1770, por José Seabra da Silva, grande amigo do Marquês.
O funcionamento deste moinho baseia-se no conhecimento empírico
da diferença de nível marítimo que age como factor de adaptação do
moinho hidráulico a moinho de marés, pelo que era necessário
conhecer a amplitude das marés e o seu desnível, e a velocidade das
correntes na enchente e na vazante.
Este moinho de 12 Pedras funcionou durante o século XIX e
primeira metade do século XX, moendo farinha e descascando arroz
produzidos na Quinta do Canal.
Presentemente o Imóvel, embora localizado na Quinta do Canal,
propriedade particular, pertence ao INIA (Instituto Nacional de
Investigação Agrária).
O Museu Municipal da Figueira da Foz tem intervencionado, por
inúmeras vezes, no sentido da salvaguarda e do restauro deste
monumento, reforçando através destas acções, o interesse na
concretização de um projecto dinâmico de musealização do Moinho das
12 Pedras.
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Localização:
Coimbra, Figueira da Foz, Alqueidão
Descrição:
Planta longitudinal, com volumetria simples disposta
horizontalmente. Cobertura inexistente, devido à sua ruína. Fachada
principal orientada SE., de remate angular, sem embasamento e com
dois registos, apresentando no primeiro porta de jambas rectas e no
segundo uma janela rectangular.
A fachada NO. é igual à anterior. O alçado SO., voltado ao rio,
tem dois pisos, sendo o térreo composto pelas arcadas apontadas das
comportas, e o superior rasgado por seis janelas equidistantes,
chanfradas para o interior. O alçado NE. apresenta um só registo,
com cinco janelas, as três centrais entaipadas.
Interior nivelado, de espaço único, iluminado por treze janelas
de recorte rectangular, encontrando-se três vãos entaipados. Sem
cobertura, apresenta sinais da localização dos engenhos, sendo
espacialmente dividido em dois andares, separados por sobrado.
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