Dólmen das Carniçosas
O Dólmen das Carniçosas está localizado na serra da freguesia das
Alhadas (a 375 m E.SE. e a 105º E. do marco geodésico das Alhadas).
É composto por átrio, corredor de acesso e câmara funerária.
Consta de uma galeria que mede cerca de 4,50 metros de comprimento,
formada por dois renques de lajes de mediana altura erguidas
paralelamente na distância de 1,75 metros, e de uma sala ou Câmara
poligonal, de cerca de 3 metros de diâmetro, limitada a Norte por
cinco lajes que se apoiam umas contra as outras, cujas dimensões são
em média de 2,10 metros de altura e 1,30 metros de largura e 0,30
metros de espessura.
Este monumento foi, em Setembro de 1930, visitada pelos membros
do XV Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia
Pré-Histórica, reunida emLisboa, tendo ali sido descerrada uma
lápide comemorativa da visita e usado da palavra Mr. Louis Marin, ao
tempo presidente de L'Institut Internacional d'Anthropologie.
O dólmen faz parte de um conjunto de cerca de 20 monumentos que
se distribuem pela Serra da Boa Viagem e Serra da Brenha. Do espólio
encontrado destacam-se três pontas de seta, uma em osso, e dentes e
ossos fragmentados localizados na mamoa.
Este megalito é monumento nacional por Dec. de 16 de Junho de
1910.
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Dólmen das Carniçosas em recuperação
Desde o início de Março (2001) que uma equipa de arqueólogos se
debruça sobre o dólmen das Carniçosas, situado nas Alhadas de cima,
um monumento megalítico com mais de seis mil anos de história.
O projecto que está a ser implementado por uma empresa designada
"ArqueoHoje" e sob a direcção do arqueólogo Pedro Sobral, visa dar
nova dignidade à zona de acesso e envolvente do monumento, através
da abertura de acessos e caminhos e colocação de sinalética adequada
e, assim, revitalizá-lo.
O monumento tem estado há muito fora do circuito de turistas e
viajantes e durante muito tempo nem sequer era fácil encontrá-lo
pois não havia qualquer indicação no local da sua existência. De há
uns anos a esta parte encontrava-se cercado por um muro protector
que foi demolido pela actual equipa.
Desta vez, depois de concluídos os trabalhos, o dólmen ficará
envolvido e protegido por troncos de madeira, devendo, no entanto, a
sua preservação ser feita por cuidados da junta de freguesia - da
qual Dólmen das Carniçosas em recuperação constitui ex-libris - e
das populações.
Do trabalho da "ArqueHoje" têm sido encontradas novas peças, como
fragmentos de cerâmica e pontas de seta que revelam um
reaproveitamento do túmulo em fases posteriores à sua fundação, como
a Idade do Cobre.
Os trabalhos, que têm sido muito prejudicados pelo mau tempo,
deverão estar concluídos em finais de Junho (2001).
O dólmen das Carniçosas foi um dos monumentos recuperados e
estudados pelo eminente arqueólogo figueirense Santos Rocha, que
faleceu em 1910 e em cuja vida cabe a fundação do museu municipal e
a constituição da Sociedade Arqueológica Figueirense.
O dólmen foi adquirido para o museu da Figueira em 1898 e foi
considerado monumento nacional em 1910. (...)
in A Linha do Oeste - 2001/05/25
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