Casa do Paço

A Casa do Paço data dos finais do século XVII, à época construída junto ao cais, e guarda uma notável colecção de Azulejos de Delft num total de cerca de 7.000 peças que serão provavelmente provenientes de um navio que terá naufragado à entrada da barra.

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A Casa do Paço, construída entre 1690 e 1704, como segunda habitação do bispo-conde de Coimbra, D. João de Melo, resistiu ao tempo e aos muitos donos. Do proprietário original passa em linha recta até 1818, quando é reivindicado por outros descendentes.

Desde então, aquele que é um dos mais antigos edifícios da cidade, acolheu uma hospedaria, um colégio, um ginásio e até o museu municipal.

Foi sede da Instrução Militar Preparatória, da Associação de Comércio, do Grémio do Comércio local e, até à actualidade, da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), que continua a ocupar parte das instalações, como resultado do acordo feito com a Figueira Paranova S.A., que o adquiriu em Janeiro de 2005.

in O Figueirense - 2005/07/15

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Localização / Acesso:

Coimbra, Figueira da Foz, São Julião da Figueira da Foz | Largo Prof. Vítor Guerra, 4

Descrição:

Planta longitudinal dos edifícios que constituem o espaço quadrangular ocupado pelo imóvel, coincidente com o interior, volumetria articulada, com um torreão que preenche o ângulo à direita, cobertura homogénea em telhados nos corpos longitudinais e em cúpula com lanternim cego e coroamento decorativo no torreão.

Fachada principal face à marginal, apresentando dois pisos no corpo principal, separados por entablamento, e três pisos na Torre. No piso térreo, marcação de acessos aos espaços comerciais, por pilastras geminadas, marcadas na estrutura murária. Fenestração de sacada regular ao longo do corpo central, com varandins em ferro, com realce de módulo nas janelas dos topos, através da utilização de pequeno frontão. Fachadas anteriores, de cota superior à da fachada principal, a definirem um pátio rectangular ajardinado.

Fachadas homogéneas com dois pisos, tendo o corpo central um portal elevado de arco a pleno centro, ao qual se acede por cinco degraus. Janelas rectangulares de guilhotina no primeiro registo e de recorte a pleno centro, no segundo, com varandim de ferro. Frontão a marcar o corpo central desta fachada, coroamento do edifício com balaustrada uniforme. Edifício da esquerda com dois registos e fenestração de sacada, de recorte a pleno centro *1.

in www.monumentos.pt

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Obras de recuperação orçadas em 275 mil euros: Casa do Paço aberta à Cultura.

As obras de reabilitação da ala central da Casa do Paço, até agora sede da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), já foram concluídas após quatro meses de trabalhos, anunciou a FigueiraParaNova, entidade responsável pela recuperação do espaço.

As obras, orçadas em 275 mil euros, pretenderam salvar da degradação aquela ala do edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público. O edifício, construído entre 1690 e 1704, apresentava sinais evidentes de degradação. "As paredes interiores estavam todas rachadas e cheias de infiltrações, humidades e com o chão todo esburacado" explicou, em conferência de imprensa, Teresa Machado, presidente do conselho de administração da ParaNova.

A ala central da Casa do Paço foi adquirida pela autarquia à ACIFF em Janeiro deste ano. Em finais de Junho a intervenção da ParaNova estava concluída, devolvendo aquele espaço que agora poderá receber visitas e diversas actividades. "Sendo um edifício da câmara municipal, poderá ser também utilizado para os fins culturais, ou outros, que a autarquia entender, bem como visitado pela população", referiu Teresa Machado, também vereadora da Cultura na edilidade local.

Edifício "emblemático"

Os trabalhos de recuperação do imóvel passaram ainda por recuperar os cerca de 12 mil azulejos da colecção de Delft, datados do final do séc. XVII, conjunto que reveste grande parte das paredes de quatro salas. Estes azulejos representam paisagens, motivos religiosos e cenas de cavaleiros. "Este é um edifício emblemático. É uma marca da Figueira e que assim, depois desta recuperação, servirá de mais um cartão de visita da cidade" afirmou Duarte Silva, presidente da câmara local.

Paulo Dâmaso - in Correio da Figueira - 2005/07/15


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