fotos supra: participantes do 9º FITAFF em "digressão" pelo concelho da Figueira da Foz (autoria: I.N.A.)

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fotos supra: espectáculo do 9º FITAFF, no C.A.E.

Estudantes espanhóis, mexicanos e portugueses quebraram a “monotonia”

O IX Festival Internacional de Tunas Académicas da Figueira da Foz realizou-se ontem à noite no CAE, mas antes, a música, alegria e animação saíram à rua, com dezenas de estudantes a espalharem as suas melodias em vários pontos da cidade e freguesias, numa movimentação que veio quebrar a rotina dos figueirenses

Organizado pela Imperial Neptuna, a Tuna Académica da Figueira, que está a comemorar o seu 11.º aniversário, o festival tem cumprido os seus objectivos, o de promover o convívio entre várias culturas e descentralizar as actividades.

Por isso, Pedro Jorge, “porta- voz” da tuna organizadora, fazia ontem à tarde um balanço muito positivo, referindo-se às actuações em várias freguesias. «Foi espectacular, todas as freguesias onde actuaram tiveram casa cheia», disse, referindo-se aos espectáculos realizados na sexta-feira em Borda do Campo, Brenha, Santana e Moinhos da Gândara.

Também encantados estavam os participantes no festival. Jorge Dávalos da Tuna da Faculdade de Engenharia Mecânica e Eléctrica de Monterrey, Nuevo Leon no México, acabava de sair da recepção oferecida pela câmara municipal, nos Paços do Concelho, e salientava que foram «muito bem recebidos», disse ao nosso Jornal, focando a oferta de um emblema da cidade e um álbum com fotografias do concelho. O futuro engenheiro considerou ainda a Figueira como uma cidade «muito bonita» e as pessoas «muito gentis».

Já David Rodrigues da Tuna Académica da Universidade de Évora, sublinhou que «adoramos vir à Figueira, são como nossos irmãos, tratam-nos bem».

Quanto ao espectáculo propriamente dito, garantiu que têm «ensaiado muito mas sabe a pouco, ainda teremos de trabalhar mais», mas, salvaguardou, «mais importante do que a competição é conhecermos novas pessoas, novas culturas, e são todos “transviados”», garantiu visivelmente bem disposto.

Por seu lado, Ricardo Tavares da Tuna do Distrito Universitário do Porto, considera que «melhor é impossível», apesar de este ser apenas o 2.º festival competitivo em que participam, porque o projecto «é recente, existe desde Junho de 2005».

No entanto, enaltece o convívio e acredita que «devemos defender este património, português, espanhol e sul americano, é uma tradição única que nem todos os países possuem».

À Scalabituna de Santarém nem tudo tinha corrido da melhor forma, porque até ontem à tarde estavam “desfalcados”, porque a maioria dos elementos não puderam chegar mais cedo. Mesmo assim, Hugo Silva, mais conhecido por “Masto”, enalteceu o convívio «que é a principal razão de andarmos aqui», relevando para segundo plano o carácter competitivo.

Também Jorge Salinas da Faculdade de Ciências Físicas e Matemática do México, esperava «ter sorte e ganhar um prémio», mas considerava que os portugueses «são os melhores do mundo» e por isso, não acalentava muitas esperanças na competição.

Nada que o preocupasse, porque sendo esta a primeira deslocação que a sua tuna faz ao estrangeiro, preferiam apreciar as belezas do país. Afirmando que a Figueira «é uma cidade muito diferente das cidades do México, com uma estrutura muito elegante, histórica, com gente amável», o jovem estudante, que tem previstas deslocações a Fátima e Coimbra, não deixou de referir que Portugal «é um país maravilhoso».

Bela Coutinho - in Diário de Coimbra - 2006/04/09

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Mexicanos “reinaram” no Festival Internacional de Tunas. Tuna vencedora tem pronúncia do norte

Com um balanço «excelente», chegou ao fim o “IX Festival Internacional de Tunas Académicas”, organizado pela Imperial Neptuna e os seus elementos estão já a pensar na próxima edição, esperando poder contar com a presença de todas as tunas vencedoras em anos anteriores.

O “IX Festival Internacional de Tunas Académicas da Figueira da Foz” organizado pela Imperial Neptuna Académica - Tuna da Cidade da Figueira da Foz conta com um «balanço excelente nas diversas actividades», salientou ao nosso Jornal Pedro Jorge, referindo-se à serenata, às actuações nas freguesias, ao passa calles e ao festival, e focando a «grande adesão das pessoas e o excelente desempenho das tunas participantes».

Daí, que o jovem tuno espere que para o ano a iniciativa se repita, «desde que tenhamos força e motivação», até porque o desejo é de, na 10.ª edição «trazer todas as tunas que ganharam as 9 edições anteriores. Não é difícil, todas vão ser convidadas e devem vir, até porque temos excelentes relações com todos eles», disse, considerando que seria «excelente ter todos os vencedores do FITAFF a concurso».

Na edição deste ano estiveram presentes três tunas estrangeiras, a de Medicina de Salamanca (Espanha), a da Facultad de Ciencias Fisico Matematicas de Nuevo Leon e a de la Facultad de Ingenieria Mecanica y Electrica (FIME), ambas do México. Quanto à participação portuguesa, contou com a Tuna Académica da Universidade de Évora, da Scalabituna do Instituto Politécnico de Santarém e da Tuna do Distrito Universitário do Porto.

No final do festival, foram divulgados os vencedores, sendo que o primeiro prémio foi para a Tuna do Distrito Universitário do Porto (que até cantaram à desgarrada com quadras com “tema” da Figueira), o segundo para a da F.I.M.E (México) e o terceiro para a Scalabituna, Tuna do Instituto Politécnico de Santarém. Mas a tuna do México da FIME arrecadou ainda os prémios de “Tuna + Tuna”, melhor instrumental e melhor Passa Calles. A Tuna da Universidade de Évora ficou com o prémio de melhor porta estandarte e a do Distrito Universitário do Porto com o de melhor serenata.

A encerrar o festival, que decorreu no Centro de Artes e Espectáculos, a “anfitriã” e organizadora, a Imperial Neptuna, brindou o público presente com uma excelente actuação, apresentando temas novos e contando com suporte audio-visual, terminando com uma rapsódia com temas da Figueira (com a música de Buarcos, Marcha do Vapor, da Figueira e outras), propondo-se a “oferece-la” à autarquia, para que a utilize para divulgar o concelho.

Bela Coutinho – in Diário de Coimbra – 2006/04/11


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