Corrida de Carretas festejou Abril

Vila Verde foi sempre uma freguesia com tradições de Abril e o Vilaverdense aproveita a efeméride para iniciar as comemorações de aniversário que, nos últimos anos, abrem com a Corrida de Carretas.

Desde que se iniciaram no final da década de 90, a Corrida de Carretas tem sido sempre um êxito, não só em participantes, mas também em receitas na venda de bebidas e pão com chouriço que revertem a favor da colectividade, «uma casa com grande movimento e que não se compadece com facilidades», disse o presidente João Costa que está a poucos meses de concluir o mandato.

Gerir uma colectividade com esta dimensão «pressupõe ter dirigentes com disponibilidade de tempo» e nem sempre «é possível arranjar tempo para tudo». De qualquer forma, continuou o presidente, «vamos fazendo o nosso melhor, servindo com afinco e dedicação o associativismo de Vila Verde».

Nestas comemorações do 85.º aniversário do Grupo Recreativo Vilaverdense, que se iniciaram agora com a Corrida das Carretas, antecedido de um almoço regional (sopa, sarrabulho, arroz doce e papas de moado), que reuniu quase centena e meia de pessoas.

Além de obras de restauração e recuperação nas instalações da sede da colectividade, na programação de aniversário destacam-se ainda, entre outras realizações, a sessão solene, um espectáculo cultural e a estreia da peça de teatro “Tinteiro” pelo Grupo Cénico do GRV.

Multidão na Corrida de Carretas

A 7.ª edição da Corrida de Carretas constituiu mais um êxito, com alguns milhares de pessoas ao longo do percurso por onde passavam os improvisados “bólides” de rolamentos, com as mais diversas configurações, desde os pré-históricos aos romanos, passando pela formula-1 e tantos outros.

A prova disputava-se em duas mangas (a 1.ª com 1000 m e a 2.ª com 600 metros), com início no alto da Rua dos Moinhos até à rua da Centieira e depois entre a Rua da Calçada, Rua das Lages até ao Largo da Igreja.

Participaram cerca de 60 concorrentes de ambos os sexos, novos e menos novos, na sua maioria da região da Figueira da Foz, mas também vindos de Ceira, Miranda do Corvo, Coimbra e até do Luxemburgo, que se inscreveram nas modalidades de Cadetes, Tradicionais, Grande Turismo, D. Elviras e Formula-1.

Para além de alguns pequenos acidentes, felizmente sem consequências graves, a organização esteve perfeita, mas convém deixar aqui um alerta para as próximas edições, que devem ser mais rígidos nas zonas perigosas, proibindo completamente as pessoas de lá estarem para que não haja nenhuma tragédia a lamentar no futuro, porque cada carripana que passa a velocidades por vezes assustadoras e sem controlo, o perigo está sempre iminente.

José Santos (texto e fotos) - in Diário de Coimbra - 2006/04/27


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