Tuning
atrai largas centenas de adeptos
O “V
Encontro de Tuning” atraiu largas centenas de adeptos,
participantes e curiosos. A edição deste ano bateu as
anteriores.
“O
verdadeiro tuning gosta tanto do seu carro, que nem lhe
passa pela cabeça estragá–lo em corridas (ilegais)”,
afirma Jaime Mateus.
É desta
forma que o presidente do Tuning Clube do Centro -
organização do encontro anual da Figueira - tenta
desmistificar a imagem negativa que a modalidade transporta.
Não obstante, o tuning português, mesmo que não queira,
anda ilegal.
A
ilegalidade anda sobre rodas, porque existe um “paradoxo
legislativo”. “Nós pagamos impostos sobre as peças que
utilizamos na adaptação das viaturas. No entanto, a lei
não permite a sua aplicação”, explica Jaime Mateus.
Um carro
com a suspensão rebaixada e com jantes e pneus largos ganha
estabilidade. Porém, as autoridades correm atrás da multa,
limitando–se, contudo, a cumprir a lei.
“O Estado
ganhava mais dinheiro se homologasse as peças, como
aconteceu noutros países”, defende aquele responsável.
As
reportagens televisivas sobre corridas ilegais, com mortos e
feridos graves, também não ajudam. O presidente do citado
clube reconhece que é “por causa disso que o tuning está
muito mal visto em Portugal”. Isto apesar de ser cada vez
mais popular.
Discoteca
ambulante
Afinal, o
verdadeiro tuning é aquele que chega a gastar o triplo do
valor da viatura em acessórios.
Uma jante
especial, sem pneu, chega a custar 1.500 euros. E um sistema
de som, daqueles de fazerem inveja a uma discoteca, custa o
dobro ou o triplo.
Em suma,
para “artilhar” um carro com o que há de bom e do
melhor, pode ir até aos... 20 mil euros.
Foi para
apreciar as discotecas ambulantes e a arte de transformar um
“Corsa”, por exemplo, num modelo irreconhecível, que
largas centenas de pessoas se deslocaram, domingo último,
ao Parque das Gaivotas.
Com cerca
de 400 participantes, música, provas de perícia e
demonstrações, o “V Encontro de Tuning da Figueira da
Foz” deu espectáculo e superou as edições anteriores.
As receitas
revertem a favor de uma instituição de solidariedade
social.
Jot’Alves - in As Beiras - 2005/09/13
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