
Inauguração da nova sede da Junta de Freguesia de S. Julião

Torneio de Xadrez de S. Julião, na Assembleia Figueirense

Exposição dos trabalhos apresentados no concurso de desenho, pelos alunos do
1º ciclo do ensino básico, no Casino da Figueira

Torneio de basquetebol inter-escolas

Chá dançante dedicado à população sénior no Salão Nobre do Casino da
Figueira

Mota Cardoso, Domingos Fú e Gil Ferreira

Cortejo de transferência da imagem de S. Julião, em pedra, do Museu Municipal
para a igreja de S. Julião

Cortejo de transferência da imagem de S. Julião, em pedra, do Museu Municipal
para a igreja de S. Julião

Grupo Mar e Fados no espectáculo musical no C.A.E.

Vereadora Drª Teresa Machado e Gil Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia
de S. Julião - entrega dos prémios do concurso de desenho e provas desportivas
|
Junta de
Freguesia inaugurou sede
Foi ontem
(2005/01/09) foi inaugurada a sede da Junta de Freguesia de
S. Julião, um espaço «condigno», que irá permitir
melhores condições a quem ali trabalha e aos munícipes,
mas também a criação de uma sala com Internet para jovens
e outra para o convívio entre os seniores.
A Junta de
Freguesia de S. Julião viveu ontem (2005/01/09) um
dia histórico, com a inauguração da sua sede. Por isso, o
presidente da junta era um homem satisfeito, quando recordou
os «mais de 80 anos» sem sede própria e o que os
anteriores executivos «lutaram e reivindicaram com
justiça», para a concretização dessa aspiração.
Gil
Ferreira focou ainda o facto de, ao longo dos anos, andarem
de «casa em casa em espaços emprestados sem condições»
e os executivos camarários que «nunca tiveram vontade
política e sensibilidade para compreender que a junta é um
local de encontro com a população».
Para o
autarca, «era justo que S. Julião tivesse casa própria e
houve vontade política e sensibilidade de Duarte Silva para
compreender a necessidade de umas instalações condignas»,
que irão servir, adiantou, para criar «melhores
condições de trabalho e melhor prestação de serviços à
população», disse, falando na candidatura a um programa
para a criação de uma sala para os jovens poderem navegar
na Internet, e também na possibilidade de porem a
funcionar, na sala de reuniões da assembleia de freguesia,
um espaço para convívio para seniores.
Por seu
lado, o presidente da ANAFRE, Armando Vieira, referiu que
das 4.254 freguesias do país, agora «só 66 é que não
têm instalações próprias», frisou, sublinhando que as
juntas «são um movimento indispensável na democracia, e
é fundamental que sejam dignificadas, pois os seus eleitos
são os que estão mais próximos das populações»,
pretendendo colaborar «numa lógica de complementaridade de
acção e nunca de subalternização».
Já Daniel
Santos, presidente da Assembleia Municipal, recordou que,
quando o anterior executivo avançou para a aquisição do
imóvel, que Duarte Silva concretizou, «foi porque
compreendemos o princípio de proximidade com as
populações».
Também o
presidente da Câmara disse ter percebido essa necessidade,
faltando no concelho apenas as freguesias de Ferreira-a-Nova
(obra a lançar em 2005) e a da Marinha das Ondas (a
inaugurar este ano).
Duarte
Silva focou o «enorme esforço de descentralização» que
o seu executivo tem feito, «porque acreditamos que é
necessária articulação entre juntas e câmara, pois são
eles (presidentes de junta) que estão na primeira linha do
embate com as populações».
O autarca
garantiu «tudo fazer» para corresponder às elevadas
expectativas da população, e a sede, concluiu, «é mais
um passo nesse caminho».
O espaço
inaugurado, dotado com zona de atendimento ao público,
secretaria, gabinetes, sala de reuniões entre outros,
significou um investimento da autarquia de 130 mil euros.
Na
cerimónia estiveram presentes diversas entidades,
representantes de inúmeras colectividades, os Bombeiros
Municipais e Voluntários da Figueira e a Banda Filarmónica
do Alqueidão.
Cónego
satisfeito mas preocupado - S. Julião vai para espaço
reservado
Durante 61
anos a imagem atribuída a S. Julião, uma escultura
inserida estilisticamente no Renascimento, e incluída na
produção escultórica de Coimbra, de autor não
identificado, mas cuja execução é atribuída a algum
discípulo de João de Ruão, ou pelo menos a um seu
seguidor muito próximo durante a primeira metade do século
XVI, esteve no Museu Municipal, mas ontem “abandonou”
aquele espaço, para ir para a Igreja Matriz de S. Julião.
O cónego
Coutinho Veríssimo disse ao nosso Jornal estar
«satisfeito», com a ida da imagem para a igreja, mas
«preocupado, porque vai exigir mais cuidado, mais atenção
e mais vigilância», adiantando ainda que, como não podem
estar duas imagens (do mesmo santo), numa igreja, esta obra
de arte «vai para um espaço mais reservado», mas para
já, deverá ficar junto ao altar lateral.
Seja como
for, esta “viagem”, com a imagem transportada pela
viatura mais antiga dos Bombeiros Municipais (de 1935), foi
acompanhada por centenas de pessoas e a Igreja foi pequena
para receber tantos fieis e tantos curiosos.
Bela
Coutinho - in Diário de Coimbra - 2005/01/10
fotos: Jorge
Lemos
|