





|
Cidade
invadida por milhares de pessoas. Nas festas sanjoaninas
brilharam as marchas.
Apesar do
drama que se viveu no final do fogo-de-artifício, o S.
João da Figueira arrastou à cidade milhares de pessoas
para assistirem ao desfile de marchas populares e se
divertirem nos diversos pólos de animação, um pouco por
toda a cidade
A Imperial
Neptuna Académica abriu o desfile seguindo-se duas marchas
de Penacova e Mira, todos extra- concurso. Depois surgiram
as marchas a concurso, do Sport Club de Lavos com o tema
"Fontes e Fontanários", com 50 participantes, do
Quiaios Clube com 75 elementos e o tema "A Praia de
Outros Tempos", e do Grupo Instrução e Recreio
Quiaense, a mais numerosa com uma centena de pessoas
retractando "Noites (de amor) ao Luar".
Seguiu-se a
marcha do União Foot- Ball de Buarcos/Gres "A
Rainha" com a temática "Das Muralhas ao
Castelo" e 52 elementos, a do Grupo Recreativo
Vilaverdense com 70 participantes e o tema "O Rodar dos
Carroceis", a marcha do Clube Desportivo da Costa de
Lavos com "O Mar" e 76 pessoas, a do Grupo
Instrução e Sport com o tema "As lavadeiras do Poço
da Vila", com 72 participantes e finalmente a do Centro
Recreativo e Cultural Carvalhense com 77 elementos e o tema
"Água...Dádiva Divina".
Marchas
apreciadas pelos elementos do júri que iriam eleger as
vencedoras (Adelino Martins, José Manuel Cunha Contente,
José Ribeiro, José Manuel Oliveira, Lina Cação e Mário
Silva), e fortemente aplaudidas pelas milhares de pessoas
que se concentraram ao longo da avenida e que mais tarde,
acabaram por se dispersar pelo Bairro Novo (ruas Bernardo
Lopes e de S. Lourenço), pela feira popular e por uma das
zonas mais antigas da cidade, o S. João do Vale.
No final, o
presidente da câmara, acompanhado pelo governador civil e
pelos autarcas de Mira e Penacova, manifestava-se
satisfeito, que apreciou "as músicas ritmadas e as
coreografias muito diferentes, mantendo as tradições
marítimas e o cheirinho a mar", disse Duarte Silva.
Também o
governador civil considerou o desfile
"interessantíssimo", enaltecendo a
"qualidade com que as associações se fizeram
representar", esperando que "continuem porque
revela uma dinâmica da população local e do
associativismo que traduziram as tradições", disse
impressionado também por revelarem "certas
preocupações, como a da marcha sobre a água".
Henrique
Fernandes referiu o facto das zonas da orla marítima
estarem mais representadas e sugeriu "que se abra a
iniciativa a outros municípios que já celebrem ou não o
S. João". "É bom para o turismo e este é um dos
eixos que se pode trilhar", disse, garantindo que
ajudará quer a FGT quer a RTC nesse desígnio.
Bela
Coutinho - in Diário de Coimbra - 2005/06/25
|