Um mar de gente na Figueira da Foz

Ao longo do último dia do ano (2005) já se pressentia que a noite ira ser “concorrida”, com grupos de jovens a chegar permanentemente.

Mas a grande “enchente” começou cerca das 23h00 e atingiu o ponto alto quando 2006 tinha apenas cerca de uma hora, com os menos jovens a irem para casa e os mais novos a “invadir” a cidade.

Terá sido talvez um dos finais de ano mais concorrido e animado de sempre. Ao longo de todo o dia de 31 de Dezembro, o movimento na cidade aumentou desmesuradamente, vendo-se por todo o lado grupos de jovens e, a partir das 22h00, eram já aos milhares as pessoas que percorriam a Avenida 25 de Abril, munidas de garrafas de espumante, muita alegria e agasalhos, que o frio era cortante.

Vinham de toda a região, mas também de outras partes do país, como Ana Isabel, de Lisboa, que quis passar o réveillon «com a família, porque o Natal foi a trabalhar».

A concentração adensou-se com o passar do tempo e nas últimas badaladas de 2005 a massa humana era já tão compacta que se tornava difícil percorrer as dezenas de metros entre a esplanada e a tenda gigante montada pela FGT, para prevenir “partidas” de S. Pedro, que aconteceram, mas não conseguiram afastar a multidão.

Por todo o lado, vendedores de balões, espumante, caipirinhas, chapéus-de-chuva, bifanas, cachorros e outros produtos, que a noite era propícia ao negócio, apesar de alguns se queixarem que não estava a dar «nem para a gasolina que gastamos».

Mas o maior “fenómeno” ocorreu depois do fogo-de-artifício, (desta vez em zona delimitada, para que o incidente que ensombrou o S. João, não se repetisse), quando os Da Weasel subiram ao palco.

Enquanto que os casais de mais idade faziam o caminho de regresso, milhares de jovens percorriam o sentido inverso, para o local do espectáculo, onde a banda tocou cerca de uma hora, já que, para eles (os da Weasel), a noite ia também ira ser longa, porque ainda tinham de ir actuar a Matosinhos.

Mesmo com “sabor a pouco”, a juventude gostou e só começou a arredar pé já depois das 3h00, altura em que se começou a notar a “vazante”.

Depois ficaram os retardatários, as garrafas vazias e um balanço «extremamente positivo», segundo o administrador da FGT, a entidade promotora, que entende que «mais uma vez se comprovou que festa é importante para a região Centro e para a Figueira, porque mesmo com um tempo desagradável trouxe muitos milhares de pessoas».

Nuno Encarnação adianta que esse era o objectivo, «que entrassem bem no novo ano e que houvesse impacto económico e turístico e isso foi conseguido».

Aquele responsável adianta que os “Da Weasel” foram chamariz de muitos milhares de jovens, daí que considere que a aposta foi «acertada, porque com tanto movimento, as unidades hoteleiras e a restauração ficaram agradadas com o movimento», concluiu.

B.Coutinho / J.Santos - in Diário de Coimbra - 2006/01/02


visitante(s) online