







|
Reis dançaram, brincaram e encantaram. Carnaval "orgulhou" a
Figueira da Foz.
A Avenida
do Brasil encheu-se ontem (2005/02/06) à tarde de cor,
alegria e animação. O corso de Carnaval saiu à rua numa
tarde esplêndida e a multidão, oriunda de vários pontos
da região, apreciou as centenas de foliões e quase
"devorou" os reis Isabel Figueira e
Pedro
Granger.
Numa
avenida banhada de sol e carregada de milhares de pessoas (o
número ainda não está contabilizado), cumpriu-se ontem
(2005/02/06) mais uma vez, a tradição, com o desfile de
Carnaval, que contou com a presença de mais de 600
figurantes (inscritos), fora as muitas dezenas de
espontâneos, que, com algum humor, iam animando o público
enquanto o corso não passava.
Do Havai ao
Tibete, havia grupos e carros para todos os gostos e
feitios, cada um mais trabalhado que o outro, mostrando as
horas a fio "perdidas" pelas centenas de carolas,
a elaborarem os belíssimos fatos, com mais ou menos tecido.
Todavia,
apenas um carro dos do cortejo apresentava algum sentido de
humor, com algumas "bocas" ao poder local. O
"Parque Urbano século XXI", do Bairro da
Estação (Casal do Rato), aludia ao "prometido"
parque para a entrada da cidade, apelava a que se crie
"mais um pulmão verde", brincava com o campo de
golfe e com os políticos da terra. "Já temos a
ciclovia D. Pedro, o anfiteatro D. Duarte, para quando o
observatório D. Lídicus", questionavam.
No final e
depois de um percurso feito com ritmo e sem intervalos, o
administrador da Figueira Grande Turismo, Nuno Encarnação,
considerava que o Carnaval "é um orgulho para a
Figueira, mostramos que fomos capazes de um Carnaval
irrepreensível na qualidade para todos os que nos
visitam", disse, satisfeito com os milhares de pessoas
que emolduravam a avenida.
Isabel Figueira e
Pedro
Granger sem mãos a medir. Reis dos
autógrafos.
Aos reis
deste Carnaval, as conhecidas figuras da televisão Pedro
Granger e Isabel Figueira, apenas faltaram mãos para mais
autógrafos, porque de simpatia e disponibilidade vinham
eles cheios, apesar de estarem sempre rodeados por centenas
de fãs, a solicitarem mais uma fotografia, mais um sorriso,
mais um beijinho.
Isabel Figueira
incansável, dizia aos jornalistas estar a
divertir-se "imenso", enaltecendo a forma como
"este povo simpático me está a receber".
Sentindo-se "cheia de energia para sambar", ainda
lisonjeou o vestido, considerando-o "muito giro",
pois a estilista, Lina Cação, "tem muito bom
gosto".
Também o
jovem Pedro
Granger depressa perdeu o nervosismo inicial e
não sabia para onde se virar, só lamentando não poder
andar mais junto da população. "Uma das razões para
aceitar o convite foi o facto de ser na Figueira e gostei
mesmo da onda cá do sítio e tenho de cá voltar pois estou
a divertir-me imenso", disse, considerando a adesão
das pessoas como "inacreditável e inexplicável".
Bela
Coutinho -
in Diário
de Coimbra - 2005/02/07
«---»
Banho de
multidão no Carnaval da Figueira
Perante
excelentes condições climatéricas que ontem (2005/02/08)
se voltaram a repetir, com um sol radiante e agradável, o
“sambódromo” da Avenida do Brasil, em Buarcos, voltou a
encher de pessoas (quase 30 mil e 15.000 bilhetes vendidos)
que quiseram assistir à segunda passagem do corso que não
foi muito diferente do de Domingo.
Cerca de
600 figurantes distribuídos por uma dezena de carros e
grupo, sem contar com os espontâneos que também apareceram
e que foram aqueles que melhor identificam o nosso Entrudo,
retratando alguns dos males que afligem a nossa sociedade e
caricaturando personagem ou figuras em evidência e alguma
crítica social.
O desfile
arrancou com meia hora de atraso, mas teve uma excelente
organização, sem paragens ou intervalos, demorando hora e
meia a percorrer a avenida apinhada de gente (no
Domingo
venderam-se 11.000 entradas), sem contar com o último carro
onde vinham os reis (Isabel Figueira e
Pedro
Granger) que
ficou para trás para poderem distribuir simpatia pela
multidão que não se cansava de saudar suas majestades.
As escolas
de samba faziam a diferença pelo grande número de
participantes em relação aos outros grupos, mas todos eles
iam muito equilibrados em fatos e até nos carros.
«Foi um
excelente Carnaval» disse-nos Nuno Encarnação no final do
desfile. «É isto que a Figueira precisa para rentabilizar
a cidade e o tempo ajudou muito».
José
Santos -
in Diário
de Coimbra - 2005/02/09
|