Carnaval
baiano na Figueira é já uma referência na Europa
No passado
fim de semana (6, 7 e 8 de Agosto de 2004) o Figueira Folia
ofereceu três dias de animação com sabor baiano levando o
público em total delírio, dançando e pulando ao som dos
ritmos contagiantes do Brasil.
Este ano
(2004) o evento contou com o patrocínio de empresas
portuguesas implantadas no Brasil, caso da Cerveja Cintra e
Hotéis Vila Galé, e com o grande apoio da bebida
brasileira Cachaça 51.
Com uma
organização em constante movimento, a fim de que nada
corra mal, o evento superou as expectativas uma vez que se
registou uma adesão de um largo público que se rendeu à
magia desta edição.
Os hotéis
tiveram lotação esgotada com a enorme afluência de
brasileiros (e não só) fazendo com que uma das grandes
apostas do plano estratégico turístico da Figueira Grande
Turismo seja, sem dúvida, este evento que marca o Verão da
Figueira da Foz, mobilizando a economia local.
Esta
edição apresentou-se diferente dos anos anteriores, visto
que a programação dos três dias foi mais completa.
As
novidades desta quarta edição foram o primeiro encontro
nacional de escolas de samba com a participação das
escolas “GRES - A Rainha”, “GRES Charanguinha”, “Associação
Unidos do Mato Grosso”, “Capricho da Abrigada”, “GRES
Trepa Coqueiro” e o primeiro ano em que dois trios
eléctricos (camiões TIR com 17 metros de comprimento, com
palco, iluminação cénica, casa de banho, camarim completo
e capacidade para ser ouvido a dois quilómetros de
distância) se encontraram, tal como acontece em São
Salvador.
Este ano o
recinto do Figueira Folia foi aberto gratuitamente ao
público, ideia proposta por Duarte Silva, presidente da
Câmara da Figueira, devido à recessão económica de 2003.
“Queremos ver crescer o projecto”, acrescentou ainda o
responsável da organização do evento.
Nesta
edição denotou-se que a Figueira Folia tem crescido,
contando com a aderência de cada vez mais foliões (alguns
habituais e outros que vieram conhecer pela primeira vez
toda esta folia) que após a passagem do trio eléctrico
permaneceram dentro do recinto para além da hora de
encerramento.
A
abundância de foliões trouxe grandes dificuldades ao
nível de trânsito (devido ao encerramento da Avenida do
Brasil) e de estacionamento.
As caixas
multibanco não deram, igualmente, resposta a tantas
necessidades, esgotando-se rapidamente o dinheiro. Contudo,
a quarta edição do Figueira Folia revelou-se um enorme
sucesso, considerado superior aos anos anteriores.
A
organização referiu pela voz de Alexandre Pinto que “este
ano tivemos mais folia, mais alegria, mais colorido, mais
ritmo, mais horas de música, mais gente bonita, mais e
mais...”
Estátua
Baiana na Figueira da Foz
Esta
micareta (Carnaval fora de época) é, segundo Alexandre
Pinto, da empresa Mundo do Espectáculo, responsável pela
organização do Figueira Folia, um pretexto de
interactividade.
Alexandre
salienta que “uma ligação de intercâmbio entre Portugal
e Brasil pode ter muito futuro”, de tal modo que uma
geminação entre a cidade da Figueira e São Salvador da
Bahia está prevista.
A cidade
brasileira pretende oferecer uma estátua Baiana para
ornamentar uma rotunda da Figueira da Foz, e o mesmo deverá
acontecer com um símbolo figueirense no Brasil. A edição
deste ano contou com actuação musical da Banda Eva,
Adriana e o ‘dinossauro’ do Axé Music, Ricardo Chaves,
entre outras bandas.
Numerofolia!
Foram
necessários seis camiões para transportar toda a estrutura
modelar. Foram gastos 120 mil litros de tinta para colorir a
Figueira Folia. Dez
funcionários trabalharam durante 12 horas por dia para
montar o “sambódromo” sem atrasos. 300 pessoas
compõem toda a equipa que construiu, organizou e dinamizou
o Figueira Folia. Nos dois
dias, participaram 90 mil foliões.
Orlando
Mota e Sílvia Almeida - in O Figueirense - 2004/08/13
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