Festa da Sardinha no Coliseu
Falando com
franqueza não sei se a festa "oficial" da
sardinha é a que é promovida pelos serviços municipais de
turismo figueirense em vários restaurantes da cidade ou se
é a aquela que, de há largos anos a esta parte, ocorre no
Coliseu
Figueirense. Se calhar isso da "festa oficial"
também deve ser o que menos importa...
O que sei
é que no passado Sábado à noite, 2004/06/19, assisti no
Coliseu não a uma festa mas a um verdadeiro arraial de
sardinha. Por amável convite do Dr. Miguel Amaral, em
representação da "Comissão da Malta do Viso",
em boa hora fui ao Coliseu jantar (com a família).
Refira-se
que a "Comissão da Malta do Viso" é uma
associação sem fins lucrativos constituída sobretudo por
moradores na zona do Coliseu Figueirense com o objectivo de
não deixar morrer uma das tradições do S. João: a festa
da sardinha.
E isso
porque os serviços municipais de turismo resolveram, no ano
passado, acabar com a tradição da festa no Coliseu (praça
de touros) e levá-la para os restaurantes aderentes à
iniciativa.
Como "a
Malta do Viso é gente porreira que está nisto por amor à
sua Figueira da Foz, pela tradição e promoção dos Santos
Populares" a festa manteve-se e agora com um cunho
totalmente popular. Tal como refere Miguel Amaral, «o
Coliseu é sinónimo de convívio e de Festa da Sardinha, um
local com apetência natural e privilegiada bem ao gosto das
pessoas".
Assim,
durante 3 noites consecutivas (17, 18 e 19 de Junho
passados), a festa foi uma realidade e um sucesso com uma
afluência sem precedentes que consumiu "para cima de 2.500 quilos de sardinha". De tal forma que o stock do
clupeídeo esgotou na cidade.
À entrada
só era necessário comprar um bilhete no valor de 2,5 euros
e que dava direito a 6 sardinhas, caldo-verde, brôa, salada
e vinho para além dos espectáculos na arena.
De
salientar a simpatia e prontidão com que toda a equipa da
"Malta do Visou" serviu centenas de pessoas. Era
notória a satisfação geral e não consta que ninguém
tenha ficado a "meio-pau", isto é, com fome.
Pelo
contrário, depois do caldo-verde comido, com um bom
"tinto" a acompanhar", era só esperar um
pouco que as sardinhas vinham "cair" ao prato
servidas pelos elementos encarregues dos assadores.
A última
noite, a de Sábado, aquela em que participei, foi a de
maior afluência, uma autêntica "enchente" de
público. Isso motivou algum compasso de espera na
obtenção de mesa mas só serviu para aguçar ainda mais o
apetite aos menos "afoitos" em arranjar
"poiso" (como foi o meu caso... :-).
Pela arena
da praça de touros passaram, ao longo das 3 noites, a
Orquestra Ligeira Alhadense, Quinzinho de Portugal, Escola
de Samba A Rainha, Tuna do Instituto Bissaya Barreto, Rancho
Estrelinhas da Chã, Orquestra Moderp, Grupo de Fados da
Canção de Coimbra e a Imperial Netptuna.
O final da
festa, com a Imperial Neptuna em improviso, constituiu um
verdadeiro arraial espontâneo e de uma alegria contagiante.
Clique aqui para ver (e
ouvir) um pequeno vídeo de um
excerto do arraial.
O fogo de
artifício, onde não faltou um "músico-foguete",
encerrou de forma magistral este evento.
Parabéns
à "Malta do Viso" por não deixar morrer esta
tradição figueirense. Provaram mais uma vez que
"querer é poder".
Quem não
foi à festa da sardinha no Coliseu não sabe o que
perdeu... Agora,
mais, só
"pró" ano.
A "outra" festa, a dos
restaurantes, decorreu de 16 de Junho até 4 de Julho de 2004.
António
Cruz -
2004/06/21
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