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Grécia
vence Portugal e sagra-se campeã da Europa
A Grécia
mostrou esta noite no Estádio da Luz porque razão afastou
adversários como a França e a República Checa, acabando
por se sagrar campeão da Europa fruto de uma exibição
impecável sob o ponto de vista táctico, não concedendo o
mínimo espaço de manobra a Portugal e marcando na única
verdadeira oportunidade de que dispôs, pelo avançado do
Werder Bremen Charisteas, após canto marcado por Basinas.
A
Selecção Nacional iniciou a partida exercendo forte
domínio, tanto mais que os gregos se posicionaram de
imediato bem perto do seu guarda-redes, Nikopolidis.
Rehhagel sabia que não poderia conceder o mínimo espaço
aos artistas portugueses ofensivos, designadamente a Figo,
Deco e Maniche, e a verdade é que os caminhos para a baliza
grega cedo foram convenientemente tapados, não só pela
real categoria dos seus jogadores como também pelo grande
número deles bem atrás da linha da bola.
E assim,
durante este primeiro período, Portugal apenas por duas
vezes rematou à baliza contrária, uma aos 14’ por Miguel
(que, lesionado nas costelas, haveria de ser substituído
perto do intervalo por Paulo Ferreira), que rematou rasteiro
para difícil defesa de Nokopolidis, e outra por Maniche,
com um tiro de fora da área, aos 24’, com a bola a sair
um pouco ao lado do poste direito das redes de Nikopolidis.
Quanto aos
gregos, apenas uma chance a registar. Numa bela
triangulação do seu ataque, Charisteas surgiu em boa
posição para rematar, mas Ricardo saiu e antecipou-se-lhe.
No segundo
tempo o cenário não mudou muito, a não ser quando Scolari
colocou Rui Costa em campo, saindo Costinha, estavam
decorridos 60 minutos. O médio do AC Milan veio, de facto,
dar mais criatividade ao meio-campo português, embora a
defesa ficasse um pouco mais desprotegida.
Mas ao
domínio da Selecção nacional correspondia uma Grécia
muito bem tacticamente, resguardando a sua defensiva,
povoando bem o meio-campo e nunca descurando o
contra-ataque, se bem que neste capítulo apenas conseguiu
um lance, do qual resultou o golo que lhe renderia a
vitória no Euro’2004. Foi aos 57’: canto marcado por
Basinas e cabeceamento vitorioso de Charisteas.
Havia, no
entanto, muito tempo para Portugal chegar ao empate, só que
os nervos foram-se apoderando dos jogadores, que gizavam
jogadas, é certo, mas sem resultados práticos, umas vezes
por precipitação na hora do passe, outras, na sua grande
maioria, pelo excelente posicionamento táctico dos pupilos
de Otto Rehhagel. A entrada de Nuno Gomes, aos 73’, para o
posto de Pauleta, pouco veio alterar o rumo dos
acontecimentos. Calmamente, os gregos mantiveram a sua
postura, perante uma equipa algo desgarrada, nervosa e falha
de ideias.
Não foi
uma grande noite de Figo, nem de Maniche, nem de Deco, e
também desse facto se ressentiu a equipa. Mesmo assim, nos
derradeiros minutos, Portugal ainda poderia ter empatado aos
89’ por Figo, mas o seu potente remate saiu ligeiramente
ao lado.
O árbitro,
Markus Merk, não teve grandes problemas para resolver, mas
não foi criterioso nem na marcação das faltas nem na
amostragem dos cartões amarelos.
«---»
Desta vez a
festa dos figueirenses após um jogo da selecção
portuguesa no Euro 2004 teve um sabor amargo.
Embora houvesse
algum povo a festejar (percurso fantástico dos jogadores
portugueses na competição) o desalento era patente nos
rostos das poucas pessoas que, mesmo assim, saíram à rua
após o jogo.
Pela Avª
25 de Abril e Avª do Brasil circulou um "trio
eléctrico" que debitava sons brasileiros animadores
mas nem isso contagiou os poucos transeuntes que por lá
circulavam.
Alguns
veículos engalanados ainda formaram um pequeno desfile mas
nada que se comparasse às manifestações anteriores.
Fica a
reportagem fotográfica dos "resistentes" que na
noite de 4 de Julho de 2004 quiseram lembrar que, afinal,
chegar à final do Euro 2004 é motivo (mais que) suficiente
para festejar mesmo quando o campeonato nos escapou por um
"triz"...
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