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A Figueira
da Foz tradicional, saudosista e crítica – mas não muito
–, musical e também pitoresca, com figuras modestas mas
inesquecíveis e pormenores interessantes, esteve em Tavarede,
no palco da SIT, em
termos revisteiros, a dar início às comemorações do 99º
aniversário da colectividade.
Clichés
focando Pátio das Galinhas, o Nicola, as alugadoras de
quartos, os peregrinos , os banhistas de alforge e outros
assim como as figuras do Vitorino, do Visconde, da ti
Celeste e do Jaime; a par de outras, foram ali evocadas,
antecedendo ou precedendo a declamação de alguns
consagrados poemas e de algumas conhecidas melodias de
sempre, a nível local e nacional, cantadas de modo bastante
agradável com acompanhamento musical ao vivo.
Isso
aconteceu na noite do passado sábado, dia 11 (de Janeiro de
2003), com a revista “Esta Figueira que Eu Amo” que o
grupo cénico da Filarmónica
Figueirense, em fase de consolidação do seu
renascimento após uma pausa de cerca de vinte anos,
apresentou naquele palco, depois de já o ter feito com
outras apresentações no concelho.
Os
elementos do grupo de amadores da Filarmónica,
com alguns quase estreantes, mostraram bem o seu empenho e a
sua satisfação de representar, notando-se que entre eles
há quem não se deixe impressionar pelo bilhete de
identidade e continue a fazer algo do que gosta e que faz
com muito a propósito.
Destacar
intérpretes ou interpretações parece-nos inadequado, mas
prever a apresentação da revista em outros palcos, do concelho
e fora dele, e recomendar às populações, dos locais onde
isso vier a acontecer, a não deixarem de ir ver “Esta
Figueira que Eu Amo” fazêmo-lo com a certeza de que se
trata dum agradável espectáculo de amadores a merecer todo
o carinho.
Julgamos
até poder escrever que se isso não acontecer, se não
houver representações noutros locais, não será por falta
de vontade dos amadores da velhinha sociedade da rua Dr.
Santos Rocha que se mostra rejuvenescida.
De referir
ainda a satisfação demonstrada por palavras dum
responsável do grupo pela a sua actuação naquela sala
carregada de valiosa tradição no Teatro de Amadores. Gesto
bonito e palavras merecedoras, o que nos apraz registar.
João
Martins Rodrigues - 2003-01-12
«---»
"Esta
Figueira que eu Amo". Um ano em cena!
Começou em
Abril do ano passado (2002) e na sexta-feira (2003/05/23)
subiu ao palco, pela 25.ª vez, na Sociedade
Filarmónica Figueirense, a revista "Esta Figueira
que Eu Amo", encenada e ensaiada por Emílio Andrade, e
em que participam 25 artistas amadores, e ainda cinco
músicos.
Para
Eugénio Ferreira, presidente da colectividade, "tem
sido um sucesso e a adesão do público tem sido
espectacular.
"Estou
satisfeito com o projecto", adiantou, acrescentando
ainda: "Tem sido qualquer coisa de invulgar".
A revista,
para além de representações na Figueira, já percorreu
outras localidades, entre as quais, Lisboa, Figueiró dos
Vinhos e Santiago de Cassurrães.
Aquele
dirigente, que também escreveu textos para a revista,
referiu ao nosso jornal (Correio
da Figueira) que a secção dramática da Figueirense
vai levar à cena "Três em Lua de Mel" e uma
outra revista, de seu título "Recordações".
Aníbal
José de Matos - in Correio da
Figueira - 2003/05/28
Nota:
as imagens desta página foram obtidas em 2003/05/23, na Sociedade
Filarmónica Figueirense, aquando da 25ª e derradeira
(?) representação da peça.
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