A "Queima do Judas" deliciou a pequenada

O Diogo Alexandre (7 anos), o Vítor Filipe (11 anos), o Leonardo Sousa (7 anos), o Gabriel Matos e o Rafael Alexandre foram alguns dos muitos miúdos que participaram na "Queima do Judas", organizada pela recém criada Associação Cultural e Recreativa "Tradições Populares de S. João do Vale", que continua a realizar uma iniciativa que até este ano, era da responsabilidade de meia dúzia de entusiastas.

O "Judas" recheado de doces variados e pendurado, foi mais uma vez agredido à paulada pelas crianças, até que já nada restasse no seu interior. Depois, os mais ousados treparam pelo pau tentando alcançar os brindes do topo. A Bárbara Barreira de 11 anos, subiu com agilidade e conseguiu ficar com a garrafa de vinho do Porto.

No final, contente, dizia que sentiu algum "medo" e que precisou de "muita coragem". Já o Vítor Filipe alcançou o bacalhau e ciente de que "uma tradição é tradição", considera que a "queima do Judas" "deve continuar". E concerteza que vai, pelo menos enquanto imperar o espírito "bairrista" da malta do S. João do Vale.

O "simpático" Judas, que a cada paulada deixava cair amêndoas, pastilhas, chupas e outras guloseimas que as crianças adoram.

Bela Coutinho - in Diário de Coimbra - 2003/04/21

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A "Queima do Judas"

Muita alegria e animação entre a pequenada no Vale. Dezenas de crianças "armadas" de paus atacaram o boneco recheado de guloseimas: pacotes com amêndoas, chupas, rebuçados, para além dos sumos. Um recheio doce que, este ano, orçou os 250 euros.

Os mais pequenos iniciaram o "ataque" ao boneco. Depois os mais velhos capricharam na pontaria para romper as roupas de onde brotavam montanhas de guloseimas prontamente arrecadadas nos bolsos. Seguiu-se a subida ao pau encerado para apanhar um bacalhau, uma garrafa de vinho do Porto e um bolo.

Tradição com mais de 50 anos

Esta tradição nasceu durante a II Guerra Mundial, período de grandes privações. António Ribeiro, conhecido por "Pichas", iniciou-a como forma das crianças terem acesso a guloseimas nesta quadra festiva.

Após a sua morte foi continuada e preservada graças ao Álvaro Fernandes e a recém criada Associação Cultural e Recreativa Tradições Populares de S. João do Vale vai perpetuar este evento.

Carlos Bettencourt - in A Voz da Figueira - 2003/04/24


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