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Do Forte à Esplanada, tudo cheio: Garantida continuidade
do Encontro de folclore
Teve
início na Ponte do Galante e terminou junto ao
Forte
de Santa Catarina, juntando largas, largas centenas de
pessoas que ou na bancada montada para o efeito, ou na zona
dos convidados, ou na área envolvente (prolongado-se à
Esplanada Silva Guimarães), viram passar algumas das mais
marcantes manifestações folclóricas e etnográficas do
concelho
da Figueira da Foz.
Estamos a
falar do I Encontro de Folclore, organizado pela Associação
das Colectividades do Concelho da Figueira da Foz (ACCFF),
de que Azenha Gomes, que decorreu na noite do passado
sábado (2003/08/30).
O evento
orçou em cerca de seis mil euros, tendo a autarquia
comparticipado com cerca de mil euros e apoio logístico. O
restante foi oferecido por uma instituição mecenas que
não quer ser (re)conhecida.
Pelo palco
montado junto ao Forte, actuaram representações do Rancho
Típico do Alqueidão, Rancho Folclórico Rosas de Maio,
Pauliteiros da Serra da Boa Viagem, Rancho Folclórico “As
Morenitas da Gândara”, Rancho Rosas do Calvete, Rancho
Folclórico e Etnográfico do Sport Club de Lavos, Rancho
das Cantarinhas de Buarcos, Rancho Estrelinhas da Chã,
Rancho Folclórico das Alhadas, Rancho Folclórico do Bom
Sucesso, Rancho Folclórico “Bago d’Ouro”, Rancho
Folclórico e Etnográfico do Arneiro de Fora e Rancho
Etnográfico da Borda do Campo. Dos 20 grupos activos que o
concelho tem, compareceram à iniciativa 13, os restantes
não compareceram por motivos de agenda.
Para Azenha
Gomes, o evento “foi um sucesso”, atendendo a que se
cumpriram alguns objectivos. Entre eles o de “tornar o
meio associativo cada vez mais sólido», frisando que “estamos
aqui para ajudar as colectividades, não para as substituir”,
defendendo que “se as colectividades se unirem é
possível fazer mais e melhor, porque enquanto associação
temos um peso diferente”.
Na Figueira
da Foz existem cerca de 130 colectividades, das quais 70 “têm
porta aberta”, e desse número, 51 já se associaram à
Associação, usufruindo de algumas vantagens, caso dos
protocolos estabelecidos, por exemplo, com a PT, Águas da
Figueira, AntonioCruz.net,
diversas escolas de condução e a imobiliária
Imoexpansão.
Quanto ao
futuro, Azenha Gomes diz que “a associação não tem
dinheiro, vive das quotas dos sócios – cada associação
paga 15 euros por ano” –, mas que “está boa e
recomenda-se”. Projectos existem alguns, mas ainda no ‘papel’.
Para já, e a curto prazo, perspectiva-se a continuidade do
Encontro de Folclore.
Em Novembro
deste ano (2003), num lugar ainda não definido, deverá
ocorrer um sarau, “possivelmente
dividido em duas partes, a norte e a sul do concelho”,
salientando que “receitas deverão reverter a favor das
vítimas dos incêndios”. Ficam as imagens desta noite de
cultura e tradição figueirenses.
in O
Figueirense - 2003/09/05
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