Festa de
arromba até de manhã
Um mar de
gente inundou a cidade para festejar a passagem de ano. Largas
centenas de pessoas, vindas de vários pontos do país,
celebraram a passagem de ano na cidade, tendo como ponto de
encontro a Avenida 25 de Abril. Depois da festa ao ar livre,
a noite continuou nos bares e discotecas. Foi uma noite
longa e cheia de juventude.
Contrariando
as expectativas mais optimistas, que temiam que a chuva
estragasse a festa, a Figueira foi inundada por uma
multidão que espalhou alegria por toda a noite, sendo que a
Avenida 25 de Abril foi testemunha privilegiada de um “reveillon”
jovem e com sabor tropical.
Naquela
artéria, dj’s, espectáculo piro-musical, fogo de
artifício e o brasileiro Netinho não deram tréguas aos
populares, que se não se limitaram à área da festa,
espalhando-se pela praia, pelo Oásis, pelos bares e pelos
cafés da zona.
Novos e
velhos brindaram, assim, a entrada do novo ano de 2004,
formulando um desejo comum: que seja melhor que o velho
2003. E neste caso não foi um simples desejo que recorreu a
um lugar comum... A novidade foi a elevada quantidade de
jovens que saíram à rua, prolongando a animação e dando
cor à noite que atravessou dois anos.
Na noite de
31 de Dezembro de 2003 para o primeiro dia de Janeiro de
2004, não só a chuva esteve ausente, como a temperatura
fez esquecer a estação do ano, com os termómetros a
rondarem os 14 graus. A cidade respirava a alegria de um
Carnaval antecipado.
Nuno
Encarnação, administrador-delegado da Figueira Grande
Turismo (FGT), frisando que “a juventude é o principal
público-alvo a atingir para projectar o futuro do turismo
na Figueira”, afirma que “os objectivos da
passagem-de-ano foram amplamente atingidos”. “Estamos
muito satisfeitos pelos resultados obtidos, já que
gastámos menos dinheiro e tivemos mais pessoas do que no
ano passado”, salienta.
A
propósito de dinheiro, a festa na Avenida 25 de Abril
acabou por volta das 02H30, mas a noite continuou até de
manhã, nas discotecas e bares figueirenses. “A ideia foi
que todos pudessem ganhar com o fim-de-ano”, explica
aquele responsável da empresa municipal de turismo.
E ganharam:
restaurantes, hotéis, bares e discotecas registaram
índices de ocupação extraordinários. Saliente-se ainda
que muitos forasteiros ficaram na cidade para passarem o
fim-de-semana prolongado.
A
segurança foi uma aposta da organização. Que foi ganha.
Segundo fonte da polícia, “houve meia dúzia de
distúrbios em bares, sem grande importância”. Às
Urgências do hospital chegaram as habituais intoxicações
alcoólicas.
Mas nada de
anormal, para uma noite daquelas. E os acidentes de
viação, dois, com danos materiais e um ferido ligeiro,
também não mancharam a festa.
Jot'Alves - in Diário As Beiras - 2004/01/02
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