Mais de 20 mil festejaram o ano novo na marginal
A Avenida 25 de Abril foi
pequena para ver as Non Stop, Bonnie Tyler e Banda Zona. E,
sobretudo, o fogo-de-artíficio.
Foi uma noite de festa, luz
e alegria, para milhares de pessoas (de acordo com
responsáveis pela Figueira Grande Turismo- EM, mais de 20
mil) que optaram pela Figueira para se despedirem de 2001 e
darem as boas-vindas a 2002. E ao euro, claro.
Quando Bonnie Tyler
começou a actuar ('britanicamente' às 23H00), já o haviam
feito as Non Stop, que abriram as hostilidades de uma noite
que se adivinhava longa e animada.
À espera da britânica,
estavam cerca de duas mil pessoas. Quando o seu espectáculo
terminou, o número tinha, no mínimo, quadruplicado.
Terminou um para dar lugar
a outro. O fogo-de-artíficio, acompanhado de música e luz
(experimentado na Figueira, no S. João de 2000) foi um
espectáculo único, que ficará na memória colectiva
daqueles que fizeram a contagem decrescente de 2001 e
abriram as portas a 2002 - foi o momento que marcou a noite.
Depois do
fogo-de-artíficio, entrou em palco a Banda Zona, que
animou, durante cerca de três horas, um público que não
parou de dançar e cantar.
Por volta das 03H00,
desligou-se o som do Revellion popular, mas não a vontade
de continuar a festejar.
Foram muitos os que
prolongaram a noite, improvisando festas ao ar livre, aqui e
acolá.
Resumindo, foi uma noite
longa e quente. Não só pelo calor humano, mas também pela
temperatura amena que se fez sentir.
E nem as
"ameaças" da chuva fizeram com que os visitantes
e habitantes do concelho deixassem de marcar encontro na
última festa do ano velho e a primeira do novo ano.
Tampouco foram alguns
excessos, próprios de uma noite como esta: entre as 00H00 e
as 08H00 de ontem, deram entrada nas urgências do Hospital
Distrital da Figueira da Foz 52 pessoas, a grande maioria
devido ao excesso de consumo de álcool.
Sem dormidas
A alegria de muitos,
contrastava com a tristeza de alguns. No caso, daqueles que
não puderam juntar-se à festa da Figueira.
Dias antes da noite de
passagem de ano, já as unidades hoteleiras da Figueira
estavam com as reservas esgotadas, o mesmo acontecendo com
as habitações particulares que habitualmente se alugam
nesta época do ano.
Houve, porém, quem à boa
maneira portuguesa tentasse a sua sorte no próprio dia. Uma
tentativa que, na maioria dos casos, se revelou frustada.
Hoteleiros e mediadores
imobiliários, afirmam que centenas pessoas (ou mesmo
milhares, segundo algumas fontes), vindas de vários pontos
do país, tiveram que desistir da noite de fim-de-ano na
Figueira.
Uma situação que se
repete nas épocas do ano em que a procura de turismo
aumenta, denunciando, assim, a falta de capacidade hoteleira
da cidade. (...)
Jot'alves - in As Beiras - 2002/01/02
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