Figueira da Foz em Datas
XXX - Existem vestígios arqueológicos que permitem afirmar que a
região da Figueira é habitada desde a era da pedra polida.
716 - Os muçulmanos estavam na posse de Coimbra e
de Montemor, estendendo-se o seu domínio até à foz do Mondego.
848 - D. Ramiro I, rei de Leão, tomou Montemor
aos muçulmanos, posição importante, cuja defesa foi confiada a um
valente guerreiro.
897 - 1º documento que se refere a Quiaios.
987 - Em Porto Godinho, actual freguesia da Borda
do Campo, existe um porto fluvial.
998 - No reinado do califa de Córdova Hixeme II,
o seu ministro Almançor ocupou - entre outras - as terras de Coimbra
e Montemor.
1034 (12 de Novembro) - Mercê da acção de
Fernando I, rei de Leão e Castela, o Castelo de Montemor é
conquistado pelos cristãos.
1070 a 1080 - O Castelo de Redondo foi tomado
pelo conde D. Sisenando.
1080 - Estabelece-se em S. Julião (génesis da
Figueira) o Abade Pedro, com o encargo, recebido do Conde Sisenando,
de restaurar terras da região, devastadas pelas guerras da
reconquista.
1092 - (Fevereiro) Carta de doação de Martim
Moniz, com referência ao norte da "Villa de kiaius".
1092 - Doação a Santa Eufémia, onde se declara a
existência de salinas, na Foz do Mondego.
1096 - (14 de Fevereiro) Doação do Abade Pedro, à
Sé de Coimbra, de S. Julião, Caceira, S. Veríssimo (Vila Verde),
Fontela, Lavos, etc.
1099 - (Abril) Doação de bens junto a Tavarede.
XXXX - D. Afonso Henriques, descendo de Coimbra,
a conselho dos "médicos" - como curiosamente nos informa Frei
Bernardo de Brito na "Crónica de Sistero" - esteve a banhos na
Figueira, procurando cura para os seus padecimentos.
1116 - Documento deste ano, dá ao porto o nome de
"Foz do Mondego".
1116 - Os Almorávidas arrasam o Castelo de Santa
Eulália, que não volta a ser reconstruído.
1122 - D. Teresa doou a Fernão Peres de Trava o
castelo de S. Eulália , o de Soure e a vila de Quiaios. 1134 -
(Abril) O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra compra a metade do Couto
e Vila de Eymide (Redondos) a Payo Mendiz e Elvira Mendiz, a quem D.
Afonso Henriques os tinha doado.
1138 - Compra de uma herdade na Foz do Mondego a
Susana Martinho, pelo Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra.
1139 - Carta de venda da pesqueira do Porto de
Eymide, ao Convento de Santa Cruz, de Coimbra.
1139 - Redondos (Buarcos) e Quiaios são doados
por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz.
1143 - Testamento de D. Afonso Henriques, dando
certos privilégios ao Mosteiro de Santa Cruz, entre os quais metade
da terra de Eymide (Redondos), Lavos e Quiaios para a remissão da
sua alma e da dos seus pais.
1155 - O mosteiro de Santa Cruz passa carta de
foral a Lavos.
1158 - D. Afonso Henriques doa a Insua da
Ouveiroa (Morraceira) ao Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra.
1161 - D. Afonso Henriques doa o couto de Santa
Cruz do Louriçal aos frades Crúzios.
1174 - Passam por aqui as caravelas a caminho da
conquista de Lisboa.
1175 - (Janeiro) Venda de uma marinha de sal, em
Tavarede, por João Giróz e sua mulher, a Julião Juliani, decano
conimbricense.
1175 - D. Afonso Henriques integrou e região de
Seiça no couto de Santa Maria-a-Velha.
1182 - Povoamento de Eymide.
1183 (Outubro) - D. João, concede carta de
povoação aos habitantes de Cucos, em Alhadas, fixando-lhe a renda e
foros e comprometendo-se a certas ajudas iniciais, condições por
eles aceites.
1185 - A Quinta de Foja pertence aos frades
Cruzios.
1191 - D. Sancho I doa, com sua mulher, a rainha
D. Dulce e seus filhos e filhas, à igreja de Sta. Maria de Coimbra,
a vila de Tavarede.
1192 - João Sesnando e Paio Menina colocam em
penhor as suas metades nas marinhas em Caceira, por 40 morabitinos
que o prior de Santa Cruz a cada um emprestou, e os quais se
comprometem a entregar até à Páscoa, pois, caso contrário, o prior e
cónegos do mosteiro recebem os frutos das marinhas enquanto durar o
empréstimo.
1194 - Dom Sesnando e sua mulher vendem o
Mosteiro de Santa Cruz e metade das marinhas de sal, em Casseira.
1194 - Maiorca tem foral (foi concelho, sendo
extinto em 1855).
1195 - (Dezembro) Aforamento de uma marinha de
sal, no vale de Tavarede, a Fernando Farto e sua mulher, com
consentimento do cabido da Sé de Coimbra.
1195 - O reguengo da Barra é integrado no couto
da vila de Santa Maria-a-Velha.
1197 (Janeiro) O prior João Froyle e os cónegos
de Santa Cruz cedem a Rodrigo Hurigues, Martinho Pais e Pedro
Benavento um lugar em Lavos para aí fazerem marinhas, pagando 1/10
do sal.
1198 - O prior de Santa Cruz encarregou o
presbitero de Maiorca a proceder ao enxugo e drenagem de um paul ,
nessa localidade.
1202 - D. Sancho I consignando uma renda ao
Mosteiro de Santa Cruz, doou-lhe, entre outros bens as granjas de
Buarcos e Caceira, com "suis piscaris et marinis".
1206 - O senhorio da vila de Buarcos foi doado ao
Mosteiro de Santa Cruz, pelo bispo de Coimbra, D. Pedro Soares.
1210 (Fevereiro) - Por ordem de D. Sancho I os
alcaides e alvazis de Coimbra e de Montemor-o-Velho ouvem as
acusações que o mosteiro de Santa Cruz e os "milites" e "concilium"
de Alhadas reciprocamente lhe faziam, em especial quanto à
autoridade do lugar, sanções penais e direitos de posse e exploração
da terra.
1214 - O prior de Santa Cruz assinou uma carta de
arroteamento a 2 homens para avançarem com a plantação de vinhas na
zona de Eymide.
1216 - Referência à povoação de Redondos
(Buarcos)
1217 - D. Afonso II concede foral a "Lavos da
Marinha".
1219 - Os moradores de Santa Maria de Seiça viram
os seus foros ratificados pelo mosteiro de Seiça.
1221 - O mosteiro de Santa Cruz aforou a herdade
de Ollas , no termo de Quiaios a 2 homens e suas mulheres.
1224 - (Abril) Arrendamento de uma marinha de sal
em Tavarede e de umas fazendas, nas Alhadas.
1230 - O bispo e o cabido obrigam os moradores de
Lavos a aceitar um novo contrato de aforamento.
1235 - É foreiro de S. Julião o alcaide de Coja -
Leonardo Esteves.
1236 (Abril) - O prior de S. Jorge, D. Afonso, e
Pedro Martins, prior de S. Bartolomeu, aforam a Domingos Peres
Pinto, morador em Lavos, as marinhas que têm nesse lugar, com
obrigação de ele fazer, em 4 anos, 36 talhos ou mais e um bom
viveiro, pagando anualmente ½ do sal, para o que lhe concedem um
empréstimo e ajudas na exploração.
1236 - Aforamento de salinas, em Lavos.
1237 - Doação do cabido da Sé de Coimbra, dos
lugares da Figueira e Tamargueira a Domingos Ioanes, Martinho Miguel
e Martinho Gonçalves.
1254 - Aforamento de salinas em Lavos, a Teotónio
Domingues.
1256 - Referência a Buarcos.
1259 - O lugar de Lares foi contratado a 5
homens, com a obrigação de chamarem mais um para os auxiliarem.
1259 - O lugar de Brenhelos foi contratado pelo
Mosteiro de Santa Cruz a 4 homens.
1271 - Os lugares de Eymide (Redondos) e Póvoa
Nova da Torre de Buarcos recebem um rudimentar foral comum.
1282 - Foral de Brenha e Lírio.
1291 - O lugar da Feteira foi contratado a 3
homens e respectivas mulheres.
1297 - Emprazamento do lugar da Telhada pelo
Mosteiro de Santa Maria de Seiça.
1297 - (10 de Agosto) Aviso feito aos moradores
de Redondo a aos da Póvoa da Torre (Redondos), em documento
procedente do Reitor (Vigário) da freguesia de S. Julião,
obrigando-os a vir à missa, receber os sacramentos e pagar dízimos à
igreja de S. Julião da Foz do Mondego.
XXXX - No século XIV, com D. Afonso IV, já
aparece o nome da Figueira, ligado a um povoado.
1301 - (8 de Agosto) Estevão Domingues, prior de
S. Julião, excomunga João Iohanes, por este não pagar o dízimo de
sal à igreja de S. Julião da Figueira.
1301 - (25 de Setembro) D. Pedro Soares, bispo de
Coimbra, ordena a todos os pescadores - do mar ou do rio - , que
pesquem na freguesia de S. Julião de Buarcos, que paguem a
respectiva dízima a essa freguesia.
1304 - 2º Foral de Brenha e Lírio.
1307 (9 de Janeiro) D. Dinis proíbe que os homens
vão apascentar os gados e buscar madeira e lenha, em barcos, às
terras que o mosteiro de Santa Cruz mandara abrir no termo das
Alhadas, porque lhas danificam.
1317 - Instrumento de protesto feito perante os
Alvazis de Montemor-o-Velho a favor do Cabido da Sé de Coimbra e os
Vaçalos do Couto de Tavarede.
1319 - Aforamento de salinas, em Tavarede, junto
da marinha de Arteira.
1321 (2 de Janeiro) - O prior e convento de Santa
Cruz atendendo à fidelidade dos seus vassalos de Quiaios,
uniformizam os pagamentos dos moradores do lugar para 1/7 de todos
os frutos, exigem a dízima à igreja de S. Mamede, bem como ratificam
os foros costumados.
1322 - Carta do padre João Domingues, que
incentiva o povo de Redondo à frequência da igreja de S. Julião da
Foz do Mondego.
1331 - Uma grande cheia derrubou a ponte de
Coimbra e provocou grandes prejuízos junto à Foz do Mondego.
1338 - (9 de Setembro) Carta de D. Afonso IV,
tendo em vista a compra das penhoras de casas na Figueira, por
dívidas à coroa.
1339 - (27 de Março) Adquiridas uma vinha e uma
casa, localizadas provavelmente na Praia da Ribeira (actual praça
General Freire Andrade e Largo Luís de Camões), para o serviço do
porto.
1339 - Compra por D. Afonso IV de umas casas na
Figueira da Foz de Buarcos, que foram levadas à penhora pelo Direito
Real.
1339 - Pedro Torto compra umas casas no lugar da
Figueira da Foz do Mondego.
1340 - Aforamento de salinas em Tavarede, nas
terras do Mosteiro de Santa Cruz.
1342 - (1 de Abril) 1º foral de Buarcos, por D.
Afonso IV. 2º) D. Manuel em 23 de Agosto de 1514. 3º) D. Manuel I,
em 15 de Setembro de 1516 (Para a Vila dos Redondos).
1344 - (26 de Janeiro) Contrato de aforamento
perpétuo, entre o Cabido de Coimbra e Afonso Perez, que determina o
alargamento da área cultivável, estendendo-se da origem da Figueira
para nascente da Igreja de S. Julião, onde predominavam as
tamargueiras.
1344 - D. Afonso IV proferiu uma sentença contra
o concelho de Buarcos, sobre a madeira que os moradores cortaram nos
domínios do Mosteiro de Santa Cruz, para a feitura de apetrechos
marítimos.
1345 (21 de Abril) - Aforamento de um chão a par
de S. Paio, que o povo designa por Lourel.
1346 (28 de Janeiro) - Autorização do Cabido para
que seja emprazada a Ribeira da Casseira, por esta ainda se
encontrar dentro do limite do Couto de Tavarede.
1348 - A peste negra - que atingiu esta zona,
vinda do mar - dizimou imensa população ma zona da Figueira e
Buarcos. Só no convento de Seiça, terão morrido 150 religiosos.
1358 - (16 de Outubro) D. Pedro I autorizou aos
pescadores de Buarcos ,o corte de madeira verde para a produção de
artigos marítimos.
1361 - Documento menciona a exportação de vinhos
e outras mercadorias de Coimbra, pela Foz de Buarcos.
1361 - (23 de Maio) Nas Cortes de Elvas, o
concelho de Montemor-o-Velho insurge-se contra a perda de domínio
sobre Vila Nova de Anços e Buarcos.
1362 - O rei D. Pedro dá ordem ao Cabido de
Coimbra para que este possa nomear nos seus coutos, de Tavarede e
lugar da Figueira, os funcionários e tabeliães necessários para o
bom funcionamento da conduta dos seus povos, em benefício da Sé.
1366 (18 de Novembro) - Em obediência a
documentos apresentados pelo mosteiro de Seiça, os alvazis de
Montemor-o-Velho ordenam que os naturais e vassalos do couto e
terras do dito mosteiro ficassem ao seu serviço os que fossem
necessários para lhe cultivar as terras e guardar os gados,
pagando-lhes a soldada que estava taxada pelos vereadores.
1370 - (7 de Maio) D. Fernando I ordena aos
concelhos de Montemor-o-Velho e de Buarcos que paguem a reparação da
cerca e do muro da vila de Buarcos.
1372 - (5 de Setembro) O rei D. Fernando visita
Buarcos e Quiaios.
1384 - Tença de D. João I a João Gomes da Silva,
sobre todas as dízimas de todas as mercadorias e coisas que venham
pela foz de Buarcos.
1390 - O Papa Bonifácio IX envia Bula para o
Reino, com destino ao Cabido da Sé de Coimbra e seu Bispo,
confirmando as Igrejas da Figueira e de Espinho e respectivos
padroados.
1390 - Aforamento de salinas em Tavarede, a
Afonso Giraldes.
1395 - (17 de Março) Carta de privilégio aos
moradores de Buarcos para cortarem lenha e caçarem em vários coutos
da região.
1397 - (15 de Fevereiro) A rainha, D. Filipa de
Lencastre dá uma provisão ao Cabido da Sé de Coimbra para que
continue a poder cobrar portagem no couto de Tavarede e lugar da
Figueira.
1403 - O bispo D. João Garcia procede ao
arrendamento de terras do Couto de Tavarede e lugar da Figueira a
Afonso Giraldes e João Vicente.
1405 (13 de Março) - O vigário geral da Sé de
Coimbra, por carta de 10 de Março, manda, sob pena de excomunhão,
que as autoridades concelhias de Montemor-o-Velho entreguem ao
cabido a jurisdição do crime de Tavarede.
1406 - Doação de Marinha Afonso, de Tavarede e
seu marido ao Convento de Seiça dos bens móveis e imóveis que
possuíam neste lugar
1407 (13 de Abril) - Carta régia e sentença do
rei D. João I acerca da jurisdição do Couto de Tavarede.
1410 - D. Fernando esteve em Buarcos, onde
assinou uma carta régia e documentos diversos.
1411 - A vila de Buarcos é doada a D. Pedro,
duque de Coimbra, bem como o seu castelo.
1412 - Foral de Vila Verde.
1412 (22 de Agosto) - D. João faz graça e mercê a
seu filho D. Pedro - Duque de Coimbra - , que em Alfarrobeira teve
os pescadores de Buarcos pelo seu lado, mandando que "os seus
moradores, filhos netos e descendentes, possam ser isentos da
vintena de mar e servir em frota ou apuração".
1417 - O cabido aforou ao vigário de S. Julião um
chão para construir uma casa.
1420 (24 de Agosto) - O Cabido pretendia que a
dízima nova sobre o pescado da Foz do Mondego fosse a última a ser
cobrada.
1421 (3 de Outubro) - O vigário geral de Coimbra
condena e dá prazo a Leonardo Esteves, arrais de Buarcos, para pagar
a dízima ao Cabido na proporção de um por cada doze peixes.
1423 (10 de Maio) - Afonso Francisco e sua
mulher, moradores em Tavarede, subemprazam a Domingos Eanes, um
moinho, com obrigação de o repararem e fazerem uma casa e vinha.
1426 - D. João criou a feira anual de Montemor e
determinou que os moradores de Seiça acorressem a ela com tudo
quanto tinham para vender ou por tudo quanto precisassem de comprar.
1427 (12 de Fevereiro) - Um alvará real isenta de
"jugado" ou oitava ", todos os "novos tidos em Buarcos ou fora".
1428 (26 de Outubro) - Carta do Infante D. Pedro,
Duque de Coimbra em que se refere o Couto de Tavarede.
1431 - O príncipe D. Pedro mandou comprar casas e
chãos para conservação de peixe na Foz do Mondego e Buarcos.
1432 - O Cabido continua a dirigir a jurisdição
do crime no Couto de Tavarede, contra a vontade dos juristas de
Montemor-o-Velho que se achavam conscientes do direito que tinham,
havia três séculos.
1434 - Nas Côrtes de Santarém é referido o
dinamismo da classe piscatória, sobretudo em Buarcos e Caminha, e a
exportação do seu pescado.
1438 (30 de Agosto) - D. João, por carta, dá
posse ao Mosteiro de Santa Cruz, de várias terras, entre as quais as
"Torres de Buarcos, com as suas vinhas".
1439 - Acção do Infante D. Pedro, regente do
Reino, procurando que os moradores do "Couto de Tavarede e lugares
da Figueira, Buarcos, Redondos, Lavos e Quiaios" sejam isentos de
sair para a actividade bélica, mormente as lutas de África e para as
caravelas.
1439 (16 de Junho) - Carta de D. Duarte, dirigida
a Jorge de Sá, que lhe confere o desempenho de funções de escrivão
da Foz de Buarcos.
1441 - (12 de Novembro) É nomeado pelo Infante D.
Henrique, para piloto da Barra da Figueira, e com a incumbência de
tirar os seus navios da Foz do Mondego, Estevão Anes, que deste modo
beneficiaria de numerosos privilégios. Este piloto, morador em
Buarcos, conserva-se no cargo, em 1449.
1442 (12 de Outubro) - O infante D. Pedro redige
uma cara, em Quiaios.
1448 - D. João I manda restituir ao Mosteiro de
Santa Cruz as Torres de Buarcos.
1450 - É concedida carta de perdão aos pescadores
de Buarcos, que foram à batalha de Alfarrobeira defender os ideais
do Infante D. Pedro.
1453 - Os habitantes da Figueira, Buarcos,
Redondos, Quiaios e Tavarede, são tributados e obrigados a servir ,
por D. Afonso V, nas obras de desassoreamento do Mondego, junto da
ponte de Coimbra.
1456 - A Figueira assiste, num misto de
religiosidade e expectativa, à partida das caravelas a caminho de
Ceuta, entre elas a de Afonso Furtado, que levou pão de Buarcos para
aquela terra africana.
1461 (23 de Setembro) - Por carta-régia, D.
Afonso V doou ao ex-condestável D. Pedro as rendas, bens e foros dos
reguengos do Rabaçal, Vila Nova de Anços, Buarcos, Montemor e
Tentúgal, reservando o monarca para si a "correição e alçadas".
1464 (5 de Outubro) - O Cabido de Coimbra dirige
uma carta a Tavarede para não levar portagem aos de Buarcos.
1466 - (18 de Dezembro) D. Afonso V doa a seu
filho, o Príncipe D. João II, a terra de Buarcos.
1468 - Nas Côrtes de Santarém é concedido o
privilégio aos pescadores de Buarcos de a partir daí "poder qualquer
pescador que vem do mar, tirar para si um peixe, sem que este entre
em conta para paga dos direitos".
1469 (26 de Janeiro) - D. Afonso V manteve aos
pescadores de Buarcos a isenção de terem cavalos e armas e
comparecerem em alardos, desde que vivessem do ofício de pescar,
pelo menos durante oito meses por ano.
1476 - Nomeação, por D. Afonso V, de Rui
Gonçalves, como Almoxarife da Foz do Mondego, para cuidar dos
interesses alfandegários figueirenses.
1476 - (2 de Março) Os homens bons da vila de
Buarcos pedem ao Cabido da Sé de Coimbra que os dispense de
reconstruir a igreja de S. Julião, em virtude da crise monetária por
que passam.
1478 (10 de Dezembro) - O Cabido de Coimbra
determina que os moradores do couto de Tavarede e lugar da Figueira
plantem oliveiras.
1479 (5 de Dezembro) - D. Afonso V doou, entre
outros bens, as rendas das dízimas novas dos pescadores de Buarcos e
Montemor ao seu sobrinho D. Álvaro.
1480 (18 de Junho) - Por sentença eclesiástica,
João Vicente é obrigado a reconstruir a adega de Tavarede e umas
casas alpenduradas.
1481 (6 de Julho) - Requerimento feito ao
Almoxarife de Montemor-o-Velho sobre as jugadas de Tavarede.
1482 (16 de Agosto) - Prazo a Rodrigo Esteves -
pescador - de um monte maninho, bravio, que o Mosteiro de Santa Cruz
possuía em Buarcos, com o "foro de duas pescadas secas e do dízimo".
1485 (7 de Dezembro) - D. João II faz mercê do
castelo de Buarcos a João Sepúlveda, neto de Martin Sepúlveda, em
troca do castelo de Noudar, que este possuía.
1487 - (22 de Maio) D. João II, chama a atenção
ao contador de Buarcos para que permita a Duarte Brandão a compra da
Vila de Buarcos a Martim de Sepúlveda.
1489 - O Cabido incentiva a vida económica do
Couto de Tavarede, facilitando a indústria cerâmica.
1490 - Confirmação da compra de propriedades a
João Negrão, Lopo Dias e outros, no Couto de Tavarede.
1492 - Aforamento pelo tanoeiro João Dias de umas
casas, em Tavarede.
1500 - (4 de Julho) A igreja de S. Pedro de
Buarcos é separada da de S. Julião.
1512 - Aforamento ao porteiro da Alfândega de
Buarcos - Lourenço Gonçalves - de um chão para fazer casas.
1514 -(Agosto) Foral das Alhadas e de Quiaios.
1514 - (23 de Agosto) Foral de Buarcos, conferido
por D. Manuel I.
1516 - (15 de Setembro) Foral de Buarcos,
conferido por D. Manuel I (Vila de Redondos).
1516 (9 de Maio) - Foral de Tavarede.
1517 - Os cónegos do Cabido da Sé de Coimbra,
detendo umas casas na Figueira, cedem-nas, a partir desta data.
1519 (20 de Dezembro) - Foral de Lavos.
1519 (18 de Outubro) - D. Manuel I faz a doação
da vila de Buarcos ao conde de Tentúgal, a qual continuou na geração
dos Cadavais, doação que se irá manter por sucessivas confirmações
régias (1524, 1595 e 1728).
1520 - (Março) Volta a fazer-se a demarcação
territorial entre o Couto de Tavarede e o de Redondo, antigo lugar
de Aimedi ou Eymide (Redondo possui 45 moradores).
1522 - (1 de Novembro) Piratas assolam as costas
da Figueira e Buarcos, saqueando casas, pessoas e bens da igreja.
1522 - (3 de Dezembro) D. João III nomeia António
Fernandes de Quadros para exercer o cargo de Juiz das Sisas de
Tavarede.
1523 (4 de Agosto) - O Rei D. João III ordena ao
Almoxarife ou Recebedor da Alfândega de Buarcos, que pague a António
Fernandes de Quadros a tença a que tem direito régio, no valor de
13900 réis.
1528 (16 de Março) - Em Santarém é pronunciada
sentença contra o Caneiro de Coimbra, a favor dos homens de Buarcos,
para poderem pescar sáveis e lampreias.
1529 - Doação da Quinta do Lírio, em Brenha, pelo
Mosteiro de Santa Cruz.
1530 - O Bispo de Coimbra recomenda ao povo de
Tavarede que cultive vinhas e cuide da adega do Cabido, ali
localizada.
1531 - (28 de Abril) O Cabido ordena a feitura de
um importante celeiro em Tavarede, por forma a arrecadar todo o
trigo local.
1532 (23 de Agosto) - É lavrada sentença
decretando-se não dever dízima dos navios e batéis feitos no Mondego
por se entender que fosse a Alfândega do Mondego a mesma que a de
Buarcos.
1535 - Constata-se um grave contencioso, entre o
Cabido da Sé e António Fernandes Quadros.
1536 - O Convento de Sto. António foi construído
cerca de 1536 e teve a protecção do Morgado de Tavarede.
1536 (22 de Abril) - Posse da jurisdição cível do
Couto de Tavarede pelo Cabido.
1537 (11 de Julho) - Passa a exercer o cargo de
escrivão dos orfãos, em Tavarede, Lopo de Mascarenhas.
1540 - Auto de demarcação do Couto da Barra e
terras nas Azóias.
1540 - (4 de Julho) O Bispo de Coimbra tem
conhecimento do extenso testamento de António Fernandes Quadros,
legando algumas importâncias aos Franciscanos da Foz do Mondego e
viabiliza, junto a D. João III o privilégio da família Quadros com
um brasão de armas de escudo e de campo esquartelado.
1541 (6 de Julho) - Carta da Câmara do couto de
Tavarade ao cabido da Sé de Coimbra pedindo espera no pagamento do
terradego.
1544 - A população de Tavarede e do lugar da
Figueira, debate-se com problemas relativos à obrigatoriedade dos
seus moradores de irem cozer o pão ao forno do arrendatário ou
foreiro do Cabido .
1545 - (22 de Abril) O Cabido nomeia para
desempenhar o cargo de escrivão do Judicial do Couto de Tavarede,
Afonso Mendanha, por falecimento de João Fernandes.
1549 - (13 de Abril) O povo figueirense e
tavaredense recebe com agrado a sentença do Cabido, que lhes permite
pescar livremente desde o penedo de Lares à Foz do Mondego.
1549 - O reitor da Universidade de Coimbra nomeia
Diogo Aranha Chaves, alcaide do Castelo da Vila de Redondos.
1550 - Uma "nau muito grande" dá à costa, em
Buarcos. Uma carta aborda o "peceo" de Buarcos, estimando em 10000
cruzados o valor da madeira arrojada à praia e referindo um tesouro
achado por F. Piquerra.
1550 (27 de Agosto) - Carta de excomunhão,
mandada passar pelo Cabido da Sé, contra todos os sonegadores que
aviltam as normas de emprazamento dos casais da região de Tavarede.
1552 - Quando regressava da pescaria de Marrocos
com pescada, uma caravela do Mondego foi acossada por um barco
pirata francês, tendo-se refugiado nos Açores.
1553 - O Cabido dá autorização para se fazer um
aforamento de terras, com vinhas, hortas e chão, junto à fonte de S.
Julião, na Figueira.
1555 - O Cabido da Sé manda comparecer o Juiz de
Tavarede, já debaixo de prisão, por não obedecer aos seus mandados.
O Juiz apelou para o rei D. João III, que apreciou todas as suas
normas de conduta, confirmando a referida prisão.
1555 - É nomeado Simão Gomes para escrivão da
Alfândega de Buarcos e das Sisas de Tavarede.
1555 - Foi executado um aforamento das águas das
Lagoas da Lourosa (Leirosa), no Couto de Lavos.
1557 - É nomeado Pedro Homem para Juiz da
Alfândega de Buarcos.
1558 - Diogo Gonçalves, vereador de Buarcos,
recebe perdão por ser achado com um gibão de cetim falso.
1559 - É colocado na Alfândega do Mondego
(Figueira) com o cargo de almoxarife, Francisco Tristão, morador em
Buarcos, a que sucede Simão Henriques em 1564, por aquele se
encontrar velho e fraco.
1561 - Os pescadores da Figueira e de Tavarede
são severamente admoestados por exercerem pesca de sáveis, lampreias
e robalos.
1565 - Chega a Tavarede o pintor Diogo Botelho, a
fim de elaborar o retábulo da igreja de São Martinho.
1566 - Figueira e Buarcos são assaltadas por
piratas.
1566 (25 de Setembro) - O Cabido da Sé de Coimbra
citou Simão Vaz de Camões a fim de reconstruir as casa que estavam
danificadas em Buarcos, para que não se arruinem de todo e possam
ser habitadas por pessoas de autoridade.
1569 (15 de Abril) - A Figueira é visitada por
Diogo Álvares Cardoso, em funções de corregedor da Comarca de
Coimbra.
1570 (16 de Agosto) - Ao cair da tarde começou a
notar-se em Buarcos o aproximar de muitos navios com intenções
suspeitas, e as autoridades da vila, temendo o pior, mandaram um
mensageiro a Coimbra implorar socorro, onde chegou por volta da meia
noite. Alarmada, a população de Coimbra, duas horas depois tinha
reunido uma força de 200 homens a cavalo e mais 300 a pé, comandada
por Francisco Pereira de Sá, que tomou o caminho de Buarcos para
acudir ao assalto que deveria fazer-se ao amanhecer. Mas, essa força
não chegou a prestar serviço porque ao seu encontro foi outro
mensageiro anunciar que os navios não eram inimigos e tinham largado
mar fora. Este gesto de bravura mereceu de El-Rei D. Sebastião uma
carta de agradecimento ao povo de Coimbra.
1570 / 1602 - Construção das muralhas de Buarcos
(em 1758, ainda não estão concluídas).
1571 - João Homem recebe Carta Régia, para ser
Juiz da Alfândega de Buarcos (Figueira).
1573 (4 de Maio) - Um documento afirma existirem
em Buarcos 281 moradores.
1575 (26 de Outubro) - Uma provisão de desembargo
permite "aos de Buarcos levar livremente todos os mantimentos para
qualquer parte".
1576 - Gregório Bastos é nomeado por D. Sebastião
como escrivão das sisas de Buarcos.
1576 - A igreja da Misericórdia de Buarcos foi
construída neste ano e tudo leva a crer que o imóvel foi
anteriormente uma sinagoga.
1577 (12 de Março) - Carta régia fala da
Alfândega da Figueira da Foz do Mondego.
1579 - Jerónimo Leitão é nomeado escrivão de
órfãos do Judicial da Câmara de Tavarede.
1580 - O Convento de Santo António é saqueado.
1583 - A Figueira, Tavarede, São Paio, Condados,
Serra, Redondos, Buarcos, Lavos e Leirosa recebem pelos caminheiros
do Cabido e da Casa Real, as notícias da Chancelaria Régia dos Paços
da Ribeira, informando-os de que o povo tem como novo rei Filipe I
de Portugal e como vice-rei o cardeal Alberto da Áustria.
1585 - Notícias da (re) construção do forte de
Santa Catarina.
1585 (29 de Outubro) - O vice-rei, cardeal
Alberto da Áustria, escreveu uma carta à Câmara de Coimbra,
anunciando que encarregara D. João da Silva, conde de Portalegre,
para acudir à segurança do porto e costa de Buarcos face ao perigo
de um ataque que se previa para breve, vindo de navios ingleses,
provenientes da Galiza.
1587 (23 de Julho) - Um alvará régio isenta, por
três anos, de dízima, o pão que venha por mar para esta região.
1588 (13 de Fevereiro) - A Câmara de Coimbra
dirigiu uma carta às autoridades de Buarcos recomendando-lhes que
vigiem de perto a barra com fachos e vigias, e ponham postos em
águas ligeiras, como estava já assente, visto constar que de
Inglaterra saíra novamente o corsário Francis Drake a fazer roubos e
insultos, como fizera no ano anterior, em alguns portos do reino.
1590 - (20 de Dezembro) O rei Filipe I atende aos
rogos dos moradores de Buarcos e Redondos, que pediam a nomeação de
um médico para aqueles lugares e zonas adjacentes (Figueira).
1591 - A igreja de S. Pedro de Buarcos passou a
depender da igreja de S. Julião da Figueira da Foz do Mondego.
1592 (1 de Agosto) - O rei Filipe I autoriza os
carniceiros das vilas de Buarcos e Redondos para que , pelo prazo de
cinco anos, possam comprar o gado de que tiverem necessidade para a
despesa e gasto das respectivas vilas.
1595 - (12 de Maio) O rei Filipe I oferece a D.
Nuno Álvares Pereira de Melo, Conde de Tentúgal, a vila de Buarcos.
1596 - 2 homens ambicionam fazer fornos de pão no
Couto de Tavarede, o que levou a família Quadros a protestar perante
o Juíz de Tavarede.
1597 (7 de Outubro) - Sentença dada no Juízo dos
Feitos da Coroa contra o conde de Atouguia que pretendia direitos de
pesca da tainha, que faziam os mareantes de Buarcos, Redondos,
Tavarede e Figueira do Mondego.
1598 - O Cabido afora o seu paul, situado na
Abadia, junto da fonte de S. Julião da Figueira a Francisco Dias
Cardoso.
1598 - (9 de Outubro) O Rei Filipe I determina
que sejam dados ao Mosteiro de S. António da Figueira vinte cruzados
anuais.
1600 - A igreja de São Martinho de Tavarede é
tratada pelos artistas de Coimbra, a fim de salvaguardar a sua
capela-mor.
1601 (6 de Julho) - O rei Filipe I por provisão
determina"que todo o sabão que vier de fora para as vilas de
Redondos e Buarcos nenhuma justiça nem jurisdição da vila de
Montemor-o-Velho e seu termo, possa tomar o dito sabão nem impedir a
vinda dele para as ditas vilas ... ".
1601 (Aproximadamente) - Buarcos começa a entrar
em declínio.
1602 - A Alfândega passou a denominar-se de
Buarcos. Até ao século XVI era Alfândega da Figueira.
1602 - Proliferam as marinhas de sal, em
Tavarede.
1602 - Filipe II nomeia Gaspar Cardoso para o
ofício de escrivão da Câmara Judicial do Couto de Tavarede.
1602 -(25 de Maio) A vila de Buarcos é saqueada
pelos Ingleses.
1602 (Junho) - O padre vigário João Carvalho,
cura da igreja de Redondos, dirige-se por carta ao Mosteiro de Santa
Cruz, solicitando "uma esmola de alguma roupa, vestuário, trigo,
azeite e outras cousas necessárias para seu remédio, por ficar ele e
toda a sua casa roubada por Ingleses no saque que fizeram na vila de
Buarcos". O Mosteiro satisfaz o pedido, tornando-o extensivo aos
fregueses de Buarcos e aos frades do Convento de Santo António.
1602 - (Re ?) Construída a capela de Nossa
Senhora de Seiça.
1603 (22 de Janeiro) - Atendendo à miséria em que
ficaram os povos da região, por motivo do saque dos piratas
ingleses, Filipe II por carta régia, isenta de dízima, por sete anos
(prorrogados depois até 1624) todo o pão que do estrangeiro venha
para esta região.
1603 (31 de Julho) - O Cabido moveu um libelo
contra seis arrais de Buarcos, dois dos Redondos e cinco da
Figueira, alegando que os réus eram obrigados a pagar o dízimo
eclesiástico de todo o peixe que descarregassem em Buarcos ou na
Figueira.
1604 (3 de Julho) Por alvará desta data, ouvido o
Desembargo e tendo em atenção o facto de Buarcos ter sido saqueada
pelos ingleses em 25 de Maio de 1602, e não ter mais de 280
vizinhos, concede-se por cinco anos a isenção de pagamento para
pontes e outras fintas de fora da vila.
1605 - Neste ano verificaram-se vários conflitos
entre o Cabido e as companhias dos chinchorros do estuário do
Mondego.
1606 - O Couto de Tavarede passa a ter um
Tabelião.
1607 - Os padres do Mosteiro de S. António da
Figueira pedem esmola de carne ao Cabido da Sé, que lha concede.
1610 (11 de Junho) - É confirmada a provisão que
concedeu fazer-se a "eleição de Capitão-Mor em Buarcos, e não em
Redondos, apesar de o ser de ambas as vilas".
1611 - Havia na Figueira algumas embarcações que
se aventuravam a ir à pesca de bacalhau, à Terra Nova.
1613 - (16 de Novembro) O povo da Figueira da Foz
do Mondego pediu e foi atendido por Filipe II para que a sua
povoação fosse dotada com um "açougue e carniseiro", à data factor
relevante para a vida económica local.
1615 (23 de Fevereiro) Permite-se ao Obrigado de
Buarcos e Redondos, vista a informação do Provedor de Coimbra
"comprar livremente, apesar das posturas, dois bois e gado miúdo por
semana nos termos de Montemor-o-Velho, Cantanhede, Tentúgal e
Soure".
1615 (12 de Julho) -O Cabido de Coimbra delibera
chamar Egídio Manuel, mestre de obras de pedraria, para se estudar
um processo de evitar a ruína eminente da capela da igreja de
Buarcos.
1617 - Uma nau estrangeira naufraga a norte de
Buarcos.
1617 (26 de Setembro) - Um alvará redigido em
Lisboa, por Luís de Lemos, isenta da dízima, ou qualquer outro
direito, "tudo o que de fora do reino vier para Buarcos ou
Redondos".
1618 (19 de Junho) Sentença dada no Porto e Juízo
de Feitos a favor da Confraria do Corpo Santo de Buarcos e contra o
vigário que "queria assistir às eleições dela, que era leiga".
1620 - A população da Figueira é de
aproximadamente 281 habitantes.
1623 - O Cabido da Sé e o Vigário Geral
excomungam vários habitantes de Brenha.
1624 (10 de Junho) - Filipe III emite um alvará
nomeando Capitão-Mor de Buarcos e Tavarede, Fernão Gomes de Quadros.
1627 - (8 de Março) A Figueira toma conhecimento
que Filipe III oferece, por carta de doação, a vila de Buarcos ao
Marquês de Ferreira e Conde de Tentúgal, Senhor Dom Francisco de
Melo.
1629 - (2 de Junho) Quatro naus de piratas
Holandeses desembarcam na costa de Buarcos e a vila é saqueada, mais
uma vez.
1630 - O Juíz de Montemor escreve a Filipe III,
pedindo defesas para Buarcos.
1630 - (Abril) Os inimigos de Filipe III
continuam a flagelar a costa local.
1630 - A população da Figueira é de
aproximadamente 373 habitantes.
1633 - O visitador - D. Sebastião Cabral - visita
Quiaios, Redondos e Brenha.
1640 (11 de Setembro) - Auto público que fala na
construção de caravelas, navios e outras embarcações no lugar da
Figueira e vizinhos.
1640 - (12 de Dezembro) Nas ruas de Buarcos,
Tavarede e Figueira é feita aclamação pública d'el rei D. João IV,
de Portugal.
1641 - D. João IV nomeia Manuel Pinto, para
escrivão da Almotoçaria da Câmara, do Judicial e dos Órfãos de
Tavarede.
1641 - D. João IV escreve a Fernão Gomes de
Quadros para que não descure os lugares que lhe estão afectos, em
especial a costa da vila de Buarcos, devendo ali proceder a
fortificações para a sua defesa, visto ter conhecimento de que na
costa figueirense surgem, frequentemente, velas inimigas.
1642 - (30 de Abril) É enviada a Fernão Gomes de
Quadros uma carta, para que se façam duas plataformas na
fortificação de Buarcos e nela se ponha a artilharia que estava na
Figueira.
1642 (30 de Abril) El-Rei D. João IV envia um
alvará para que Carlos Lassardat vá desenhar e reconhecer as
fortificações de Entre Douro e Minho e Beira, "começando tal
diligência por Buarcos".
1642 (Dezembro) Os Juízes, vereadores e oficiais
das Câmaras de Buarcos e Redondos apelam ao monarca para que as
obras da fortaleza recomecem e continuem até à sua conclusão
completa, de modo a assegurar-se a defesa efectiva da enseada
1643 - (11 de Janeiro) D. João IV determina por
alvará que "para conclusão na perfeição que convém", das obras de
fortificação para defesa das vilas de Buarcos e Redondos.
1645 - A capela do Forte de Santa Catarina, para
além das funções litúrgicas, servia como Tribunal da Inquisição.
1645 - Entre Buarcos e Quiaios deu à costa uma
caravela que transportava para o Porto caixas de artilharia da
Coroa, que foram recuperadas.
1646 - Nomeado para capitão-mor da costa do mar
da vila de Buarcos e seu distrito, Fernão Gomes de Quadros, senhor
de algumas terras nos Coutos de Tavarede e da Murraceira.
1648 (18 de Julho) - Por carta régia as dízimas
novas do pescado de Buarcos e Montemor passam a ser pagas à Casa do
Cadaval.
1652 - 2 naufrágios : o de um patacho francês,
que se perdeu ao entrar a barra e o de um navio hamburguês , que deu
à costa na praia de Buarcos.
1657 (14 de Abril) - Carta da Rainha de Portugal,
D. Luisa Francisca de Gusmão, ao Conde de Cantanhede, dando conta a
este fidalgo de que os moradores das vilas de Buarcos e Figueira se
queixavam do grande dano que sofriam no verão pelas investidas dos
Turcos e Mouros " ... por não saírem nunca daquela costa... levando
gente e barcos".
1661 - Uma carta de 6 de Julho refere o naufrágio
de um navio Castelhano; a tripulação ficou presa em Buarcos até ser
transferida para a prisão do Limoeiro.
1662 - Ordem da rainha para que se concluam as
obras do Forte da barra da Figueira da Foz do Mondego.
1663 - D. Afonso VI determina que Pedro Jacques
de Magalhães verifique as obras das fortificações das praças de
Buarcos, Figueira e Redondos, em virtude do pouco interesse que
Francisco Sá Coutinho, superintendente, lhes conferia.
1663 - Intensifica-se o comércio com Inglaterra,
através da barra da Figueira.
1676 - Continua como governador das praças de
Buarcos e Figueira Francisco Sá Coutinho
1677 - A manutenção e consolidação das miragens
imperiais não se compadeciam com o labor humilde dos pescadores que
muitas vezes eram mobilizados à força, não restando ninguém para
pescar, como acontecia em Buarcos.
1682 - (22 de Agosto) O navio inglês "Thomas", em
viagem para Lisboa, deu à costa, na praia de Buarcos .
1686 - Há uma renovação nos ofícios da Alfândega
da Figueira e de Tavarede, para melhor segurança do Tesouro Real.
1688 (11 de Fevereiro) - O governador das praças
de Buarcos e Figueira lamenta a escassez de soldados e sugere a
promulgação de editais proibindo que os mestres dos navios mercantes
em trânsito para o Brasil e territórios ultramarinos aceitem
pescadores a bordo.
1690 - D. Pedro II estabelece os ordenados para
os funcionários da Alfândega da Figueira.
1690 - Tem início a construção da Casa do Paço,
actual sede da ACIFF.
1692 - O conselho da Fazenda tornou a ordenar a
edificação de casa própria para a alfândega, por meio de arrematação
em hasta publica.
1695 - (15 de Fevereiro) D. Pedro II chama a
atenção aos tratadores das marinhas de sal ou marnotos do Couto de
Tavarede, Casseira e Lavos, para se acautelarem e não ensinarem a
fazer sal no estrangeiro, o que acarretaria, por lei, a pena de
morte.
1696 - D Pedro II manda publicar lei, proibindo
que nas marinhas de sal da Foz do Mondego e bem assim nas de todo o
reino, nenhum estrangeiro fosse admitido no trabalho das mesmas, nem
a elas tivesse acesso.
1698 - 3 naufrágios na zona da Figueira.
1698 - É nomeado governador das praças de
Figueira e Buarcos João Soares Nogueira.
1700 - A população da Figueira é de
aproximadamente 763 habitantes.
1701 - Foram interrompidas as obras de
reconstrução das fortalezas de Buarcos e Figueira que, por alvará de
D. Pedro II, estavam a ser levadas a efeito.
1701 - Início da construção de uma nova igreja
matriz na Figueira.
1704 - Morre o Bispo D. João de Melo, a quem se
atribui a fundação do Paço Figueirense.
1705 - Naufrágio de uma fragata holandesa.
1706 - Naufrágio de uma caravela portuguesa, na
praia.
1707 - Construção do edifício da Alfândega
1710 - Naufragam três navios ingleses: dois no
Cabedelo e um na zona de Quiaios.
1710 - A Figueira tem aproximadamente 915
habitantes.
1713 - É governador das praças de Buarcos e
Figueira Jorge Soares de Macedo.
1716 - Reedificação da Igreja de S. Julião e de S
Pedro (Buarcos).
1716 - D. João V confere o lugar de Juiz
Conservador do Consulado da Alfândega da Figueira a Manuel Lopes de
Barros.
1717 - É nomeado Governador das praças de Buarcos
e da Figueira, José Luís Vaz Mexia Caiola.
1718 - As câmaras de Buarcos e Redondos propõem,
sem resultado, que sejam continuadas as obras de reparação da
fortaleza.
1720 - A população da Figueira é de
aproximadamente 1236 habitantes.
1721 -Neto Franco manda edificar a Capela de
Santa Catarina.
1721 - Entre as principais freguesias do actual
concelho da Figueira da Foz, só Lavos era um priorado.
1724 - (30 de Setembro) O Castelo de Buarcos
encontra-se em ruinoso estado.
1725 - Fim das obras de reparação da Igreja de S.
Julião.
1728 (17 de Março) - D. João V expede um alvará
concede ao duque do Cadaval entre várias, a jurisdição da vila de
Buarcos.
1732 - Primeiras obras na actual Rua Direita do
Monte.
1735 - José Vieira de Matos é nomeado Escrivão de
Sisas da Figueira e Tavarede.
1738 - Começam a laborar os primeiros fornos de
cal gorda.
1739 - (25 de Abril) João Adolfo do Crato é
indigitado para exercer o cargo de Juiz da Alfândega da Figueira.
1739 - (31 de Maio) O Couto de Tavarede e o lugar
da Figueira da Foz do Mondego vêem satisfeitas as suas
reivindicações no capítulo da assistência social, com o provimento
de um médico, por determinação de D. João V.
1740 - D. João V nomeia José de Carvalho para
escrivão do poder judicial, orfãos, câmara e almotaçaria, do Couto
de Tavarede.
1751 - A fortaleza de Buarcos dispunha de 4 peças
de bronze, 1 morteiro, 16 peças de ferro - incapazes de servir - e
146 espingardas para uso dos Infantes.
1753 (20 de Março) O coronel António Carlos de
Castro, governador de armas da província da Beira, faz uma exposição
sobre o mau estado das fortalezas, "especialmente as praças de
Buarcos e Figueira".
1755 - (1 de Novembro) A igreja da Misericórdia
de Buarcos é quase totalmente destruída pelo terramoto.
1758 - Aparecem documentadas 7 artes de arrasto
na zona de Buarcos e Redondos.
1759 - Processo apresentado pelo cabido à Câmara
de Tavarede, versando a transferência da referida câmara para a
Figueira.
1760 - A Figueira tem aproximadamente 2020
habitantes.
1770 - (26 de Abril) É criada, por provisão
régia, a feira semanal na Praça da Ribeira.
1771 - A Figueira tem 2350 habitantes.
1771 - Até esta data a actual Rua 31 de Julho era
designada por Rua dos Tropeções.
1771 - (12 de Março) A Figueira é elevada à
categoria de vila, sendo nomeado para juiz de fora Bento José da
Silva, um homem de confiança do poder central, visando o derrube do
poder da família Quadros, de Tavarede.
1771 - (31 de Julho) Nasce Manuel Fernandes
Tomás.
1771 - Lavos deixa de pertencer a
Montemor-o-Velho (Passa para a Figueira da Foz em 1855)
1772 - Domingos Vandell - professor de História e
Química, da Universidade de Coimbra - requisita uma sonda para
conhecer a riqueza da Mina do Cabo Mondego.
1773 - Começa a lavra da mina do Cabo Mondego,
denominada à data de Mina do Focinho da Figueira. Em Agosto, o
Marquês de Pombal, manda levantar um mapa do sítio da mina.
1773 - A Câmara da Figueira estabelece um
regimento para os diversos misteres da classe operária da vila,
nomeando juizes e escrivães dos ofícios de carpinteiro de obra
branca e de obra de machado, de alfaiate, sapateiro, pedreiro,
tanoeiro, barbeiro, ferreiro e serralheiro.
1773 - (9 de Janeiro) A Câmara da Figueira
delibera fazer calçar a vila e promover a sua ornamentação. A
primeira rua calçada com seixos foi a Rua de S. António.
1773 - (20 de Junho) O Juiz de Fora Melo de
Castro aventura-se a mandar abrir a mina do Cabo Mondego, muito
embora com receio de não obter resultados positivos, sendo as
explorações entregues a José Nunes.
1774 - 1783 - são autorizados 23 estaleiros.
1775 - Data deste ano o livro mais antigo da
freguesia da Ferreira-a-Nova.
1775 - Começa a laborar o centro de exploração do
Cabo Mondego.
1775 - (4 de Novembro) A Câmara da Figueira cria
um partido de cirurgia, com um ordenado de 60000$00 réis por ano e
obrigação de curar os pobres gratuitamente.
1777 - (4 de Fevereiro) A Câmara decide aterrar a
Praça da Ribeira (aterro concluído em 1784), que de 1791 em diante
passa a ser a Praça do Comércio e hoje é conhecida por Praça Velha.
1778 - O provedor da comarca mandou pôr "a
lanços" as obras de que necessita a Igreja de Buarcos.
1778 - Construção do moinho das 12 pedras, na
Quinta do Canal.
1779 - O governador da praça de Buarcos requer ao
Governo a instalação de um açougue militar, separado do açougue
municipal.
1779 - (8 de Novembro) Criada por alvará de D.
Maria I, uma cadeira de Gramática Latina, com um subsídio anual de
60000 reis; e de uma escola de "ler, escrever e contar", subsidiada
anualmente com 40000 reis.
1779 (19 de Maio) - A acta da Câmara da Figueira,
refere a existência de uma única fonte na vila, no local da Praia da
Fonte.
1779 - As ruas da vila tinham sofrido tais
melhoramentos nos últimos anos, que já eram transitáveis em dias de
chuva, encontrando-se todas ou quase todas calçadas, o que levou o
juiz de fora a afirmar que a vila já se podia considerar uma das
mais notáveis que sua majestade tinha no seu reino.
1779 - A actual Rua dos Bombeiros Voluntários era
conhecida como o " Caminho do meio da Vila".
1779 - É edificado o moinho de marés das 12
pedras.
1781 - Trabalhos de abertura da actual Rua das
Canas, sendo aforados terrenos para a construção das primeiras casas
nas actuais ruas dos Cravos, Rosas, Ferreiros, Santo António e
Travessa da Conceição.
1782 - É erigido o pelourinho.
1782 - Vila Verde passa para a jurisdição do
concelho da Figueira da Foz.
1784 - Começa o aterro da praia da reboleira
(hoje, Praça Nova).
1784 (17 de Novembro) A Câmara decide recorrer ao
imposto do Real da Água para financiar a construção de uma fonte na
Lapa.
1785 - É construído um forno da poia na actual
Rua da Lomba.
1785 - O alcaide-mor de Buarcos é ainda também de
Redondos, até 11 de Outubro de 1794 - data de fusão das duas vilas.
1787 - É construída a actual Rua da Providência,
com o nome de rua direita (mais tarde designada por Rua dos
Cordoeiros).
1788 - Já existem algumas casas na rua das Lamas,
actualmente conhecida por Rua da República. Esta zona era então
conhecida por praia das Lamas.
1788 - Buarcos (e a Figueira) sofreram uma
epidemia que levou à sepultura grande parte dos seus moradores.
1788 - A igreja de Buarcos ainda não estava
reconstruída, após os estragos provocados pelo terramoto de 1755.
1789 - (Janeiro) A fortaleza de Buarcos foi
duramente atingida pelo mar, que destruiu parte dela e pôs em risco
a própria povoação.
1789 - Foi necessário comprar um terreno
montanhoso e inculto com 309 hectares para apoio à extracção de
carvão no Cabo Mondego.
1789 - É aberta a actual Rua 10 de Agosto, então
designada por Vale do Monte.
1790 - Vila Verde é elevada a junta de paróquia
pelo bispo D. Francisco de Lemos Pereira Coutinho.
1791 - A Praça da Ribeira passa a ser conhecida
por Praça do Comércio.
1792 - Inundação completa dos poços da mina do
Cabo Mondego pelas águas do mar, quando já se explorava carvão a
cerca de 100 metros de profundidade, motivando a paragem da mina até
1801.
1793 - Primeiro registo baptismal na povoação da
Cova.
1794 - (11 de Outubro) Foi suprimida a Câmara de
Redondos e unida à vila de Buarcos em execução de uma lei de 1790.
1794 - Abertura da actual Rua da Artilharia 2,
então com o nome de Rua do Sol.
1794 - Abertura de uma mina de água potável na
rua de Santo António.
1795 - Primeira vereação de Manuel Fernandes
Tomás.
1795 - A praça situada na antiga praia da
Reboleira está concluída.
1796 - Até esta data a actual Rua 28 de
Infantaria era designada por Caminho da Fonte da Lapa.
1797 - Foi criada, a pedido das populações de
Paião, Lavos e Louriçal, uma feira mensal.
1799 - Foram concedidas 91 licenças de porta
aberta na vila da Figueira e criados agentes consulares de quase
todas as nações.
1800 - Entre 1794 e 1800 entraram no porto da
Figueira da Foz 1329 navios, sendo 117 estrangeiros.
1800 - A Figueira tem aproximadamente 3800
habitantes.
1800 - No início deste século Buarcos entra em
declínio devido a questões de donataria e ao papel tremendo que a
Inquisição teve no despovoamento desta vila, onde o número de presos
e supliciados foi de aproximadamente duas centenas.
1803 - Entre este ano e 1825 a exploração da mina
do Cabo Mondego causou um déficit bastante elevado.
1803 - A actual Rua Augusto Veiga era designada
por Rua das Figueirinhas.
1804 - O mar invade os poços da mina do Cabo
Mondego.
1804 (4 de Maio) Abertura de um novo poço na mina
do Cabo Mondego à cota de 26 metros, para evitar os perigos de
inundação pelas águas do mar.
1804 - Entre este ano e 1807, exportaram-se pelo
porto da Figueira - uma média anual de - 7000 pipas de vinho.
1807 - A câmara de Buarcos tem necessidade
imperiosa de conseguir receitas e congemina então métodos pouco
ortodoxos como atribuir inúmeras multas aos moradores que traziam
"porcos à solta nas ruas".
1807 - (Dezembro) As tropas de Junot ocupam o
forte de Santa Catarina.
1808 - (Junho) Organizada a Junta de Segurança
Pública, que o professor Joaquim de Carvalho reputa como embrião do
governo republicano.
1808 - (9 de Julho) Desembarcou na Figueira o
bispo de Leiria, fugido das tropas Francesas.
1808 - (25 a 27 de Junho) Termina, com a
conquista do forte de Santa Catarina, o domínio na região das forças
de Napoleão, aqui instaladas desde Dezembro de 1807 (académico
Zagalo)
1808 - (1 a 3 de Agosto) Desembarque do exército
inglês de Wellesley (mais tarde duque de Wellington), no porto da
Figueira.
1810 - Terrível epidemia na Figueira, mata perto
de 5000 pessoas - Cruzeiro da Mata
1813 - (16 de Março) A Câmara de Buarcos delibera
acrescentar ao Livro de Actas, 30 meias folhas de papel, por não
haver dinheiro para comprar um livro novo ...
1813 - Memória escrita por José Bonifácio sobre a
mina de carvão do Cabo Mondego, publicada no jornal "Patriota", no
Rio de Janeiro.
1815 - Morre afogado na praia de Buarcos o lente
de música da Universidade de Coimbra, professor José Maurício.
1817 - (3 de Outubro) Nasce o comerciante Joaquim
António Simões, que vem a falecer a 14 de Fevereiro de 1905.
1818 - As câmaras de Buarcos e Redondos,
terminada a guerra, apresentam uma petição ao General Governador da
província, para que mandasse prosseguir as obras de fortificação
interrompidas, como pedia o alvará de 11-1-1643, obras essas que não
se chegaram a realizar.
1820 - (24 de Agosto) Revolução liberal, com
papel determinante do figueirense Manuel Fernandes Tomás.
1821 - (20 de Abril) Anexado o couto de Vila
Verde à Figueira da Foz.
1821 - Os pescadores da região vivem em extrema
pobreza.
1821 - Tentou-se uma carreira de vapores entre o
Porto e Lisboa, com escala na Figueira, que só realizou 2 viagens..
1822 - A praça, muralhas e baluartes de Buarcos
são inspeccionadas pelo coronel do Nacional e Real Corpo de
Engenheiros, o qual atesta o seu bom estado de conservação, mas
insiste na reconstrução do paiol, quartéis, cozinha, casa do guarda
e armazéns. Uma peça de bronze e outra de ferro, era tudo quanto
restava de artilharia.
1822 - (19 de Novembro) Morre Manuel Fernandes
Tomás.
1825 - Remodelação da igreja matriz de São
Salvador, em Maiorca.
1826 - O estado cede a uma empresa particular a
exploração da Mina do Cabo Mondego, em regime de arrendamento e por
um período de 20 anos, numa altura em que as instalações se
encontravam muito degradadas.
1829 - (9 de Julho) Nasce Diocleciano Fernandes
das Neves, que viria a ser "mola real" de uma das mais relevantes
viragens políticas da África Oriental, na Segunda metade do século
XIX.
1831 - A fortaleza de Buarcos é de novo
inspeccionada, verificando-se a inexistência de peças de artilharia
nas muralhas.
1832 (noite de 4 para 5 de Agosto) Figueira e
Buarcos neutralizam um ataque das tropas liberais.
1833 (9 de Novembro) - O Juiz de Fora comunica ao
Intendente Geral da Polícia do Exército em Operações o ataque de uma
corveta, repelido pelos fortes de Buarcos, Santa Catarina e Fortim
de Palheiros.
1834 - São arrancadas quase todas as talhas dos
altares e pedras de retábulo do Mosteiro de Seiça.
1834 - (8 de Maio)Desembarque em Buarcos das
tropas liberais e ponto final, na Figueira, do domínio Miguelista.
1834 - (16 de Maio) Na Batalha da Asseiceira o
figueirense José Gaspar de Lemos dá o exemplo de sangue frio aos
soldados.
1835 - (26 de Maio) Fundada a Associação
Comercial da Figueira da Foz (a terceira do país).
1836 - São extintos os concelhos de Buarcos e
Quiaios, que passam a ficar sujeitos à jurisdição da Figueira da
Foz.
1836 - (21 de Abril) A Associação Comercial
desenvolve esforços para a construção de um farol no Cabo Mondego.
1836 - (12 de Setembro) É jurada e aclamada na
Figueira a constituição de Setembro de 1822.
1838 - Recomeça a laboração da Mina do Cabo
Mondego, sendo abertas as minas Esperança e Farrobo, registando-se
nova paralisação em 1845.
1839 - Jacinto Dias Damásio, como concessionário
da empresa Conde Farrobo - Taibner, recomeça os trabalhos de
exploração da "Mina Mondego", caminhando para noroeste, na encosta
sul da Serra da Boa Viagem, à cota de 60 metros acima do nível do
mar.
1839 - Construído o primeiro cemitério da
Figueira.
1839 - (16 de Setembro) Criação da Santa Casa da
Misericórdia. O primeiro internamento de doentes, no número de 3, só
irá ocorrer em 3 de Março de 1844, por manifesta falta de meios.
1839 - (12 de Dezembro) A capela do Convento de
Santo António passa a pertencer à Santa Casa da Misericórdia.
1839 - (15 de Dezembro) É fundada a Assembleia
Figueirense.
1840 - (28 de Março) Nasce em Maiorca o Actor
Dias.
1840 - (5 de Julho) Organização da Filarmónica
Figueirense.
1840 - (8 de Julho) Deliberações da Câmara
Municipal sobre o brasão d'armas, da então vila da Figueira da Foz.
1842 - (5 de Julho) Fundação da Filarmónica
Figueirense.
1843 - Carlos Van Zeller e o conde Racznski
referem-se à torre do Castelo de Buarcos que nesse ano ostentava
ainda as ameias e as muralhas, descrevendo o seu estado já bastante
arruinado.
1844 - (3 de Março) Primeiros doentes no Hospital
da Misericórdia.
1845 - Os trabalhos de exploração do carvão no
Cabo Mondego estão interrompidos devido ao medo de derrocadas na
"Mina Farrobo", 90 metros acima do nível do mar.
1848 - 51 - A galeria do Cabo Mondego tem uma
extensão de 3085 metros.
1848 - Construção de uma torre manuelina no Paço
de Tavarede.
1849 - (9 de Abril) Nasce Aníbal Fernandes Tomás.
1850 - (16 de Abril) Nasce, em Lavos, António
Lopes Guimarães Pedrosa.
1850 - Os accionistas da Misericórdia construíram
uma praça de touros que ofereceram à instituição.
1850 - A média anual de exportações de pipas de
vinho era nesta época de 4600, contra valores de 7000 que a Figueira
atingira entre 1804 e 1807.
1852 - Constituição da Sociedade Agrícola da
Quinta de Foja.
1852 - (26 de Maio) O rei D. Fernando vem à
Figueira inteirar-se do estado do porto (acompanhado pelo Príncipe
D. Pedro).
1853 - (19 de Março) Naufrágio do barco de pesca
"Minerva", de Buarcos, tendo falecido 13 pescadores.
1853 - (30 de Abril) Nasce António Santos Rocha,
criador do Museu Municipal.
1853 - (31 de Dezembro) Anexados à Figueira os
concelhos de Lavos e Maiorca. Lavos abrangia toda a área sul do
actual concelho da Figueira e Maiorca abarcava o norte. O concelho
de Buarcos já havia sido incorporado no da Figueira.
1854 - (30 de Outubro) Ordem do Ministério das
Obras Públicas para demolir o Castelo de Buarcos.
1854 - (13 de Novembro) Concessão definitiva da
exploração da Mina do Cabo Mondego ao Conde Farrobo.
1854 - Constatando o governo que desde as
Berlengas até ao Porto não existia nenhum farol, ordenou a colocação
de um no Cabo Mondego.
1855 - Estudos preliminares para a ponte.
1855 - Instalação da primeira fábrica de vidros
na região.
1855 (6 de Julho) - Sai a portaria que põe a
concurso o Farol do Cabo Mondego.
1855 (até 1860) - Introdução das primeiras
olarias na Figueira, na zona da actual Rua 10 de Agosto.
1855 - A marinha mercante conta, na praça da
Figueira, com 20 navios, cuja capacidade é de 1866 toneladas.
1857 - Começa a funcionar o Farol do Cabo
Mondego, o primeiro deste porte na orla marítima.
1857 - (11 de Maio) Início das obras que
conduziram à reabertura da barra da Figueira, em 25 de Outubro de
1859.
1858 - A Figueira começa a ter a fama de ser a
melhor praia de Portugal.
1859 - (25 de Outubro) Reabertura, pelo
engenheiro Silva, da barra, no primitivo local, que o assoreamento
havia obstruído.
1860 - Manuel de Arriaga passeia com Antero de
Quental, em Buarcos.
1860 (aproximadamente) - A partir desta data
calcula-se que a colónia balnear figueirense seria de
aproximadamente 20000 pessoas por ano, o que era um número
impressionante para a época.
1860 - Dos 837 alfaiates do distrito de Coimbra,
107 exerciam a sua actividade no concelho da Figueira da Foz.
1860 - No concelho da Figueira existiam 227
moinhos em actividade.
1860 (14 de Outubro) - O teatro instalado no piso
inferior da Casa do Paço é destruído por um incêndio.
1861 - Companhia Edificadora Figueirense. Nesta
época, no actual Bairro Novo só havia casas de madeira, cobertas
ainda de colmo e dispersas entre dunas e areais.
1861 - (28 de Dezembro) Reconhecimento e louvor
oficiais à empresa que construiu o Bairro Novo.
1862 - (Abril) Abre a Tipografia Figueirense, a
primeira da Figueira, com um prelo de madeira.
1863 - (9 de Agosto) Primeiro número do jornal "O
Figueirense".
1863 - Construção do Teatro do Pinhal.
1863 - Primeira tentativa para abrir na Figueira
uma filial da - maçónica - "Loja da Liberdade".
1864 - (1 de Janeiro) É fundada a Associação
Artística Figueirense.
1864 - O concelho da Figueira da Foz tem 32963
habitantes, residindo 4432 na freguesia de S. Julião e 2826 na de
Buarcos.
1864 - É fundada a Casa Bancária Costa & Cª, por
João Costa.
1866 - (26 de Agosto) Primeira regata no Mondego.
1866 - (24 de Setembro) A Associação Comercial
insiste pelo deferimento de uma pretensão concernente à construção
da estrada Figueira - Coimbra.
1866 - António Augusto Castela abriu uma
hospedaria na Praça do Comércio.
1867 - Construção do Teatro Natalense.
1867 - O conde Farrobo alugou a mina do Cabo
Mondego a Artur Pereira Caldas.
1867 - Começaram as obras do muro de um novo cais
com aproximadamente 450 metros entre a doca e a futura estação de
caminho de ferro.
1868 - (31 de Agosto) É constituída oficialmente,
com um capital social de 90 contos, a Companhia Edificadora
Figueirense.
1869 - Concluiu-se a primeira casa do Bairro Novo
- A Assembleia Recreativa.
1869 - Neste ano a Companhia Edificadora
Figueirense construíu um total de 8 casas, no Bairro Novo, entre
elas o Grande Hotel da Foz do Mondego.
1869 - É iniciado a fabrico de produtos cerâmicos
no Cabo Mondego.
1870 - O Rancho do Vapor é fundado na Rua das
Canas.
1870 - Neste ano saíram da Figueira 86 navios
carregados de cal gorda.
1870 - É criada a Empresa das Minas de Carvão do
Cabo Mondego, com o objectivo de abrir novas perspectivas, à mina em
especial, e à Figueira em geral. Neste ano tem início a construção
da fábrica de vidro.
1870 (25 de Setembro) - Naufrágio do vapor inglês
"Lemming", na Leirosa.
1870 (25 de Dezembro) - Um grande furacão varre a
zona da Figueira da Foz, motivando a perda de várias embarcações e
destelhando muitas casas.
1871 - Surge no Viso uma fábrica de cerâmica
denominada "Manufactura Cerâmica Figueirense".
1871 - Com a abertura ao tráfego da nova estrada
da Figueira a Coimbra, que encurtou para 5 horas a duração do
percurso. Inicia-se um serviço regular de diligências entre as duas
cidades.
1871 - Início da construção do Teatro Príncipe D.
Carlos.
1872 - É erigido o pelourinho.
1872 - Tem início o fabrico de vidro no Cabo
Mondego.
1872 - Devido ao assoreamento da barra, um navio,
transportando bacalhau, naufragou à vista de toda a gente.
1872 - A empresa das Minas do Cabo Mondego e
Frederico Ferreira, apresentam à Câmara um requerimento para
instalar uma linha de "americano", movido a cavalos, para transporte
de passageiros e mercadorias, entre as vilas da Figueira e Buarcos,
com prolongamento até à Mina do Cabo Mondego.
1873 - Aparece a "Companhia Mineira e Industrial
do Cabo Mondego", com um capital de 300 contos de réis.
1873 - Início da construção dos molhes da doca e
da urbanização de alguns terrenos conquistados ao rio.
1874 - Abre na Figueira a loja maçónica da
"Fraternidade Universal".
1874 - (17 de Setembro) Alvará de concessão do
caminho de ferro americano, por tracção animal. O caminho de ferro
será assente na parte contínua a Buarcos sobre a estrada construída
pela Companhia em direcção ao cemitério da vila, contornará as
fortificações, seguindo depois a estrada municipal até ao km 1,7
aproximadamente, ponto em que deixará para atravessar os terrenos
públicos entregues à Direcção das Obras da barra da Figueira da Foz;
cortará o barracão construído junto ao Forte de Santa Catarina e
continuará pela estrada de serviço das mesmas obras até ao cais de
embarque da Vila da Figueira, depois de haver atravessado o viaduto
da praia da Fonte.
1874 - Surge - frente à Casa do Paço - o Hotel
Reis.
1874 - (8 de Agosto) Inauguração do Teatro
Príncipe D. Carlos, consumido pelo fogo no Carnaval de 1914.
1875 - Foi constituído o Banco Comercial da
Figueira, que teve uma vida efémera.
1875 - Mau estado de conservação da estrada
municipal entre Buarcos e a Figueira.
1875 - A Companhia Mineira e Industrial do Cabo
Mondego, inicia a exploração da Mina, que se prolongará até 1916
1875 (Outubro) - O jornal "Conimbricense" ,
noticia a indignação da população de Buarcos pela destruição da
fortaleza, para dar lugar à passagem da linha do caminho de ferro
americano.
1875 - Conclui-se a construção da estrada real
que liga a Figueira a Leiria.
1876 - (29 de Agosto) Inauguração do americano do
Cabo Mondego à Figueira, aproveitando as pessoas a comodidade e
rapidez da rotineira excursão, no clássico burro. Sobejam
passageiros e faltam carruagens.
1876 - Construção da fonte de Tavarede.
1876 - Nesta época, antes de Setembro, se o tempo
corria de feição, poucos vinham para a Figueira. A época balnear
estendia-se então, por Outubro fora
1878 - O concelho da Figueira da Foz tem 35071
habitantes.
1878 - Abertura ao trânsito da Rua do Príncipe
Real.
1878 (29 de Março) - Uma briosa tripulação
procedeu ao salvamento "quase impossível" de 7 tripulantes do
palhabote francês "Marianne".
1879 - De 1879 a 1942 o turismo tem na Figueira
os seguintes acréscimos: Prédios: + 617%; Quartos de hotel : + 448%.
1879 - Neste ano foram construídas 30 casas no
Bairro Novo.
1879 - Abriu na Figueira um "Triângulo" maçónico
que, em 1900, passou a ser conhecido por "Loja Fernandes Tomás".
1880 - (1 de Janeiro) Primeiro número do
"Comércio da Figueira".
1880 - (6 de Maio) Nasce o maestro David de
Sousa, que viria a falecer em 3 de Outubro de 1918.
1880 - (10 de Agosto) Inauguração dos trabalhos
da linha férrea Figueira - Pampilhosa e fundação da Filarmónica 10
de Agosto.
1880 - A Praça Nova da Alegria passa a ser
conhecida por Praça 8 de Maio e a Praça do Comércio assume o nome de
Praça Luís de Camões.
1881 - (15 de Abril) Pancadaria entre as
filarmónicas Figueirense e 10 de Agosto, por motivos políticos.
1881 - Surge no Bairro Novo o "Hotel Real do
Castela".
1881 - (28 de Julho) A rua Augusto Veiga surge a
substituir a antiga rua das figueirinhas.
1881 - (30 de Dezembro) Fundação do Clube
Moderno, que tinha por fim desenvolver e educar todas as aptidões
físicas, morais e intelectuais dos seus associados.
1881 - (31 de Dezembro) Terminam as obras do
edifício sede da Assembleia Figueirense.
1882 - Nascem os Bombeiros Voluntários.
1882 - (3 de Agosto) Abertura da linha férrea da
Beira Alta, de que a Figueira era terminus, com a presença do rei D.
Luís, rainha e príncipes D. Carlos e D. Afonso.
1882 - (20 de Setembro) A Figueira é elevada à
categoria de cidade.
1882 - Saíram pela barra da Figueira 2818 pipas
de vinho, 3598 barris de 1/5 , 1306 barris de 1/10, 327 caixas com
garrafas de vinho e 109 pipas e 180 barris de 1/5 de vinagre, o que
denota a enorme importância deste tipo de exportações no porto da
Figueira.
1883 - Joaquim Bento Pinto instala o seu parque
de "trens de aluguer" no largo da igreja, a partir da qual vai
surgir a empresa Nova Viação Figueirense.
1884 (10 de Fevereiro) - O mar engoliu- numa
noite - um troço de talude empedrado e de estrada, bem como algumas
casas, entre a Figueira e Buarcos.
1884 - (3 de Setembro) Inauguração do Teatro -
Circo Saraiva de Carvalho, em 1900 transformado no actual Casino
Peninsular.
1884 - A zona das actuais ruas Vasco da Gama,
Afonso de Albuquerque e Bartolomeu Dias iniciam uma intensa fase de
urbanização.
1885 (Junho) - Apesar de inaugurado a 3 de Setembro de 1884, só
nesta data - devido a dificuldades financeiras - se encontra
concluído o Teatro Circo Saraiva de Carvalho.
1885 - (10 de Agosto) Começa a funcionar a Casa
Havaneza.
1885 - (12 de Março) Uma lancha naufraga nas
"portas" (em Buarcos) , ceifando a vida a 13 pescadores.
1885 - Surge o primeiro navio de bacalhau na
Figueira da Foz - o Júlia I.
1886 - Autorizada a instalação de uma linha
telefónica da Figueira ao Cabo Mondego.
1886 - A Figueira possuía 6 bons hotéis : O Real,
O Universal, O Castela, O Figueirense, O Reis e O Central.
1886 - É o primeiro ano em que partem da Figueira
navios para a pesca do bacalhau - o Júlia I e o Júlia II.
1887 - A exploração de carvão no Cabo Mondego
apresenta-se muito deficitária.
1888 - (13 de Maio) O naufrágio do barco
"Mondego" causa a morte a 10 pescadores.
1888 (26 de Junho) Prolongamento do americano do
Cais Novo até à Salmanha.
1888 - (13 de Junho) Criada a aula de desenho
industrial; o decreto de 31 de Outubro de 1889 transformou-a em
Escola Industrial.
1888 - Fundação do Grémio Recreativo.
1888 - (15 de Junho) Inauguração da linha de
caminho de ferro do oeste que liga a Figueira a Lisboa .
1889 - Fundação da Tuna Figueirense.
1889 - Partem da Figueira três bacalhoeiros para
a Terra Nova.
1889 - (17 de Junho) Iluminação a gás.
1889 - Abertura do ramal ferroviário entre a
Amieira e Alfarelos.
1889 - (21 de Agosto) Tem início o abastecimento
de água canalizada.
1890 - O concelho da Figueira possui 55 padarias,
que empregam 111 trabalhadores, representando 47,6% dos empregados
do sector, no distrito de Coimbra.
1890 - Entre 1870 e 1890 o crescimento de
exportações de cal gorda passou de 86 navios anuais para 106.
1890 - Registam-se graves conflitos entre os
lavradores de Quiaios e os moradores de Buarcos.
1890 - O concelho da Figueira da Foz tem 39857
habitantes sendo o crescimento da população de 14 %, em 12 anos. A
freguesia de S. Julião possuía 5576 moradores e a de Buarcos 3967.
1891 - Surge o Jardim Municipal, no espaço da
doca natural da praia da fonte.
1891 - Nascem Cristina Torres e José Rafael
Sampaio.
1891 - (12 de Março) Fundada a Casa Bancária
Mendes & Irmão.
1891 - (1 de Novembro) Falecimento do engenheiro
Silva.
1892 - Fábrica de poleame de Nicolau Neves d'
Oliveira.
1892 - (10 de Junho) Nascimento do Prof. Joaquim
de Carvalho, que virá a falecer em 27 de Outubro de 1958.
1892 - (20 de Julho) Surge o primeiro clube de
Buarcos
1892 - (24 de Junho) Inauguração do Mercado
Municipal.
1893 - (1 de Maio) Fundação da Associação Naval
1º de Maio.
1893 - Naufrágio do patacho "Lidador", que
transportava vinho, frente ao cemitério de Buarcos.
1893 - A Companhia Edificadora Figueirense cessou
a actividade construtora e passou a sociedade gestora de bens
imobiliários, que continuou até 1903. Estava construído o Bairro
Novo.
1893 - (25 de Novembro) O Actor Dias Guilhermino
morre em palco, durante uma actuação, no Porto.
1894 - (6 de Maio) Inauguração do Museu Municipal
na Casa do Paço, em 1 de Julho de 1899 será transferido para os
Paços do Concelho.
1894 - Instala-se na Rua Afonso de Albuquerque
uma fábrica de telha e tijolo.
1895 - (1 de Janeiro) Fundação do Ginásio Clube
Figueirense.
1885 - Nesta época a produção de sal na Figueira
era de 60000 toneladas, existindo 12000 talhos de sal. Nos anos
seguintes a produção iria cair, sendo em 1945 de apenas 30000
toneladas.
1895 (20 de Janeiro) - Os operários de Buarcos
reunem-se no Teatro do Celeiro com a finalidade de protestarem
contra o aumento da contribuição industrial, quando a escassez de
trabalho condenava muitos deles a recorrerem à emigração.
1895 - O Mosteiro de Santa Maria de Seiça é
vendido a uns emigrantes.
1895 - O abade de Miragaia refere que neste ano a
Figueira "é o dobro da terra que eu conheci à 20 anos".
1895 - (25 de Agosto) Inauguração do Coliseu
Figueirense, em substituição do anterior, localizado no Pinhal das
Águas, onde o visconde da Marinha Grande mandará construir o 1º
jardim escola da Figueira da Foz.
1896 (2 de Junho) - Fundação da Troupe Recreativa
Brenhense - Teatro Taborda.
1896 - (15 de Agosto) Primeira exibição
cinematográfica na Figueira da Foz.
1897 - O ciclista José Bento Pessoa obtém o
Recorde Mundial de Velocidade, na distância de 500 metros.
1897 - Instala-se na Figueira o Grupo de Batarias
do Regimento de Artilharia n º 3.
1898 - Criada a Sociedade arqueológica da
Figueira da Foz, que nesse ano adquiriu o dolmen das Carniçosas.
1898 - (2 de Janeiro) Inauguração dos Paços do
Concelho (edifício da actual Câmara Municipal da Figueira da Foz).
1898 - Após algumas remodelações surge o Salão
Nobre, no Teatro Circo Saraiva de Carvalho.
1898 - Surge o Casino Oceano.
1899 - (1 de Julho) O Museu Municipal
transfere-se para o edifício dos Paços do Concelho.
1899 - O benemérito Fernando Augusto Soares,
fundou em Buarcos, à sua custa, uma escola nocturna de Instrução
Primária.
XXXX - O Hotel Aliança é fundado nos primórdios
do século XX por Domingos Martins, de início na Praça Nova e
posteriormente com uma sucursal na rua Miguel Bombarda, no Bairro
Novo.
1900 - O concelho da Figueira da Foz tem 43032
habitantes, vivendo 6221 na freguesia de S. Julião e 4716 na
freguesia de Buarcos.
1900 - O pontão ocidental do cais (doca) ainda
está inacabado.
1900 - A Câmara toma uma atitude firme e
inflexível, impedindo a construção de novos edifícios no espaço da
actual Esplanada Silva Guimarães.
1900 - (30 de Junho) Só a firma Construções
Levallo is Perret, conhecida por Casa Eiffel, de Paris, se tinha
apresentado ao concurso de construção da ponte com propostas de 228,
247, 296 e 316 contos.
1900 - (Setembro) Concurso para a construção da
ponte.
1900 - É criada a freguesia do Paião.
1900 - (Setembro) São entregues à Casa Eiffel os
terrenos do Estado destinados às primeiras obras da ponte.
1901 - (16 de Setembro) Alvará de concessão para
substituição da tracção animal por tracção a vapor, no Caminho de
Ferro Americano.
1901 - (Janeiro) Criada a escola nocturna
gratuita de ensino primário.
1901 - (12 de Maio) A Associação Comercial pede
ao governo que a ponte seja feita a 200 metros do local de descarga
da estação de Caminhos de Ferro e não na Carneira. A petição é
deferida.
1902 - Fundação do Seminário.
1902 - Construção da igreja paroquial do Paião.
1902 - (11 de Maio) Primeiro número de "A Voz da
Justiça".
1902 - (6 de Outubro) Inauguração do Colégio
Liceu Figueirense, no espaço hoje ocupado pelo Terminal Rodoviário.
1902 (27 de Outubro) - Corrida de automóveis
entre a Figueira e Lisboa.
1902 (23 de Novembro) - Inauguração do Teatro do
Grupo Dramático Figueirense.
1902 - A então Rua da Concórdia, que serviu de
extrema entre as freguesias de S. Julião e de Buarcos passa a ser
conhecida pela designação actual - Rua Bernardo Lopes.
1903 - A rua que vai para o convento passa a ser
conhecida por Rua da Restauração.
1903 - Existem na Figueira 12 hotéis e 3
estalagens.
1903 (3 de Janeiro) Falecimento de António da
Silva Guimarães.
1903 - A linha do americano tem 7300 metros de
extensão.
1903 - (3 de Março) Ordenado, por despacho, o
início da construção da ponte
1903 - (28 de Março) Nasce na Figueira o escritor
João Gaspar Simões..
1903 - (2 de Julho) Conclusão da ponte do braço
norte do rio Mondego, que só é aberta ao público em Janeiro de 1907.
1903 - O cabedelo norte, depois de um vigoroso
inverno, apareceu quase junto à margem sul, deixando apenas um
estreito e baixo curso às pequenas embarcações.
1903 - Após a exportação anual de cerca de 7000
pipas de vinho no início do século anterior, nesta época este tipo
de exportação era praticamente residual.
1903 - Fundação do Grupo Tauromáquico
Figueirense.
1903 - Abriu na Morraceira a primeira seca do
bacalhau.
1904 - Fundação da Obra da Figueira.
1904 - (Dezembro) Naufrágio de um barco na
enseada de Buarcos, ceifando a vida a 14 pescadores.
1904 (Janeiro) - Fundação da Sociedade Instrução
Tavaredense.
1904 - (30 de Maio) O ministro das obras públicas
visitou as obras da ponte, o Casino Peninsular, as minas e fábricas
do Cabo Mondego e a Serra da Boa Viagem.
1904 - Tem início o fabrico de "briquetes" na
mina do Cabo Mondego, com o aproveitamento do carvão miúdo, cujo
produto se destinava essencialmente para queima nas máquinas a vapor
do Caminho de Ferro da Beira Alta.
1905 - Inauguração do "Asilo da infância
desvalida".
1905 - (29 de Setembro) Um incêndio destruiu
completamente o Theatro Chalet, onde estava instalado o
Cinematógrafo Peninsular, localizado entre as ruas da Boa Recordação
(Cândido dos Reis) e Dr. Francisco António Diniz.
1906 - Pedido de subsídio para a construção de um
monumento a Manuel Fernandes Tomás (Comissão composta por 4
elementos).
1906 - Fundação da Lusitânia Companhia Portuguesa
de Pesca.
1906 - (26 de Abril) Chegaram à Figueira 4 carros
"Rippert" para efectuarem transporte público de passageiros
1906 - (Maio) Instalação da Igreja Evangélica
Figueirense.
1906 (11 de Dezembro) - Pedido de concessão de
tramways para servir o sul da cidade.
1907 (22 de Janeiro) Surge a empresa de viação
Rippert.
1907 - (Janeiro) A ponte em ferro sobre o braço
norte do rio Mondego é aberta ao público.
1907 -(22 de Setembro) - Foi assente a primeira
pedra do monumento a Manuel Fernandes Tomás. O bronze é um projecto
da autoria do escultor portuense Fernandes de Sá, que concluiu a
maquete do monumento em Março de 1907.
1907 - (1 de Dezembro) Surge o Grupo Caras
Direitas, em Buarcos.
1908 - Inaugurada com 703 volumes a Biblioteca
Municipal, nos Paços do Concelho. Em 1910 será transferida para um
edifício no cimo da Praça Nova, possuindo então 30000 volumes; Em
1915 a biblioteca é instalada numa casa na Rua 10 de Agosto; Em
1928, transita para o primeiro andar dos Bombeiros Municipais.
1908 - (10 de Março) Aparece a empresa "Omnibus
automóvel", do senhor Tavares de Melo.
1908 (29 de Maio) - João Encarnação Pestana
adquire um automóvel para fazer transporte de passageiros entre o
caminho de ferro e o Bairro Novo.
1909 - (8 de Janeiro) Inauguração da sede dos
Bombeiros Voluntários de Buarcos, fundados em 3 de Janeiro desse
ano.
1909 - Manuel Alberto Rei, como administrador
florestal, desenvolve a firme vontade de proceder à florestação da
Serra da Boa Viagem, procedendo ao encerramento dos poços e chaminés
da Mina do Cabo Mondego.
1909 - O Teatro Circo Saraiva de Carvalho é
arrendado ao francês Croisé D'Ancourt.
1909 - (22 de Agosto) Primeiro número do jornal
Maçónico de seu título "Evolução", cujo último número (16) sairá em
30 de Outubro de 1910.
1910 - (1 de Maio) A biblioteca passa a funcionar
numa loja no cimo da Praça Nova e possui 30000 volumes.
1910 - A Rua da Boa Recordação passa a
designar-se Rua Cândido dos Reis.
1910 (7 de Outubro) - A nova bandeira nacional é
hasteada no edifício da Câmara Municipal da Figueira da Foz, após um
concorrido desfile de aclamação da República.
1910 - Morre o arqueólogo figueirense António dos
Santos Rocha.
1911 - O concelho da Figueira da Foz tem 46044
habitantes.
1911 - (26 de Novembro) 1º comício, no teatro de
Quiaios, para dar início à arborização da Serra da Boa Viagem.
1911 - Fundação do Grupo Musical e de Instrução
Tavaredense.
1911 - (24 de Agosto) Inauguração do monumento a
Manuel Fernandes Tomás, mandado erigir por uma comissão constituída
por: João Maria Cardoso Pereira, José Augusto Fernandes Talhadas,
João da Silva Rascão e Fructuoso Abel Santos.
1912 - Fundação da Sociedade de Pesca Oceano.
1912 - (14 de Setembro) O Dr. Manuel Arriaga foi
alvo de uma grandiosa homenagem que teve lugar no Teatro Trindade,
em Buarcos.
1912 - Constituída a primeira União Marítima de
Buarcos.
1913 - Artigos em "A Voz da Justiça", da autoria
de Manuel Alberto Rei, sobre a florestação da Serra da Boa Viagem.
1913 - (Fevereiro) Início da arborização da Serra
da Boa Viagem.
1913 - (2 de Maio) Naufrágio da lancha "Beato",
provocando a morte de 14 pescadores.
1913 - (12 de Agosto) Nasce o arquitecto Manuel
Rocha .
1913 - (29 de Junho) Morre o professor e
filantropo Augusto Goltz de Carvalho, nascido em Buarcos a 28 de
Março de 1858, colaborador de Santos Rocha nas suas explorações
arqueológicas.
1913 (29 de Setembro) - O Maestro David de Sousa
dá na Figueira o seu primeiro concerto. O meio ingrato não
corresponde à sua gentileza e David de Sousa ruma para Lisboa.
1914 - (25 de Fevereiro) O Teatro Príncipe é
consumido por um pavoroso incêndio.
1914 - (4 de Setembro) Inauguração do Jardim
Escola João de Deus. Assistiu o Dr. Manuel Arriaga, Presidente da
República, então a veranear em Buarcos.
1914 - Decreto-lei sobre a florestação da Serra
da Boa Viagem, estabelecendo um perímetro florestal que delimita uma
área de 390 hectares.
1914 - A Figueira tem 14 bacalhoeiros.
1915 - A biblioteca passa a funcionar numa casa
na rua 10 de Agosto.
1915 - (25 de Julho) Primeiro número de "O
Palhinhas", que se publicou - nos meses de verão - até 1971, com
algumas interrupções.
1916 - Abertura oficial do Regimento de
Infantaria 28.
1916 - Instalação da rede telefónica na Figueira
da Foz, com esforços da Associação Comercial.
1916 - (24 de Maio) Adjudicada a construção do
Matadouro Municipal
1917 - Nasce, nos Carvalhais de Lavos, a actriz
Madalena Sotto..
1917 - Recomeço da laboração da Fábrica de Vidros
do Cabo Mondego.
1917 - A situação da empresa que explorava a Mina
do Cabo Mondego torna-se cada vez mais difícil e cinco anos depois a
Companhia Industrial e Mineira de Portugal adquire os bens da
anterior companhia, vindo por sua vez a falir em 1931.
1917 (Março) - Os estaleiros de António Roberto
da Cruz - pai do aviador Humberto da Cruz -, situados frente ao
Mercado Municipal, lançam à água o navio "Cabo Mondego".
1917 - (Agosto) Primeiro concurso hípico na
Figueira da Foz, no hipódromo do Bairro do Cruzeiro, frente à Mata
da Misericórdia.
1917 - Neste ano e no seguinte foram torpedeados
por submarinos alemães 7 navios figueirenses : Iate República
(7/3/17), Lugre Ligeiro (9/6/17), Escuna Luanda (13/7/17), Lugre
Trombetas (26/11/17), Iate Veloz (30/11/17), Chalupa Beira Alta
(26/3/18) e Lugre Rio Mondego, em 1918
1917 - (19 de Agosto) Inauguração oficial do
Ténis Clube.
1917 - Inauguração do Matadouro Municipal.
1918 - (1 de Julho) Começa a funcionar a filial
do BNU, tomando por trespasse a Casa Bancária dos senhores "Mendes e
C ª", na Praça Nova.
1918 (12 de Julho) - Constitui-se na Figueira a
União Mercantil de Mercearias, Lda.
1918 (20 de Julho) Aterraram no Mondego 2
hidroaviões franceses, fenómeno que motivou uma euforia geral da
população figueirense.
1918 - (3 de Outubro) Morte do Maestro David de
Sousa- vítima da epidemia pneumónica -, sepultado no cemitério
Setentrional
1918 - (1 de Dezembro) Fundação do Sporting Clube
Figueirense.
1919 - (30 de Maio) O almirante Read aborda a
Figueira, no seu hidroavião, por motivo de avaria. Presidia à Câmara
o Dr. Cerqueira da Rocha.
1919 - Fundação da Companhia de Moagens do Centro
de Portugal - conhecida como Moagem Nova - no local em que
actualmente se encontra o edifício dos CTT.
1919 (12 de Outubro) - Realiza-se no Peninsular
uma festa com o objectivo de angariar fundos destinados à construção
de um monumento dedicado ao maestro David de Sousa.
1920 (6 de Abril) - Fundação da empresa "Cunha &
Morgado", que em 18 de Julho de 1944 passa a designar-se por
"Ernesto Morgado & C ª Lda.".
1920 (31 de Janeiro) É fundado, em Buarcos, o
Grupo Instrução e Sport.
1920 - O concelho da Figueira da Foz tem 44775
habitantes.
1920 - Fundação da Vidreira da Fontela.
1920 - (21 de Maio) Nasce na Figueira o escritor
José Luís Cajão.
1921 - No local onde actualmente funciona a
Impressora Económica, laborava uma fábrica de brinquedos - a
"Brin-kedo" -, sendo Rogério Reynaud um dos seus responsáveis.
1921 - Existem na Figueira 10 bacalhoeiros, que
empregam 379 pescadores.
1921 - (20 de Junho) Inicia-se o fornecimento de
energia eléctrica na Figueira da Foz (Iluminação pública, no Bairro
Novo), em substituição das lâmpadas da Companhia de Gás.
1921 (25 de Dezembro) É fundado o União Foot-Ball
de Buarcos.
1922 - (17 de Junho) A Figueira saúda a primeira
travessia do Atlântico Sul, realizada por Gago Coutinho e Sacadura
Cabral.
1922 - (2 de Agosto) Instala-se a Comissão de
Iniciativa de Turismo da Figueira da Foz, instituída pela Lei n º
1152, de 23 de Abril de 1921.
1922 - É criada a Sociedade Filantrópica e
Instrução de Buarcos, que veio a ter uma vida curta.
1922 - (20 de Novembro) Começa a funcionar o
Farol Novo, no Cabo Mondego.
1922 - (26 de Novembro) Inauguração do Campo de
Jogos da Mata.
1922 - A Comissão de Iniciativa de Turismo pede à
Câmara Municipal que se digne fixar definitivamente o projecto de
construção da avenida da beira-mar, na parte compreendida entre o
Forte de Santa Catarina e a Fonte dos Soldados.
1927 - (16 de Julho) Inauguração do Hotel
Portugal.
1927 - A Marinha das Ondas é desanexada da
freguesia de Lavos.
1927 - Reconstrução da Fonte de Tavarede.
1927 - É aberta à exploração a "galeria Santa
Bárbara" , na mina do Cabo Mondego.
1928 - (30 de Março) É criada a freguesia do
Alqueidão.
1928 - (6 de Maio) É inaugurada a actual sede do
Grupo Caras Direitas.
1928 - A Biblioteca passa a funcionar no 1º andar
dos Bombeiros Municipais.
1928 - Surgem na imprensa local alguns artigos
polémicos sobre a construção de uma central térmica no Cabo Mondego.
1928 - É fundada a Sociedade do Grande Casino
Peninsular SARL.
1928 - (9 de Setembro) Inauguração do Monumento
aos Mortos da Grande Guerra, presidida pelo General Carmona.
1929 (10 de Janeiro) Fundação da Sociedade União
Operária dos Vais.
1929 - È criada uma delegação da Universidade
Livre, na Figueira.
1929 - (26 de Outubro) Primeiro número do jornal
"O Dever".
1929 - (15 de Novembro) Primeiro número do
"Jornal de Cinema" , dirigido por Miguel Mota Veiga Gaspar.
1930 - O concelho da Figueira da Foz tem 49590
habitantes.
1931 - (12 de Março) O jornal "O Figueirense"
enaltece os feitos dos aviadores Humberto Cruz e Carlos Black.
1931 - (1 de Abril) Início da construção do muro
de suporte de terras, ao norte do Forte de Santa Catarina.
1931 (1 de Outubro) Falência da Companhia
Industrial Mineira de Portugal, que explorava a Mina do Cabo Mondego
e construção da estrada do farol Novo, onde os mineiros encontram
provisoriamente trabalho.
1932 (16 de Fevereiro) - Fundação do Clube União
Brenhense.
1932 - (3 de Abril) Inauguração - junto ao Cais -
do Monumento ao primeiro soldado português a tombar na I Guerra
Mundial, o figueirense António Gonçalves Curado
1932 - Tem início a construção da estrada que
liga a Nacional 109/8 ao Farol Novo.
1932 - Início das grandes regatas internacionais
de remo, no rio Mondego.
1932 - (18 de Setembro) Inauguração do aeródromo
Humberto da Cruz.
1932 - Um decreto de lei de 6 de Outubro cria, na
Figueira da Foz, o Liceu Municipal Dr. Bissaya Barreto. O liceu abre
as suas portas a 25 de Novembro, no local da actual central de
camionagem.
1932 (3 de Setembro) - A "Voz da Justiça" anuncia
a praça de todos os valores do Cabo Mondego, entregues ao Estado a
29 de Agosto de 1933, com os 7000 metros da linha do caminho de
ferro americano.
1933 - (25 de Abril) Abertura do concurso para a
adjudicação de nova concessão do couto mineiro do Cabo Mondego.
1933 - São construídos os primeiros paredões para
fixar a embocadura da barra da Figueira.
1933 - (11 de Dezembro) Inauguração do Liceu
Municipal.
1933 - (Dezembro) Naufrágio da traineira
"Continental", provocando a morte a 3 pescadores.
1934 - A freguesia de Brenha autonomiza-se de
Quiaios.
1934 - (5 de Março) Atribuição da mina do Cabo
Mondego a um novo concessionário.
1934 - Raid aéreo Lisboa -Timor- Lisboa, com
42670 Km e 268 horas de voo, pelo aviador Humberto da Cruz.
1934 (23 de Julho) - Nos camarins do Grupo Caras
Direitas, em Buarcos, nasce o actor Camilo de Oliveira.
1935 - Neste ano a frota bacalhoeira portuguesa
era composta por 46 navios, sendo 11 da Figueira da Foz.
1935 (17 de Fevereiro) - Entrou na barra da
Figueira o lugre com motor de 4 mastros José Alberto, construído em
chapa de aço em 1923, na Dinamarca. Propriedade da Sociedade de
Pesca Oceano, o lugre foi considerado "o maior e mais elegante navio
da frota bacalhoeira portuguesa". A maioria das casas comerciais da
zona ribeirinha fecharam, para que o seu pessoal pudesse observar
este momento histórico.
1935 (1 de Junho) Homenagem pública a Manuel Dias
Soares, autor da Marcha do Vapor.
1935 - Neste ano foi desmantelada a torre
circular - destinada a observações meteorológicas - que existia no
Forte de Santa Catarina.
1936 - Regatas Internacionais da Figueira da Foz.
1936 - (Dezembro) É constituída a paróquia do Bom
Sucesso.
1936 - Neste ano a frota bacalhoeira figueirense
era composta por 11 navios, com 3196 toneladas de peso e ocupava 478
pescadores.
1936 - Um estudo de Edmundo Tavares refere que,
entre 1931 e 35 a Figueira recebeu 2772 horas de sol anuais, dados
muito superiores a outras estâncias balneares da Europa.
1937 - A Figueira possuía 7 hotéis e 14 pensões
com uma capacidade de 587 quartos .
1938 - Inauguração do Hotel Praia.
1938 - Fundação do Rancho das Cantarinhas.
1938 - A tipografia Cruz que imprimia o jornal
"Voz da Justiça" é encerrada pela polícia política.
1938 (10 de Maio) - O lugre Trombetas, da
Lusitânia, Companhia Portuguesa de Pesca, da Figueira, sofreu um
acidente que arrastou para o mar - e vitimou - 7 dos seus
tripulantes.
1938 - É formada a Companhia de Carvões e
Cimentos do Cabo Mondego , e, com ela, novas perspectivas se abrem
para a instalação de uma fábrica de cimento, e do retomar, em moldes
mais modernos, o fabrico de chapa de vidro e de garrafas e
garrafões, tudo a par de um incremento da exploração mineira,
modernização e ampliação da fábrica da cal.
1938 - (2 de Outubro) Tem início a feira mensal
da Marinha das Ondas.
1939 - Delimitação da freguesia de S. Julião,
pelo Decreto-Lei 29.592, de 13 de Maio.
1939 - O barco "estrangeiro" Sonami, que estava
sendo perseguido por um submarino alemão, entrou pelo "carreiro
grande" (em Buarcos), onde naufragou.
1939 - Na campanha bacalhoeira deste ano 9 dos 49
barcos eram provenientes da Figueira.
1940 - O concelho da Figueira da Foz tem 52792
habitantes.
1940 - Fundação dos Estaleiros Navais do Mondego.
1940 (10 de Março) - O navio Viriato, da frota da
Figueira, foi aprisionado na Holanda, pelo exército alemão.
1940 - (23 de Março) Inauguração da luz eléctrica
no sul do concelho, com a iluminação pública da Cova/Gala
1940 (11 de Agosto) - O Casino realiza um
espectáculo dedicado aos artistas que se refugiaram na Figueira no
decurso da 2ª Guerra Mundial.
1940 - Fundação da fábrica de conservas de peixe
EFEL - Empresa Fabril Exportadora, Lda.
1941 - Falecimento de Manuel Jorge Cruz, director
de "A Voz da Justiça".
1941 - Pertencem à Figueira 9 dos 41 navios da
frota bacalhoeira.
1941 - (24 de Fevereiro) Uma parte da vertente
poente sobranceira à Mina de Carvão do Cabo Mondego desliza,
arrasando as bocas, muros de suporte e parte dos edifícios
existentes, originando a interrupção dos trabalhos até 5 de Março.
1941 - (1 de Maio) Inauguração da Casa dos
Pescadores de Buarcos.
1941 - (18 de Agosto) Morre o pintor Mário
Augusto.
1942 - Abertura da casa da criança "Infanta D.
Maria".
1942 - Estão em construção a Caixa Geral de
Depósitos e a Avenida Salazar.
1942 - Estatísticas de turismo - Prédios de
aluguer: 900, com 5328 divisões; Hotéis e Pensões: 28, com 663
quartos. Em Buarcos: Prédios de aluguer: 364. Total de alojamentos
turísticos em 1942: 1237 prédios, com 7374 divisões. Comparando com
1879: Prédios: +617%. Quartos de hotel: +448%.
1942 - É criada a Fábrica de Conservas Avis, que
virá a laborar até ao ano de 1968.
1942 - (27 de Dezembro) Inauguração da Ponte dos
Arcos.
1943 - Morte de Manuel Alberto Rei.
1943 - Está em construção a Torre do Relógio.
1943 - Fundação da "Serração do Mondego, Lda.",
que em Maio de 1948 passa a designar-se por "Alberto Gaspar & Cª
Lda.".
1943 - A comissão municipal de turismo edita a
Cartilha do trato com o banhista
1943 - O atleta Álvaro Dias estabelece um novo
record nacional de salto em comprimento, com 6,89 m . 10 Vezes
campeão nacional entre 43 e 53, obteve o 4º lugar na final Olímpica
de 1948 - Londres - com 7,32 metros.
1943 - (9 de Agosto) Inauguração do edifício dos
Correios.
1944 - Início do funcionamento dos Estaleiros
Navais do Mondego.
1944 - 11 dos 41 barcos da frota bacalhoeira eram
provenientes da Figueira da Foz.
1944 - Entre 1939 e 1944 dos 1639766 quintais de
bacalhau, 222806 foram pescados pela frota figueirense.
1945 - Concluída a construção da Avenida Salazar
1945 (29 de Outubro) - O Conservatório Nacional
de Música, em Lisboa, inaugura um busto dedicado ao maestro David de
Sousa.
1946 - Morre o escritor Raimundo Esteves, nascido
em 30 de Dezembro de 1892.
1947 - Fundação da Cooperativa de Armadores da
Pesca da Sardinha e do Arrasto da Figueira da Foz, que em 1956
passaria a designar-se por Carreira Naval Figueirense.
1947 (20 de Abril) - É lançado à água o
bacalhoeiro Lusitânia III, completamente reconstruído e
recondicionado nos Estaleiros Navais do Mondego.
1947 - Decreto de lei declara de utilidade
pública a expropriação de várias parcelas de terreno situadas ao
longo da costa e para norte do cemitério de Buarcos, para efeito de,
nas mesmas se edificarem, fábricas de cimento, chapa de vidro e
garrafas e garrafões, requeridas pela Companhia de Carvões e
Cimentos do Cabo Mondego.
1948 - São da Figueira 9 dos 54 navios da frota
bacalhoeira.
1948 (20 de Julho) - Fundação da Sociedade
Figueira Praia.
1949 (9 de Abril) - A festa de despedida dos
pescadores de bacalhau, realizou-se na sala de teatro do Casino da
Figueira e foi transmitida pela Emissora Nacional.
1949 - Fundação da empresa Metalúrgica da
Fontela, Lda.
1949 (12 de Maio) - A Figueira assistiu ao
bota-abaixo do bacalhoeiro Comandante Tenreiro.
1949 - 11 dos 62 navios da frota bacalhoeira eram
provenientes da Figueira.
1950 - O concelho da Figueira da Foz tem 56862
habitantes, tendo crescido 27 % em 30 anos.
1950 - Existiam 229 marinhas no concelho da
Figueira, que ocupavam aproximadamente uma área de 800 hectares.
Eram 300 os proprietários das salinas, que ocupavam 1300 operários.
1950 (24 de Janeiro) - O navio Bissaya Barreto,
construído nos Estaleiros Navais do Mondego, foi devorado por um
violento incêndio, quando se encontrava fundeado no Douro.
1950 (16 de Setembro) - Inauguração da Fábrica de
Cimento do Cabo Mondego.
1951 (25 de Abril) - A Lusitânia lançou à água um
novo navio designado Bissaya Barreto.
1952 - Abertura da Casa Abrigo do Sporting
Figueirense.
1952 (14 de Maio) - Bota-abaixo do navio de pesca
bacalhoeira Capitão João Vilarinho.
1952 (24 de Setembro) - Naufrágio do navio-motor
João Costa.
1952 - (14 de Dezembro) Abertura da Somaro Lda.
1953 (1 de Janeiro) Primeiro número do jornal "A
Voz da Figueira".
1953 - (28 de Junho) Inauguração do Grande Hotel.
1953 - (26 de Julho) Inauguração da Piscina
Praia.
1954 - (24 de Abril) Primeiros passos para a
fundação de um Cineclube.
1954 - (7 de Junho) Morre José Bento Pessoa,
ciclista, ex-recordista mundial de velocidade e fundador do Ginásio
Figueirense.
1954 - (13 de Outubro) O presidente da Câmara
Municipal, eng. Muñoz de Oliveira apresenta uma exposição
justificativa da necessidade de construção de um Palácio da Justiça
na Figueira.
1955 - (21 de Agosto) Actuação dos
basquetebolistas da consagrada equipa Harlem Globetrotters no
Coliseu Figueirense.
1956 - (2 de Fevereiro) Grande naufrágio, com um
barco de pescadores de Buarcos, provocando a morte aos seus 8
tripulantes.
1956 - (19 de Maio) Primeira sessão do cineclube.
1956 - (25 e 26 de Agosto) Decorre na Figueira o
2º Encontro Nacional de Dirigentes De Cineclubes Portugueses.
1956 - Fundação da empresa Plasfil - Plásticos da
Figueira, Lda.
1956 - (Outubro) O Dr. Salazar visita a Figueira,
sendo acompanhado pelo Presidente da Câmara Munoz de Oliveira.
1957 - Inauguração do Estádio José Bento Pessoa
1958 - Alves Barbosa, nascido na Fontela em 24 de
Dezembro de 1931, ganha a sua 3ª Volta a Portugal em Bicicleta.
1958 - (27 de Outubro) Morte do doutor Joaquim de
Carvalho.
1959 - Começa a funcionar em Buarcos a fábrica de
malhas Sidney, que em 1989 se transferiu para os Carritos.
1959 (19 de Abril) Naufrágio da traineira "Nova
Leirosa" ceifando a vida a 14 pescadores.
1960 - O concelho da Figueira da Foz tem 57631
habitantes.
1960 - (8 de Janeiro) Abertura do quartel CICA 2,
que se manteve no activo até 10 de Julho de 1975, altura em que foi
transferido para o actual Quartel da Lapa e passou a designar-se por
CICAFF.
1960 - (25 de Outubro) Morre o pedagogo e poeta
João de Barros, nascido na Figueira em 4 de Fevereiro de 1881.
1960 - Primeiro Carnaval da Figueira.
1960 - (9 de Julho) Abertura da estação de
serviço da Sacor, na actual Avenida 25 de Abril.
1961 (Janeiro) - Extinção dos Bombeiros
Voluntários de Buarcos, devido à falta de elementos que integrassem
o corpo activo.
1961 - É aberta a actual Rua Calouste Gulbenkian.
1961 - O liceu passa à categoria de Liceu
Nacional.
1961 - (15 de Agosto) Inauguração do Palácio da
Justiça, uma obra realizada por 211 reclusos das cadeias da região,
que consumiram 41142 dias de trabalho na sua execução. O projecto
deve-se ao arquitecto Raúl Rodrigues de Lima e o painel da fachada
principal é da autoria do pintor António Lino. Todo o material de
madeira foi executado no estabelecimento prisional de Coimbra e as
tapeçarias na prisão feminina de Tires.
1961 - (Agosto) O eng. Coelho Jordão toma posse
como presidente da Câmara Municipal, substituindo no cargo o Coronel
Basílio Seguro.
1962 - (12 de Maio) Inauguração do Mercado de
Buarcos, adaptado de uma antiga fábrica de conservas.
1962 - (18 de Agosto) Incêndio na Mina do Cabo
Mondego, à cota de 630 metros, que acabou por conduzir a mina à
situação de irrecuperável, pelo que a empresa se viu obrigada a
suspender definitivamente os trabalhos de exploração de carvão
1962 - (11 de Novembro) Fundação do Lions Clube
da Figueira da Foz.
1963 - A Argentina Norma Nopan, Miss Mundo 1962,
de passagem pela Figueira da Foz, participa num cortejo de carros
alegóricos, filmado pela Tóbis.
1963 - (13 e 14 de Julho) 1º Concurso de Cinema
de Amadores da Fig. da Foz.
1964 - Inauguração do Parque de Campismo
Municipal.
1964 - (24 e 25 de Outubro) 2º Concurso de Filmes
de Amadores da Fig. da Foz.
1964 - Pensa-se na fusão entre o Ténis Clube e a
Assembleia Figueirense.
1965 - Primeiro Concurso Internacional de Cinema
de Amadores.
1965 - (Junho) Primeira pedra e início da
construção da CELBI.
1965 - Decorrem as obras de construção da
estrutura inferior da esplanada Silva Guimarães, que irá albergar
uma galeria de lojas e restaurantes.
1966 - (10 de Maio) A estátua da peixeira de
Buarcos é colocada no Largo da Alegria. É uma obra executada pelo
escultor Cabral Antunes e foi oferecida pelo Comendador Mário
Barraca.
1966 - Construção do Bairro da CELBI.
1966 - (15 de Junho) Primeiro número do jornal
"Mar Alto".
1966 - Primeira edição do Festival Mágico
Internacional.
1966 - Primeira edição da "Primeira Braçada".
1966 - (3 de Julho) Abertura do restaurante
"Tubarão".
1967 - No começo do ano iniciam-se os trabalhos
preliminares da construção do novo edifício do museu e biblioteca
municipais.
1967 - (6 de Fevereiro) Suspensão dos trabalhos
de exploração de carvão no Cabo Mondego, sendo selados os acessos à
mina.
1967 - (22 de Abril) Inauguração do edifício dos
Serviços Médico Sociais, mais conhecido como "caixa".
1967 - Abertura da actual Avenida Manuel Gaspar
de Lemos.
1967 - (17 de Maio) Assalto à agência do Banco de
Portugal, na Figueira da Foz, efectuado pelo grupo político LUAR,
dirigido por Palma Inácio.
1967 - (3 de Junho) Morre o político Manuel
Gaspar de Lemos.
1967 - (6 de Junho) Inauguração, na Leirosa, da
fábrica de celulose (Celbi / Billerud), a mais moderna do seu
género, na qual foi investido mais de um milhão de contos.
1967 - (30 de Outubro) A Sociedade Figueira Praia
adquire o Palácio Sotto Mayor.
1968 - Fundação da fábrica de conservas de peixe
Bordalo Franco & Cª Lda., que virá a laborar até 1981.
1968 - O novo Liceu abre as suas portas para a
realização dos exames de Junho.
1968 - No início do ano lectivo 68/69 começa a
funcionar a Escola Preparatória da Figueira da Foz, nas instalações
do antigo Liceu, utilizando em complemento as instalações da antiga
Academia Figueirense.
1968 - Início da laboração da fábrica Sicomol -
Sociedade de Colóides do Mondego, Lda. , da Ierax e da Terpex.
1969 - (28 de Fevereiro) A Figueira é atingida
por um sismo de média intensidade.
1969 - Fundação da Foznave.
1969 - (17 de Abril) Américo Tomás e comitiva
(Ministros da Educação - José Hermano Saraiva - e das Obras Públicas
- Silva Sanchez) inauguram oficialmente o novo Liceu Nacional da
Figueira da Foz.
1969 - A Sociedade Figueira Praia adquire o
Palácio Sotto Mayor e os terrenos adjacentes.
1969 - (22 de Junho) Inauguração do Centro
Ecuménico da Figueira da Foz, uma instituição de relevo
internacional.
1969 - 1º encontro nacional de presidentes dos
grémios do comércio.
1969 - (15 de Dezembro) Encalhou na praia da
Figueira o cargueiro "Hera".
1970 - O concelho da Figueira da Foz tem 53525
habitantes, perdendo em 10 anos 9,3 % dos seus residentes,
especialmente devido ao fenómeno da emigração.
1970 - (Maio) Abertura do concurso público para
arrematação da empreitada de construção do Cais Comercial A, no
porto da Figueira da Foz.
1970 - Tomada de posse do eng. Jorge de Pinho
como presidente da Câmara da Figueira da Foz
1971 - (25 de Junho) Conclusão da electrificação
do concelho da Figueira da Foz.
1971 - (Setembro) Encerra definitivamente a sala
de espectáculos do Parque - Cine.
1972 - (Junho)Após profundas obras de
remodelação, realiza-se no Casino a I Semana Internacional de Cinema
da Figueira da Foz, que em 1974 se transformará em festival, sendo
hoje o mais antigo certame regular deste género que se realiza em
Portugal.
1972 - Inauguração das novas instalações do Ciclo
Preparatório.
1972 - (2 de Setembro) Inauguração da piscina do
Ginásio Clube Figueirense.
1972 - (Outubro) Inauguração da unidade fabril da
empresa Alberto Gaspar na zona industrial da Gala.
1973 - Prospecção de petróleo na costa da
Figueira da Foz.
1973 - Abertura da Corfoz.
1973 (15 de Maio) Fundação do Grupo Desportivo de
Buarcos.
1973 - (Agosto) Inauguração do posto de turismo
de Buarcos.
1974 - (23 de Abril) Américo Tomás visita a
Figueira da Foz.
1974 - (25 de Abril) As tropas do RAP 3 e CICA 2
participam activamente no golpe militar que depõe o governo do
professor Marcelo Caetano, sob o comando do capitão Diniz de Almeida
e com a colaboração do aspirante Jaime Gama - futuro ministro dos
negócios estrangeiros.
1974 - (27 de Abril) Realiza-se na Figueira uma
imensa manifestação unitária de apoio ao movimento militar de 25 de
Abril.
1974 - (27 de Junho) Notícia que refere a partida
da Figueira da plataforma de exploração petrolífera. Surgem neste
ano, na imprensa local várias notícias sobre a exploração
petrolífera ao largo da Figueira.
1974 - (29 de Julho) Abertura das novas
instalações da Biblioteca Municipal.
1974 - (Maio) Toma posse a Comissão
Administrativa da Câmara Municipal: Presidente: Cerqueira da Rocha
Vice-presidente: Rui Alves Outros elementos: Francisco Antunes, José
Agostinho Moreira, Vítor Maia, António Correia, Henrique Vieira
Gomes, João de Almeida, Joaquim Sousa e José Manuel Martins
Pimentel.
1974 - (Julho e Agosto) Primeiros comícios
políticos na Figueira (MDP, 20 de Julho; PCP, 10 de Agosto e PS, 24
de Agosto).
1975 - (2 de Fevereiro) Termina, na Figueira o 1º
Congresso do Partido da Democracia Cristã (PDC), envolto por uma
profunda polémica.
1975 - Ao longo deste ano intensifica-se a
actividade das diferentes forças políticas. A Figueira vive - com
redobrado fulgor - o "Verão Quente", salientando-se uma imensa
manifestação do PS, com a presença de Salgado Zenha e Henrique de
Barros. Apesar dos distúrbios ocorridos em alguns pontos do país,
pode afirmar-se que o Verão de 75 não causou grandes tumultos
sociais no concelho da Figueira da Foz.
1975 - (Setembro) Encontra-se concluída a 1ª fase
da Urbanização da Quinta do Paço.
1975 - Inauguração de uma fábrica de gelados no
Alto do Forno.
1976 - (Janeiro) Entrou em funcionamento o
Hospital Distrital da Figueira da Foz, no edifício situado na Gala.
1976 - A Figueira possui 1613 camas hoteleiras,
acolhendo 25330 hóspedes nacionais e 3953 hóspedes estrangeiros, num
total de 215604 dormidas, representando uma taxa de ocupação de
36,6%.
1976 - Fundação do Grupo Recreativo de Brenha.
1976 - José Manuel Leite é eleito como o primeiro
presidente da Câmara pós revolução, substituindo no cargo Maria
Judite Abreu, nomeada pelo governo constitucional.
1976 - Início da actividade da empresa de
brinquedos Brintói, que virá a ser consumida por um incêndio no
início da década de oitenta.
1977 - 1 ª Jornadas de teatro amador da Figueira
da Foz.
1977 - (Junho) Abertura do concurso para a
construção da nova ponte da Figueira da Foz
1977 - O Ginásio Clube Figueirense conquistou o
título de Campeão Nacional de Basquetebol na época 1976/77.
1977 (Outubro) - Fundação do clube de serviço
Kiwanis, na Figueira da Foz.
1978 - (Junho) Primeira Feira Internacional do
Mar (FIMAR/78), realizada na actual Avenida de Espanha, presidindo
ao encerramento deste evento o então Primeiro Ministro Dr. Mário
Soares.
1978 - (23 de Novembro) A resolução 200/78 dá o
aval à instalação de uma fábrica de papel à Soporcel.
1979 - I Gala Internacional dos Pequenos Cantores
da Figueira da Foz.
1979 - (Junho) Autorizada pelo governo a
celebração de um contrato para as obras de construção do novo sector
de pescas e de correcção hidráulica do estuário do rio Mondego e do
porto da Figueira da Foz, obras avaliadas em 650 mil contos.
1979 (23 de Dezembro) - Inauguração do relvado do
Estádio José Bento Pessoa com um jogo de futebol entre a Naval e o
Estoril-Praia.
1980 - (Setembro) Nomeação da comissão executiva
para as comemorações do centenário da elevação da Figueira da Foz à
categoria de cidade.
1980 - O Presidente da República, General Ramalho
Eanes distingue o Dr. Rafael Sampaio e José da Silva Ribeiro com a
Ordem da Liberdade.
1980 - (Outubro) É escolhido o lugar de Lavos,
concelho da Figueira da Foz, para a instalação da fábrica da
Soporcel.
1980 - (Dezembro) É publicado no "Diário da
República" o decreto regulamentar que permite à Sociedade Figueira
Praia a concessão da "Zona de jogo permanente", com validade até ao
ano de 2005. No clausulado deste acordo figuram algumas
responsabilidades da contraente no sentido de desenvolver as
infra-estruturas turísticas da cidade.
1980 - Tem início a construção da Praça da
Europa.
1981 - O concelho da Figueira da Foz tem 58559
habitantes, crescendo 9 % nesta década, fenómeno que se deve - em
especial - à diminuição do fenómeno migratório e à vinda de
refugiados das ex-colónias.
1981 - (Julho) Construção do parque de
estacionamento em frente ao forte de Santa Catarina.
1981 - (11 de Julho)Falecimento de Humberto da
Cruz, nascido em 13 de Julho de 1900.
1981 - (Outubro) Inauguração da nova linha de
produção da CELBI . Neste mesmo mês, chegam ao porto comercial as
primeiras máquinas destinadas à linha de produção da Soporcel.
1981 - A Câmara adquiriu o Paço de Tavarede.
1982 - (26 de Fevereiro) Abertura da Scottwool.
1982 - (12 de Março) Inauguração oficial da Ponte
da Figueira da Foz, com a presença (entre outros) do Presidente da
República General Ramalho Eanes e do Primeiro Ministro Francisco
Pinto Balsemão - Custo final da obra 1500000 contos .
1982 - (Maio) Abertura do Vale do Leão.
1982 - O velho Hospital da Misericórdia foi
adaptado para lar da terceira idade.
1982 - (6 de Junho) Abertura oficial do
Aparthotel Atlântico.
1982 - Início das obras de construção civil da
Soporcel - As montagens de equipamentos ocorrem em meados de 1983.
1982 - (10 de Junho) A Figueira recebe as
Comemorações Nacionais do Dia de Portugal, sendo as cerimónias
Presididas pelo General Ramalho Eanes - Presidente da República
(Este acto é alvo de ampla cobertura televisiva).
1982 - (Julho) Inauguração do terminal rodoviário
de passageiros.
1982 - (Agosto) Inauguração das obras de
electrificação do troço ferroviário entre a Figueira da Foz e
Alfarelos.
1982 - (19 de Setembro) Comemorações jubilares do
dia do Figueirense.
1982 - (20 de Setembro) Comemorações jubilares do
1º centenário da elevação da Figueira da Foz à categoria de cidade.
1982 - Após um longo período de agonia, a Empresa
Vidreira da Fontela entra num processo de falência.
1982 - (6 a 8 de Outubro) A Figueira recebe, com
pompa e circunstância, o 25º Congresso Nacional dos Bombeiros
Portugueses.
1982 - (Dezembro) Inauguração da estátua do
centenário, da autoria da escultora Dorita Castelo Branco.
1982 - (16 de Dezembro) Morre o violinista Paulo
Manso.
1983 - (Janeiro) Manuel Alfredo Aguiar de
Carvalho assume a presidência da Câmara Municipal (que virá a
desempenhar até 1997), substituindo no cargo Joaquim Manuel Barros
de Sousa, eleito em 1979.
1983 - Em meados deste ano iniciam-se as
montagens mecânicas da Soporcel.
1983 - Neste ano a Figueira assiste atónita ao
desmoronamento de alguns acessos da Nova Ponte - alguma imprensa
ironiza este facto.
1984 - (1 de Janeiro) Morre a actriz Maria
Olguim.
1984 - (19 e 20 de Maio) Realiza-se na Figueira o
I Congresso Nacional da Associação Nacional de Municípios
Portugueses.
1984 - Realiza-se no Casino o Festival da Canção
de Temática Histórica, ganho pelo cantor Carlos Paião.
1984 - É desactivada a fábrica de Cimento do Cabo
Mondego.
1984 - (4 de Outubro) É constituída a freguesia
do Bom Sucesso.
1984 - (18 de Outubro) Inauguração oficial da
laboração da Soporcel, cujo arranque ocorre a 25 de Junho, do mesmo
ano.
1985 - 1º Congresso Nacional de Remo, na Figueira
da Foz
1985 - (17 a 19 de Maio) Realiza-se na Figueira o
XII Congresso Nacional do PSD, que elege como líder o Professor
Cavaco e Silva.
1985 - (11 de Julho) Criada a freguesia de S.
Pedro.
1985 - (1 de Dezembro) Inauguração do Centro
Escolar das Abadias. O início da construção oficial deste centro
data de 2 de Janeiro de 1984.
1985 - (5 de Dezembro) Início das actividades do
Rádio Clube da Figueira da Foz (posteriormente conhecido como RCFM -
Rádio Clube Foz do Mondego).
1985 - (6 de Dezembro) - Encalhou na Figueira o
cargueiro Kongssa.
1985 - (26 de Dezembro) Morre Fausto Pereira de
Almeida (nascido em 18 de Dezembro de 1902) , membro do corpo
redactorial de "A Voz da Figueira", em que manteve colaboração
regular durante 32 anos.
1986 - Inaugurado o novo quartel da PSP
1986 (25 de Maio) I Encontro de Teatro Amador da
Figueira da Foz..
1986 - (17 a 20 de Julho) 23ª Europeade e
inauguração da Praça da Europa e Avenida Marginal.
1986 - (26 de Novembro) Uma traineira é abalroada
por um cargueiro.
1987 - (Janeiro) Morte do distinto amador teatral
José Ribeiro.
1987 - (3 de Fevereiro) Primeiro número do Diário
da Figueira da Foz no jornal "Diário de Coimbra".
1987 - (16 de Fevereiro) Encalha na praia do Osso
da Baleia (ao sul da Leirosa) o cargueiro Mansfeld.
1987 - Após alguns anos de encerramento a Empresa
Vidreira da Fontela - fundada em 1920 - é adquirida pelo grupo
Saint-Gobain e reaparece com a designação de Vidreira do Mondego.
1987 - Abertura da Escola Secundária Dra.
Cristina Torres.
1988 - Realiza-se na Figueira o Prémio Nacional
de Música.
1988 - No espaço anteriormente ocupado pela
"metalo-mecânica" Quadros existe actualmente um novo edifício em que
- após intensa polémica sobre a obrigatoriedade de instalar nesse
espaço um complexo cinematográfico - se encontra a funcionar a loja
da "Maconde" e uma nova superfície comercial.
1988 - (24 de Agosto) Cerimónia de trasladação dos restos mortais de
Manuel Fernandes Tomás para um túmulo situado na base da sua
estátua, com a presença do Presidente da República Dr. Mário Soares.
1988 - Criada a freguesia de Santana.
1989 - A Soporcel decide construir uma fábrica de
papel
1989 - (15 de Abril) Encontro Nacional de
Autarcas Social-Democratas, no Casino da Figueira.
1989 - (17 de Junho) Queda de um helicóptero na
praia da Figueira, provocando a morte de todos os seus ocupantes,
que incluía uma equipa de reportagem da RTP.
1989 - (30 de Junho) As povoações de Alhadas e
Paião são elevadas à categoria de vila
1989 - (29 de Agosto) É criada a freguesia da
Borda do Campo.
1989 - (27 de Outubro) Inauguração da estátua do
Professor Joaquim de Carvalho, com a presença do Presidente da
República, Dr. Mário Soares.
1989 - (12 de Dezembro) Morte de Maria Manuela
Azeredo Perdigão, nascida em 28 de Abril de 1923.
1990 (Março) - O Grupo Amorim adquire a maioria
das acções da Sociedade Figueira Praia.
1990 - (18 de Julho) Inauguração da tesouraria
das finanças de Buarcos.
1990 - (27 de Agosto) Primeira pedra do Pavilhão
Polidesportivo do Ginásio Clube Figueirense.
1990 - A Figueira assiste ao desaparecimento de
alguns dos seus filhos, como: Dr. Marcos Viana (29 de Março) , o
antigo futebolista Eduardo Mourinha (31 de Março) , o homem do
teatro de Tavarede José da Silva Ribeiro (19 de Setembro) e
Belarmino Pedro (17 de Outubro).
1990 (7 de Dezembro) Realiza-se na Figueira um
espectáculo de homenagem à cantora Maria Clara, que popularizou a
Canção da Figueira.
1991 - A população do concelho é de 61555
habitantes, registando um acréscimo aproximado de 5 %, nos últimos
10 anos (58559 em 1981).
1991 - (Maio) São produzidas as primeiras bobines
de papel da Soporcel.
1991 - (Julho) Realizam-se na Figueira - Parque
das Abadias - as gravações nacionais dos Jogos Sem Fronteiras.
1991 - Começa a funcionar o Pólo da Figueira da
Foz da Universidade Internacional
1991 - (18 de Outubro) O Presidente da República,
Dr. Mário Soares inaugura a Fábrica de Papel da Soporcel.
1992 (31 de Janeiro) Inauguração das novas
instalações dos Correios de Buarcos.
1992 - (25 de Abril) Encalhou o cargueiro Erika
1992 - (22 a 26 de Julho) XXIX Europeade de
folclore na Figueira da Foz.
1992 - (10 de Junho) Comemorações do 1º
Centenário do Nascimento do Prof. Dr. Joaquim de Carvalho.
1992 - (4 de Julho) Inauguração do Pavilhão
Polivalente do Ginásio Clube Figueirense, com a presença dos
ministros Fernando Nogueira e Arlindo Cunha, do secretário de estado
Nunes Liberato e do presidente da Câmara eng. Aguiar de Carvalho.
1992 - Neste ano desaparecem do mundo dos vivos:
Dr. Manuel Guimarães, Dr. João Bugalho, Augusto Silva e Dr. Rocha
Pita.
1993 - (Abril) Campeonato Mundial de Enduro.
1993 - (Julho) O padre Arménio Marques retira-se,
após 33 anos na paróquia da Figueira da Foz.
1993 - (Julho) Grande incêndio na Serra da Boa
Viagem.
1993 - (5 de Setembro) Inauguração da Escola C+S
das Alhadas.
1993 (10 de Outubro) - Os serviços de águas da
Figueira assinalam a conclusão do abastecimento do concelho, sendo
Cunhas a última localidade a possuir este serviço
1993 - (8 de Dezembro) Inauguração da estátua do
Pescador, em Buarcos.
1994 - Inauguração, em Quiaios, do Centro de
Educação Florestal "Manuel Alberto Rei".
1995 - Exposição retrospectiva do pintor Cândido
Costa Pinto, no Museu Municipal.
1995 - (2 de Junho) Inauguração da Marina.
1995 - Restauro do Grande Hotel Da Figueira.
1995 - (1 de Setembro) Primeiro número do jornal
"A linha do oeste".
1995 - (Setembro) Entra em funcionamento a Escola
C+S de Buarcos.
1995 - (24 a 26 de Novembro) Reúne na Figueira o
V Congresso Nacional de Rádios.
1995 - Realiza-se na Figueira uma prova do
Mundial de Surf -Figueirapro 95.
1996 - (Maio) 14º Enduro da Figueira da Foz, a
contar para o campeonato nacional e europeu.
1996 - (Outubro) Campeonato do Mundo de Surf - 1ª
Prova do Grande Slam Disputada em Portugal (WCT - World Championship
Tour).
1996 - O pólo da Universidade Internacional é
homologado.
1997 (17 de Janeiro) Após obras de profunda
remodelação reabre oficialmente o Salão Nobre do Casino.
1997 - A Figueira é sede do TAP - Rally de
Portugal.
1997 - (20 de Junho) É criada a freguesia dos
Moinhos da Gândara.
1997 - (27 de Junho) Inauguração da estação de
tratamento de águas da Figueira da Foz.
1997 - (4 de Julho) Um violento incêndio destruiu
a sede da Associação Naval 1º de Maio.
1997 - A Figueira recebe a 2ª edição do
Mundialito de Futebol de Praia, que conta com a participação de 8
selecções. Final : Espanha - 2 Brasil - 4. Portugal classifica-se no
4º lugar.
1997 - (12 de Outubro) Realiza-se na Figueira a
"X Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada" - em atletismo, com
a vitória do clube português Maratona.
1997 - (14 de Dezembro) Pedro Santana Lopes (PSD)
foi eleito presidente da Câmara com 59,87% dos votos, derrotando
Carlos Beja (PS - 30,5 %).
1997 - (19 de Dezembro) Morreu, aos 61 anos, o
conceituado professor e jornalista Dr. Albarino Maia.
1998 - (Junho) A Associação Naval 1º de Maio
subiu à 2ª divisão de honra, em futebol.
1998 - (2 a 9 de Agosto) Realiza-se na Figueira o
III Mundialito de Futebol de Praia, com a presença de 12 selecções.
Na final: Peru - 2 EUA - 8. Portugal classifica-se em 4º lugar.
1998 - Neste ano a Figueira viu desaparecer o Dr.
Abílio Bastos (médico e vereador) e Edmundo Barrué (um dos vultos de
maior destaque da natação ginasista).
1998 - (Dezembro) Mini-torneio de apuramento para
o campeonato da Europa de Futsal, no Pavilhão Jorge Galamba Marques.
1999 - (3 de Janeiro) Encalhou na praia da Cova o
cargueiro Kaaksburg.
1999 - (Março) A Figueira - civil - homenageou o
prémio Nobel da Literatura José Saramago.
1999 - (16 de Maio) Após 134 dias na praia da
Cova e muitos esforços para a sua remoção, o cargueiro Kaaksburg
abandonou aquele local mercê da acção de 2 rebocadores e de um
"arrojado plano" de desobstrução posto em prática.
1999 - (Junho) Após obras de remodelação, reabriu
o Mercado Municipal.
1999 - (Julho) Contrato de alienação dos terrenos
destinados à implantação do golfe, na zona da lagoa da vela.
1999 - Começou a funcionar o "Oásis" da praia.
1999 - (Julho) IV Mundialito de Futebol de Praia.
Final entre Brasil e Portugal, sorrindo a vitória à selecção
canarinha.
1999 - A Câmara adquiriu o Paço de Maiorca, o
Abrigo da Montanha, a Quinta das Olaias e o Convento de Seiça.
2000 - (21 de Maio) Inauguração do pavilhão
Gimnodesportivo do Grupo Recreativo Vilaverdense.
2000 - (Julho) V Mundialito de Futebol de Praia.
2000 - (Setembro) Realizou-se na Figueira uma das
etapas do mundial de surf (WCT).
2000 - (Outubro) O Presidente da República, Dr.
Jorge Sampaio, inaugurou a nova máquina de papel da Soporcel.
2000 - (Outubro) Entrou em funcionamento o novo
posto náutico do Ginásio Clube Figueirense, substituindo as antigas
instalações, localizadas na Avenida Saraiva de Carvalho, no rés do
chão do edifício sede da Assembleia Figueirense.
2000 (5 de Novembro) - Colocação da 1 ª pedra do
futuro Centro de Artes e Espectáculos.
2000 - A Figueira viu desaparecer alguns cidadãos
importantes como : o jornalista Zé Martins, o empresário Fernando
Cardoso e a livreira Celinda Carvalheiro.
2001 - Decorrem em bom ritmo as obras de
construção do Centro de Artes e Espectáculos, nas Abadias.
2001 - O concelho da Figueira da Foz tem 62224
residentes, o que representa um acréscimo de 1,1% de
indivíduos(61555), desde 1991. No que respeita a alojamentos , no
mesmo período, o seu valor passou de 32331 para 37757, registando-se
um acréscimo de 16,9 %.
2001 - Regressou à Figueira o Mundialito de
Futebol de Praia e - em complemento - realizam-se provas de
motociclismo e um torneio europeu de "Futebol Society".
2001 (Agosto) - Após alguns anos de inactividade,
a Piscina Praia foi reconstruída, assumindo o nome de Piscina de
Mar.
2001 (Setembro) - Têm início as obras de
reconstrução da Esplanada Silva Guimarães.
2001 (Setembro) - Devido aos atentados de 11 de
Setembro nos Estados Unidos - World Trade Center - a Figueira vê
cancelada a prova do mundial de surf - WTC.
2001 (28 de Setembro) - Após várias obras de
remodelação o porto comercial recebe o primeiro porta-contentores no
novo terminal de graneis.
2001 (14 de Outubro) - Reabertura, após
reconstrução, do Abrigo da Montanha, destruído pelo incêndio da
Serra da Boa Viagem, em 1993.
2001 (15 de Outubro) - Inauguração do centro
comercial Foz Plaza que inclui o hipermercado Jumbo.
2001 (Dezembro) - Inauguração do Centro de Saúde
de Buarcos.
2001 (16 de Dezembro) - O engenheiro Duarte
Silva, candidato do PSD, conquistou a presidência da Câmara da
Figueira, com maioria absoluta .
2002 (29 de Janeiro) - O porto comercial da
Figueira recebe o primeiro comboio no seu terminal de contentores.
2002 (9 de Fevereiro) - Abertura do complexo
turístico "As três chaminés" no espaço outrora ocupado pela fábrica
de cal do ciclista José Bento Pessoa.
2002 (1 de Abril) - Primeiro número do
ciber-jornal humorístico "O Patarata".
2002 (1 de Junho) Inauguração do Centro de Artes
e Espectáculos, nas Abadias, com a presença do Sr. Presidente da
República Dr. Jorge Sampaio.
2002 (21 a 23 de Junho) Reúne na Figueira o
Congresso Nacional da Juventude Socialista, sendo reconduzida como
Secretária Geral da organização a jovem Jamila Madeira.
2002 (11 de Agosto) - 1366 meninas desfilam, em
biquini, na praia da Figueira, obtendo-se assim um novo record para
o "GUINESS BOOK".
2002 (20 a 25 de Agosto) - Tem lugar o VII
Mundialito de Futebol de Praia. Na final Portugal -2 Brasil - 4.
2002 (Setembro) - Realiza-se na praia do
Cabedelo, na Figueira, uma etapa do circuito mundial de surf.
2002 (29 de Outubro) - A cidade foi varrida por
uma enorme tempestade. Durante cerca de 15 minutos a chuva intensa e
o granizo - de grandes dimensões -, acompanhados por ventos que
atingiram os 120 a 150 km/h deixaram a Figueira num caos, provocando
imensos prejuízos.
2002 (Novembro) - Faleceu o respeitável Dr. Goes
Pinheiro que durante muitos anos administrou a farmácia - com o seu
nome - vizinha do BNU, na Praça Nova.
2003 (14 de Fevereiro) - Inauguração da nova sede
da Cruz Vermelha.
2003 (9 de Março) - A Associação Naval 1º de Maio
vence, em Lisboa, o Sporting Clube de Portugal por 1-0 , num jogo a
contar para os quartos de final da Taça de Portugal de Futebol. Na
meia-final a Naval perde, nas Antas, por 2-0, perante o Futebol
Clube do Porto.
2003 (2 e 3 de Maio) - Realiza-se no Casino da
Figueira o festival de moda Portugal Fashion.
2003 (3 de Agosto) - Portugal vence pela primeira
vez o Mundialito de Futebol de Praia (8ª edição), derrotando, na
final, o Brasil por 7 - 4.
2003 (17 de Agosto) - Realiza-se a segunda edição
do desfile de bikinis, que obtém novo record para o Guiness, com
"mais de 2000 participações".
2003 (Setembro) - Após 31 anos de realização
ininterrupta, a Figueira vê desaparecer o seu Festival Internacional
de Cinema.
2003 (7 e 8 de Setembro) – O Palácio Sotto Maior
e o CAE são os palcos escolhidos para uma importante reunião entre
os ministros espanhóis e portugueses , a CIMEIRA LUSO IBÉRICA. As
delegações dos dois países são chefiadas pelos primeiros ministros
Durão Barroso e José Maria Aznar.
2003 (15 de Dezembro) – Inauguração do Arquivo
Fotográfico Municipal.
2004 (16 de Janeiro) – Após uma profunda
remodelação reabre o Casino da Figueira.
2004 (23 de Janeiro) – Realiza-se, no parque das
Abadias, o Campeonato Nacional de Corta-Mato.
2004 (Agosto) – O Brasil vence a 9ª edição do
Mundialito de Futebol de Praia.
2004 (Agosto e Setembro) – A cidade é o palco
mediático da luta pela legalização do aborto. A associação holandesa
WOMANS ON WAVES estabelece a Figueira como destino para o «BARCO DO
ABORTO». Após muitos dias ao largo da cidade as autoridades
políticas e portuárias não permitem a entrada da embarcação nas
águas portuguesas.
2004 (3 a 11 de Setembro) Realiza-se na Figueira
a «1ª Feira Internacional do Idoso».
2004 (Setembro) - A sociedade figueirense
divide-se em torno do polémico projecto de urbanização do «Vale do
Galante».
2004 (30 de Setembro) – O Primeiro Ministro Pedro
Santana Lopes, em visita oficial à Figueira, é agraciado, no salão
nobre da Câmara, com a «chave de honra da cidade».
2004 (Outubro) – O CAE (Centro de Artes e
Espectáculos) acolhe o «5º Congresso Nacional Sobre a SIDA».
2004 (22 de Outubro) – Faleceu, na Figueira da
Foz, aos 87 anos, o cidadão Jorge Galamba Marques. Destacou-se pelo
seu empenhamento em actividades ligadas ao Lions Clube e ao Ginásio
Clube Figueirense. Foi candidato à presidência da CMFF pelo PSD,
sendo então eleito vereador. O seu nome figura na toponímia local e
o GCF baptizou o seu pavilhão de «Jorge Galamba Marques», em
agradecimento aos serviços prestados à instituição de que foi
presidente.
2004 (26 de Outubro) – O estádio José Bento
Pessoa foi palco de um encontro de futebol a contar para a 4ª
eliminatória da taça de Portugal, entre a Associação Naval 1º de
Maio e o Sporting Clube de Portugal. A vitória sorriu à equipa
lisboeta por 3-1. |