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Figueira da Foz em Datas

XXX - Existem vestígios arqueológicos que permitem afirmar que a região da Figueira é habitada desde a era da pedra polida.

716 - Os muçulmanos estavam na posse de Coimbra e de Montemor, estendendo-se o seu domínio até à foz do Mondego.

848 - D. Ramiro I, rei de Leão, tomou Montemor aos muçulmanos, posição importante, cuja defesa foi confiada a um valente guerreiro.

897 - 1º documento que se refere a Quiaios.

987 - Em Porto Godinho, actual freguesia da Borda do Campo, existe um porto fluvial.

998 - No reinado do califa de Córdova Hixeme II, o seu ministro Almançor ocupou - entre outras - as terras de Coimbra e Montemor.

1034 (12 de Novembro) - Mercê da acção de Fernando I, rei de Leão e Castela, o Castelo de Montemor é conquistado pelos cristãos.

1070 a 1080 - O Castelo de Redondo foi tomado pelo conde D. Sisenando.

1080 - Estabelece-se em S. Julião (génesis da Figueira) o Abade Pedro, com o encargo, recebido do Conde Sisenando, de restaurar terras da região, devastadas pelas guerras da reconquista.

1092 - (Fevereiro) Carta de doação de Martim Moniz, com referência ao norte da "Villa de kiaius".

1092 - Doação a Santa Eufémia, onde se declara a existência de salinas, na Foz do Mondego.

1096 - (14 de Fevereiro) Doação do Abade Pedro, à Sé de Coimbra, de S. Julião, Caceira, S. Veríssimo (Vila Verde), Fontela, Lavos, etc.

1099 - (Abril) Doação de bens junto a Tavarede.

XXXX - D. Afonso Henriques, descendo de Coimbra, a conselho dos "médicos" - como curiosamente nos informa Frei Bernardo de Brito na "Crónica de Sistero" - esteve a banhos na Figueira, procurando cura para os seus padecimentos.

1116 - Documento deste ano, dá ao porto o nome de "Foz do Mondego".

1116 - Os Almorávidas arrasam o Castelo de Santa Eulália, que não volta a ser reconstruído.

1122 - D. Teresa doou a Fernão Peres de Trava o castelo de S. Eulália , o de Soure e a vila de Quiaios. 1134 - (Abril) O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra compra a metade do Couto e Vila de Eymide (Redondos) a Payo Mendiz e Elvira Mendiz, a quem D. Afonso Henriques os tinha doado.

1138 - Compra de uma herdade na Foz do Mondego a Susana Martinho, pelo Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra.

1139 - Carta de venda da pesqueira do Porto de Eymide, ao Convento de Santa Cruz, de Coimbra.

1139 - Redondos (Buarcos) e Quiaios são doados por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz.

1143 - Testamento de D. Afonso Henriques, dando certos privilégios ao Mosteiro de Santa Cruz, entre os quais metade da terra de Eymide (Redondos), Lavos e Quiaios para a remissão da sua alma e da dos seus pais.

1155 - O mosteiro de Santa Cruz passa carta de foral a Lavos.

1158 - D. Afonso Henriques doa a Insua da Ouveiroa (Morraceira) ao Mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra.

1161 - D. Afonso Henriques doa o couto de Santa Cruz do Louriçal aos frades Crúzios.

1174 - Passam por aqui as caravelas a caminho da conquista de Lisboa.

1175 - (Janeiro) Venda de uma marinha de sal, em Tavarede, por João Giróz e sua mulher, a Julião Juliani, decano conimbricense.

1175 - D. Afonso Henriques integrou e região de Seiça no couto de Santa Maria-a-Velha.

1182 - Povoamento de Eymide.

1183 (Outubro) - D. João, concede carta de povoação aos habitantes de Cucos, em Alhadas, fixando-lhe a renda e foros e comprometendo-se a certas ajudas iniciais, condições por eles aceites.

1185 - A Quinta de Foja pertence aos frades Cruzios.

1191 - D. Sancho I doa, com sua mulher, a rainha D. Dulce e seus filhos e filhas, à igreja de Sta. Maria de Coimbra, a vila de Tavarede.

1192 - João Sesnando e Paio Menina colocam em penhor as suas metades nas marinhas em Caceira, por 40 morabitinos que o prior de Santa Cruz a cada um emprestou, e os quais se comprometem a entregar até à Páscoa, pois, caso contrário, o prior e cónegos do mosteiro recebem os frutos das marinhas enquanto durar o empréstimo.

1194 - Dom Sesnando e sua mulher vendem o Mosteiro de Santa Cruz e metade das marinhas de sal, em Casseira.

1194 - Maiorca tem foral (foi concelho, sendo extinto em 1855).

1195 - (Dezembro) Aforamento de uma marinha de sal, no vale de Tavarede, a Fernando Farto e sua mulher, com consentimento do cabido da Sé de Coimbra.

1195 - O reguengo da Barra é integrado no couto da vila de Santa Maria-a-Velha.

1197 (Janeiro) O prior João Froyle e os cónegos de Santa Cruz cedem a Rodrigo Hurigues, Martinho Pais e Pedro Benavento um lugar em Lavos para aí fazerem marinhas, pagando 1/10 do sal.

1198 - O prior de Santa Cruz encarregou o presbitero de Maiorca a proceder ao enxugo e drenagem de um paul , nessa localidade.

1202 - D. Sancho I consignando uma renda ao Mosteiro de Santa Cruz, doou-lhe, entre outros bens as granjas de Buarcos e Caceira, com "suis piscaris et marinis".

1206 - O senhorio da vila de Buarcos foi doado ao Mosteiro de Santa Cruz, pelo bispo de Coimbra, D. Pedro Soares.

1210 (Fevereiro) - Por ordem de D. Sancho I os alcaides e alvazis de Coimbra e de Montemor-o-Velho ouvem as acusações que o mosteiro de Santa Cruz e os "milites" e "concilium" de Alhadas reciprocamente lhe faziam, em especial quanto à autoridade do lugar, sanções penais e direitos de posse e exploração da terra.

1214 - O prior de Santa Cruz assinou uma carta de arroteamento a 2 homens para avançarem com a plantação de vinhas na zona de Eymide.

1216 - Referência à povoação de Redondos (Buarcos)

1217 - D. Afonso II concede foral a "Lavos da Marinha".

1219 - Os moradores de Santa Maria de Seiça viram os seus foros ratificados pelo mosteiro de Seiça.

1221 - O mosteiro de Santa Cruz aforou a herdade de Ollas , no termo de Quiaios a 2 homens e suas mulheres.

1224 - (Abril) Arrendamento de uma marinha de sal em Tavarede e de umas fazendas, nas Alhadas.

1230 - O bispo e o cabido obrigam os moradores de Lavos a aceitar um novo contrato de aforamento.

1235 - É foreiro de S. Julião o alcaide de Coja - Leonardo Esteves.

1236 (Abril) - O prior de S. Jorge, D. Afonso, e Pedro Martins, prior de S. Bartolomeu, aforam a Domingos Peres Pinto, morador em Lavos, as marinhas que têm nesse lugar, com obrigação de ele fazer, em 4 anos, 36 talhos ou mais e um bom viveiro, pagando anualmente ½ do sal, para o que lhe concedem um empréstimo e ajudas na exploração.

1236 - Aforamento de salinas, em Lavos.

1237 - Doação do cabido da Sé de Coimbra, dos lugares da Figueira e Tamargueira a Domingos Ioanes, Martinho Miguel e Martinho Gonçalves.

1254 - Aforamento de salinas em Lavos, a Teotónio Domingues.

1256 - Referência a Buarcos.

1259 - O lugar de Lares foi contratado a 5 homens, com a obrigação de chamarem mais um para os auxiliarem.

1259 - O lugar de Brenhelos foi contratado pelo Mosteiro de Santa Cruz a 4 homens.

1271 - Os lugares de Eymide (Redondos) e Póvoa Nova da Torre de Buarcos recebem um rudimentar foral comum.

1282 - Foral de Brenha e Lírio.

1291 - O lugar da Feteira foi contratado a 3 homens e respectivas mulheres.

1297 - Emprazamento do lugar da Telhada pelo Mosteiro de Santa Maria de Seiça.

1297 - (10 de Agosto) Aviso feito aos moradores de Redondo a aos da Póvoa da Torre (Redondos), em documento procedente do Reitor (Vigário) da freguesia de S. Julião, obrigando-os a vir à missa, receber os sacramentos e pagar dízimos à igreja de S. Julião da Foz do Mondego.

XXXX - No século XIV, com D. Afonso IV, já aparece o nome da Figueira, ligado a um povoado.

1301 - (8 de Agosto) Estevão Domingues, prior de S. Julião, excomunga João Iohanes, por este não pagar o dízimo de sal à igreja de S. Julião da Figueira.

1301 - (25 de Setembro) D. Pedro Soares, bispo de Coimbra, ordena a todos os pescadores - do mar ou do rio - , que pesquem na freguesia de S. Julião de Buarcos, que paguem a respectiva dízima a essa freguesia.

1304 - 2º Foral de Brenha e Lírio.

1307 (9 de Janeiro) D. Dinis proíbe que os homens vão apascentar os gados e buscar madeira e lenha, em barcos, às terras que o mosteiro de Santa Cruz mandara abrir no termo das Alhadas, porque lhas danificam.

1317 - Instrumento de protesto feito perante os Alvazis de Montemor-o-Velho a favor do Cabido da Sé de Coimbra e os Vaçalos do Couto de Tavarede.

1319 - Aforamento de salinas, em Tavarede, junto da marinha de Arteira.

1321 (2 de Janeiro) - O prior e convento de Santa Cruz atendendo à fidelidade dos seus vassalos de Quiaios, uniformizam os pagamentos dos moradores do lugar para 1/7 de todos os frutos, exigem a dízima à igreja de S. Mamede, bem como ratificam os foros costumados.

1322 - Carta do padre João Domingues, que incentiva o povo de Redondo à frequência da igreja de S. Julião da Foz do Mondego.

1331 - Uma grande cheia derrubou a ponte de Coimbra e provocou grandes prejuízos junto à Foz do Mondego.

1338 - (9 de Setembro) Carta de D. Afonso IV, tendo em vista a compra das penhoras de casas na Figueira, por dívidas à coroa.

1339 - (27 de Março) Adquiridas uma vinha e uma casa, localizadas provavelmente na Praia da Ribeira (actual praça General Freire Andrade e Largo Luís de Camões), para o serviço do porto.

1339 - Compra por D. Afonso IV de umas casas na Figueira da Foz de Buarcos, que foram levadas à penhora pelo Direito Real.

1339 - Pedro Torto compra umas casas no lugar da Figueira da Foz do Mondego.

1340 - Aforamento de salinas em Tavarede, nas terras do Mosteiro de Santa Cruz.

1342 - (1 de Abril) 1º foral de Buarcos, por D. Afonso IV. 2º) D. Manuel em 23 de Agosto de 1514. 3º) D. Manuel I, em 15 de Setembro de 1516 (Para a Vila dos Redondos).

1344 - (26 de Janeiro) Contrato de aforamento perpétuo, entre o Cabido de Coimbra e Afonso Perez, que determina o alargamento da área cultivável, estendendo-se da origem da Figueira para nascente da Igreja de S. Julião, onde predominavam as tamargueiras.

1344 - D. Afonso IV proferiu uma sentença contra o concelho de Buarcos, sobre a madeira que os moradores cortaram nos domínios do Mosteiro de Santa Cruz, para a feitura de apetrechos marítimos.

1345 (21 de Abril) - Aforamento de um chão a par de S. Paio, que o povo designa por Lourel.

1346 (28 de Janeiro) - Autorização do Cabido para que seja emprazada a Ribeira da Casseira, por esta ainda se encontrar dentro do limite do Couto de Tavarede.

1348 - A peste negra - que atingiu esta zona, vinda do mar - dizimou imensa população ma zona da Figueira e Buarcos. Só no convento de Seiça, terão morrido 150 religiosos.

1358 - (16 de Outubro) D. Pedro I autorizou aos pescadores de Buarcos ,o corte de madeira verde para a produção de artigos marítimos.

1361 - Documento menciona a exportação de vinhos e outras mercadorias de Coimbra, pela Foz de Buarcos.

1361 - (23 de Maio) Nas Cortes de Elvas, o concelho de Montemor-o-Velho insurge-se contra a perda de domínio sobre Vila Nova de Anços e Buarcos.

1362 - O rei D. Pedro dá ordem ao Cabido de Coimbra para que este possa nomear nos seus coutos, de Tavarede e lugar da Figueira, os funcionários e tabeliães necessários para o bom funcionamento da conduta dos seus povos, em benefício da Sé.

1366 (18 de Novembro) - Em obediência a documentos apresentados pelo mosteiro de Seiça, os alvazis de Montemor-o-Velho ordenam que os naturais e vassalos do couto e terras do dito mosteiro ficassem ao seu serviço os que fossem necessários para lhe cultivar as terras e guardar os gados, pagando-lhes a soldada que estava taxada pelos vereadores.

1370 - (7 de Maio) D. Fernando I ordena aos concelhos de Montemor-o-Velho e de Buarcos que paguem a reparação da cerca e do muro da vila de Buarcos.

1372 - (5 de Setembro) O rei D. Fernando visita Buarcos e Quiaios.

1384 - Tença de D. João I a João Gomes da Silva, sobre todas as dízimas de todas as mercadorias e coisas que venham pela foz de Buarcos.

1390 - O Papa Bonifácio IX envia Bula para o Reino, com destino ao Cabido da Sé de Coimbra e seu Bispo, confirmando as Igrejas da Figueira e de Espinho e respectivos padroados.

1390 - Aforamento de salinas em Tavarede, a Afonso Giraldes.

1395 - (17 de Março) Carta de privilégio aos moradores de Buarcos para cortarem lenha e caçarem em vários coutos da região.

1397 - (15 de Fevereiro) A rainha, D. Filipa de Lencastre dá uma provisão ao Cabido da Sé de Coimbra para que continue a poder cobrar portagem no couto de Tavarede e lugar da Figueira.

1403 - O bispo D. João Garcia procede ao arrendamento de terras do Couto de Tavarede e lugar da Figueira a Afonso Giraldes e João Vicente.

1405 (13 de Março) - O vigário geral da Sé de Coimbra, por carta de 10 de Março, manda, sob pena de excomunhão, que as autoridades concelhias de Montemor-o-Velho entreguem ao cabido a jurisdição do crime de Tavarede.

1406 - Doação de Marinha Afonso, de Tavarede e seu marido ao Convento de Seiça dos bens móveis e imóveis que possuíam neste lugar

1407 (13 de Abril) - Carta régia e sentença do rei D. João I acerca da jurisdição do Couto de Tavarede.

1410 - D. Fernando esteve em Buarcos, onde assinou uma carta régia e documentos diversos.

1411 - A vila de Buarcos é doada a D. Pedro, duque de Coimbra, bem como o seu castelo.

1412 - Foral de Vila Verde.

1412 (22 de Agosto) - D. João faz graça e mercê a seu filho D. Pedro - Duque de Coimbra - , que em Alfarrobeira teve os pescadores de Buarcos pelo seu lado, mandando que "os seus moradores, filhos netos e descendentes, possam ser isentos da vintena de mar e servir em frota ou apuração".

1417 - O cabido aforou ao vigário de S. Julião um chão para construir uma casa.

1420 (24 de Agosto) - O Cabido pretendia que a dízima nova sobre o pescado da Foz do Mondego fosse a última a ser cobrada.

1421 (3 de Outubro) - O vigário geral de Coimbra condena e dá prazo a Leonardo Esteves, arrais de Buarcos, para pagar a dízima ao Cabido na proporção de um por cada doze peixes.

1423 (10 de Maio) - Afonso Francisco e sua mulher, moradores em Tavarede, subemprazam a Domingos Eanes, um moinho, com obrigação de o repararem e fazerem uma casa e vinha.

1426 - D. João criou a feira anual de Montemor e determinou que os moradores de Seiça acorressem a ela com tudo quanto tinham para vender ou por tudo quanto precisassem de comprar.

1427 (12 de Fevereiro) - Um alvará real isenta de "jugado" ou oitava ", todos os "novos tidos em Buarcos ou fora".

1428 (26 de Outubro) - Carta do Infante D. Pedro, Duque de Coimbra em que se refere o Couto de Tavarede.

1431 - O príncipe D. Pedro mandou comprar casas e chãos para conservação de peixe na Foz do Mondego e Buarcos.

1432 - O Cabido continua a dirigir a jurisdição do crime no Couto de Tavarede, contra a vontade dos juristas de Montemor-o-Velho que se achavam conscientes do direito que tinham, havia três séculos.

1434 - Nas Côrtes de Santarém é referido o dinamismo da classe piscatória, sobretudo em Buarcos e Caminha, e a exportação do seu pescado.

1438 (30 de Agosto) - D. João, por carta, dá posse ao Mosteiro de Santa Cruz, de várias terras, entre as quais as "Torres de Buarcos, com as suas vinhas".

1439 - Acção do Infante D. Pedro, regente do Reino, procurando que os moradores do "Couto de Tavarede e lugares da Figueira, Buarcos, Redondos, Lavos e Quiaios" sejam isentos de sair para a actividade bélica, mormente as lutas de África e para as caravelas.

1439 (16 de Junho) - Carta de D. Duarte, dirigida a Jorge de Sá, que lhe confere o desempenho de funções de escrivão da Foz de Buarcos.

1441 - (12 de Novembro) É nomeado pelo Infante D. Henrique, para piloto da Barra da Figueira, e com a incumbência de tirar os seus navios da Foz do Mondego, Estevão Anes, que deste modo beneficiaria de numerosos privilégios. Este piloto, morador em Buarcos, conserva-se no cargo, em 1449.

1442 (12 de Outubro) - O infante D. Pedro redige uma cara, em Quiaios.

1448 - D. João I manda restituir ao Mosteiro de Santa Cruz as Torres de Buarcos.

1450 - É concedida carta de perdão aos pescadores de Buarcos, que foram à batalha de Alfarrobeira defender os ideais do Infante D. Pedro.

1453 - Os habitantes da Figueira, Buarcos, Redondos, Quiaios e Tavarede, são tributados e obrigados a servir , por D. Afonso V, nas obras de desassoreamento do Mondego, junto da ponte de Coimbra.

1456 - A Figueira assiste, num misto de religiosidade e expectativa, à partida das caravelas a caminho de Ceuta, entre elas a de Afonso Furtado, que levou pão de Buarcos para aquela terra africana.

1461 (23 de Setembro) - Por carta-régia, D. Afonso V doou ao ex-condestável D. Pedro as rendas, bens e foros dos reguengos do Rabaçal, Vila Nova de Anços, Buarcos, Montemor e Tentúgal, reservando o monarca para si a "correição e alçadas".

1464 (5 de Outubro) - O Cabido de Coimbra dirige uma carta a Tavarede para não levar portagem aos de Buarcos.

1466 - (18 de Dezembro) D. Afonso V doa a seu filho, o Príncipe D. João II, a terra de Buarcos.

1468 - Nas Côrtes de Santarém é concedido o privilégio aos pescadores de Buarcos de a partir daí "poder qualquer pescador que vem do mar, tirar para si um peixe, sem que este entre em conta para paga dos direitos".

1469 (26 de Janeiro) - D. Afonso V manteve aos pescadores de Buarcos a isenção de terem cavalos e armas e comparecerem em alardos, desde que vivessem do ofício de pescar, pelo menos durante oito meses por ano.

1476 - Nomeação, por D. Afonso V, de Rui Gonçalves, como Almoxarife da Foz do Mondego, para cuidar dos interesses alfandegários figueirenses.

1476 - (2 de Março) Os homens bons da vila de Buarcos pedem ao Cabido da Sé de Coimbra que os dispense de reconstruir a igreja de S. Julião, em virtude da crise monetária por que passam.

1478 (10 de Dezembro) - O Cabido de Coimbra determina que os moradores do couto de Tavarede e lugar da Figueira plantem oliveiras.

1479 (5 de Dezembro) - D. Afonso V doou, entre outros bens, as rendas das dízimas novas dos pescadores de Buarcos e Montemor ao seu sobrinho D. Álvaro.

1480 (18 de Junho) - Por sentença eclesiástica, João Vicente é obrigado a reconstruir a adega de Tavarede e umas casas alpenduradas.

1481 (6 de Julho) - Requerimento feito ao Almoxarife de Montemor-o-Velho sobre as jugadas de Tavarede.

1482 (16 de Agosto) - Prazo a Rodrigo Esteves - pescador - de um monte maninho, bravio, que o Mosteiro de Santa Cruz possuía em Buarcos, com o "foro de duas pescadas secas e do dízimo".

1485 (7 de Dezembro) - D. João II faz mercê do castelo de Buarcos a João Sepúlveda, neto de Martin Sepúlveda, em troca do castelo de Noudar, que este possuía.

1487 - (22 de Maio) D. João II, chama a atenção ao contador de Buarcos para que permita a Duarte Brandão a compra da Vila de Buarcos a Martim de Sepúlveda.

1489 - O Cabido incentiva a vida económica do Couto de Tavarede, facilitando a indústria cerâmica.

1490 - Confirmação da compra de propriedades a João Negrão, Lopo Dias e outros, no Couto de Tavarede.

1492 - Aforamento pelo tanoeiro João Dias de umas casas, em Tavarede.

1500 - (4 de Julho) A igreja de S. Pedro de Buarcos é separada da de S. Julião.

1512 - Aforamento ao porteiro da Alfândega de Buarcos - Lourenço Gonçalves - de um chão para fazer casas.

1514 -(Agosto) Foral das Alhadas e de Quiaios.

1514 - (23 de Agosto) Foral de Buarcos, conferido por D. Manuel I.

1516 - (15 de Setembro) Foral de Buarcos, conferido por D. Manuel I (Vila de Redondos).

1516 (9 de Maio) - Foral de Tavarede.

1517 - Os cónegos do Cabido da Sé de Coimbra, detendo umas casas na Figueira, cedem-nas, a partir desta data.

1519 (20 de Dezembro) - Foral de Lavos.

1519 (18 de Outubro) - D. Manuel I faz a doação da vila de Buarcos ao conde de Tentúgal, a qual continuou na geração dos Cadavais, doação que se irá manter por sucessivas confirmações régias (1524, 1595 e 1728).

1520 - (Março) Volta a fazer-se a demarcação territorial entre o Couto de Tavarede e o de Redondo, antigo lugar de Aimedi ou Eymide (Redondo possui 45 moradores).

1522 - (1 de Novembro) Piratas assolam as costas da Figueira e Buarcos, saqueando casas, pessoas e bens da igreja.

1522 - (3 de Dezembro) D. João III nomeia António Fernandes de Quadros para exercer o cargo de Juiz das Sisas de Tavarede.

1523 (4 de Agosto) - O Rei D. João III ordena ao Almoxarife ou Recebedor da Alfândega de Buarcos, que pague a António Fernandes de Quadros a tença a que tem direito régio, no valor de 13900 réis.

1528 (16 de Março) - Em Santarém é pronunciada sentença contra o Caneiro de Coimbra, a favor dos homens de Buarcos, para poderem pescar sáveis e lampreias.

1529 - Doação da Quinta do Lírio, em Brenha, pelo Mosteiro de Santa Cruz.

1530 - O Bispo de Coimbra recomenda ao povo de Tavarede que cultive vinhas e cuide da adega do Cabido, ali localizada.

1531 - (28 de Abril) O Cabido ordena a feitura de um importante celeiro em Tavarede, por forma a arrecadar todo o trigo local.

1532 (23 de Agosto) - É lavrada sentença decretando-se não dever dízima dos navios e batéis feitos no Mondego por se entender que fosse a Alfândega do Mondego a mesma que a de Buarcos.

1535 - Constata-se um grave contencioso, entre o Cabido da Sé e António Fernandes Quadros.

1536 - O Convento de Sto. António foi construído cerca de 1536 e teve a protecção do Morgado de Tavarede.

1536 (22 de Abril) - Posse da jurisdição cível do Couto de Tavarede pelo Cabido.

1537 (11 de Julho) - Passa a exercer o cargo de escrivão dos orfãos, em Tavarede, Lopo de Mascarenhas.

1540 - Auto de demarcação do Couto da Barra e terras nas Azóias.

1540 - (4 de Julho) O Bispo de Coimbra tem conhecimento do extenso testamento de António Fernandes Quadros, legando algumas importâncias aos Franciscanos da Foz do Mondego e viabiliza, junto a D. João III o privilégio da família Quadros com um brasão de armas de escudo e de campo esquartelado.

1541 (6 de Julho) - Carta da Câmara do couto de Tavarade ao cabido da Sé de Coimbra pedindo espera no pagamento do terradego.

1544 - A população de Tavarede e do lugar da Figueira, debate-se com problemas relativos à obrigatoriedade dos seus moradores de irem cozer o pão ao forno do arrendatário ou foreiro do Cabido .

1545 - (22 de Abril) O Cabido nomeia para desempenhar o cargo de escrivão do Judicial do Couto de Tavarede, Afonso Mendanha, por falecimento de João Fernandes.

1549 - (13 de Abril) O povo figueirense e tavaredense recebe com agrado a sentença do Cabido, que lhes permite pescar livremente desde o penedo de Lares à Foz do Mondego.

1549 - O reitor da Universidade de Coimbra nomeia Diogo Aranha Chaves, alcaide do Castelo da Vila de Redondos.

1550 - Uma "nau muito grande" dá à costa, em Buarcos. Uma carta aborda o "peceo" de Buarcos, estimando em 10000 cruzados o valor da madeira arrojada à praia e referindo um tesouro achado por F. Piquerra.

1550 (27 de Agosto) - Carta de excomunhão, mandada passar pelo Cabido da Sé, contra todos os sonegadores que aviltam as normas de emprazamento dos casais da região de Tavarede.

1552 - Quando regressava da pescaria de Marrocos com pescada, uma caravela do Mondego foi acossada por um barco pirata francês, tendo-se refugiado nos Açores.

1553 - O Cabido dá autorização para se fazer um aforamento de terras, com vinhas, hortas e chão, junto à fonte de S. Julião, na Figueira.

1555 - O Cabido da Sé manda comparecer o Juiz de Tavarede, já debaixo de prisão, por não obedecer aos seus mandados. O Juiz apelou para o rei D. João III, que apreciou todas as suas normas de conduta, confirmando a referida prisão.

1555 - É nomeado Simão Gomes para escrivão da Alfândega de Buarcos e das Sisas de Tavarede.

1555 - Foi executado um aforamento das águas das Lagoas da Lourosa (Leirosa), no Couto de Lavos.

1557 - É nomeado Pedro Homem para Juiz da Alfândega de Buarcos.

1558 - Diogo Gonçalves, vereador de Buarcos, recebe perdão por ser achado com um gibão de cetim falso.

1559 - É colocado na Alfândega do Mondego (Figueira) com o cargo de almoxarife, Francisco Tristão, morador em Buarcos, a que sucede Simão Henriques em 1564, por aquele se encontrar velho e fraco.

1561 - Os pescadores da Figueira e de Tavarede são severamente admoestados por exercerem pesca de sáveis, lampreias e robalos.

1565 - Chega a Tavarede o pintor Diogo Botelho, a fim de elaborar o retábulo da igreja de São Martinho.

1566 - Figueira e Buarcos são assaltadas por piratas.

1566 (25 de Setembro) - O Cabido da Sé de Coimbra citou Simão Vaz de Camões a fim de reconstruir as casa que estavam danificadas em Buarcos, para que não se arruinem de todo e possam ser habitadas por pessoas de autoridade.

1569 (15 de Abril) - A Figueira é visitada por Diogo Álvares Cardoso, em funções de corregedor da Comarca de Coimbra.

1570 (16 de Agosto) - Ao cair da tarde começou a notar-se em Buarcos o aproximar de muitos navios com intenções suspeitas, e as autoridades da vila, temendo o pior, mandaram um mensageiro a Coimbra implorar socorro, onde chegou por volta da meia noite. Alarmada, a população de Coimbra, duas horas depois tinha reunido uma força de 200 homens a cavalo e mais 300 a pé, comandada por Francisco Pereira de Sá, que tomou o caminho de Buarcos para acudir ao assalto que deveria fazer-se ao amanhecer. Mas, essa força não chegou a prestar serviço porque ao seu encontro foi outro mensageiro anunciar que os navios não eram inimigos e tinham largado mar fora. Este gesto de bravura mereceu de El-Rei D. Sebastião uma carta de agradecimento ao povo de Coimbra.

1570 / 1602 - Construção das muralhas de Buarcos (em 1758, ainda não estão concluídas).

1571 - João Homem recebe Carta Régia, para ser Juiz da Alfândega de Buarcos (Figueira).

1573 (4 de Maio) - Um documento afirma existirem em Buarcos 281 moradores.

1575 (26 de Outubro) - Uma provisão de desembargo permite "aos de Buarcos levar livremente todos os mantimentos para qualquer parte".

1576 - Gregório Bastos é nomeado por D. Sebastião como escrivão das sisas de Buarcos.

1576 - A igreja da Misericórdia de Buarcos foi construída neste ano e tudo leva a crer que o imóvel foi anteriormente uma sinagoga.

1577 (12 de Março) - Carta régia fala da Alfândega da Figueira da Foz do Mondego.

1579 - Jerónimo Leitão é nomeado escrivão de órfãos do Judicial da Câmara de Tavarede.

1580 - O Convento de Santo António é saqueado.

1583 - A Figueira, Tavarede, São Paio, Condados, Serra, Redondos, Buarcos, Lavos e Leirosa recebem pelos caminheiros do Cabido e da Casa Real, as notícias da Chancelaria Régia dos Paços da Ribeira, informando-os de que o povo tem como novo rei Filipe I de Portugal e como vice-rei o cardeal Alberto da Áustria.

1585 - Notícias da (re) construção do forte de Santa Catarina.

1585 (29 de Outubro) - O vice-rei, cardeal Alberto da Áustria, escreveu uma carta à Câmara de Coimbra, anunciando que encarregara D. João da Silva, conde de Portalegre, para acudir à segurança do porto e costa de Buarcos face ao perigo de um ataque que se previa para breve, vindo de navios ingleses, provenientes da Galiza.

1587 (23 de Julho) - Um alvará régio isenta, por três anos, de dízima, o pão que venha por mar para esta região.

1588 (13 de Fevereiro) - A Câmara de Coimbra dirigiu uma carta às autoridades de Buarcos recomendando-lhes que vigiem de perto a barra com fachos e vigias, e ponham postos em águas ligeiras, como estava já assente, visto constar que de Inglaterra saíra novamente o corsário Francis Drake a fazer roubos e insultos, como fizera no ano anterior, em alguns portos do reino.

1590 - (20 de Dezembro) O rei Filipe I atende aos rogos dos moradores de Buarcos e Redondos, que pediam a nomeação de um médico para aqueles lugares e zonas adjacentes (Figueira).

1591 - A igreja de S. Pedro de Buarcos passou a depender da igreja de S. Julião da Figueira da Foz do Mondego.

1592 (1 de Agosto) - O rei Filipe I autoriza os carniceiros das vilas de Buarcos e Redondos para que , pelo prazo de cinco anos, possam comprar o gado de que tiverem necessidade para a despesa e gasto das respectivas vilas.

1595 - (12 de Maio) O rei Filipe I oferece a D. Nuno Álvares Pereira de Melo, Conde de Tentúgal, a vila de Buarcos.

1596 - 2 homens ambicionam fazer fornos de pão no Couto de Tavarede, o que levou a família Quadros a protestar perante o Juíz de Tavarede.

1597 (7 de Outubro) - Sentença dada no Juízo dos Feitos da Coroa contra o conde de Atouguia que pretendia direitos de pesca da tainha, que faziam os mareantes de Buarcos, Redondos, Tavarede e Figueira do Mondego.

1598 - O Cabido afora o seu paul, situado na Abadia, junto da fonte de S. Julião da Figueira a Francisco Dias Cardoso.

1598 - (9 de Outubro) O Rei Filipe I determina que sejam dados ao Mosteiro de S. António da Figueira vinte cruzados anuais.

1600 - A igreja de São Martinho de Tavarede é tratada pelos artistas de Coimbra, a fim de salvaguardar a sua capela-mor.

1601 (6 de Julho) - O rei Filipe I por provisão determina"que todo o sabão que vier de fora para as vilas de Redondos e Buarcos nenhuma justiça nem jurisdição da vila de Montemor-o-Velho e seu termo, possa tomar o dito sabão nem impedir a vinda dele para as ditas vilas ... ".

1601 (Aproximadamente) - Buarcos começa a entrar em declínio.

1602 - A Alfândega passou a denominar-se de Buarcos. Até ao século XVI era Alfândega da Figueira.

1602 - Proliferam as marinhas de sal, em Tavarede.

1602 - Filipe II nomeia Gaspar Cardoso para o ofício de escrivão da Câmara Judicial do Couto de Tavarede.

1602 -(25 de Maio) A vila de Buarcos é saqueada pelos Ingleses.

1602 (Junho) - O padre vigário João Carvalho, cura da igreja de Redondos, dirige-se por carta ao Mosteiro de Santa Cruz, solicitando "uma esmola de alguma roupa, vestuário, trigo, azeite e outras cousas necessárias para seu remédio, por ficar ele e toda a sua casa roubada por Ingleses no saque que fizeram na vila de Buarcos". O Mosteiro satisfaz o pedido, tornando-o extensivo aos fregueses de Buarcos e aos frades do Convento de Santo António.

1602 - (Re ?) Construída a capela de Nossa Senhora de Seiça.

1603 (22 de Janeiro) - Atendendo à miséria em que ficaram os povos da região, por motivo do saque dos piratas ingleses, Filipe II por carta régia, isenta de dízima, por sete anos (prorrogados depois até 1624) todo o pão que do estrangeiro venha para esta região.

1603 (31 de Julho) - O Cabido moveu um libelo contra seis arrais de Buarcos, dois dos Redondos e cinco da Figueira, alegando que os réus eram obrigados a pagar o dízimo eclesiástico de todo o peixe que descarregassem em Buarcos ou na Figueira.

1604 (3 de Julho) Por alvará desta data, ouvido o Desembargo e tendo em atenção o facto de Buarcos ter sido saqueada pelos ingleses em 25 de Maio de 1602, e não ter mais de 280 vizinhos, concede-se por cinco anos a isenção de pagamento para pontes e outras fintas de fora da vila.

1605 - Neste ano verificaram-se vários conflitos entre o Cabido e as companhias dos chinchorros do estuário do Mondego.

1606 - O Couto de Tavarede passa a ter um Tabelião.

1607 - Os padres do Mosteiro de S. António da Figueira pedem esmola de carne ao Cabido da Sé, que lha concede.

1610 (11 de Junho) - É confirmada a provisão que concedeu fazer-se a "eleição de Capitão-Mor em Buarcos, e não em Redondos, apesar de o ser de ambas as vilas".

1611 - Havia na Figueira algumas embarcações que se aventuravam a ir à pesca de bacalhau, à Terra Nova.

1613 - (16 de Novembro) O povo da Figueira da Foz do Mondego pediu e foi atendido por Filipe II para que a sua povoação fosse dotada com um "açougue e carniseiro", à data factor relevante para a vida económica local.

1615 (23 de Fevereiro) Permite-se ao Obrigado de Buarcos e Redondos, vista a informação do Provedor de Coimbra "comprar livremente, apesar das posturas, dois bois e gado miúdo por semana nos termos de Montemor-o-Velho, Cantanhede, Tentúgal e Soure".

1615 (12 de Julho) -O Cabido de Coimbra delibera chamar Egídio Manuel, mestre de obras de pedraria, para se estudar um processo de evitar a ruína eminente da capela da igreja de Buarcos.

1617 - Uma nau estrangeira naufraga a norte de Buarcos.

1617 (26 de Setembro) - Um alvará redigido em Lisboa, por Luís de Lemos, isenta da dízima, ou qualquer outro direito, "tudo o que de fora do reino vier para Buarcos ou Redondos".

1618 (19 de Junho) Sentença dada no Porto e Juízo de Feitos a favor da Confraria do Corpo Santo de Buarcos e contra o vigário que "queria assistir às eleições dela, que era leiga".

1620 - A população da Figueira é de aproximadamente 281 habitantes.

1623 - O Cabido da Sé e o Vigário Geral excomungam vários habitantes de Brenha.

1624 (10 de Junho) - Filipe III emite um alvará nomeando Capitão-Mor de Buarcos e Tavarede, Fernão Gomes de Quadros.

1627 - (8 de Março) A Figueira toma conhecimento que Filipe III oferece, por carta de doação, a vila de Buarcos ao Marquês de Ferreira e Conde de Tentúgal, Senhor Dom Francisco de Melo.

1629 - (2 de Junho) Quatro naus de piratas Holandeses desembarcam na costa de Buarcos e a vila é saqueada, mais uma vez.

1630 - O Juíz de Montemor escreve a Filipe III, pedindo defesas para Buarcos.

1630 - (Abril) Os inimigos de Filipe III continuam a flagelar a costa local.

1630 - A população da Figueira é de aproximadamente 373 habitantes.

1633 - O visitador - D. Sebastião Cabral - visita Quiaios, Redondos e Brenha.

1640 (11 de Setembro) - Auto público que fala na construção de caravelas, navios e outras embarcações no lugar da Figueira e vizinhos.

1640 - (12 de Dezembro) Nas ruas de Buarcos, Tavarede e Figueira é feita aclamação pública d'el rei D. João IV, de Portugal.

1641 - D. João IV nomeia Manuel Pinto, para escrivão da Almotoçaria da Câmara, do Judicial e dos Órfãos de Tavarede.

1641 - D. João IV escreve a Fernão Gomes de Quadros para que não descure os lugares que lhe estão afectos, em especial a costa da vila de Buarcos, devendo ali proceder a fortificações para a sua defesa, visto ter conhecimento de que na costa figueirense surgem, frequentemente, velas inimigas.

1642 - (30 de Abril) É enviada a Fernão Gomes de Quadros uma carta, para que se façam duas plataformas na fortificação de Buarcos e nela se ponha a artilharia que estava na Figueira.

1642 (30 de Abril) El-Rei D. João IV envia um alvará para que Carlos Lassardat vá desenhar e reconhecer as fortificações de Entre Douro e Minho e Beira, "começando tal diligência por Buarcos".

1642 (Dezembro) Os Juízes, vereadores e oficiais das Câmaras de Buarcos e Redondos apelam ao monarca para que as obras da fortaleza recomecem e continuem até à sua conclusão completa, de modo a assegurar-se a defesa efectiva da enseada

1643 - (11 de Janeiro) D. João IV determina por alvará que "para conclusão na perfeição que convém", das obras de fortificação para defesa das vilas de Buarcos e Redondos.

1645 - A capela do Forte de Santa Catarina, para além das funções litúrgicas, servia como Tribunal da Inquisição.

1645 - Entre Buarcos e Quiaios deu à costa uma caravela que transportava para o Porto caixas de artilharia da Coroa, que foram recuperadas.

1646 - Nomeado para capitão-mor da costa do mar da vila de Buarcos e seu distrito, Fernão Gomes de Quadros, senhor de algumas terras nos Coutos de Tavarede e da Murraceira.

1648 (18 de Julho) - Por carta régia as dízimas novas do pescado de Buarcos e Montemor passam a ser pagas à Casa do Cadaval.

1652 - 2 naufrágios : o de um patacho francês, que se perdeu ao entrar a barra e o de um navio hamburguês , que deu à costa na praia de Buarcos.

1657 (14 de Abril) - Carta da Rainha de Portugal, D. Luisa Francisca de Gusmão, ao Conde de Cantanhede, dando conta a este fidalgo de que os moradores das vilas de Buarcos e Figueira se queixavam do grande dano que sofriam no verão pelas investidas dos Turcos e Mouros " ... por não saírem nunca daquela costa... levando gente e barcos".

1661 - Uma carta de 6 de Julho refere o naufrágio de um navio Castelhano; a tripulação ficou presa em Buarcos até ser transferida para a prisão do Limoeiro.

1662 - Ordem da rainha para que se concluam as obras do Forte da barra da Figueira da Foz do Mondego.

1663 - D. Afonso VI determina que Pedro Jacques de Magalhães verifique as obras das fortificações das praças de Buarcos, Figueira e Redondos, em virtude do pouco interesse que Francisco Sá Coutinho, superintendente, lhes conferia.

1663 - Intensifica-se o comércio com Inglaterra, através da barra da Figueira.

1676 - Continua como governador das praças de Buarcos e Figueira Francisco Sá Coutinho

1677 - A manutenção e consolidação das miragens imperiais não se compadeciam com o labor humilde dos pescadores que muitas vezes eram mobilizados à força, não restando ninguém para pescar, como acontecia em Buarcos.

1682 - (22 de Agosto) O navio inglês "Thomas", em viagem para Lisboa, deu à costa, na praia de Buarcos .

1686 - Há uma renovação nos ofícios da Alfândega da Figueira e de Tavarede, para melhor segurança do Tesouro Real.

1688 (11 de Fevereiro) - O governador das praças de Buarcos e Figueira lamenta a escassez de soldados e sugere a promulgação de editais proibindo que os mestres dos navios mercantes em trânsito para o Brasil e territórios ultramarinos aceitem pescadores a bordo.

1690 - D. Pedro II estabelece os ordenados para os funcionários da Alfândega da Figueira.

1690 - Tem início a construção da Casa do Paço, actual sede da ACIFF.

1692 - O conselho da Fazenda tornou a ordenar a edificação de casa própria para a alfândega, por meio de arrematação em hasta publica.

1695 - (15 de Fevereiro) D. Pedro II chama a atenção aos tratadores das marinhas de sal ou marnotos do Couto de Tavarede, Casseira e Lavos, para se acautelarem e não ensinarem a fazer sal no estrangeiro, o que acarretaria, por lei, a pena de morte.

1696 - D Pedro II manda publicar lei, proibindo que nas marinhas de sal da Foz do Mondego e bem assim nas de todo o reino, nenhum estrangeiro fosse admitido no trabalho das mesmas, nem a elas tivesse acesso.

1698 - 3 naufrágios na zona da Figueira.

1698 - É nomeado governador das praças de Figueira e Buarcos João Soares Nogueira.

1700 - A população da Figueira é de aproximadamente 763 habitantes.

1701 - Foram interrompidas as obras de reconstrução das fortalezas de Buarcos e Figueira que, por alvará de D. Pedro II, estavam a ser levadas a efeito.

1701 - Início da construção de uma nova igreja matriz na Figueira.

1704 - Morre o Bispo D. João de Melo, a quem se atribui a fundação do Paço Figueirense.

1705 - Naufrágio de uma fragata holandesa.

1706 - Naufrágio de uma caravela portuguesa, na praia.

1707 - Construção do edifício da Alfândega

1710 - Naufragam três navios ingleses: dois no Cabedelo e um na zona de Quiaios.

1710 - A Figueira tem aproximadamente 915 habitantes.

1713 - É governador das praças de Buarcos e Figueira Jorge Soares de Macedo.

1716 - Reedificação da Igreja de S. Julião e de S Pedro (Buarcos).

1716 - D. João V confere o lugar de Juiz Conservador do Consulado da Alfândega da Figueira a Manuel Lopes de Barros.

1717 - É nomeado Governador das praças de Buarcos e da Figueira, José Luís Vaz Mexia Caiola.

1718 - As câmaras de Buarcos e Redondos propõem, sem resultado, que sejam continuadas as obras de reparação da fortaleza.

1720 - A população da Figueira é de aproximadamente 1236 habitantes.

1721 -Neto Franco manda edificar a Capela de Santa Catarina.

1721 - Entre as principais freguesias do actual concelho da Figueira da Foz, só Lavos era um priorado.

1724 - (30 de Setembro) O Castelo de Buarcos encontra-se em ruinoso estado.

1725 - Fim das obras de reparação da Igreja de S. Julião.

1728 (17 de Março) - D. João V expede um alvará concede ao duque do Cadaval entre várias, a jurisdição da vila de Buarcos.

1732 - Primeiras obras na actual Rua Direita do Monte.

1735 - José Vieira de Matos é nomeado Escrivão de Sisas da Figueira e Tavarede.

1738 - Começam a laborar os primeiros fornos de cal gorda.

1739 - (25 de Abril) João Adolfo do Crato é indigitado para exercer o cargo de Juiz da Alfândega da Figueira.

1739 - (31 de Maio) O Couto de Tavarede e o lugar da Figueira da Foz do Mondego vêem satisfeitas as suas reivindicações no capítulo da assistência social, com o provimento de um médico, por determinação de D. João V.

1740 - D. João V nomeia José de Carvalho para escrivão do poder judicial, orfãos, câmara e almotaçaria, do Couto de Tavarede.

1751 - A fortaleza de Buarcos dispunha de 4 peças de bronze, 1 morteiro, 16 peças de ferro - incapazes de servir - e 146 espingardas para uso dos Infantes.

1753 (20 de Março) O coronel António Carlos de Castro, governador de armas da província da Beira, faz uma exposição sobre o mau estado das fortalezas, "especialmente as praças de Buarcos e Figueira".

1755 - (1 de Novembro) A igreja da Misericórdia de Buarcos é quase totalmente destruída pelo terramoto.

1758 - Aparecem documentadas 7 artes de arrasto na zona de Buarcos e Redondos.

1759 - Processo apresentado pelo cabido à Câmara de Tavarede, versando a transferência da referida câmara para a Figueira.

1760 - A Figueira tem aproximadamente 2020 habitantes.

1770 - (26 de Abril) É criada, por provisão régia, a feira semanal na Praça da Ribeira.

1771 - A Figueira tem 2350 habitantes.

1771 - Até esta data a actual Rua 31 de Julho era designada por Rua dos Tropeções.

1771 - (12 de Março) A Figueira é elevada à categoria de vila, sendo nomeado para juiz de fora Bento José da Silva, um homem de confiança do poder central, visando o derrube do poder da família Quadros, de Tavarede.

1771 - (31 de Julho) Nasce Manuel Fernandes Tomás.

1771 - Lavos deixa de pertencer a Montemor-o-Velho (Passa para a Figueira da Foz em 1855)

1772 - Domingos Vandell - professor de História e Química, da Universidade de Coimbra - requisita uma sonda para conhecer a riqueza da Mina do Cabo Mondego.

1773 - Começa a lavra da mina do Cabo Mondego, denominada à data de Mina do Focinho da Figueira. Em Agosto, o Marquês de Pombal, manda levantar um mapa do sítio da mina.

1773 - A Câmara da Figueira estabelece um regimento para os diversos misteres da classe operária da vila, nomeando juizes e escrivães dos ofícios de carpinteiro de obra branca e de obra de machado, de alfaiate, sapateiro, pedreiro, tanoeiro, barbeiro, ferreiro e serralheiro.

1773 - (9 de Janeiro) A Câmara da Figueira delibera fazer calçar a vila e promover a sua ornamentação. A primeira rua calçada com seixos foi a Rua de S. António.

1773 - (20 de Junho) O Juiz de Fora Melo de Castro aventura-se a mandar abrir a mina do Cabo Mondego, muito embora com receio de não obter resultados positivos, sendo as explorações entregues a José Nunes.

1774 - 1783 - são autorizados 23 estaleiros.

1775 - Data deste ano o livro mais antigo da freguesia da Ferreira-a-Nova.

1775 - Começa a laborar o centro de exploração do Cabo Mondego.

1775 - (4 de Novembro) A Câmara da Figueira cria um partido de cirurgia, com um ordenado de 60000$00 réis por ano e obrigação de curar os pobres gratuitamente.

1777 - (4 de Fevereiro) A Câmara decide aterrar a Praça da Ribeira (aterro concluído em 1784), que de 1791 em diante passa a ser a Praça do Comércio e hoje é conhecida por Praça Velha.

1778 - O provedor da comarca mandou pôr "a lanços" as obras de que necessita a Igreja de Buarcos.

1778 - Construção do moinho das 12 pedras, na Quinta do Canal.

1779 - O governador da praça de Buarcos requer ao Governo a instalação de um açougue militar, separado do açougue municipal.

1779 - (8 de Novembro) Criada por alvará de D. Maria I, uma cadeira de Gramática Latina, com um subsídio anual de 60000 reis; e de uma escola de "ler, escrever e contar", subsidiada anualmente com 40000 reis.

1779 (19 de Maio) - A acta da Câmara da Figueira, refere a existência de uma única fonte na vila, no local da Praia da Fonte.

1779 - As ruas da vila tinham sofrido tais melhoramentos nos últimos anos, que já eram transitáveis em dias de chuva, encontrando-se todas ou quase todas calçadas, o que levou o juiz de fora a afirmar que a vila já se podia considerar uma das mais notáveis que sua majestade tinha no seu reino.

1779 - A actual Rua dos Bombeiros Voluntários era conhecida como o " Caminho do meio da Vila".

1779 - É edificado o moinho de marés das 12 pedras.

1781 - Trabalhos de abertura da actual Rua das Canas, sendo aforados terrenos para a construção das primeiras casas nas actuais ruas dos Cravos, Rosas, Ferreiros, Santo António e Travessa da Conceição.

1782 - É erigido o pelourinho.

1782 - Vila Verde passa para a jurisdição do concelho da Figueira da Foz.

1784 - Começa o aterro da praia da reboleira (hoje, Praça Nova).

1784 (17 de Novembro) A Câmara decide recorrer ao imposto do Real da Água para financiar a construção de uma fonte na Lapa.

1785 - É construído um forno da poia na actual Rua da Lomba.

1785 - O alcaide-mor de Buarcos é ainda também de Redondos, até 11 de Outubro de 1794 - data de fusão das duas vilas.

1787 - É construída a actual Rua da Providência, com o nome de rua direita (mais tarde designada por Rua dos Cordoeiros).

1788 - Já existem algumas casas na rua das Lamas, actualmente conhecida por Rua da República. Esta zona era então conhecida por praia das Lamas.

1788 - Buarcos (e a Figueira) sofreram uma epidemia que levou à sepultura grande parte dos seus moradores.

1788 - A igreja de Buarcos ainda não estava reconstruída, após os estragos provocados pelo terramoto de 1755.

1789 - (Janeiro) A fortaleza de Buarcos foi duramente atingida pelo mar, que destruiu parte dela e pôs em risco a própria povoação.

1789 - Foi necessário comprar um terreno montanhoso e inculto com 309 hectares para apoio à extracção de carvão no Cabo Mondego.

1789 - É aberta a actual Rua 10 de Agosto, então designada por Vale do Monte.

1790 - Vila Verde é elevada a junta de paróquia pelo bispo D. Francisco de Lemos Pereira Coutinho.

1791 - A Praça da Ribeira passa a ser conhecida por Praça do Comércio.

1792 - Inundação completa dos poços da mina do Cabo Mondego pelas águas do mar, quando já se explorava carvão a cerca de 100 metros de profundidade, motivando a paragem da mina até 1801.

1793 - Primeiro registo baptismal na povoação da Cova.

1794 - (11 de Outubro) Foi suprimida a Câmara de Redondos e unida à vila de Buarcos em execução de uma lei de 1790.

1794 - Abertura da actual Rua da Artilharia 2, então com o nome de Rua do Sol.

1794 - Abertura de uma mina de água potável na rua de Santo António.

1795 - Primeira vereação de Manuel Fernandes Tomás.

1795 - A praça situada na antiga praia da Reboleira está concluída.

1796 - Até esta data a actual Rua 28 de Infantaria era designada por Caminho da Fonte da Lapa.

1797 - Foi criada, a pedido das populações de Paião, Lavos e Louriçal, uma feira mensal.

1799 - Foram concedidas 91 licenças de porta aberta na vila da Figueira e criados agentes consulares de quase todas as nações.

1800 - Entre 1794 e 1800 entraram no porto da Figueira da Foz 1329 navios, sendo 117 estrangeiros.

1800 - A Figueira tem aproximadamente 3800 habitantes.

1800 - No início deste século Buarcos entra em declínio devido a questões de donataria e ao papel tremendo que a Inquisição teve no despovoamento desta vila, onde o número de presos e supliciados foi de aproximadamente duas centenas.

1803 - Entre este ano e 1825 a exploração da mina do Cabo Mondego causou um déficit bastante elevado.

1803 - A actual Rua Augusto Veiga era designada por Rua das Figueirinhas.

1804 - O mar invade os poços da mina do Cabo Mondego.

1804 (4 de Maio) Abertura de um novo poço na mina do Cabo Mondego à cota de 26 metros, para evitar os perigos de inundação pelas águas do mar.

1804 - Entre este ano e 1807, exportaram-se pelo porto da Figueira - uma média anual de - 7000 pipas de vinho.

1807 - A câmara de Buarcos tem necessidade imperiosa de conseguir receitas e congemina então métodos pouco ortodoxos como atribuir inúmeras multas aos moradores que traziam "porcos à solta nas ruas".

1807 - (Dezembro) As tropas de Junot ocupam o forte de Santa Catarina.

1808 - (Junho) Organizada a Junta de Segurança Pública, que o professor Joaquim de Carvalho reputa como embrião do governo republicano.

1808 - (9 de Julho) Desembarcou na Figueira o bispo de Leiria, fugido das tropas Francesas.

1808 - (25 a 27 de Junho) Termina, com a conquista do forte de Santa Catarina, o domínio na região das forças de Napoleão, aqui instaladas desde Dezembro de 1807 (académico Zagalo)

1808 - (1 a 3 de Agosto) Desembarque do exército inglês de Wellesley (mais tarde duque de Wellington), no porto da Figueira.

1810 - Terrível epidemia na Figueira, mata perto de 5000 pessoas - Cruzeiro da Mata

1813 - (16 de Março) A Câmara de Buarcos delibera acrescentar ao Livro de Actas, 30 meias folhas de papel, por não haver dinheiro para comprar um livro novo ...

1813 - Memória escrita por José Bonifácio sobre a mina de carvão do Cabo Mondego, publicada no jornal "Patriota", no Rio de Janeiro.

1815 - Morre afogado na praia de Buarcos o lente de música da Universidade de Coimbra, professor José Maurício.

1817 - (3 de Outubro) Nasce o comerciante Joaquim António Simões, que vem a falecer a 14 de Fevereiro de 1905.

1818 - As câmaras de Buarcos e Redondos, terminada a guerra, apresentam uma petição ao General Governador da província, para que mandasse prosseguir as obras de fortificação interrompidas, como pedia o alvará de 11-1-1643, obras essas que não se chegaram a realizar.

1820 - (24 de Agosto) Revolução liberal, com papel determinante do figueirense Manuel Fernandes Tomás.

1821 - (20 de Abril) Anexado o couto de Vila Verde à Figueira da Foz.

1821 - Os pescadores da região vivem em extrema pobreza.

1821 - Tentou-se uma carreira de vapores entre o Porto e Lisboa, com escala na Figueira, que só realizou 2 viagens..

1822 - A praça, muralhas e baluartes de Buarcos são inspeccionadas pelo coronel do Nacional e Real Corpo de Engenheiros, o qual atesta o seu bom estado de conservação, mas insiste na reconstrução do paiol, quartéis, cozinha, casa do guarda e armazéns. Uma peça de bronze e outra de ferro, era tudo quanto restava de artilharia.

1822 - (19 de Novembro) Morre Manuel Fernandes Tomás.

1825 - Remodelação da igreja matriz de São Salvador, em Maiorca.

1826 - O estado cede a uma empresa particular a exploração da Mina do Cabo Mondego, em regime de arrendamento e por um período de 20 anos, numa altura em que as instalações se encontravam muito degradadas.

1829 - (9 de Julho) Nasce Diocleciano Fernandes das Neves, que viria a ser "mola real" de uma das mais relevantes viragens políticas da África Oriental, na Segunda metade do século XIX.

1831 - A fortaleza de Buarcos é de novo inspeccionada, verificando-se a inexistência de peças de artilharia nas muralhas.

1832 (noite de 4 para 5 de Agosto) Figueira e Buarcos neutralizam um ataque das tropas liberais.

1833 (9 de Novembro) - O Juiz de Fora comunica ao Intendente Geral da Polícia do Exército em Operações o ataque de uma corveta, repelido pelos fortes de Buarcos, Santa Catarina e Fortim de Palheiros.

1834 - São arrancadas quase todas as talhas dos altares e pedras de retábulo do Mosteiro de Seiça.

1834 - (8 de Maio)Desembarque em Buarcos das tropas liberais e ponto final, na Figueira, do domínio Miguelista.

1834 - (16 de Maio) Na Batalha da Asseiceira o figueirense José Gaspar de Lemos dá o exemplo de sangue frio aos soldados.

1835 - (26 de Maio) Fundada a Associação Comercial da Figueira da Foz (a terceira do país).

1836 - São extintos os concelhos de Buarcos e Quiaios, que passam a ficar sujeitos à jurisdição da Figueira da Foz.

1836 - (21 de Abril) A Associação Comercial desenvolve esforços para a construção de um farol no Cabo Mondego.

1836 - (12 de Setembro) É jurada e aclamada na Figueira a constituição de Setembro de 1822.

1838 - Recomeça a laboração da Mina do Cabo Mondego, sendo abertas as minas Esperança e Farrobo, registando-se nova paralisação em 1845.

1839 - Jacinto Dias Damásio, como concessionário da empresa Conde Farrobo - Taibner, recomeça os trabalhos de exploração da "Mina Mondego", caminhando para noroeste, na encosta sul da Serra da Boa Viagem, à cota de 60 metros acima do nível do mar.

1839 - Construído o primeiro cemitério da Figueira.

1839 - (16 de Setembro) Criação da Santa Casa da Misericórdia. O primeiro internamento de doentes, no número de 3, só irá ocorrer em 3 de Março de 1844, por manifesta falta de meios.

1839 - (12 de Dezembro) A capela do Convento de Santo António passa a pertencer à Santa Casa da Misericórdia.

1839 - (15 de Dezembro) É fundada a Assembleia Figueirense.

1840 - (28 de Março) Nasce em Maiorca o Actor Dias.

1840 - (5 de Julho) Organização da Filarmónica Figueirense.

1840 - (8 de Julho) Deliberações da Câmara Municipal sobre o brasão d'armas, da então vila da Figueira da Foz.

1842 - (5 de Julho) Fundação da Filarmónica Figueirense.

1843 - Carlos Van Zeller e o conde Racznski referem-se à torre do Castelo de Buarcos que nesse ano ostentava ainda as ameias e as muralhas, descrevendo o seu estado já bastante arruinado.

1844 - (3 de Março) Primeiros doentes no Hospital da Misericórdia.

1845 - Os trabalhos de exploração do carvão no Cabo Mondego estão interrompidos devido ao medo de derrocadas na "Mina Farrobo", 90 metros acima do nível do mar.

1848 - 51 - A galeria do Cabo Mondego tem uma extensão de 3085 metros.

1848 - Construção de uma torre manuelina no Paço de Tavarede.

1849 - (9 de Abril) Nasce Aníbal Fernandes Tomás.

1850 - (16 de Abril) Nasce, em Lavos, António Lopes Guimarães Pedrosa.

1850 - Os accionistas da Misericórdia construíram uma praça de touros que ofereceram à instituição.

1850 - A média anual de exportações de pipas de vinho era nesta época de 4600, contra valores de 7000 que a Figueira atingira entre 1804 e 1807.

1852 - Constituição da Sociedade Agrícola da Quinta de Foja.

1852 - (26 de Maio) O rei D. Fernando vem à Figueira inteirar-se do estado do porto (acompanhado pelo Príncipe D. Pedro).

1853 - (19 de Março) Naufrágio do barco de pesca "Minerva", de Buarcos, tendo falecido 13 pescadores.

1853 - (30 de Abril) Nasce António Santos Rocha, criador do Museu Municipal.

1853 - (31 de Dezembro) Anexados à Figueira os concelhos de Lavos e Maiorca. Lavos abrangia toda a área sul do actual concelho da Figueira e Maiorca abarcava o norte. O concelho de Buarcos já havia sido incorporado no da Figueira.

1854 - (30 de Outubro) Ordem do Ministério das Obras Públicas para demolir o Castelo de Buarcos.

1854 - (13 de Novembro) Concessão definitiva da exploração da Mina do Cabo Mondego ao Conde Farrobo.

1854 - Constatando o governo que desde as Berlengas até ao Porto não existia nenhum farol, ordenou a colocação de um no Cabo Mondego.

1855 - Estudos preliminares para a ponte.

1855 - Instalação da primeira fábrica de vidros na região.

1855 (6 de Julho) - Sai a portaria que põe a concurso o Farol do Cabo Mondego.

1855 (até 1860) - Introdução das primeiras olarias na Figueira, na zona da actual Rua 10 de Agosto.

1855 - A marinha mercante conta, na praça da Figueira, com 20 navios, cuja capacidade é de 1866 toneladas.

1857 - Começa a funcionar o Farol do Cabo Mondego, o primeiro deste porte na orla marítima.

1857 - (11 de Maio) Início das obras que conduziram à reabertura da barra da Figueira, em 25 de Outubro de 1859.

1858 - A Figueira começa a ter a fama de ser a melhor praia de Portugal.

1859 - (25 de Outubro) Reabertura, pelo engenheiro Silva, da barra, no primitivo local, que o assoreamento havia obstruído.

1860 - Manuel de Arriaga passeia com Antero de Quental, em Buarcos.

1860 (aproximadamente) - A partir desta data calcula-se que a colónia balnear figueirense seria de aproximadamente 20000 pessoas por ano, o que era um número impressionante para a época.

1860 - Dos 837 alfaiates do distrito de Coimbra, 107 exerciam a sua actividade no concelho da Figueira da Foz.

1860 - No concelho da Figueira existiam 227 moinhos em actividade.

1860 (14 de Outubro) - O teatro instalado no piso inferior da Casa do Paço é destruído por um incêndio.

1861 - Companhia Edificadora Figueirense. Nesta época, no actual Bairro Novo só havia casas de madeira, cobertas ainda de colmo e dispersas entre dunas e areais.

1861 - (28 de Dezembro) Reconhecimento e louvor oficiais à empresa que construiu o Bairro Novo.

1862 - (Abril) Abre a Tipografia Figueirense, a primeira da Figueira, com um prelo de madeira.

1863 - (9 de Agosto) Primeiro número do jornal "O Figueirense".

1863 - Construção do Teatro do Pinhal.

1863 - Primeira tentativa para abrir na Figueira uma filial da - maçónica - "Loja da Liberdade".

1864 - (1 de Janeiro) É fundada a Associação Artística Figueirense.

1864 - O concelho da Figueira da Foz tem 32963 habitantes, residindo 4432 na freguesia de S. Julião e 2826 na de Buarcos.

1864 - É fundada a Casa Bancária Costa & Cª, por João Costa.

1866 - (26 de Agosto) Primeira regata no Mondego.

1866 - (24 de Setembro) A Associação Comercial insiste pelo deferimento de uma pretensão concernente à construção da estrada Figueira - Coimbra.

1866 - António Augusto Castela abriu uma hospedaria na Praça do Comércio.

1867 - Construção do Teatro Natalense.

1867 - O conde Farrobo alugou a mina do Cabo Mondego a Artur Pereira Caldas.

1867 - Começaram as obras do muro de um novo cais com aproximadamente 450 metros entre a doca e a futura estação de caminho de ferro.

1868 - (31 de Agosto) É constituída oficialmente, com um capital social de 90 contos, a Companhia Edificadora Figueirense.

1869 - Concluiu-se a primeira casa do Bairro Novo - A Assembleia Recreativa.

1869 - Neste ano a Companhia Edificadora Figueirense construíu um total de 8 casas, no Bairro Novo, entre elas o Grande Hotel da Foz do Mondego.

1869 - É iniciado a fabrico de produtos cerâmicos no Cabo Mondego.

1870 - O Rancho do Vapor é fundado na Rua das Canas.

1870 - Neste ano saíram da Figueira 86 navios carregados de cal gorda.

1870 - É criada a Empresa das Minas de Carvão do Cabo Mondego, com o objectivo de abrir novas perspectivas, à mina em especial, e à Figueira em geral. Neste ano tem início a construção da fábrica de vidro.

1870 (25 de Setembro) - Naufrágio do vapor inglês "Lemming", na Leirosa.

1870 (25 de Dezembro) - Um grande furacão varre a zona da Figueira da Foz, motivando a perda de várias embarcações e destelhando muitas casas.

1871 - Surge no Viso uma fábrica de cerâmica denominada "Manufactura Cerâmica Figueirense".

1871 - Com a abertura ao tráfego da nova estrada da Figueira a Coimbra, que encurtou para 5 horas a duração do percurso. Inicia-se um serviço regular de diligências entre as duas cidades.

1871 - Início da construção do Teatro Príncipe D. Carlos.

1872 - É erigido o pelourinho.

1872 - Tem início o fabrico de vidro no Cabo Mondego.

1872 - Devido ao assoreamento da barra, um navio, transportando bacalhau, naufragou à vista de toda a gente.

1872 - A empresa das Minas do Cabo Mondego e Frederico Ferreira, apresentam à Câmara um requerimento para instalar uma linha de "americano", movido a cavalos, para transporte de passageiros e mercadorias, entre as vilas da Figueira e Buarcos, com prolongamento até à Mina do Cabo Mondego.

1873 - Aparece a "Companhia Mineira e Industrial do Cabo Mondego", com um capital de 300 contos de réis.

1873 - Início da construção dos molhes da doca e da urbanização de alguns terrenos conquistados ao rio.

1874 - Abre na Figueira a loja maçónica da "Fraternidade Universal".

1874 - (17 de Setembro) Alvará de concessão do caminho de ferro americano, por tracção animal. O caminho de ferro será assente na parte contínua a Buarcos sobre a estrada construída pela Companhia em direcção ao cemitério da vila, contornará as fortificações, seguindo depois a estrada municipal até ao km 1,7 aproximadamente, ponto em que deixará para atravessar os terrenos públicos entregues à Direcção das Obras da barra da Figueira da Foz; cortará o barracão construído junto ao Forte de Santa Catarina e continuará pela estrada de serviço das mesmas obras até ao cais de embarque da Vila da Figueira, depois de haver atravessado o viaduto da praia da Fonte.

1874 - Surge - frente à Casa do Paço - o Hotel Reis.

1874 - (8 de Agosto) Inauguração do Teatro Príncipe D. Carlos, consumido pelo fogo no Carnaval de 1914.

1875 - Foi constituído o Banco Comercial da Figueira, que teve uma vida efémera.

1875 - Mau estado de conservação da estrada municipal entre Buarcos e a Figueira.

1875 - A Companhia Mineira e Industrial do Cabo Mondego, inicia a exploração da Mina, que se prolongará até 1916

1875 (Outubro) - O jornal "Conimbricense" , noticia a indignação da população de Buarcos pela destruição da fortaleza, para dar lugar à passagem da linha do caminho de ferro americano.

1875 - Conclui-se a construção da estrada real que liga a Figueira a Leiria.

1876 - (29 de Agosto) Inauguração do americano do Cabo Mondego à Figueira, aproveitando as pessoas a comodidade e rapidez da rotineira excursão, no clássico burro. Sobejam passageiros e faltam carruagens.

1876 - Construção da fonte de Tavarede.

1876 - Nesta época, antes de Setembro, se o tempo corria de feição, poucos vinham para a Figueira. A época balnear estendia-se então, por Outubro fora

1878 - O concelho da Figueira da Foz tem 35071 habitantes.

1878 - Abertura ao trânsito da Rua do Príncipe Real.

1878 (29 de Março) - Uma briosa tripulação procedeu ao salvamento "quase impossível" de 7 tripulantes do palhabote francês "Marianne".

1879 - De 1879 a 1942 o turismo tem na Figueira os seguintes acréscimos: Prédios: + 617%; Quartos de hotel : + 448%.

1879 - Neste ano foram construídas 30 casas no Bairro Novo.

1879 - Abriu na Figueira um "Triângulo" maçónico que, em 1900, passou a ser conhecido por "Loja Fernandes Tomás".

1880 - (1 de Janeiro) Primeiro número do "Comércio da Figueira".

1880 - (6 de Maio) Nasce o maestro David de Sousa, que viria a falecer em 3 de Outubro de 1918.

1880 - (10 de Agosto) Inauguração dos trabalhos da linha férrea Figueira - Pampilhosa e fundação da Filarmónica 10 de Agosto.

1880 - A Praça Nova da Alegria passa a ser conhecida por Praça 8 de Maio e a Praça do Comércio assume o nome de Praça Luís de Camões.

1881 - (15 de Abril) Pancadaria entre as filarmónicas Figueirense e 10 de Agosto, por motivos políticos.

1881 - Surge no Bairro Novo o "Hotel Real do Castela".

1881 - (28 de Julho) A rua Augusto Veiga surge a substituir a antiga rua das figueirinhas.

1881 - (30 de Dezembro) Fundação do Clube Moderno, que tinha por fim desenvolver e educar todas as aptidões físicas, morais e intelectuais dos seus associados.

1881 - (31 de Dezembro) Terminam as obras do edifício sede da Assembleia Figueirense.

1882 - Nascem os Bombeiros Voluntários.

1882 - (3 de Agosto) Abertura da linha férrea da Beira Alta, de que a Figueira era terminus, com a presença do rei D. Luís, rainha e príncipes D. Carlos e D. Afonso.

1882 - (20 de Setembro) A Figueira é elevada à categoria de cidade.

1882 - Saíram pela barra da Figueira 2818 pipas de vinho, 3598 barris de 1/5 , 1306 barris de 1/10, 327 caixas com garrafas de vinho e 109 pipas e 180 barris de 1/5 de vinagre, o que denota a enorme importância deste tipo de exportações no porto da Figueira.

1883 - Joaquim Bento Pinto instala o seu parque de "trens de aluguer" no largo da igreja, a partir da qual vai surgir a empresa Nova Viação Figueirense.

1884 (10 de Fevereiro) - O mar engoliu- numa noite - um troço de talude empedrado e de estrada, bem como algumas casas, entre a Figueira e Buarcos.

1884 - (3 de Setembro) Inauguração do Teatro - Circo Saraiva de Carvalho, em 1900 transformado no actual Casino Peninsular.

1884 - A zona das actuais ruas Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque e Bartolomeu Dias iniciam uma intensa fase de urbanização.
1885 (Junho) - Apesar de inaugurado a 3 de Setembro de 1884, só nesta data - devido a dificuldades financeiras - se encontra concluído o Teatro Circo Saraiva de Carvalho.

1885 - (10 de Agosto) Começa a funcionar a Casa Havaneza.

1885 - (12 de Março) Uma lancha naufraga nas "portas" (em Buarcos) , ceifando a vida a 13 pescadores.

1885 - Surge o primeiro navio de bacalhau na Figueira da Foz - o Júlia I.

1886 - Autorizada a instalação de uma linha telefónica da Figueira ao Cabo Mondego.

1886 - A Figueira possuía 6 bons hotéis : O Real, O Universal, O Castela, O Figueirense, O Reis e O Central.

1886 - É o primeiro ano em que partem da Figueira navios para a pesca do bacalhau - o Júlia I e o Júlia II.

1887 - A exploração de carvão no Cabo Mondego apresenta-se muito deficitária.

1888 - (13 de Maio) O naufrágio do barco "Mondego" causa a morte a 10 pescadores.

1888 (26 de Junho) Prolongamento do americano do Cais Novo até à Salmanha.

1888 - (13 de Junho) Criada a aula de desenho industrial; o decreto de 31 de Outubro de 1889 transformou-a em Escola Industrial.

1888 - Fundação do Grémio Recreativo.

1888 - (15 de Junho) Inauguração da linha de caminho de ferro do oeste que liga a Figueira a Lisboa .

1889 - Fundação da Tuna Figueirense.

1889 - Partem da Figueira três bacalhoeiros para a Terra Nova.

1889 - (17 de Junho) Iluminação a gás.

1889 - Abertura do ramal ferroviário entre a Amieira e Alfarelos.

1889 - (21 de Agosto) Tem início o abastecimento de água canalizada.

1890 - O concelho da Figueira possui 55 padarias, que empregam 111 trabalhadores, representando 47,6% dos empregados do sector, no distrito de Coimbra.

1890 - Entre 1870 e 1890 o crescimento de exportações de cal gorda passou de 86 navios anuais para 106.

1890 - Registam-se graves conflitos entre os lavradores de Quiaios e os moradores de Buarcos.

1890 - O concelho da Figueira da Foz tem 39857 habitantes sendo o crescimento da população de 14 %, em 12 anos. A freguesia de S. Julião possuía 5576 moradores e a de Buarcos 3967.

1891 - Surge o Jardim Municipal, no espaço da doca natural da praia da fonte.

1891 - Nascem Cristina Torres e José Rafael Sampaio.

1891 - (12 de Março) Fundada a Casa Bancária Mendes & Irmão.

1891 - (1 de Novembro) Falecimento do engenheiro Silva.

1892 - Fábrica de poleame de Nicolau Neves d' Oliveira.

1892 - (10 de Junho) Nascimento do Prof. Joaquim de Carvalho, que virá a falecer em 27 de Outubro de 1958.

1892 - (20 de Julho) Surge o primeiro clube de Buarcos

1892 - (24 de Junho) Inauguração do Mercado Municipal.

1893 - (1 de Maio) Fundação da Associação Naval 1º de Maio.

1893 - Naufrágio do patacho "Lidador", que transportava vinho, frente ao cemitério de Buarcos.

1893 - A Companhia Edificadora Figueirense cessou a actividade construtora e passou a sociedade gestora de bens imobiliários, que continuou até 1903. Estava construído o Bairro Novo.

1893 - (25 de Novembro) O Actor Dias Guilhermino morre em palco, durante uma actuação, no Porto.

1894 - (6 de Maio) Inauguração do Museu Municipal na Casa do Paço, em 1 de Julho de 1899 será transferido para os Paços do Concelho.

1894 - Instala-se na Rua Afonso de Albuquerque uma fábrica de telha e tijolo.

1895 - (1 de Janeiro) Fundação do Ginásio Clube Figueirense.

1885 - Nesta época a produção de sal na Figueira era de 60000 toneladas, existindo 12000 talhos de sal. Nos anos seguintes a produção iria cair, sendo em 1945 de apenas 30000 toneladas.

1895 (20 de Janeiro) - Os operários de Buarcos reunem-se no Teatro do Celeiro com a finalidade de protestarem contra o aumento da contribuição industrial, quando a escassez de trabalho condenava muitos deles a recorrerem à emigração.

1895 - O Mosteiro de Santa Maria de Seiça é vendido a uns emigrantes.

1895 - O abade de Miragaia refere que neste ano a Figueira "é o dobro da terra que eu conheci à 20 anos".

1895 - (25 de Agosto) Inauguração do Coliseu Figueirense, em substituição do anterior, localizado no Pinhal das Águas, onde o visconde da Marinha Grande mandará construir o 1º jardim escola da Figueira da Foz.

1896 (2 de Junho) - Fundação da Troupe Recreativa Brenhense - Teatro Taborda.

1896 - (15 de Agosto) Primeira exibição cinematográfica na Figueira da Foz.

1897 - O ciclista José Bento Pessoa obtém o Recorde Mundial de Velocidade, na distância de 500 metros.

1897 - Instala-se na Figueira o Grupo de Batarias do Regimento de Artilharia n º 3.

1898 - Criada a Sociedade arqueológica da Figueira da Foz, que nesse ano adquiriu o dolmen das Carniçosas.

1898 - (2 de Janeiro) Inauguração dos Paços do Concelho (edifício da actual Câmara Municipal da Figueira da Foz).

1898 - Após algumas remodelações surge o Salão Nobre, no Teatro Circo Saraiva de Carvalho.

1898 - Surge o Casino Oceano.

1899 - (1 de Julho) O Museu Municipal transfere-se para o edifício dos Paços do Concelho.

1899 - O benemérito Fernando Augusto Soares, fundou em Buarcos, à sua custa, uma escola nocturna de Instrução Primária.

XXXX - O Hotel Aliança é fundado nos primórdios do século XX por Domingos Martins, de início na Praça Nova e posteriormente com uma sucursal na rua Miguel Bombarda, no Bairro Novo.

1900 - O concelho da Figueira da Foz tem 43032 habitantes, vivendo 6221 na freguesia de S. Julião e 4716 na freguesia de Buarcos.

1900 - O pontão ocidental do cais (doca) ainda está inacabado.

1900 - A Câmara toma uma atitude firme e inflexível, impedindo a construção de novos edifícios no espaço da actual Esplanada Silva Guimarães.

1900 - (30 de Junho) Só a firma Construções Levallo is Perret, conhecida por Casa Eiffel, de Paris, se tinha apresentado ao concurso de construção da ponte com propostas de 228, 247, 296 e 316 contos.

1900 - (Setembro) Concurso para a construção da ponte.

1900 - É criada a freguesia do Paião.

1900 - (Setembro) São entregues à Casa Eiffel os terrenos do Estado destinados às primeiras obras da ponte.

1901 - (16 de Setembro) Alvará de concessão para substituição da tracção animal por tracção a vapor, no Caminho de Ferro Americano.

1901 - (Janeiro) Criada a escola nocturna gratuita de ensino primário.

1901 - (12 de Maio) A Associação Comercial pede ao governo que a ponte seja feita a 200 metros do local de descarga da estação de Caminhos de Ferro e não na Carneira. A petição é deferida.

1902 - Fundação do Seminário.

1902 - Construção da igreja paroquial do Paião.

1902 - (11 de Maio) Primeiro número de "A Voz da Justiça".

1902 - (6 de Outubro) Inauguração do Colégio Liceu Figueirense, no espaço hoje ocupado pelo Terminal Rodoviário.

1902 (27 de Outubro) - Corrida de automóveis entre a Figueira e Lisboa.

1902 (23 de Novembro) - Inauguração do Teatro do Grupo Dramático Figueirense.

1902 - A então Rua da Concórdia, que serviu de extrema entre as freguesias de S. Julião e de Buarcos passa a ser conhecida pela designação actual - Rua Bernardo Lopes.

1903 - A rua que vai para o convento passa a ser conhecida por Rua da Restauração.

1903 - Existem na Figueira 12 hotéis e 3 estalagens.

1903 (3 de Janeiro) Falecimento de António da Silva Guimarães.

1903 - A linha do americano tem 7300 metros de extensão.

1903 - (3 de Março) Ordenado, por despacho, o início da construção da ponte

1903 - (28 de Março) Nasce na Figueira o escritor João Gaspar Simões..

1903 - (2 de Julho) Conclusão da ponte do braço norte do rio Mondego, que só é aberta ao público em Janeiro de 1907.

1903 - O cabedelo norte, depois de um vigoroso inverno, apareceu quase junto à margem sul, deixando apenas um estreito e baixo curso às pequenas embarcações.

1903 - Após a exportação anual de cerca de 7000 pipas de vinho no início do século anterior, nesta época este tipo de exportação era praticamente residual.

1903 - Fundação do Grupo Tauromáquico Figueirense.

1903 - Abriu na Morraceira a primeira seca do bacalhau.

1904 - Fundação da Obra da Figueira.

1904 - (Dezembro) Naufrágio de um barco na enseada de Buarcos, ceifando a vida a 14 pescadores.

1904 (Janeiro) - Fundação da Sociedade Instrução Tavaredense.

1904 - (30 de Maio) O ministro das obras públicas visitou as obras da ponte, o Casino Peninsular, as minas e fábricas do Cabo Mondego e a Serra da Boa Viagem.

1904 - Tem início o fabrico de "briquetes" na mina do Cabo Mondego, com o aproveitamento do carvão miúdo, cujo produto se destinava essencialmente para queima nas máquinas a vapor do Caminho de Ferro da Beira Alta.

1905 - Inauguração do "Asilo da infância desvalida".

1905 - (29 de Setembro) Um incêndio destruiu completamente o Theatro Chalet, onde estava instalado o Cinematógrafo Peninsular, localizado entre as ruas da Boa Recordação (Cândido dos Reis) e Dr. Francisco António Diniz.

1906 - Pedido de subsídio para a construção de um monumento a Manuel Fernandes Tomás (Comissão composta por 4 elementos).

1906 - Fundação da Lusitânia Companhia Portuguesa de Pesca.

1906 - (26 de Abril) Chegaram à Figueira 4 carros "Rippert" para efectuarem transporte público de passageiros

1906 - (Maio) Instalação da Igreja Evangélica Figueirense.

1906 (11 de Dezembro) - Pedido de concessão de tramways para servir o sul da cidade.

1907 (22 de Janeiro) Surge a empresa de viação Rippert.

1907 - (Janeiro) A ponte em ferro sobre o braço norte do rio Mondego é aberta ao público.

1907 -(22 de Setembro) - Foi assente a primeira pedra do monumento a Manuel Fernandes Tomás. O bronze é um projecto da autoria do escultor portuense Fernandes de Sá, que concluiu a maquete do monumento em Março de 1907.

1907 - (1 de Dezembro) Surge o Grupo Caras Direitas, em Buarcos.

1908 - Inaugurada com 703 volumes a Biblioteca Municipal, nos Paços do Concelho. Em 1910 será transferida para um edifício no cimo da Praça Nova, possuindo então 30000 volumes; Em 1915 a biblioteca é instalada numa casa na Rua 10 de Agosto; Em 1928, transita para o primeiro andar dos Bombeiros Municipais.

1908 - (10 de Março) Aparece a empresa "Omnibus automóvel", do senhor Tavares de Melo.

1908 (29 de Maio) - João Encarnação Pestana adquire um automóvel para fazer transporte de passageiros entre o caminho de ferro e o Bairro Novo.

1909 - (8 de Janeiro) Inauguração da sede dos Bombeiros Voluntários de Buarcos, fundados em 3 de Janeiro desse ano.

1909 - Manuel Alberto Rei, como administrador florestal, desenvolve a firme vontade de proceder à florestação da Serra da Boa Viagem, procedendo ao encerramento dos poços e chaminés da Mina do Cabo Mondego.

1909 - O Teatro Circo Saraiva de Carvalho é arrendado ao francês Croisé D'Ancourt.

1909 - (22 de Agosto) Primeiro número do jornal Maçónico de seu título "Evolução", cujo último número (16) sairá em 30 de Outubro de 1910.

1910 - (1 de Maio) A biblioteca passa a funcionar numa loja no cimo da Praça Nova e possui 30000 volumes.

1910 - A Rua da Boa Recordação passa a designar-se Rua Cândido dos Reis.

1910 (7 de Outubro) - A nova bandeira nacional é hasteada no edifício da Câmara Municipal da Figueira da Foz, após um concorrido desfile de aclamação da República.

1910 - Morre o arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha.

1911 - O concelho da Figueira da Foz tem 46044 habitantes.

1911 - (26 de Novembro) 1º comício, no teatro de Quiaios, para dar início à arborização da Serra da Boa Viagem.

1911 - Fundação do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense.

1911 - (24 de Agosto) Inauguração do monumento a Manuel Fernandes Tomás, mandado erigir por uma comissão constituída por: João Maria Cardoso Pereira, José Augusto Fernandes Talhadas, João da Silva Rascão e Fructuoso Abel Santos.

1912 - Fundação da Sociedade de Pesca Oceano.

1912 - (14 de Setembro) O Dr. Manuel Arriaga foi alvo de uma grandiosa homenagem que teve lugar no Teatro Trindade, em Buarcos.

1912 - Constituída a primeira União Marítima de Buarcos.

1913 - Artigos em "A Voz da Justiça", da autoria de Manuel Alberto Rei, sobre a florestação da Serra da Boa Viagem.

1913 - (Fevereiro) Início da arborização da Serra da Boa Viagem.

1913 - (2 de Maio) Naufrágio da lancha "Beato", provocando a morte de 14 pescadores.

1913 - (12 de Agosto) Nasce o arquitecto Manuel Rocha .

1913 - (29 de Junho) Morre o professor e filantropo Augusto Goltz de Carvalho, nascido em Buarcos a 28 de Março de 1858, colaborador de Santos Rocha nas suas explorações arqueológicas.

1913 (29 de Setembro) - O Maestro David de Sousa dá na Figueira o seu primeiro concerto. O meio ingrato não corresponde à sua gentileza e David de Sousa ruma para Lisboa.

1914 - (25 de Fevereiro) O Teatro Príncipe é consumido por um pavoroso incêndio.

1914 - (4 de Setembro) Inauguração do Jardim Escola João de Deus. Assistiu o Dr. Manuel Arriaga, Presidente da República, então a veranear em Buarcos.

1914 - Decreto-lei sobre a florestação da Serra da Boa Viagem, estabelecendo um perímetro florestal que delimita uma área de 390 hectares.

1914 - A Figueira tem 14 bacalhoeiros.

1915 - A biblioteca passa a funcionar numa casa na rua 10 de Agosto.

1915 - (25 de Julho) Primeiro número de "O Palhinhas", que se publicou - nos meses de verão - até 1971, com algumas interrupções.

1916 - Abertura oficial do Regimento de Infantaria 28.

1916 - Instalação da rede telefónica na Figueira da Foz, com esforços da Associação Comercial.

1916 - (24 de Maio) Adjudicada a construção do Matadouro Municipal

1917 - Nasce, nos Carvalhais de Lavos, a actriz Madalena Sotto..

1917 - Recomeço da laboração da Fábrica de Vidros do Cabo Mondego.

1917 - A situação da empresa que explorava a Mina do Cabo Mondego torna-se cada vez mais difícil e cinco anos depois a Companhia Industrial e Mineira de Portugal adquire os bens da anterior companhia, vindo por sua vez a falir em 1931.

1917 (Março) - Os estaleiros de António Roberto da Cruz - pai do aviador Humberto da Cruz -, situados frente ao Mercado Municipal, lançam à água o navio "Cabo Mondego".

1917 - (Agosto) Primeiro concurso hípico na Figueira da Foz, no hipódromo do Bairro do Cruzeiro, frente à Mata da Misericórdia.

1917 - Neste ano e no seguinte foram torpedeados por submarinos alemães 7 navios figueirenses : Iate República (7/3/17), Lugre Ligeiro (9/6/17), Escuna Luanda (13/7/17), Lugre Trombetas (26/11/17), Iate Veloz (30/11/17), Chalupa Beira Alta (26/3/18) e Lugre Rio Mondego, em 1918

1917 - (19 de Agosto) Inauguração oficial do Ténis Clube.

1917 - Inauguração do Matadouro Municipal.

1918 - (1 de Julho) Começa a funcionar a filial do BNU, tomando por trespasse a Casa Bancária dos senhores "Mendes e C ª", na Praça Nova.

1918 (12 de Julho) - Constitui-se na Figueira a União Mercantil de Mercearias, Lda.

1918 (20 de Julho) Aterraram no Mondego 2 hidroaviões franceses, fenómeno que motivou uma euforia geral da população figueirense.

1918 - (3 de Outubro) Morte do Maestro David de Sousa- vítima da epidemia pneumónica -, sepultado no cemitério Setentrional

1918 - (1 de Dezembro) Fundação do Sporting Clube Figueirense.

1919 - (30 de Maio) O almirante Read aborda a Figueira, no seu hidroavião, por motivo de avaria. Presidia à Câmara o Dr. Cerqueira da Rocha.

1919 - Fundação da Companhia de Moagens do Centro de Portugal - conhecida como Moagem Nova - no local em que actualmente se encontra o edifício dos CTT.

1919 (12 de Outubro) - Realiza-se no Peninsular uma festa com o objectivo de angariar fundos destinados à construção de um monumento dedicado ao maestro David de Sousa.

1920 (6 de Abril) - Fundação da empresa "Cunha & Morgado", que em 18 de Julho de 1944 passa a designar-se por "Ernesto Morgado & C ª Lda.".

1920 (31 de Janeiro) É fundado, em Buarcos, o Grupo Instrução e Sport.

1920 - O concelho da Figueira da Foz tem 44775 habitantes.

1920 - Fundação da Vidreira da Fontela.

1920 - (21 de Maio) Nasce na Figueira o escritor José Luís Cajão.

1921 - No local onde actualmente funciona a Impressora Económica, laborava uma fábrica de brinquedos - a "Brin-kedo" -, sendo Rogério Reynaud um dos seus responsáveis.

1921 - Existem na Figueira 10 bacalhoeiros, que empregam 379 pescadores.

1921 - (20 de Junho) Inicia-se o fornecimento de energia eléctrica na Figueira da Foz (Iluminação pública, no Bairro Novo), em substituição das lâmpadas da Companhia de Gás.

1921 (25 de Dezembro) É fundado o União Foot-Ball de Buarcos.

1922 - (17 de Junho) A Figueira saúda a primeira travessia do Atlântico Sul, realizada por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

1922 - (2 de Agosto) Instala-se a Comissão de Iniciativa de Turismo da Figueira da Foz, instituída pela Lei n º 1152, de 23 de Abril de 1921.

1922 - É criada a Sociedade Filantrópica e Instrução de Buarcos, que veio a ter uma vida curta.

1922 - (20 de Novembro) Começa a funcionar o Farol Novo, no Cabo Mondego.

1922 - (26 de Novembro) Inauguração do Campo de Jogos da Mata.

1922 - A Comissão de Iniciativa de Turismo pede à Câmara Municipal que se digne fixar definitivamente o projecto de construção da avenida da beira-mar, na parte compreendida entre o Forte de Santa Catarina e a Fonte dos Soldados.

1927 - (16 de Julho) Inauguração do Hotel Portugal.

1927 - A Marinha das Ondas é desanexada da freguesia de Lavos.

1927 - Reconstrução da Fonte de Tavarede.

1927 - É aberta à exploração a "galeria Santa Bárbara" , na mina do Cabo Mondego.

1928 - (30 de Março) É criada a freguesia do Alqueidão.

1928 - (6 de Maio) É inaugurada a actual sede do Grupo Caras Direitas.

1928 - A Biblioteca passa a funcionar no 1º andar dos Bombeiros Municipais.

1928 - Surgem na imprensa local alguns artigos polémicos sobre a construção de uma central térmica no Cabo Mondego.

1928 - É fundada a Sociedade do Grande Casino Peninsular SARL.

1928 - (9 de Setembro) Inauguração do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, presidida pelo General Carmona.

1929 (10 de Janeiro) Fundação da Sociedade União Operária dos Vais.

1929 - È criada uma delegação da Universidade Livre, na Figueira.

1929 - (26 de Outubro) Primeiro número do jornal "O Dever".

1929 - (15 de Novembro) Primeiro número do "Jornal de Cinema" , dirigido por Miguel Mota Veiga Gaspar.

1930 - O concelho da Figueira da Foz tem 49590 habitantes.

1931 - (12 de Março) O jornal "O Figueirense" enaltece os feitos dos aviadores Humberto Cruz e Carlos Black.

1931 - (1 de Abril) Início da construção do muro de suporte de terras, ao norte do Forte de Santa Catarina.

1931 (1 de Outubro) Falência da Companhia Industrial Mineira de Portugal, que explorava a Mina do Cabo Mondego e construção da estrada do farol Novo, onde os mineiros encontram provisoriamente trabalho.

1932 (16 de Fevereiro) - Fundação do Clube União Brenhense.

1932 - (3 de Abril) Inauguração - junto ao Cais - do Monumento ao primeiro soldado português a tombar na I Guerra Mundial, o figueirense António Gonçalves Curado

1932 - Tem início a construção da estrada que liga a Nacional 109/8 ao Farol Novo.

1932 - Início das grandes regatas internacionais de remo, no rio Mondego.

1932 - (18 de Setembro) Inauguração do aeródromo Humberto da Cruz.

1932 - Um decreto de lei de 6 de Outubro cria, na Figueira da Foz, o Liceu Municipal Dr. Bissaya Barreto. O liceu abre as suas portas a 25 de Novembro, no local da actual central de camionagem.

1932 (3 de Setembro) - A "Voz da Justiça" anuncia a praça de todos os valores do Cabo Mondego, entregues ao Estado a 29 de Agosto de 1933, com os 7000 metros da linha do caminho de ferro americano.

1933 - (25 de Abril) Abertura do concurso para a adjudicação de nova concessão do couto mineiro do Cabo Mondego.

1933 - São construídos os primeiros paredões para fixar a embocadura da barra da Figueira.

1933 - (11 de Dezembro) Inauguração do Liceu Municipal.

1933 - (Dezembro) Naufrágio da traineira "Continental", provocando a morte a 3 pescadores.

1934 - A freguesia de Brenha autonomiza-se de Quiaios.

1934 - (5 de Março) Atribuição da mina do Cabo Mondego a um novo concessionário.

1934 - Raid aéreo Lisboa -Timor- Lisboa, com 42670 Km e 268 horas de voo, pelo aviador Humberto da Cruz.

1934 (23 de Julho) - Nos camarins do Grupo Caras Direitas, em Buarcos, nasce o actor Camilo de Oliveira.

1935 - Neste ano a frota bacalhoeira portuguesa era composta por 46 navios, sendo 11 da Figueira da Foz.

1935 (17 de Fevereiro) - Entrou na barra da Figueira o lugre com motor de 4 mastros José Alberto, construído em chapa de aço em 1923, na Dinamarca. Propriedade da Sociedade de Pesca Oceano, o lugre foi considerado "o maior e mais elegante navio da frota bacalhoeira portuguesa". A maioria das casas comerciais da zona ribeirinha fecharam, para que o seu pessoal pudesse observar este momento histórico.

1935 (1 de Junho) Homenagem pública a Manuel Dias Soares, autor da Marcha do Vapor.

1935 - Neste ano foi desmantelada a torre circular - destinada a observações meteorológicas - que existia no Forte de Santa Catarina.

1936 - Regatas Internacionais da Figueira da Foz.

1936 - (Dezembro) É constituída a paróquia do Bom Sucesso.

1936 - Neste ano a frota bacalhoeira figueirense era composta por 11 navios, com 3196 toneladas de peso e ocupava 478 pescadores.

1936 - Um estudo de Edmundo Tavares refere que, entre 1931 e 35 a Figueira recebeu 2772 horas de sol anuais, dados muito superiores a outras estâncias balneares da Europa.

1937 - A Figueira possuía 7 hotéis e 14 pensões com uma capacidade de 587 quartos .

1938 - Inauguração do Hotel Praia.

1938 - Fundação do Rancho das Cantarinhas.

1938 - A tipografia Cruz que imprimia o jornal "Voz da Justiça" é encerrada pela polícia política.

1938 (10 de Maio) - O lugre Trombetas, da Lusitânia, Companhia Portuguesa de Pesca, da Figueira, sofreu um acidente que arrastou para o mar - e vitimou - 7 dos seus tripulantes.

1938 - É formada a Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego , e, com ela, novas perspectivas se abrem para a instalação de uma fábrica de cimento, e do retomar, em moldes mais modernos, o fabrico de chapa de vidro e de garrafas e garrafões, tudo a par de um incremento da exploração mineira, modernização e ampliação da fábrica da cal.

1938 - (2 de Outubro) Tem início a feira mensal da Marinha das Ondas.

1939 - Delimitação da freguesia de S. Julião, pelo Decreto-Lei 29.592, de 13 de Maio.

1939 - O barco "estrangeiro" Sonami, que estava sendo perseguido por um submarino alemão, entrou pelo "carreiro grande" (em Buarcos), onde naufragou.

1939 - Na campanha bacalhoeira deste ano 9 dos 49 barcos eram provenientes da Figueira.

1940 - O concelho da Figueira da Foz tem 52792 habitantes.

1940 - Fundação dos Estaleiros Navais do Mondego.

1940 (10 de Março) - O navio Viriato, da frota da Figueira, foi aprisionado na Holanda, pelo exército alemão.

1940 - (23 de Março) Inauguração da luz eléctrica no sul do concelho, com a iluminação pública da Cova/Gala

1940 (11 de Agosto) - O Casino realiza um espectáculo dedicado aos artistas que se refugiaram na Figueira no decurso da 2ª Guerra Mundial.

1940 - Fundação da fábrica de conservas de peixe EFEL - Empresa Fabril Exportadora, Lda.

1941 - Falecimento de Manuel Jorge Cruz, director de "A Voz da Justiça".

1941 - Pertencem à Figueira 9 dos 41 navios da frota bacalhoeira.

1941 - (24 de Fevereiro) Uma parte da vertente poente sobranceira à Mina de Carvão do Cabo Mondego desliza, arrasando as bocas, muros de suporte e parte dos edifícios existentes, originando a interrupção dos trabalhos até 5 de Março.

1941 - (1 de Maio) Inauguração da Casa dos Pescadores de Buarcos.

1941 - (18 de Agosto) Morre o pintor Mário Augusto.

1942 - Abertura da casa da criança "Infanta D. Maria".

1942 - Estão em construção a Caixa Geral de Depósitos e a Avenida Salazar.

1942 - Estatísticas de turismo - Prédios de aluguer: 900, com 5328 divisões; Hotéis e Pensões: 28, com 663 quartos. Em Buarcos: Prédios de aluguer: 364. Total de alojamentos turísticos em 1942: 1237 prédios, com 7374 divisões. Comparando com 1879: Prédios: +617%. Quartos de hotel: +448%.

1942 - É criada a Fábrica de Conservas Avis, que virá a laborar até ao ano de 1968.

1942 - (27 de Dezembro) Inauguração da Ponte dos Arcos.

1943 - Morte de Manuel Alberto Rei.

1943 - Está em construção a Torre do Relógio.

1943 - Fundação da "Serração do Mondego, Lda.", que em Maio de 1948 passa a designar-se por "Alberto Gaspar & Cª Lda.".

1943 - A comissão municipal de turismo edita a Cartilha do trato com o banhista

1943 - O atleta Álvaro Dias estabelece um novo record nacional de salto em comprimento, com 6,89 m . 10 Vezes campeão nacional entre 43 e 53, obteve o 4º lugar na final Olímpica de 1948 - Londres - com 7,32 metros.

1943 - (9 de Agosto) Inauguração do edifício dos Correios.

1944 - Início do funcionamento dos Estaleiros Navais do Mondego.

1944 - 11 dos 41 barcos da frota bacalhoeira eram provenientes da Figueira da Foz.

1944 - Entre 1939 e 1944 dos 1639766 quintais de bacalhau, 222806 foram pescados pela frota figueirense.

1945 - Concluída a construção da Avenida Salazar

1945 (29 de Outubro) - O Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, inaugura um busto dedicado ao maestro David de Sousa.

1946 - Morre o escritor Raimundo Esteves, nascido em 30 de Dezembro de 1892.

1947 - Fundação da Cooperativa de Armadores da Pesca da Sardinha e do Arrasto da Figueira da Foz, que em 1956 passaria a designar-se por Carreira Naval Figueirense.

1947 (20 de Abril) - É lançado à água o bacalhoeiro Lusitânia III, completamente reconstruído e recondicionado nos Estaleiros Navais do Mondego.

1947 - Decreto de lei declara de utilidade pública a expropriação de várias parcelas de terreno situadas ao longo da costa e para norte do cemitério de Buarcos, para efeito de, nas mesmas se edificarem, fábricas de cimento, chapa de vidro e garrafas e garrafões, requeridas pela Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego.

1948 - São da Figueira 9 dos 54 navios da frota bacalhoeira.

1948 (20 de Julho) - Fundação da Sociedade Figueira Praia.

1949 (9 de Abril) - A festa de despedida dos pescadores de bacalhau, realizou-se na sala de teatro do Casino da Figueira e foi transmitida pela Emissora Nacional.

1949 - Fundação da empresa Metalúrgica da Fontela, Lda.

1949 (12 de Maio) - A Figueira assistiu ao bota-abaixo do bacalhoeiro Comandante Tenreiro.

1949 - 11 dos 62 navios da frota bacalhoeira eram provenientes da Figueira.

1950 - O concelho da Figueira da Foz tem 56862 habitantes, tendo crescido 27 % em 30 anos.

1950 - Existiam 229 marinhas no concelho da Figueira, que ocupavam aproximadamente uma área de 800 hectares. Eram 300 os proprietários das salinas, que ocupavam 1300 operários.

1950 (24 de Janeiro) - O navio Bissaya Barreto, construído nos Estaleiros Navais do Mondego, foi devorado por um violento incêndio, quando se encontrava fundeado no Douro.

1950 (16 de Setembro) - Inauguração da Fábrica de Cimento do Cabo Mondego.

1951 (25 de Abril) - A Lusitânia lançou à água um novo navio designado Bissaya Barreto.

1952 - Abertura da Casa Abrigo do Sporting Figueirense.

1952 (14 de Maio) - Bota-abaixo do navio de pesca bacalhoeira Capitão João Vilarinho.

1952 (24 de Setembro) - Naufrágio do navio-motor João Costa.

1952 - (14 de Dezembro) Abertura da Somaro Lda.

1953 (1 de Janeiro) Primeiro número do jornal "A Voz da Figueira".

1953 - (28 de Junho) Inauguração do Grande Hotel.

1953 - (26 de Julho) Inauguração da Piscina Praia.

1954 - (24 de Abril) Primeiros passos para a fundação de um Cineclube.

1954 - (7 de Junho) Morre José Bento Pessoa, ciclista, ex-recordista mundial de velocidade e fundador do Ginásio Figueirense.

1954 - (13 de Outubro) O presidente da Câmara Municipal, eng. Muñoz de Oliveira apresenta uma exposição justificativa da necessidade de construção de um Palácio da Justiça na Figueira.

1955 - (21 de Agosto) Actuação dos basquetebolistas da consagrada equipa Harlem Globetrotters no Coliseu Figueirense.

1956 - (2 de Fevereiro) Grande naufrágio, com um barco de pescadores de Buarcos, provocando a morte aos seus 8 tripulantes.

1956 - (19 de Maio) Primeira sessão do cineclube.

1956 - (25 e 26 de Agosto) Decorre na Figueira o 2º Encontro Nacional de Dirigentes De Cineclubes Portugueses.

1956 - Fundação da empresa Plasfil - Plásticos da Figueira, Lda.

1956 - (Outubro) O Dr. Salazar visita a Figueira, sendo acompanhado pelo Presidente da Câmara Munoz de Oliveira.

1957 - Inauguração do Estádio José Bento Pessoa

1958 - Alves Barbosa, nascido na Fontela em 24 de Dezembro de 1931, ganha a sua 3ª Volta a Portugal em Bicicleta.

1958 - (27 de Outubro) Morte do doutor Joaquim de Carvalho.

1959 - Começa a funcionar em Buarcos a fábrica de malhas Sidney, que em 1989 se transferiu para os Carritos.

1959 (19 de Abril) Naufrágio da traineira "Nova Leirosa" ceifando a vida a 14 pescadores.

1960 - O concelho da Figueira da Foz tem 57631 habitantes.

1960 - (8 de Janeiro) Abertura do quartel CICA 2, que se manteve no activo até 10 de Julho de 1975, altura em que foi transferido para o actual Quartel da Lapa e passou a designar-se por CICAFF.

1960 - (25 de Outubro) Morre o pedagogo e poeta João de Barros, nascido na Figueira em 4 de Fevereiro de 1881.

1960 - Primeiro Carnaval da Figueira.

1960 - (9 de Julho) Abertura da estação de serviço da Sacor, na actual Avenida 25 de Abril.

1961 (Janeiro) - Extinção dos Bombeiros Voluntários de Buarcos, devido à falta de elementos que integrassem o corpo activo.

1961 - É aberta a actual Rua Calouste Gulbenkian.

1961 - O liceu passa à categoria de Liceu Nacional.

1961 - (15 de Agosto) Inauguração do Palácio da Justiça, uma obra realizada por 211 reclusos das cadeias da região, que consumiram 41142 dias de trabalho na sua execução. O projecto deve-se ao arquitecto Raúl Rodrigues de Lima e o painel da fachada principal é da autoria do pintor António Lino. Todo o material de madeira foi executado no estabelecimento prisional de Coimbra e as tapeçarias na prisão feminina de Tires.

1961 - (Agosto) O eng. Coelho Jordão toma posse como presidente da Câmara Municipal, substituindo no cargo o Coronel Basílio Seguro.

1962 - (12 de Maio) Inauguração do Mercado de Buarcos, adaptado de uma antiga fábrica de conservas.

1962 - (18 de Agosto) Incêndio na Mina do Cabo Mondego, à cota de 630 metros, que acabou por conduzir a mina à situação de irrecuperável, pelo que a empresa se viu obrigada a suspender definitivamente os trabalhos de exploração de carvão

1962 - (11 de Novembro) Fundação do Lions Clube da Figueira da Foz.

1963 - A Argentina Norma Nopan, Miss Mundo 1962, de passagem pela Figueira da Foz, participa num cortejo de carros alegóricos, filmado pela Tóbis.

1963 - (13 e 14 de Julho) 1º Concurso de Cinema de Amadores da Fig. da Foz.

1964 - Inauguração do Parque de Campismo Municipal.

1964 - (24 e 25 de Outubro) 2º Concurso de Filmes de Amadores da Fig. da Foz.

1964 - Pensa-se na fusão entre o Ténis Clube e a Assembleia Figueirense.

1965 - Primeiro Concurso Internacional de Cinema de Amadores.

1965 - (Junho) Primeira pedra e início da construção da CELBI.

1965 - Decorrem as obras de construção da estrutura inferior da esplanada Silva Guimarães, que irá albergar uma galeria de lojas e restaurantes.

1966 - (10 de Maio) A estátua da peixeira de Buarcos é colocada no Largo da Alegria. É uma obra executada pelo escultor Cabral Antunes e foi oferecida pelo Comendador Mário Barraca.

1966 - Construção do Bairro da CELBI.

1966 - (15 de Junho) Primeiro número do jornal "Mar Alto".

1966 - Primeira edição do Festival Mágico Internacional.

1966 - Primeira edição da "Primeira Braçada".

1966 - (3 de Julho) Abertura do restaurante "Tubarão".

1967 - No começo do ano iniciam-se os trabalhos preliminares da construção do novo edifício do museu e biblioteca municipais.

1967 - (6 de Fevereiro) Suspensão dos trabalhos de exploração de carvão no Cabo Mondego, sendo selados os acessos à mina.

1967 - (22 de Abril) Inauguração do edifício dos Serviços Médico Sociais, mais conhecido como "caixa".

1967 - Abertura da actual Avenida Manuel Gaspar de Lemos.

1967 - (17 de Maio) Assalto à agência do Banco de Portugal, na Figueira da Foz, efectuado pelo grupo político LUAR, dirigido por Palma Inácio.

1967 - (3 de Junho) Morre o político Manuel Gaspar de Lemos.

1967 - (6 de Junho) Inauguração, na Leirosa, da fábrica de celulose (Celbi / Billerud), a mais moderna do seu género, na qual foi investido mais de um milhão de contos.

1967 - (30 de Outubro) A Sociedade Figueira Praia adquire o Palácio Sotto Mayor.

1968 - Fundação da fábrica de conservas de peixe Bordalo Franco & Cª Lda., que virá a laborar até 1981.

1968 - O novo Liceu abre as suas portas para a realização dos exames de Junho.

1968 - No início do ano lectivo 68/69 começa a funcionar a Escola Preparatória da Figueira da Foz, nas instalações do antigo Liceu, utilizando em complemento as instalações da antiga Academia Figueirense.

1968 - Início da laboração da fábrica Sicomol - Sociedade de Colóides do Mondego, Lda. , da Ierax e da Terpex.

1969 - (28 de Fevereiro) A Figueira é atingida por um sismo de média intensidade.

1969 - Fundação da Foznave.

1969 - (17 de Abril) Américo Tomás e comitiva (Ministros da Educação - José Hermano Saraiva - e das Obras Públicas - Silva Sanchez) inauguram oficialmente o novo Liceu Nacional da Figueira da Foz.

1969 - A Sociedade Figueira Praia adquire o Palácio Sotto Mayor e os terrenos adjacentes.

1969 - (22 de Junho) Inauguração do Centro Ecuménico da Figueira da Foz, uma instituição de relevo internacional.

1969 - 1º encontro nacional de presidentes dos grémios do comércio.

1969 - (15 de Dezembro) Encalhou na praia da Figueira o cargueiro "Hera".

1970 - O concelho da Figueira da Foz tem 53525 habitantes, perdendo em 10 anos 9,3 % dos seus residentes, especialmente devido ao fenómeno da emigração.

1970 - (Maio) Abertura do concurso público para arrematação da empreitada de construção do Cais Comercial A, no porto da Figueira da Foz.

1970 - Tomada de posse do eng. Jorge de Pinho como presidente da Câmara da Figueira da Foz

1971 - (25 de Junho) Conclusão da electrificação do concelho da Figueira da Foz.

1971 - (Setembro) Encerra definitivamente a sala de espectáculos do Parque - Cine.

1972 - (Junho)Após profundas obras de remodelação, realiza-se no Casino a I Semana Internacional de Cinema da Figueira da Foz, que em 1974 se transformará em festival, sendo hoje o mais antigo certame regular deste género que se realiza em Portugal.

1972 - Inauguração das novas instalações do Ciclo Preparatório.

1972 - (2 de Setembro) Inauguração da piscina do Ginásio Clube Figueirense.

1972 - (Outubro) Inauguração da unidade fabril da empresa Alberto Gaspar na zona industrial da Gala.

1973 - Prospecção de petróleo na costa da Figueira da Foz.

1973 - Abertura da Corfoz.

1973 (15 de Maio) Fundação do Grupo Desportivo de Buarcos.

1973 - (Agosto) Inauguração do posto de turismo de Buarcos.

1974 - (23 de Abril) Américo Tomás visita a Figueira da Foz.

1974 - (25 de Abril) As tropas do RAP 3 e CICA 2 participam activamente no golpe militar que depõe o governo do professor Marcelo Caetano, sob o comando do capitão Diniz de Almeida e com a colaboração do aspirante Jaime Gama - futuro ministro dos negócios estrangeiros.

1974 - (27 de Abril) Realiza-se na Figueira uma imensa manifestação unitária de apoio ao movimento militar de 25 de Abril.

1974 - (27 de Junho) Notícia que refere a partida da Figueira da plataforma de exploração petrolífera. Surgem neste ano, na imprensa local várias notícias sobre a exploração petrolífera ao largo da Figueira.

1974 - (29 de Julho) Abertura das novas instalações da Biblioteca Municipal.

1974 - (Maio) Toma posse a Comissão Administrativa da Câmara Municipal: Presidente: Cerqueira da Rocha Vice-presidente: Rui Alves Outros elementos: Francisco Antunes, José Agostinho Moreira, Vítor Maia, António Correia, Henrique Vieira Gomes, João de Almeida, Joaquim Sousa e José Manuel Martins Pimentel.

1974 - (Julho e Agosto) Primeiros comícios políticos na Figueira (MDP, 20 de Julho; PCP, 10 de Agosto e PS, 24 de Agosto).

1975 - (2 de Fevereiro) Termina, na Figueira o 1º Congresso do Partido da Democracia Cristã (PDC), envolto por uma profunda polémica.

1975 - Ao longo deste ano intensifica-se a actividade das diferentes forças políticas. A Figueira vive - com redobrado fulgor - o "Verão Quente", salientando-se uma imensa manifestação do PS, com a presença de Salgado Zenha e Henrique de Barros. Apesar dos distúrbios ocorridos em alguns pontos do país, pode afirmar-se que o Verão de 75 não causou grandes tumultos sociais no concelho da Figueira da Foz.

1975 - (Setembro) Encontra-se concluída a 1ª fase da Urbanização da Quinta do Paço.

1975 - Inauguração de uma fábrica de gelados no Alto do Forno.

1976 - (Janeiro) Entrou em funcionamento o Hospital Distrital da Figueira da Foz, no edifício situado na Gala.

1976 - A Figueira possui 1613 camas hoteleiras, acolhendo 25330 hóspedes nacionais e 3953 hóspedes estrangeiros, num total de 215604 dormidas, representando uma taxa de ocupação de 36,6%.

1976 - Fundação do Grupo Recreativo de Brenha.

1976 - José Manuel Leite é eleito como o primeiro presidente da Câmara pós revolução, substituindo no cargo Maria Judite Abreu, nomeada pelo governo constitucional.

1976 - Início da actividade da empresa de brinquedos Brintói, que virá a ser consumida por um incêndio no início da década de oitenta.

1977 - 1 ª Jornadas de teatro amador da Figueira da Foz.

1977 - (Junho) Abertura do concurso para a construção da nova ponte da Figueira da Foz

1977 - O Ginásio Clube Figueirense conquistou o título de Campeão Nacional de Basquetebol na época 1976/77.

1977 (Outubro) - Fundação do clube de serviço Kiwanis, na Figueira da Foz.

1978 - (Junho) Primeira Feira Internacional do Mar (FIMAR/78), realizada na actual Avenida de Espanha, presidindo ao encerramento deste evento o então Primeiro Ministro Dr. Mário Soares.

1978 - (23 de Novembro) A resolução 200/78 dá o aval à instalação de uma fábrica de papel à Soporcel.

1979 - I Gala Internacional dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz.

1979 - (Junho) Autorizada pelo governo a celebração de um contrato para as obras de construção do novo sector de pescas e de correcção hidráulica do estuário do rio Mondego e do porto da Figueira da Foz, obras avaliadas em 650 mil contos.

1979 (23 de Dezembro) - Inauguração do relvado do Estádio José Bento Pessoa com um jogo de futebol entre a Naval e o Estoril-Praia.

1980 - (Setembro) Nomeação da comissão executiva para as comemorações do centenário da elevação da Figueira da Foz à categoria de cidade.

1980 - O Presidente da República, General Ramalho Eanes distingue o Dr. Rafael Sampaio e José da Silva Ribeiro com a Ordem da Liberdade.

1980 - (Outubro) É escolhido o lugar de Lavos, concelho da Figueira da Foz, para a instalação da fábrica da Soporcel.

1980 - (Dezembro) É publicado no "Diário da República" o decreto regulamentar que permite à Sociedade Figueira Praia a concessão da "Zona de jogo permanente", com validade até ao ano de 2005. No clausulado deste acordo figuram algumas responsabilidades da contraente no sentido de desenvolver as infra-estruturas turísticas da cidade.

1980 - Tem início a construção da Praça da Europa.

1981 - O concelho da Figueira da Foz tem 58559 habitantes, crescendo 9 % nesta década, fenómeno que se deve - em especial - à diminuição do fenómeno migratório e à vinda de refugiados das ex-colónias.

1981 - (Julho) Construção do parque de estacionamento em frente ao forte de Santa Catarina.

1981 - (11 de Julho)Falecimento de Humberto da Cruz, nascido em 13 de Julho de 1900.

1981 - (Outubro) Inauguração da nova linha de produção da CELBI . Neste mesmo mês, chegam ao porto comercial as primeiras máquinas destinadas à linha de produção da Soporcel.

1981 - A Câmara adquiriu o Paço de Tavarede.

1982 - (26 de Fevereiro) Abertura da Scottwool.

1982 - (12 de Março) Inauguração oficial da Ponte da Figueira da Foz, com a presença (entre outros) do Presidente da República General Ramalho Eanes e do Primeiro Ministro Francisco Pinto Balsemão - Custo final da obra 1500000 contos .

1982 - (Maio) Abertura do Vale do Leão.

1982 - O velho Hospital da Misericórdia foi adaptado para lar da terceira idade.

1982 - (6 de Junho) Abertura oficial do Aparthotel Atlântico.

1982 - Início das obras de construção civil da Soporcel - As montagens de equipamentos ocorrem em meados de 1983.

1982 - (10 de Junho) A Figueira recebe as Comemorações Nacionais do Dia de Portugal, sendo as cerimónias Presididas pelo General Ramalho Eanes - Presidente da República (Este acto é alvo de ampla cobertura televisiva).

1982 - (Julho) Inauguração do terminal rodoviário de passageiros.

1982 - (Agosto) Inauguração das obras de electrificação do troço ferroviário entre a Figueira da Foz e Alfarelos.

1982 - (19 de Setembro) Comemorações jubilares do dia do Figueirense.

1982 - (20 de Setembro) Comemorações jubilares do 1º centenário da elevação da Figueira da Foz à categoria de cidade.

1982 - Após um longo período de agonia, a Empresa Vidreira da Fontela entra num processo de falência.

1982 - (6 a 8 de Outubro) A Figueira recebe, com pompa e circunstância, o 25º Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses.

1982 - (Dezembro) Inauguração da estátua do centenário, da autoria da escultora Dorita Castelo Branco.

1982 - (16 de Dezembro) Morre o violinista Paulo Manso.

1983 - (Janeiro) Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho assume a presidência da Câmara Municipal (que virá a desempenhar até 1997), substituindo no cargo Joaquim Manuel Barros de Sousa, eleito em 1979.

1983 - Em meados deste ano iniciam-se as montagens mecânicas da Soporcel.

1983 - Neste ano a Figueira assiste atónita ao desmoronamento de alguns acessos da Nova Ponte - alguma imprensa ironiza este facto.

1984 - (1 de Janeiro) Morre a actriz Maria Olguim.

1984 - (19 e 20 de Maio) Realiza-se na Figueira o I Congresso Nacional da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

1984 - Realiza-se no Casino o Festival da Canção de Temática Histórica, ganho pelo cantor Carlos Paião.

1984 - É desactivada a fábrica de Cimento do Cabo Mondego.

1984 - (4 de Outubro) É constituída a freguesia do Bom Sucesso.

1984 - (18 de Outubro) Inauguração oficial da laboração da Soporcel, cujo arranque ocorre a 25 de Junho, do mesmo ano.

1985 - 1º Congresso Nacional de Remo, na Figueira da Foz

1985 - (17 a 19 de Maio) Realiza-se na Figueira o XII Congresso Nacional do PSD, que elege como líder o Professor Cavaco e Silva.

1985 - (11 de Julho) Criada a freguesia de S. Pedro.

1985 - (1 de Dezembro) Inauguração do Centro Escolar das Abadias. O início da construção oficial deste centro data de 2 de Janeiro de 1984.

1985 - (5 de Dezembro) Início das actividades do Rádio Clube da Figueira da Foz (posteriormente conhecido como RCFM - Rádio Clube Foz do Mondego).

1985 - (6 de Dezembro) - Encalhou na Figueira o cargueiro Kongssa.

1985 - (26 de Dezembro) Morre Fausto Pereira de Almeida (nascido em 18 de Dezembro de 1902) , membro do corpo redactorial de "A Voz da Figueira", em que manteve colaboração regular durante 32 anos.

1986 - Inaugurado o novo quartel da PSP

1986 (25 de Maio) I Encontro de Teatro Amador da Figueira da Foz..

1986 - (17 a 20 de Julho) 23ª Europeade e inauguração da Praça da Europa e Avenida Marginal.

1986 - (26 de Novembro) Uma traineira é abalroada por um cargueiro.

1987 - (Janeiro) Morte do distinto amador teatral José Ribeiro.

1987 - (3 de Fevereiro) Primeiro número do Diário da Figueira da Foz no jornal "Diário de Coimbra".

1987 - (16 de Fevereiro) Encalha na praia do Osso da Baleia (ao sul da Leirosa) o cargueiro Mansfeld.

1987 - Após alguns anos de encerramento a Empresa Vidreira da Fontela - fundada em 1920 - é adquirida pelo grupo Saint-Gobain e reaparece com a designação de Vidreira do Mondego.

1987 - Abertura da Escola Secundária Dra. Cristina Torres.

1988 - Realiza-se na Figueira o Prémio Nacional de Música.

1988 - No espaço anteriormente ocupado pela "metalo-mecânica" Quadros existe actualmente um novo edifício em que - após intensa polémica sobre a obrigatoriedade de instalar nesse espaço um complexo cinematográfico - se encontra a funcionar a loja da "Maconde" e uma nova superfície comercial.
1988 - (24 de Agosto) Cerimónia de trasladação dos restos mortais de Manuel Fernandes Tomás para um túmulo situado na base da sua estátua, com a presença do Presidente da República Dr. Mário Soares.

1988 - Criada a freguesia de Santana.

1989 - A Soporcel decide construir uma fábrica de papel

1989 - (15 de Abril) Encontro Nacional de Autarcas Social-Democratas, no Casino da Figueira.

1989 - (17 de Junho) Queda de um helicóptero na praia da Figueira, provocando a morte de todos os seus ocupantes, que incluía uma equipa de reportagem da RTP.

1989 - (30 de Junho) As povoações de Alhadas e Paião são elevadas à categoria de vila

1989 - (29 de Agosto) É criada a freguesia da Borda do Campo.

1989 - (27 de Outubro) Inauguração da estátua do Professor Joaquim de Carvalho, com a presença do Presidente da República, Dr. Mário Soares.

1989 - (12 de Dezembro) Morte de Maria Manuela Azeredo Perdigão, nascida em 28 de Abril de 1923.

1990 (Março) - O Grupo Amorim adquire a maioria das acções da Sociedade Figueira Praia.

1990 - (18 de Julho) Inauguração da tesouraria das finanças de Buarcos.

1990 - (27 de Agosto) Primeira pedra do Pavilhão Polidesportivo do Ginásio Clube Figueirense.

1990 - A Figueira assiste ao desaparecimento de alguns dos seus filhos, como: Dr. Marcos Viana (29 de Março) , o antigo futebolista Eduardo Mourinha (31 de Março) , o homem do teatro de Tavarede José da Silva Ribeiro (19 de Setembro) e Belarmino Pedro (17 de Outubro).

1990 (7 de Dezembro) Realiza-se na Figueira um espectáculo de homenagem à cantora Maria Clara, que popularizou a Canção da Figueira.

1991 - A população do concelho é de 61555 habitantes, registando um acréscimo aproximado de 5 %, nos últimos 10 anos (58559 em 1981).

1991 - (Maio) São produzidas as primeiras bobines de papel da Soporcel.

1991 - (Julho) Realizam-se na Figueira - Parque das Abadias - as gravações nacionais dos Jogos Sem Fronteiras.

1991 - Começa a funcionar o Pólo da Figueira da Foz da Universidade Internacional

1991 - (18 de Outubro) O Presidente da República, Dr. Mário Soares inaugura a Fábrica de Papel da Soporcel.

1992 (31 de Janeiro) Inauguração das novas instalações dos Correios de Buarcos.

1992 - (25 de Abril) Encalhou o cargueiro Erika

1992 - (22 a 26 de Julho) XXIX Europeade de folclore na Figueira da Foz.

1992 - (10 de Junho) Comemorações do 1º Centenário do Nascimento do Prof. Dr. Joaquim de Carvalho.

1992 - (4 de Julho) Inauguração do Pavilhão Polivalente do Ginásio Clube Figueirense, com a presença dos ministros Fernando Nogueira e Arlindo Cunha, do secretário de estado Nunes Liberato e do presidente da Câmara eng. Aguiar de Carvalho.

1992 - Neste ano desaparecem do mundo dos vivos: Dr. Manuel Guimarães, Dr. João Bugalho, Augusto Silva e Dr. Rocha Pita.

1993 - (Abril) Campeonato Mundial de Enduro.

1993 - (Julho) O padre Arménio Marques retira-se, após 33 anos na paróquia da Figueira da Foz.

1993 - (Julho) Grande incêndio na Serra da Boa Viagem.

1993 - (5 de Setembro) Inauguração da Escola C+S das Alhadas.

1993 (10 de Outubro) - Os serviços de águas da Figueira assinalam a conclusão do abastecimento do concelho, sendo Cunhas a última localidade a possuir este serviço

1993 - (8 de Dezembro) Inauguração da estátua do Pescador, em Buarcos.

1994 - Inauguração, em Quiaios, do Centro de Educação Florestal "Manuel Alberto Rei".

1995 - Exposição retrospectiva do pintor Cândido Costa Pinto, no Museu Municipal.

1995 - (2 de Junho) Inauguração da Marina.

1995 - Restauro do Grande Hotel Da Figueira.

1995 - (1 de Setembro) Primeiro número do jornal "A linha do oeste".

1995 - (Setembro) Entra em funcionamento a Escola C+S de Buarcos.

1995 - (24 a 26 de Novembro) Reúne na Figueira o V Congresso Nacional de Rádios.

1995 - Realiza-se na Figueira uma prova do Mundial de Surf -Figueirapro 95.

1996 - (Maio) 14º Enduro da Figueira da Foz, a contar para o campeonato nacional e europeu.

1996 - (Outubro) Campeonato do Mundo de Surf - 1ª Prova do Grande Slam Disputada em Portugal (WCT - World Championship Tour).

1996 - O pólo da Universidade Internacional é homologado.

1997 (17 de Janeiro) Após obras de profunda remodelação reabre oficialmente o Salão Nobre do Casino.

1997 - A Figueira é sede do TAP - Rally de Portugal.

1997 - (20 de Junho) É criada a freguesia dos Moinhos da Gândara.

1997 - (27 de Junho) Inauguração da estação de tratamento de águas da Figueira da Foz.

1997 - (4 de Julho) Um violento incêndio destruiu a sede da Associação Naval 1º de Maio.

1997 - A Figueira recebe a 2ª edição do Mundialito de Futebol de Praia, que conta com a participação de 8 selecções. Final : Espanha - 2 Brasil - 4. Portugal classifica-se no 4º lugar.

1997 - (12 de Outubro) Realiza-se na Figueira a "X Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada" - em atletismo, com a vitória do clube português Maratona.

1997 - (14 de Dezembro) Pedro Santana Lopes (PSD) foi eleito presidente da Câmara com 59,87% dos votos, derrotando Carlos Beja (PS - 30,5 %).

1997 - (19 de Dezembro) Morreu, aos 61 anos, o conceituado professor e jornalista Dr. Albarino Maia.

1998 - (Junho) A Associação Naval 1º de Maio subiu à 2ª divisão de honra, em futebol.

1998 - (2 a 9 de Agosto) Realiza-se na Figueira o III Mundialito de Futebol de Praia, com a presença de 12 selecções. Na final: Peru - 2 EUA - 8. Portugal classifica-se em 4º lugar.

1998 - Neste ano a Figueira viu desaparecer o Dr. Abílio Bastos (médico e vereador) e Edmundo Barrué (um dos vultos de maior destaque da natação ginasista).

1998 - (Dezembro) Mini-torneio de apuramento para o campeonato da Europa de Futsal, no Pavilhão Jorge Galamba Marques.

1999 - (3 de Janeiro) Encalhou na praia da Cova o cargueiro Kaaksburg.

1999 - (Março) A Figueira - civil - homenageou o prémio Nobel da Literatura José Saramago.

1999 - (16 de Maio) Após 134 dias na praia da Cova e muitos esforços para a sua remoção, o cargueiro Kaaksburg abandonou aquele local mercê da acção de 2 rebocadores e de um "arrojado plano" de desobstrução posto em prática.

1999 - (Junho) Após obras de remodelação, reabriu o Mercado Municipal.

1999 - (Julho) Contrato de alienação dos terrenos destinados à implantação do golfe, na zona da lagoa da vela.

1999 - Começou a funcionar o "Oásis" da praia.

1999 - (Julho) IV Mundialito de Futebol de Praia. Final entre Brasil e Portugal, sorrindo a vitória à selecção canarinha.

1999 - A Câmara adquiriu o Paço de Maiorca, o Abrigo da Montanha, a Quinta das Olaias e o Convento de Seiça.

2000 - (21 de Maio) Inauguração do pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Recreativo Vilaverdense.

2000 - (Julho) V Mundialito de Futebol de Praia.

2000 - (Setembro) Realizou-se na Figueira uma das etapas do mundial de surf (WCT).

2000 - (Outubro) O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, inaugurou a nova máquina de papel da Soporcel.

2000 - (Outubro) Entrou em funcionamento o novo posto náutico do Ginásio Clube Figueirense, substituindo as antigas instalações, localizadas na Avenida Saraiva de Carvalho, no rés do chão do edifício sede da Assembleia Figueirense.

2000 (5 de Novembro) - Colocação da 1 ª pedra do futuro Centro de Artes e Espectáculos.

2000 - A Figueira viu desaparecer alguns cidadãos importantes como : o jornalista Zé Martins, o empresário Fernando Cardoso e a livreira Celinda Carvalheiro.

2001 - Decorrem em bom ritmo as obras de construção do Centro de Artes e Espectáculos, nas Abadias.

2001 - O concelho da Figueira da Foz tem 62224 residentes, o que representa um acréscimo de 1,1% de indivíduos(61555), desde 1991. No que respeita a alojamentos , no mesmo período, o seu valor passou de 32331 para 37757, registando-se um acréscimo de 16,9 %.

2001 - Regressou à Figueira o Mundialito de Futebol de Praia e - em complemento - realizam-se provas de motociclismo e um torneio europeu de "Futebol Society".

2001 (Agosto) - Após alguns anos de inactividade, a Piscina Praia foi reconstruída, assumindo o nome de Piscina de Mar.

2001 (Setembro) - Têm início as obras de reconstrução da Esplanada Silva Guimarães.

2001 (Setembro) - Devido aos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos - World Trade Center - a Figueira vê cancelada a prova do mundial de surf - WTC.

2001 (28 de Setembro) - Após várias obras de remodelação o porto comercial recebe o primeiro porta-contentores no novo terminal de graneis.

2001 (14 de Outubro) - Reabertura, após reconstrução, do Abrigo da Montanha, destruído pelo incêndio da Serra da Boa Viagem, em 1993.

2001 (15 de Outubro) - Inauguração do centro comercial Foz Plaza que inclui o hipermercado Jumbo.

2001 (Dezembro) - Inauguração do Centro de Saúde de Buarcos.

2001 (16 de Dezembro) - O engenheiro Duarte Silva, candidato do PSD, conquistou a presidência da Câmara da Figueira, com maioria absoluta .

2002 (29 de Janeiro) - O porto comercial da Figueira recebe o primeiro comboio no seu terminal de contentores.

2002 (9 de Fevereiro) - Abertura do complexo turístico "As três chaminés" no espaço outrora ocupado pela fábrica de cal do ciclista José Bento Pessoa.

2002 (1 de Abril) - Primeiro número do ciber-jornal humorístico "O Patarata".

2002 (1 de Junho) Inauguração do Centro de Artes e Espectáculos, nas Abadias, com a presença do Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.

2002 (21 a 23 de Junho) Reúne na Figueira o Congresso Nacional da Juventude Socialista, sendo reconduzida como Secretária Geral da organização a jovem Jamila Madeira.

2002 (11 de Agosto) - 1366 meninas desfilam, em biquini, na praia da Figueira, obtendo-se assim um novo record para o "GUINESS BOOK".

2002 (20 a 25 de Agosto) - Tem lugar o VII Mundialito de Futebol de Praia. Na final Portugal -2 Brasil - 4.

2002 (Setembro) - Realiza-se na praia do Cabedelo, na Figueira, uma etapa do circuito mundial de surf.

2002 (29 de Outubro) - A cidade foi varrida por uma enorme tempestade. Durante cerca de 15 minutos a chuva intensa e o granizo - de grandes dimensões -, acompanhados por ventos que atingiram os 120 a 150 km/h deixaram a Figueira num caos, provocando imensos prejuízos.

2002 (Novembro) - Faleceu o respeitável Dr. Goes Pinheiro que durante muitos anos administrou a farmácia - com o seu nome - vizinha do BNU, na Praça Nova.

2003 (14 de Fevereiro) - Inauguração da nova sede da Cruz Vermelha.

2003 (9 de Março) - A Associação Naval 1º de Maio vence, em Lisboa, o Sporting Clube de Portugal por 1-0 , num jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal de Futebol. Na meia-final a Naval perde, nas Antas, por 2-0, perante o Futebol Clube do Porto.

2003 (2 e 3 de Maio) - Realiza-se no Casino da Figueira o festival de moda Portugal Fashion.

2003 (3 de Agosto) - Portugal vence pela primeira vez o Mundialito de Futebol de Praia (8ª edição), derrotando, na final, o Brasil por 7 - 4.

2003 (17 de Agosto) - Realiza-se a segunda edição do desfile de bikinis, que obtém novo record para o Guiness, com "mais de 2000 participações".

2003 (Setembro) - Após 31 anos de realização ininterrupta, a Figueira vê desaparecer o seu Festival Internacional de Cinema.

2003 (7 e 8 de Setembro) – O Palácio Sotto Maior e o CAE são os palcos escolhidos para uma importante reunião entre os ministros espanhóis e portugueses , a CIMEIRA LUSO IBÉRICA. As delegações dos dois países são chefiadas pelos primeiros ministros Durão Barroso e José Maria Aznar.

2003 (15 de Dezembro) – Inauguração do Arquivo Fotográfico Municipal.

2004 (16 de Janeiro) – Após uma profunda remodelação reabre o Casino da Figueira.

2004 (23 de Janeiro) – Realiza-se, no parque das Abadias, o Campeonato Nacional de Corta-Mato.

2004 (Agosto) – O Brasil vence a 9ª edição do Mundialito de Futebol de Praia.

2004 (Agosto e Setembro) – A cidade é o palco mediático da luta pela legalização do aborto. A associação holandesa WOMANS ON WAVES estabelece a Figueira como destino para o «BARCO DO ABORTO». Após muitos dias ao largo da cidade as autoridades políticas e portuárias não permitem a entrada da embarcação nas águas portuguesas.

2004 (3 a 11 de Setembro) Realiza-se na Figueira a «1ª Feira Internacional do Idoso».

2004 (Setembro) - A sociedade figueirense divide-se em torno do polémico projecto de urbanização do «Vale do Galante».

2004 (30 de Setembro) – O Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes, em visita oficial à Figueira, é agraciado, no salão nobre da Câmara, com a «chave de honra da cidade».

2004 (Outubro) – O CAE (Centro de Artes e Espectáculos) acolhe o «5º Congresso Nacional Sobre a SIDA».

2004 (22 de Outubro) – Faleceu, na Figueira da Foz, aos 87 anos, o cidadão Jorge Galamba Marques. Destacou-se pelo seu empenhamento em actividades ligadas ao Lions Clube e ao Ginásio Clube Figueirense. Foi candidato à presidência da CMFF pelo PSD, sendo então eleito vereador. O seu nome figura na toponímia local e o GCF baptizou o seu pavilhão de «Jorge Galamba Marques», em agradecimento aos serviços prestados à instituição de que foi presidente.

2004 (26 de Outubro) – O estádio José Bento Pessoa foi palco de um encontro de futebol a contar para a 4ª eliminatória da taça de Portugal, entre a Associação Naval 1º de Maio e o Sporting Clube de Portugal. A vitória sorriu à equipa lisboeta por 3-1.


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