
Junta de Freguesia de Quiaios
Rua da Figueira da Foz, 27
3080-544 Quiaios
Tel. 233 910 260
Fax 233 910 229
Pormenores:

Jardim

Fonte do Lavadouro

Casa da Renda

Igreja Matriz

Capela de Senhora da Graça

Grupo Instrução e Recreio Quiaiense

Quiaios Clube
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Quiaios
A julgar pelo nome "Quiaios", o povoado é de origem antiquíssima,
provavelmente semítica ou fenícia. Este povoado surge mencionado em
documentos do século IX e sabe-se que em 1143, D. Afonso Henriques
doou-a em couto ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra que já possuía
parte dele por compra a particulares. Outros documentos referem que,
em 1122, a rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, doou ao seu
amante, D. Fernando (Fernão) Peres de Trava, o castelo de Santa
Eulália, o de Soure e a Vila de Quiaios. Devido às discórdias entre
mãe e filho que, inclusivamente resultaram na batalha de S. Mamede,
D. Afonso Henriques assume a governação do reino e expulsa de
Quiaios o amante de sua mãe.
Graças à árdua tarefa que Paio Guterres desempenhou na
independência de Portugal, o rei doou-lhe, em 1134, parte da vila,
tendo a outra parte sido doada ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
Mais tarde, em Agosto de 1514, no reinado de D. Manuel I, a vila
recebe foral que certificava as obrigações e regalias da povoação. O
concelho de Quiaios viria a ser abolido em 1836 e aparece como
freguesia do concelho de Maiorca. Depois de extinto, Quiaios, passa
em Dezembro de 1853 a integrar o concelho da Figueira da Foz.
Segundo a lenda popular, existem duas versões semelhantes e
prováveis, quanto à origem do topónimo, "Quiaios". Uma das quais diz
que D. Afonso Henriques andando à procura de mouros para os expulsar
do país, encontrou sinais destes nesta povoação, chamou então os que
o acompanhavam e dizendo bem alto de modo a que todos o ouvissem,
inclusive os bárbaros, para que surgissem e os atacasse, gritou:
"Aqui Aios" ou "aqui há-os", por junção das duas palavras e com o
evoluir da língua ficou Quiaios. No entanto, o estudo da língua
indica que Quiaios é uma palavra de origem semítica, pode ser tanto
fenício ou cartaginês e a sua evolução primitiva que se supõe ter
sido "Qiqayon". Seja como for, Quiaios, é hoje uma freguesia de
contrastes, opondo uma imagem de turismo projectada no futuro a uma
outra que se relaciona com uma estagnação do natural desenvolvimento
de uma freguesia.
Ficha Rápida
Orago: São Mamede
População: 5.000 habitantes
Povoações: Quiaios, Ervedal, Cova da Serpe, Casal Novo, Praia de
Quiaios, Murtinheira, Saibreira e Serra de Santa Marinha.
Actividades Económicas: Turismo, indústria, pequeno comércio e
agricultura de subsistência.
Festas e Romarias: Enterro do Bacalhau, Cortejo de São Tomé, a
morte do judas, caqueiradas, cavalhadas, o Maio, as Festas de São
Mamede e São João. A desfolhada, não sendo uma festa, era uma
actividade agrícola que terminava algumas vezes com um pequeno baile
em casa do lavrador que a fazia.
Património: Lagoa das Braças, Igreja Matriz, Casa da Renda,
Capela da Senhora da Graça, capela do Santo Amaro, Capela do Senhor
dos Aflitos e Capela da Senhora da Boa Viagem.
Colectividades: Grupo Instrução e Recreio Quiaense, Quaios Clube,
Casa do Povo, Recreio Mocidade Agrícola da Cova da Serpe, União
Instrução e Recreio da Serra da Boa Viagem e Grupo Recreativo da
Serra da Boa Viagem. in As Beiras - 2000/08/17
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