
Junta de Freguesia das Alhadas
Rua do Jardim Escola, 32
Alhadas de Baixo
3090-401 Figueira da Foz
Tel. 233 930 161
Fax 233 939 936
Pormenores:

Igreja

Coreto

Casa do Povo

Linha Férrea

Dólmen

Padeira

Fogueteiro
«---»
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Alhadas
O
povoamento das Alhadas perde-se no tempo e a prová-lo estão
as estações neolíticas e os dólmenes encontrados.
Alhadas
foi elevada a vila no século XII, sob o domínio de D.
Fraile Pais. Em documentos medievais, como o foral concedido
a Montemor-o-Velho, por D. Teresa e D. Branca, Alhadas e
Maiorca são aí referidas.
Aliadia
(Alhadinha) terá sido o primeiro nome de Alhadas. Depois de
ser tornado vila, em meados do século XII, foi considerada
ou designada como Couto de Alhadas.
Foi
freguesia do extinto concelho de Maiorca até 1853 e recebeu
foral de D. Manuel I, em Agosto de 1514.
Na
sua história mais recente, como curiosidade regista-se o
facto de Alhadas ter sido um esconderijo para muitos
daqueles que procuravam a liberdade aquando da ditadura
salazarista. Álvaro Cunhal, por exemplo, esteve hospedado
nessa época, na casa de um ex-companheiro de tropa, na
serra das Alhadas.
A
30 de Junho de 1989, a freguesia foi elevada a vila. O termo
topónimo, "Alhadas", tem várias versões, poderá
ser um termo medievo "Alhadias", designativo de
uma lendária aliança estabelecida entre a referida povoação
com Maiorca e Quiaios, para uma mais sólida defesa perante
as investidas mouriscas, no período da reconquista cristã.
No entanto o nome de Alhadas poderá derivar do vocábulo árabe
"Alheda", do verbo "hadda" que quer
dizer militar, terminal ou limite.
Ficha Rápida
Orago:
Nossa Senhora da Esperança
População:
6.000 habitantes
Povoações:
Alhadas, Serra das Alhadas, Carvalhal, Porto Carvalhal,
Redondos, Seichido, Guadalupe, Broeiras, Porto Liceia,
Bernardas, Casal do Grelo, Esperança, Pincho, Santo Amaro
da Amoreira, Areira, Bica, Caceira.
Actividades
Económicas: Sector secundário e terciário, indústrias
de metalomecânica, cerâmica, madeira, mármore, panificação,
pirotecnia, destacando-se ainda a agricultura e o comércio
tradicional.
Festas
e Romarias: Festas de Nossa Senhora da Esperança, Nossa
Senhora da Saúde, de Guadalupe e de Santo Amaro da
Amoreira.
Património:
Igreja Matriz e outras capelas e o Dólmen das Caniçosas.
Colectividades:
Sociedade Boa União Alhadense, Ateneu Alhadense, Clube
Instrução Recreio Alhadense, Associação Cultural
Recreativa Desportiva Social Carvalhense, Grupo Cultural
Recreativo do Pincho, Grupo Instrução e União Caceirense.
in As Beiras - 2000/08/17
Símbolos heráldicos
O actual brasão foi aprovado pela Assembleia de Freguesia a 27 de
Setembro de 2001, após parecer da Comissão de Heráldica Portuguesa.
Vem substituir o que foi posto indevidamente a circular, em Junho de
1993. A sua feitura não obedecia aos princípios consagrados, nem tão
pouco tinha obtido até essa data qualquer parecer da respectiva
Comissão de Heráldica, de harmonia com o que se encontra
pré-estabelecido e que regulamenta a elaboração, formalização,
aprovação e registos dos símbolos heráldicos portugueses. Tendo
sido, inclusivamente, mais tarde, em Dezembro de 1994, sido aquele
reprovado pela citada comissão.
Símbolos heráldicos - Os elementos
A anta: vestígio mais antigo da habitabilidade da freguesia.
Representa a antiguidade do povoamento e o interesse arqueológico de
Alhadas.
Roda da Azenha: Representa as azenhas em tempos existentes nas
Alhadas. Encontra-se associada às actividades económicas exercidas
na vila, desde as mais artesanais até aquelas em que a indústria
predomina, e ao desenvolvimento.
Espigas de trigo: tem por simbologia a agricultura e a excelência
dos seus produtos, caso da farinha, com que se faz o pão, a broa, os
bolos e as tortas, que afamam as Alhadas.
Símbolos heráldicos - As cores
Verde: está associado à fertilidade dos campos, do
rejuvenescimento, da esperança, da vida.
Amarelo: simboliza a cor dos campos, das searas de trigo, de
centeio, de milho, com os seus frutos amadurecidos.
Prata: sinónimo de paz, de perfeição, de riqueza e humildade,
espelhados nos rostos das gentes das Alhadas. |